Análise rápida: KDE 4 para um usuário do Gnome
Lançado há exatos dois dias, o código-fonte já pode ser compilado em qualquer distribuição Linux (usuários de distribuições incompletas podem ter trabalho), e é questão de tempo até sua popularização. A safra 2008 de distribuições já terá suporte ao KDE 4 – muitas delas mantendo ainda o KDE 3.5, como o que já acontece no OpenSuSE – para que os usuários desse ambiente desktop possam se adaptar às novidades.
Porém, existe uma personalização do LiveCD do OpenSuSE Linux que vinha com os BETAS do KDE 4 para os curiosos usuários poderem analisar o desenvolvimento do ambiente desktop, eu mesmo baixei duas vezes. Com o lançamento da versão “final”, também foi disponibilizado o mesmo LiveCD contendo a primeira versão estável do KDE 4, com a mesma finalidade.
Assim, estou utilizando o LiveCD do KDE 4 desde sexta feira no VMware, e escrevi a análise para o usuário recém chegado conferir as novidades. Apesar de ser usuário (e convicto) do Gnome, gostei das novidades e acredito que as próximas grandes versões (KDE 4.1, KDE 4.2…) estarão ainda melhores. Vamos lá?
O novo conceito do Desktop
O KDE 4 é um inovador nato. E como tal, ele tenta lançar um novo conceito de desktop. Nesse conceito, temos o Plasma (o conjunto da obra) que é composto por Plasmoids. Os Plasmoids podem ser várias coisas, widgets, ícones e botões, e podem ficar tanto no desktop quanto no painel, e nessa eu acho que o SuperKaramba dançou. Ao passar o mouse num Plasmoid na área de trabalho, é exibida uma aura transparente com opções de controle, e permite esticar, encolher, mover, girar ou configurar aquele Plasmoid. Demorou (muito) pro KDE permitir essas proezas com ícones SVG, algumas já são possíveis no Gnome desde que eu me entendo por gente. Mas a flexibilidade que isso proporcionou na aliança de Ícones e Plasmoids foi muito interessante.
O antigo Kicker (painel) também foi substituído pelos Plasmoids, ou seja, o Painel agora é um Plasmoid. E o KWin permite nativamente recursos como Exposè (Ctrl + F9) e um Dashboard (Ctrl + F12), que são independentes de um AiGLX/XGL. Nativamente foram inclusos recursos de transparência real e sombras, também direto no KWin, mas não funcionaram adequadamente comigo. Não sei dizer se é um bug ou é por causa do VMware, explico os problemas que tive mais adiante. No canto direito superior da tela também possui um Plasmoid que eu não sei o nome, mas a partir dele adicionamos os outros Plasmoids no desktop. Ele transita de maneira super elegante.
Os drag n’ drops melhoraram bastante (aleluia, né KDE?), e todos os Plasmoids são manipulados assim. Com o gerenciador de Plasmoids – janelinha chamada “Add Widgets” -, é exibida a lista de Widgets disponíveis, podendo ser adicionados ou removidos. Para adicionar um Widget no desktop, basta clicar num, arrastar e soltar onde der vontade, até no Painel. A partir do Dolphin também é possível transformar alguns itens em Plasmoids da área de trabalho. O mesmo widget realmente tem funcionalidade garantida em ambos os locais, desktop e painel.
Os ícones ganharam novo theme, o Oxygen. Assim como no KDE 3.xx, onde os ícones Crystal SVG passavam idéia de transparência, clareza e brilho, os ícones Oxygen transmitem “sensação” de liberdade, vento, oxigênio. Um Briefing interessante, os ícones ficaram muito legais. Até me lembraram do iconset Tango (fanáticos pelo KDE 4 vão querer me matar por causa disso).
Para o KDE 4, agora também inexiste o diretório ~/Desktop. Arquivos direcionados para o Desktop caem na /home, e as configurações do desktop com seus plasmoids fica na ~/.kde4. Acredito que isso seja uma faca de dois gumes, pois a usuabilidade ficou agradável e estranha ao mesmo tempo. Exemplo, eu copiei um PDF do meu PenDrive para o Desktop, mas inexiste um diretório ~/Desktop… Então virou um (lindo) Plasmoid com o nome do arquivo, eu clico e ele abre no Okular. Mas eu excluo o plasmoid e ele não exclui o arquivo (ou seja, simplesmente um atalho, e ele não criou uma cópia do mesmo na /home), eu tenho que abrir o Dolphin, ir ao PenDrive e apagar o desgraçado do PDF. Então, se eu apagar o PDF no PenDrive, ou simplesmente remover o dispositivo, o Plasmoid não desaparece nem dá uma indicação que o link está quebrado, eu clico e ele dá erro por motivos óbvios. Isso precisa ser melhorado – urgente.
Também não encontrei algumas coisas que deveriam ser óbvias, como um configurador do Painel. Ta certo que o KDE 4 ficou legal em tons pretos. Eu também gosto, mas poxa, justamente na primeira impressão (que é a que… não completarei o resto da frase), ficou semelhante demais ao MS Windows Vista, e eu tentei mudar isso. Mas, simplesmente não achei onde alterar as propriedades do Painel. Nas versões anteriores e no Gnome, bastaria clicar com o botão direito no Painel e ir nas propriedades para fazer a festa (mudar tamanho, textura, cor, transparência, botões, comportamento e etc).
Do resto, o KDE 4 foi tranqüilo e naturalmente intuitivo.
Eu não entendi…
Fuçando nas propriedades do Plasma Workspace – vulgo Desktop -, é possível alterar o papel de parede e/ou colocar um slide-show, e mais nada além disso. Também existem duas checkboxes, “Align to Grid” e “Show Icons”. A primeira eu não preciso nem explicar, porém a segunda eu quis entender sua serventia. Desabilitei, apliquei OK, e sumiram todos os ícones Plasmoids de programas do meu desktop (o Opera, Dolphin e Kopete). Prevaleceu o PDF que citei anteriormente, e pensei: “Ahh ta, isso só tira os Plasmoids de atalhos pra programas, o resto fica!”. Marquei de novo o checkbox acreditando que meus antigos ícones voltariam, mas não voltaram, oh shit! Quem for testar, cuidado com esses checkboxes, eles são do mal! Tomara que corrijam isso…
Ainda com relação aos Plasmoids, adicionei um Plasmoid “Lixeira” a partir do Dolphin arrastando o ícone para o Desktop. Funcionou!! Tentei excluir um arquivo da maneira que *eu* excluo (vício do Mac OS X, de arrastar arquivos pra lixeira ao invés de apertar o Delete – argh!) e não funcionou, nada acontecia. Criei de novo, vi as propriedades do Plasmoid e aparentemente estava tudo normal. Cliquei nela e deu erro, não reconheceu o diretório “Trash:/”. Minhas suposições não chegaram num consenso, se isso é Bug do KDE 4 no endereço da lixeira (aconteciam coisas semelhantes no KDE 3.4 do Slackware 10.2), se é um bug DA lixeira ou se o KDE simplesmente não aceita um Plasmoid assim e tenha um Plasmoid próprio pra ser Lixeira. Esperar pra ver.
Os programas GTK (testei o Pidgin e o FireFox) também ficaram horríveis no novo ambiente desktop, mas deixo claro que eu não instalei nenhum aplicativo que pudesse gerenciar os softwares desse Toolkit, como GTK-QT-Engine, GTK-Chtheme ou simplesmente instalar metade do Gnome goela abaixo: Apenas o SuSE com KDE 4 cru. Acredito também que a interoperabilidade deveria ter sido melhorada nesse quesito.
O que tive certeza que é um Bug foi que, se eu abrisse um terminal e digitasse halt (ou telinit 3), ele perdia todas as alterações do Desktop. Também aconteceu com um amigo meu, que compilou o KDE 4 no Slackware 12.
Novos Programas
As primeiras diferenças que alguém vindo do KDE 3 para o KDE 4 irá perceber será o Dolphin. Apesar de existir também pro KDE 3 (não vem por padrão, como o GWenview), no KDE 4 o Dolphin é utilizado para ser apenas um poderoso navegador de arquivos, isolando a navegação Web pro Konqueror. O Konqueror continua sendo total-flex, navega na web, navega em arquivos e visualiza conteúdo de algumas coisas. O Dolphin é leve, agradável e intuitivo.
Assim como o Dolphin, também não faria sentido que o Konqueror fosse “desmembrado” se as imagens e PDFs continuassem sendo abertos nele. Então, surgiram outros programas para suas devidas funções. Pra PDFs foi criado o Okular, um concorrente à altura pro Evince, e pra imagens foi criado o GWenview, também um concorrente legal pro EOG.
O Konqueror continua existindo feliz e contente com as mesmas funcionalidades, mas acredito que o pessoal do KDE deseje colocá-lo como navegador oficial do ambiente, aprimorando seus recursos e podendo fazer um concorrente KHTML pro FireFox, assim como a existência do KOffice está para o OpenOffice.
O Konsole também ficou mais “inteligente”, e pareceu ter menos recursos. Gostei da alteração, antes as opções eram excessivas, e eu me perdia quando estava usando, ou esquecia de salvar as alterações, quando reabria o programa estava tudo da maneira tradicional.
Foi incluído um painel de controle próprio do KDE, o System Settings, que aparentemente substituiu o grande, pesado e confuso KControlCenter (não posso confirmar se substituiu mesmo). Ficou leve e eficiente, sendo possível acessar as configurações do KDE de maneira mais prática e bonita. Ficou parecendo o System Preferences, do Mac OS X.
Infelizmente, não pude testar o AmaroK 2.0. Instalei-o na máquina virtual, e ele ainda não está completamente pronto. Tive problemas com o VMware, e terei que esperar mais um pouco para isso.
O que ainda esperar?
Como a própria equipe falou, essa ainda é uma versão inicial, que ainda não está bem pronta para uso. Ainda quase não existem Plasmoids disponíveis, exceto os que acompanham o KDE. O KNotify foi incluso meio na gambiarra para existir uma área de notificação, mas também será substituída por Plasmoids com o tempo. Também há o Solid, um novo integrador de dispositivos (como o HAL) e que deverá fazer com que os dispositivos funcionem independentes um do outro e sem limitações do fabricante (aquele widget que ta no meu desktop funciona nele). O aRTS também deverá ser substituído pelo Phonon (aleluia!).
O KDM que veio na distribuição ainda é o do KDE 3. Já deve existir um KDM do KDE 4, se não existe, acelerem pelo amor de Deus. =)
Problemas que tive
O animal gênio que fez esse LiveCD com KDE 4 atualizou o Kernel da distribuição, mas (ainda?) não atualizou o Kernel-Headers nos repositórios. Moral da história, eu não pude instalar o VMware Tools – ou até poderia, mas ia ter que recompilar o Kernel para gerar os headers corretamente. Não o fiz, pois instalei a distribuição por cima de uma máquina virtual Ubuntu apenas para testar, não para usar em definitivo. Acabei sem VMware-Tools, e impossibilitado de testar o som, ver efeitos visuais e compartilhar minha /mnt/Mp3 do Fedora. Só deu mesmo pra conferir as novidades.
Conclusões e Agradecimentos
Agradeço ao amigo Vinicius por diversos esclarecimentos dos “novos conceitos” e dicas sobre o desktop. O KDE 4 está extremamente leve, bonito e com outro Look n’ Feel. E, se o Gnome não se cuidar, provavelmente lá pelo KDE 4.1 ou KDE 4.2 eu estarei fazendo as malas!
Opinião: Benazir Bhutto, tiranos e o Mundo Digital

A imagem icônica acima correu o mundo, em 1989, e é uma das poucas que temos do herói anônimo que enfrentou os tanques do Exército Vermelho, durante as manifestações pela Democracia, na Praça Tianamen, China. Ninguém sabe quem ele é, imagina-se que tenha sido executado. Nunca saberemos.
Hoje esse tipo de evento não seria mais possível. Cada movimento dos tanques seria seguido por celulares, câmeras, iPhones. Antes do sangue secar na primeira poça, blogs e sites de notícias estariam espalhando as (más) novas.
Agora mesmo no Paquistão o governo do ditador Musharraf está tentando minimizar a morte da Ex-Primeira Ministra Benazir Bhutto, com versões contraditórias, alegando uma hora que ela morreu por um tiro, depois no hospital, agora alegam que ela bateu com a cabeça durante a fuga. Politicamente é importante que ela não se torna uma mártir.
Como todo ditador absolutista, Musharraf acha que entende como o mundo funciona, acha mesmo que controla como esse mundo funciona. Infelizmente (para ele) o mundo não funciona por decreto, muito menos seguindo idéias retrógradas de líderes totalitários.
Enquanto o governo paquistanês insiste em teorias conspiratórias envolvendo a Al Qaeda, alavancas mágicas e similares (em breve culparão Lee Oswald, ou o Canceroso) o povo que estava lá portava a mais perigosa arma de todas: Ferramentas capazes de difundir informação.
No caso, celulares com câmeras. “pra quê um celular com câmera?” perguntam alguns.
Para desmascarar um governo mentiroso, mostrando para o mundo um sujeito com uma arma atirando na ex-Primeira-Ministra.
Isso me lembra um excelente comercial da Telecom Italia, com Mahatma Ghandi:
O vídeo da Benazir Bhutto nem de longe é pacífico e inspirador quanto o de Ghandi, mas é mais significativo. O da Telecom Italia é apenas uma esperança, já o do assassinato é prova viva de que tecnologia é importante SIM e funciona para corrigir injustiças e desmascarar tiranos.
O mundo aos pés do Google
Hoje pela manhã topei em um artigo que me chamou a atenção. Nele, o autor listava algumas estatísticas sobre o Google, por exemplo:
- O Google tem 65% de todas as buscas na internet
- O Google 79% do mercado de propagandas pay-per-click
Fiquei pensando nisso, e nas enormes conseqüencias de tal domínio. Não creio que a saúde financeira da empresa seja tão importante quanto o fato do Google simplesmente controlar a maioria da informação disponível no mundo.
Imagine o seguinte cenário: sua empresa, digamos de hospedagem de sites, recebe a maioria de seus clientes através de busca no Google. Agora imagine se por algum motivo, o Google resolve banir seu domínio do índice…. ou mesmo sendo menos radical, mas por vários motivos, sua posição para a palavra “hospedagem” cai da primeira para a segunda página de resultados. Isto pode efetivamente destruir um negócio.
Extrapolando o cenário para um âmbito maior, imagine quantas empresas hoje tem negócios essencialmente dependentes do tráfego vindo através do Google. Essencialmente, se você não está no Google, é praticamente o mesmo que não existir.
Saindo dos negócios, vamos imaginar um outro cenário: uma página sobre tratamento de câncer, por exemplo. Para a imensa maioria que procura informações no Google, a posição de uma página nos resultados reflete seu “valor”, portanto teoricamente resultados no topo das buscas estão “mais corretos”, certo ? Eu gosto de pensar que sim, mas em muitas situações isto não acontece, por exemplo, devido a companhias tentando manipular os resultados com seus produtos. Quem perde ? O usuário, que pode acabar com informação de qualidade inferior, ou pior ainda, errada.
Voltando ao Google, eu nem mencionei a quantidade de informação que o sistema tem sobre cada um de nós que armazena seu email, feeds, orkut e tantas outras coisas no imenso sistema deles. Efetivamente o Google controla o fluxo de informação no mundo atualmente.
Espero que exista muito cuidado por parte da liderança do Google para que este poder seja usado para o bem. O lema deles “don’t be evil” (não seja mau), me faz esperar que esta seja a intenção deles.
TechEd : Dia 1
O primeiro dia do TechEd foi iniciado as 14hs e com sessões gerais para todo o público, ao invés das inúmeras salas dividindo o público.
A recepção foi boa, bem organizada. Foi realizada, porém, uma grande campanha visando a certificação Microsoft. Cada profissional com certificação Microsoft ganhava brindes extras, que variavam conforme a certificação do profissional.
A fila para tais brindes encontrava-se gigantesca, era necessário que cada profissional abrisse seu transcript online no site da Microsoft para que as certificações fossem conferidas.
Houve bastante reclamação e a pergunta óbvia : Por que o cadastro do TechEd já não pediu o MCPID dos participantes, fez a junção com a base de profissionais e os brindes já não foram trazidos juntos com o Welcome Kit do TechEd ?
Conhecendo a Microsoft, sei que o pessoal da Microsoft Brasil fez o melhor que pode e os parabenizo por isso. Se pedissem a carteirinha, por exemplo, muitos não teriam levado, estariam com ela desatualizada ou usariam uma falsa. Portanto foi a melhor opção disponível.
Mas se o pessoal da Corp. vê todos os brasileiros como índios ("O queeee ??? Dar acesso a base de profissionais para esse monte de índios ? Nem pensar!!!!!" ), fazer o que, né ? Essa filosofia não é exclusividade de uma ou outra empresa, trata-se da visão que paises desenvolvidos tem a nosso respeito.
Mas, voltando ao ponto, a campanha de certificação realmente teve grande destaque. A marca da campanha no TechEd foi o Sou/Não Sou. Todos os profissionais certificados andavam pelo Teched com uma tarja verde escrito "Eu Sou" (e imaginem todos os duplos sentidos possíveis para isso).
Próximo ao stand de distribuição dos brindes de certificação, um casal de atores contratados faziam uma grande agitação. Ela, uma gostosona tirando fotos com todos que levavam a marca "Eu Sou". Ele, vestido de mendigo, roupa rasgada, barba enorme, tocando um pandeiro e todo grudado de tarjas vermelhas com "Num sô", que foram distribuidas no TechEd e quando menos se esperava alguém colava uma em suas costas.
(Alguns dos tópicos adiante serão cada vez mais técnicos, afinal trata-se da cobertura de um evento de alto nível técnico… mas neste 1o dia ainda está bem light)
Acho que esta abaixo foi a melhor foto que consegui dos dois, se alguém tiver melhor envia ai prá nóis :
Editado – troquei pela foto do Eberard, muito melhor, valeu !
Pouco antes do inicio das sessões, foi hora das fotos entre os velhos amigos :
Eu, Marden Menezes e Luciano Reis. Para quem não conhece, Marden Menezes é o responsável (culpado) pelo surgimento das comunidades de usuários .NET no Brasil. Foi esse Pernambucano que, quando o .NET estava em seus betas, perturbou os palestrantes Microsoft para descobrir como aprender esta tecnologia, descobriu a existência da INETA, criou o primeiro grupo de usuários .NET do Brasil – SharpShooters – e se tornou representante nacional de relacionamento da INETA com as comunidades (na época, fazem anos). A foto foi tirada pelo Marco Chilá (palestrante paulista e futuro prof. da UniNove).
Da esquerda para a direita (espero não errar o nome de ninguém) : Marcelo Di Pauli (MVP), Luciano Reis, André Furtado (novo funcionário Corp – e palestrante TechEd), eu, Leonardo Bruno Lima (MVP), não lembro se era Marden ou Chilá que estava com a câmera.
Eis que inicia-se o show. Sobe uma gostosa famosa no palco para fazer a abertura. A garota se acha tanto que não se dá ao trabalho de se apresentar. Legal. No ano passado foi Gabriel Pensador, mas esse dispensava apresentações, só que desta vez ninguém reconheceu a garota : Perguntei para o Luciano, para o Marden, ninguém sabia quem era ela, só ficamos sabendo agora, semanas depois do TechEd, quando no MSDN Flash saiu o nome da guria : Tina Roma, apresentadora da Jovem Pan . Mas de que importa ?
A sala estava completamente lotada. Mas diferentemente do lançamento do Visual Studio, da vez anterior, desta vez isso foi previsto. A passagem de participantes para a sala ao lado, para assistirem por video-conferência, foi algo que ocorreu de forma tão sutil que eu não saberia que aconteceu se não tivessem contado, para dar uma noção do volume de participantes. Coisas assim são vistas como pura obrigação, mas não são nada fáceis de organizar e a equipe do evento tem todo o mérito por isso.
O evento estava lotado. Não, você não entendeu. Eu disse lotado mesmo. Cheio. Muito cheio. Sabe trem em hora de Rush ?
Digam se não parece a hora do almoço da tropa do Bope ? Só estava faltando o Capitão Nascimento. Em meio a tanta gente, uma empresa de treinamento tem uma idéia de marketing diferente : Cola uma etiqueta numerada em todo mundo. Se alguém conseguir achar outra pessoa com o mesmo número dentro do TechEd, os dois ganham um treinamento de graça. Coisa simples, achar seu "par" nesta sala da foto…
De fato, o WTC ficou sub-dimensionado para este evento. Ora, mas é questão de planejamento de evento, é coisa imprevisível. Nos eventos de comunidade, por exemplo, é hábito que apenas 60% do público inscrito apareça. Então sempre fica 40% de incógnita e isso é uma incógnita muito grande. A Microsoft nem ao menos está presa ao WTC, o TechEd anterior foi realizado em outro local, não lembro agora. Portanto, estão fazendo os ajustes corretos e, de fato, a organização deste TechEd ficou realmente muito melhor, nos detalhes, que a organização de anteriores.
Depois de uma apresentação falando sobre comunidades on-line (mais ou menos isso), Eduardo Campos, gerente geral da divisão de Windows Server no Brasil, iniciou sua apresentação.
Visão Geral
Além de usar até no título o termo TI dinâmica (velha estratégia DSI da Microsoft, a qual nunca compreendi muito bem), Eduardo mostrou os pontos centrais no lançamento de cada um dos 3 produtos em foco (Windows Server 2008, SQL Server e Visual Studio) . Um link meio perdido em minhas anotações e que deve ser útil para quem desejar se aprofundar em DSI é http://www.microsoft.com/IO . O que me chamou a atenção de imediato foram os recursos de aprendizado para evoluir a TI da empresa de Básica -> Padronizada -> Racionalizada -> Dinâmica, o material parece bem interessante.
Inicialmente os pilares demonstrados para cada produto não pareciam esconder surpresa alguma. Tudo dentro do previsto para quem tem acompanhado o processo de desenvolvimento.
Mas não é bem assim. Ao entrar nos detalhes dos produtos, algumas surpresas surgiram.
Nos pilares de Windows Server, foi uma surpresa encontrar menção a arquitetura baseada em serviços, já que até o momento apenas aqueles que se especializaram neste assunto haviam se dado conta desta novidade.
Pode até parecer hype, como muitos diriam, mas está muito longe disso. Com os novos recursos do IIS 7 o Windows Server 2008 é o primeiro Windows Server que fornece suporte simples a uma arquitetura baseada em serviços sem que você tenha que implementar todo o gerenciamento dos serviços, o IIS gerencia para você (Veja um webCast sobre a utilização de WCF com o WAS).![]()
Neste momento eu ainda não tinha noção do quanto dariam destaque ao gerenciamento de escritórios remotos no Windows Server 2008, listado como um dos pilares do sistema. Foi tanto que foram feitas duas palestras sobre o mesmo tema (duas, pelo menos, que eu assisti).
Já sobre PowerShell, que a Microsoft vinha dando muito destaque a ele isso não era novidade para mim. Mas eu iria descobrir no dia seguinte a importância dele para todo o sistema e a bela e íntegra arquitetura extensível montada com uso do PowerShell
Virtualização
A estratégia de virtualização se tornou então ponto central da apresentação. Como não tenho lidado tão diretamente com TI, virtualização é algo que estava
me escapando – comprar um servidor grande com capacidade de fazer o papel de muitas máquinas seria realmente melhor do que comprar muitas máquinas ?
Esse é apenas um dos pontos de vista. O uso de virtualização permite um melhor gerenciamento de problemas físicos, recuperação de máquinas virtuais a estados anteriores e a distribuição de servidores através da empresa, o que achei mais chamativo e impressionante. Utilizando o Virtual Server em conjunto com o System Center um administrador pode criar em uma intranet templates de máquinas virtuais. Servidores web, servidores de banco, enfim, inúmeros templates de máquinas virtuais. Tudo isso sem falar do SoftGrid, servidor de virtualização de aplicações, conceito que ainda é bem nebuloso para mim.
Os administradores determinam quanto de hardware cada máquina virtual poderá consumir e distribuem a administradores setoriais a permissão de criar máquinas virtuais. Um gerente de desenvolvimento, por exemplo, pode requisitar via intranet um servidor de banco novo. Depois de 30 minutos, recebe o aviso de que o novo servidor encontra-se a disposição para uso.
Nada melhor, aliás, do que uma boa demonstração de virtualização do Suse Linux rodando dentro do Windows.
O System Center também não ficou para trás, sendo neste ponto apresentado como o gerenciador central das máquinas virtuais, mas nem por isso o palestrante deixou de dar o ar da graça para a família System Center, que inclui, por exemplo, o Data Protection Manager. Fazendo o resumo do resumo, é um gerenciador de backup coorporativo. Agora backups do SQL Server, Exchange Server e de servidores de arquivo não vão mais ser 3 coisas diferentes, mas uma tarefa só gerenciada pelo System Center Data Protection Manager, que promete ser ferramenta para qualquer pé de salsa usar, incluindo até mesmo um desenho de workflow do processo de backup dos dados (colocaram o Workflow Foundation até aqui ?!)
Foi dado destaque também a possibilidade de migração de outras máquinas virtuais, sendo feita demonstração com uma máquina virtual do vmware sendo migrada para o virtual server. Com relação ao licenciamento, destacou-se que o Windows Server Enterprise já inclui permissão de uso de 4 máquinas virtuais (leve 5, pague 1), enquanto que o Windows Server DataCenter Edition não tem limitação no número de máquinas virtuais que permite.
O Windows Server "Centro" já vem sendo há muito comentado. Com mais recursos do que o Small Bussiness Server, porém com limitações maiores do que a aquisição individual dos softwares servidores, a intenção é que o "Centro" atenda as necessidades das médidas empresas com uma melhor relação custo/benefício
Nesta palestra inicial do evento aproveitaram para anunciar o nome oficial do "Centro" : Windows Essensial Bussiness Server.
André Hass causou em sua apresentação um show de WOW ao mostrar o funcionamento das policies no SQL Server 2008. Que os palestrantes de SQL Server seriam um grande arraso neste TechEd, isso eu já sabia, afinal acompanho o trabalho do Luti ha bastante tempo e vi o Saturday Night Code do Luti e André Hass, que foi muito bom (vale a pena ver também o WebCast sobre Entity Framework do Luti). Mas ainda assim as novidades conseguiram me surpreender, o que acredito que consegui transmitir bem para o público do Rio em meu retorno, conforme relatou o Cobalto aqui mesmo no MeioBit.
Visual Studio
Após Eduardo Campos foi a vez de Tom Robins, que logo de saida já deixou claro o que as novas versões do Framework .NET NÃO vão fazer : Quebrar compatibilidade com versões anteriores.
O que esperar da palestra de um produto que mudou muito pouco ? Muito pouco. Mas Tom Robins deu o máximo de si para chamar a atenção para os novos recursos, que não deixam de ser bonitinhos.
Vocês tem dúvida sobre o grande destaque ? User Experience, o que mais ?
Não só WPF e Silverlight, mas também os novos recursos de integração com Office 2007 que permitem a personalização do Ribbon.
Vejam exemplos que foram dados do uso do Silverlight :
http://www.festivalmenteaberta.com.br
Live Search para vídeos
http://www.tafiti.com (ferramenta beta)
Mas sem dúvida os melhores exemplos continuam sendo http://www.microsoft.com/silverlight/
Impossível não lembrar do artigo do Ricardo Bicalho sobre Silverlight, aliás um artigo muito bom. Adorei o ponto de vista de que enquanto o Flash pegou o mercado de designers e a partir dai tentou entrar no mercado de programação, o Silverlight pegou o mercado de programação e a partir dai está tentando pegar o mercado de design. Realmente, quando penso em firulas para página e animações gráficas, penso em flash (nem tinha reparado que o Expression Blend tem timeline), mas quando penso em interface de usuário avançada penso em Silverlight. Quem vencerá ? Mais uma questão do artigo "Onde estão e para onde vão os designers?"
Vejam 3 vídeos de demonstração que montei :
Colaboração, claro, não podia faltar como um dos pilares. Afinal de contas, precisavam anunciar o novo Team Editon for Database Developers, com capacidade de versionamento de estrutura de banco, comparação de estrutura e dados entre ambientes distintos, entre muitos outros recursos tão tentadores que dão vontade de experimentar.
Para quem ainda não conhece o Team System, vou colocar aqui uma breve descrição dele que fiz em meio aos comentários de meu artigo sobre o Visual Studio 2008 :
O TFS não é minha especialidade, portanto a descrição que farei a seguir é ilustrativa, os recursos existem mas existirão pequenas variações na forma de aplicação, ok ?
O gerente de projetos resolve iniciar um projeto. Ao iniciar um novo projeto – uma solução para um problema – o gerente especifica qual metodologia de projeto ele desejará utilizar : MSF, MSF Agile, enfim uma metodologia de projeto. Se o gerente de projetos desejar, ele pode personalizar as características da metodologia de projeto, inclusive definindo as características do RUP. Acredito que junto aos especialistas nesta área já existe configuração específica do TFS para o RUP, assim como existem configurações específicas de metodologias de projeto para permitirem a empresa atingir o CMMI.
Escolhida a metodologia, o projeto é registrado no TFS, um servidor de projetos na empresa. O próximo passo do trabalho então pertence ao gerente de infraestrutura.
O gerente de infraestrutura precisa fazer o desenho da rede da empresa, dentro do Visual Studio. Neste desenho o gerente de TI especifica os servidores existentes na empresa, os recursos de hardware disponíveis em cada um e as restrições existentes em cada um devido a políticas da empresa, tal como política de segurança. Feito o desenho, este é armazenado no TFS.
Chega então a vez do arquiteto de software. O arquiteto de software faz o desenho da arquitetura da aplicação definindo cada uma de seus partes, client, webServices, sites, banco de dados, enfim, como tais partes vão se interligar. Mais uma vez o desenho é armazenado no TFS.
Chega então a hora de juntar os dois desenhos. Gerente de TI e arquiteto de software sentam-se lado a lado e pedem ao Visual Studio para iniciar o desenho de deployment. O arquiteto de software tenta então encaixar os pedaços de sua aplicação nos servidores disponibilizados pela empresa e atendendo as políticas da empresa (isso é feito com drag-and-drop). O visual studio valida o deployment e aponta quando um pedaço da aplicação não estiver adequado ao servidor no qual planeja-se coloca-lo.
O gerente de TI e o arquiteto de software resolvem os desencontros amigavelmente (!) como é de se esperar, chegando enfim a um acordo sobre o diagrama de deployment.
Tendo chegado ao acordo, o arquiteto de software clica com o botão direito sobre o diagrama de deployment e pede ao visual studio para gerar a solução. O VS gera toda a estrutura da solução, com seus devidos projetos e referências entre os projetos conforme o desenho do arquiteto.
Você pode ver um passo a passo da montagem destes diagramas em montagem dos diagramas.
Feito tudo isso, a estrutura da solução e os diagramas são armazenados no TFS. O trabalho volta ao gerente de projeto.
O gerente de projeto começa então a especificar tarefas necessárias ao projeto, de acordo com um cronograma. Distribui estas tarefas para os desenvolvedores disponíveis. Antes da distribuição, porém, reforça os passos da metodologia escolhida, que pode ser a RUP, através de personalizações possíveis. O gerente pode determinar tudo, desde a sequencia de trabalho até a forma de escrever um if.
Os desenvolvedores recebem estas tarefas através do próprio Visual Studio. Para começar a escrever algo o desenvolvedor precisa indicar qual tarefa está iniciando. Ao fazer isso o TFS registra "Zezinho começou a tarefa x na hora z".
A cada compilação que o Zezinho faz, o TFS registra "Zezinho compilou a tarefa x na hora z+1 e resultou em y bugs". Por fim, quando o Zezinho houver terminado, sobe o código para o TFS, o que marca a tarefa como encerrada.
Esse acompanhamento permite ao gerente utilizar as ferramentas agregadas ao TFS (Sharepoint e Reporting Services) para identificar não só o andamento atual do projeto mas o índice de produtividade de cada desenvolvedor, bem como suas formas de trabalhar, identificando rapidamente um problema, como um desenvolvedor com uso excessivo de messenger, por exemplo.
Voltando ao Zezinho, se o gerente determinou que antes de subir o código para o TFS o Zezinho precisa fazer um teste, então se o Zezinho esquecer do teste o Visual Studio irá avisar que as regras da metodologia em uso exigem que o teste seja feito. O Zezinho, então, clica com o botão direito na classe que criou e pede para o próprio Visual Studio fazer a geração automática do teste, tendo apenas o trabalho de indicar a seguir quais os valores válidos de resultado. Veja um exemplo no mesmo artigo : Artigo com exemplo de teste.
Observe ainda que o gerente tem flexibilidade suficiente para determinar, por exemplo, que o teste precisa ser feito no inicio do desenvolvimento e não só no final, de acordo com a TDD (Test-Driven Development).
Se o programador, ao receber o aviso de que algo não está de acordo com as regras da metodologia, como por exemplo a forma como escreveu o IF, ele resolver ignorar o aviso, o VS até deixa, mas envia um e-mail para o gerente e para o RH avisando "Zezinho escreveu o IF errado…"
Eu não conhecia nenhuma ferramenta de controle de projetos com essa capacidade até ser apresentado ao VSTS com TFS. Sei que existem outras, já ouvi falar, como também já ouvi falar que são muito mais caras.
Observe ainda que estes são recursos para projeto e gerencia de projeto, não trata-se de uma ferramenta case. Para case, a IBM tem o Rose e a Borland tem um que esqueci o nome agora, mas ambos são simplesmente fantásticos e possuem uma enorme integração com o Visual Studio.
Há anos atrás em um TechEd, assisti uma apresentação da ferramenta case da IBM. A demonstração foi feita com o jogo campo minado do windows – com código fonte aberto e escrito em .NET.
O palestrante desejava implementar uma funcionalidade de undo nas jogadas, mas não conhecia nada sobre como funcionava o código.
Resumindo : O palestrante rodou a aplicação e a ferramenta case criou um detalhadissimo diagrama de sequencia a nível físico que permitiu o palestrante identificar exatamente em qual ponto e qual objeto deveria manipular para implementar o undo. Como isso envolvia, porém, um design pattern, o palestrante abriu uma biblioteca de patterns pré-implementados, escolheu o que ele desejava, jogou sobre o diagrama de sequencia e pronto, estava feito.
A única coisa que o palestrante codificou foi o reconhecimento da tecla CTRL+Z para fazer o undo.
A suite Expression e os novos recursos de design gráfico do Visual Studio (que estão para designer nenhum colocar defeito) foram apresentados como novos recursos para colaboração entre desenvolvedores e designers. Colaboração essa, por sinal, sobre a qual já havia divagado por aqui no artigo Onde estão e para onde vão os designers?
Comunicação Integrada
A bola passou então para Eric Swift para falar sobre comunicação integrada, contando com o auxilio de André Serpa e sua assistente. Enquanto Eric Swift discorria sobre a importância da comunicação integrada para os negócios, André Serpa fazia uma grande demonstração de integração da comunicação com Exchange Server e o PABX do hotel que (segundo eles) eles não conheciam.
A palestra teve um timing excelente : Durante a demonstração do André Serpa, Eric fazia os cortes na hora certa para fornecer estatísticas interessantes e curiosas e demonstrar a importância da comunicação integrada na coorporação.
E o que André Serpa demonstrou ?
Um sistema totalmente integrado de Instant Messaging, Exchange e telefonia, de forma que ele, ao atender um telefone, imediatamente aparece no Instant Messaging como não disponível. Pode do Instant Messaging escolher outras pessoas na empresa e coloca-las em conference-call no telefone, celular ou video-conferência, além de poder transferir chamadas com extrema facilidade de um local para outro, utilizando diversas regras (por exemplo, se está em reunião, pode estar disponível para algumas pessoas e não para outras).
Foram mostrados vídeos com cases de implantação e achei super interessante especialmente porque um dos vídeos foi da Aneel, empresa para a qual já prestei serviços e conheço pessoalmente a pessoa que apareceu no vídeo dando seu depoimento.
Open Source
Eis que deixaram o melhor vinho para o final. A palestra do Roberto Prado, como sempre, foi um grande show. O Prado simplesmente arrasa em suas palestras falando sobre a relação da Microsoft com Software Livre ("contrato de licença é coisa de advogado, vocês são advogados ou desenvolvedores ?"). Eu não sabia, por exemplo, que Stallman havia feito um grande protesto em uma convenção de software livre no sul do país contra o fato de Roberto Prado estar
palestrando na convenção (veja aqui e aqui). Ora, eles não pregam tanto a liberdade ? Cadê a liberdade nesta hora ? Porque os adoradores do free tem toda liberdade de acesso ao TechEd da Microsoft, tanto oficialmente, como no caso da Novell, como extra-oficialmente, como os freeTardados que ficam nas salas tentando pegar todo tipo de sinal wireless para invadir máquinas dos palestrantes e fazer as palestras falharem. Luciano (Reis) pegou uma tentativa de invasão no pocket dele, totalmente em vão.
O que eu já havia ouvido falar, sim, é que uma MSP que recebeu instruções da Microsoft para assistir a palestra do Prado no sul foi expulsa do local da palestra apenas por estar vestindo seu uniforme de MSP. Haja liberdade !!!!
Outra questão interessante que encontrei enquanto pesquisava sobre isso é o fato de que foi neste evento em que Stallman foi pego cobrando por autógrafos. Longe de qualquer deboche, acredito que o fato deveria ser analisado mais friamente : Se o grande defensor do software livre precisa ganhar dinheiro cobrando por autógrafos, há algo de errado no modelo de negócios, não ? Aliás, o CoberturaWiki, linkado acima e que é voltado a software livre, tem um pentelho de um banner do fireFox que simplesmente não tem como ser fechado e fica passando em cima do texto enquanto estamos lendo. Liberdade !!
Alguém tem dúvida de qual foi o foco do ano ? OpenXML. Prado me surpreendeu com a política Microsoft. Pensei que fossem destacar as vantagens do OpenXML e os detalhes do porque não foi aprovado de primeira e como estaria sendo aprovado em breve, mas não : A política está voltada a defesa de que um padrão único não atende ao mercado e que não existe mal algum em haverem 2 padrões, a partir do momento em que haja interoperabilidade entre os dois ("É uma simples questão de Save as").
Prado fez questão de destacar o fato do OpenXML não ser a "Microsoft correndo atrás" como alguns gostam de dizer, mas sim uma evolução natural de um trabalho com XML que vem ocorrendo há muitos e muitos anos (como eu pude esquecer que os documentos Office usam XML desde o Office 2000/XP ?!).
Forneceu vários links para quem deseja saber mais sobre OpenXML, tal como http://www.openxmldeveloper.org e também o site http://www.pingosnosis.com.br , para tirar dúvidas e desmistificar as lendas absurdas que frequentemente são levadas adiante.
A Novell que o diga : Em seu stand, servindo de excelente complemento para a palestra do Prado, estava pronta a mostrar o OpenOffice abrindo documentos em OpenXML do Office, bem como o Office abrindo documentos em ODF do OpenOffice. Adeus desculpa inglesa para não utilizar o MS Office.![]()
As fotos do laboratório de Open Source da Microsoft (2o maior do mundo ? Não lembro bem, falaram algo assim…) já são velhas conhecidas dos frequentadores das palestras do Prado. Vocês podem observar também os produtos instalados no laboratório em questão.
Algo muito interessante na palestra do Prado foi que, enquando falava sobre interoperabilidade entre ambientes diversos Prado citou como exemplo o SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro – o mais moderno do mundo e, para quem não sabe (ainda existe alguem que não saiba disso?), desenvolvimento com a participação da equipe de arquitetos da Microsoft e com uso do Microsoft BizzTalk Server, portanto foi a solução Microsoft que permitiu que uma transferência bancária entre
2 bancos ocorra em … adivinhem… 3 segundo. Pois é. 48 horas, né ? Nada disso, 3 segundos.
Prado, aliás, nos fez uma grande surpresa, que só fiquei sabendo quando já tinha chegado ao Rio : Distribuiu a todos os participantes um CD do blog Porta 25 que ele mantém para postar noticias sobre interoperabilidade. Até ai, nada demais. Só que no CD ele incluiu o artigo "Coisas que quase ninguém sabe sobre a Microsoft", que foi meu primeiro artigo aqui no MeioBit, com a devida autoria e link para o MeioBit. É o MeioBit conquistando a fama no TechEd. (Alias, se alguém daqui esteve lá e possui o CD, poderia por favor enviar o PDF para o Leo, porque o meu está com erro de CRC ao tentar copiar. Mas enviem só um, ok ?)
Já que estamos falando de palestras de Open Source como a do Prado, então porque deixar para depois ? Investigando o material do TechEd descobri, em meio a palestra sobre o Service Pack 1 do Windows Vista, um relatório para lá de interessante. Trata-se de um estudo extremamente detalhado, bug a bug, que demonstra que em seus primeiros meses de vida o Windows Vista teve um volume muito inferior de falhas de segurança do que os primeiros 6 meses de vida de diversos outros sistemas. Se fosse simplesmente um gráfico bobinho eu nem ia perder meu tempo publicando isso, ainda mais aqui. A questão é que o gráfico está muito bem acompanhado de um detalhado PDF que faz a análise dos bugs . Clique no gráfico abaixo para ampliar ou veja o relatório completo em http://www.csoonline.com/pdf/6_month_vista_vuln_report.pdf . Qualquer informação técnica séria sobre o conteúdo do relatório é bem vinda.
Framework 3.5 no Rio
Dia 26 de Janeiro, sábado, quando já estarão descansados das festas, teremos um grande evento sobre o Framework .NET 3.5 no Flamengo, Rio. Podem se inscrever no site da Microsoft.
No mesmo dia, a partir das 20:00hs 21:00hs , estarei realizando um webCast sobre aplicação de orientação a objetos no Framework .NET, vocês poderão assistir de casa.
Heroes Community Launch
O evento de lançamento dos produtos, que agora se chama Heroes Community Launch (já mencionado antes) e cuja data exata ainda é um segredo apenas entre os palestrantes, está indo muito bem. O que posso adiantar é que será um evento simultâneo, ocorrendo em inúmeros locais do país e sendo aberto por um webCast, uma transmissão ao vivo direto da Microsoft em SP.
No momento já reuni mais de 40 palestrantes para realizarem um treinamento técnico preparatório até a data do evento e continuo aceitando mais. Da mesma forma, se você deseja que este evento aconteça em sua faculdade, demonstrando o Windows Server 2008, SQL Server 2008 e Visual Studio 2008, basta me enviar um e-mail : dennes@bufaloinfo.com.br . Não há custo algum a não ser, em alguns casos, transporte.
Análise do notebook HP Pavillion DV6427CL
Há tempos que venho tentando colocar as mãos num notebook da HP (pelo menos, num modelo recente). Além do apelo da marca, há aquele controle remoto embutido que, se não é tão bonitinho quanto o do MacBook, fica muito bem escondido no slot ExpressCard e deve quebrar um galhão quando se precisa assistir àquele vídeo caseiro na TV da sala.
Pois consegui! Será que o tal controle (e o sistema como um todo) corresponde às expectativas? Vamos ver…
Primeiras Impressões
O que esperar de uma máquina com as seguintes características:
-
Processador 1.8 GHz AMD Turion ™ 64 X2;
-
2GB RAM DDR2;
-
Placa de vídeo NVIDIA GeForce Go 6150;
-
Display de 15,4”, 1280×800 pixels;
-
HD SATA de 160GB (5400 RPM);
-
DVD +-R/RW 8x;
-
Modem 56kbps;
-
Ethernet 10/100;
-
WiFi 802.11b/g;
-
Webcam 1.3 MPixels;
-
Slot ExpressCard;
-
Slot SDCard (lê também MMCs, Memory Sticks, Memory Sticks Pro, xD Picture Card);
-
3 Conectores USB;
-
2 microfones embutidos;
-
1 entrada para microfone externo;
-
1 saída para fondes de ouvido;
-
1 saída VGA;
-
1 saída para TV (S-video);
-
1 porta FireWire (IEEE 1394);
-
1 saída Infra-vermelho (apenas para o controle remoto, nada de IrDA);
-
Windows Vista Home Premium;
-
3kg, 36cm x 25cm x 3,8cm.
O gabinete é realmente muito bonito. Infelizmente, as fotos não têm boa resolução, mas os detalhes no acrílico (tanto internos quanto externos) causam uma excelente impressão. Como tudo na vida tem um preço, a tampa parece arranhar facilmente, como aconteceu com o Toshiba A205.
O teclado é macio, muito agradável ao tato. As teclas são "porosas" e dão uma excelente resposta ao clique. Particularmente, preferia que fossem da mesma cor do gabinete, o preto fica um pouco destoado, mas é só questão de gosto.
Duas coisas chamam a atenção, quando se levanta do display: os dois microfones embutidos, no topo, perto da câmera e as teclas multi-mídia, com leds azuis. Não são teclas mecânicas, mas sensores capacitivos. Sem o "clique" mecânico, o driver do teclado é o responsável pelo aviso sonoro de ativação. Visualmente, ficou muito agradável, mas o problema é fazer isso funcionar no GNU/Linux®, por exemplo.
O som vem de dois alto-falantes com a marca Altec Lansing. Não espere nada muito sofisticado, até pelo tamanho do sistema. É o suficiente para conversas no skype mas vai fazer sofrer os ouvidos dos amantes de música.
O display é muito bonito e brilhante. Tem a tecnologia anti-reflexo, que já é padrão nessa classe de micros.
A parte frontal tem a chave de controle da rede WiFi, os conectores de fones-de-ouvido, microfone, S/PDIF e o sensor do controle remoto. Para os enamorados que gostam de ver DVDs água-com-açucar juntinhos, a saída S/PDIF pode ser convertida em áudio normal, o que permite ter dois fones-de-ouvido no mesmo micro.
Na lateral direita está o conector ExpressCard, o drive de DVD RW, um conector USB e a entrada para a fonte de alimentação. Aliás, um ponto falho no excelente acabamento do sistema aparece justamente nesse conector USB: com o cabo de energia ligado, vai ser muito difícil espetar um pendrive ali.
O controle remoto pode ficar "alojado" no slot ExpressCard, bastando um aperto para que ele saia. Uma ótima solução, realmente muito bem bolada.
Na lateral esquerda ficam as saídas de vídeo e VGA, o conector de expansão da HP (Expansion Port 3), o conector Ethernet, modem, duas portas USB, uma FireWire e o leitor de cartões MMC/SD.
Testando…
Não é novidade que a tecnologia AMD está comendo poeira da Intel já faz tempo. Nada mais natural que a curiosidade sobre como esse Turion se revelaria nos testes.
Começando pelo vídeo, uma anedota interessante: o vendedor jurou de pés juntos que a memória da GeForce Go 6150 não era compartilhada. Balela… bastou uma olhada rápida nas especificações para descobrir o contrário. Inclusive, na BIOS há uma opção de se configurar a quantidade de memória a ser "roubada" do sistema.
Rodando o Aquamark 3, o resultado foi pior que o da GMA950: 7014 pontos contra 8997 do nosso último teste.
Na avaliação do Windows Vista, a nota ficou abaixo do nosso Toshiba A205: 3,0 pontos contra 3,1, justamente por causa do vídeo.
Para um sistema dedicado a aplicações "home office" está de ótimo tamanho. Jogos mais antigos (Crimson Skies, alguém?) também rodam sem grandes engasgos.
O desempenho do HD, medido pelo HDTach, não foi dos piores (considerando, sempre, que é um portátil):
Poderia ser um pouco melhor, mas entre velocidade/rapidez e o consumo da bateria, está aceitável.
Falando em bateria, esse é um ponto que merece destaque. Nesse modelo, são 12 células de íon lítio, o que fez o micro funcionar por até cinco horas usando suites de escritório e com a rede WiFi habilitada. Esse resultado foi obtido usando o Kurumin, já que o Vista é um conhecido devorador energia. Na parte de baixo do laptop, é possível ver um "calombo", pois a bateria é muito grande para ficar alinhada com o gabinete. A HP utilizou esse que poderia ser um ponto fraco como arma, fazendo que haja um bom espaço para ventilação entre a superfície e as entradas de ar.
Um ponto fraco, facilmente percebido depois de algumas horas de uso, é o calor excessivo. Deixar o laptop sobre a perna é impossível e as palmas das mãos também sofrem… todo o teclado, além do "touch pad" esquentam ao ponto de incomodar, quando o ambiente está acima dos 30 graus Celsius.
O controle remoto funcionou perfeitamente com o Media Center do Vista. O único senão fica por conta da velocidade… às vezes é preciso esperar um pouco entre cada "aperto de botão", mas nada que o uso contínuo não resolva.
Palavras Finais
Para um micro destinado a "home office" está de bom tamanho. Jogos e compilações não são muito indicadas, mas possíveis. A temperatura também é um problema: pense duas vezes antes de utilizá-lo em ambientes quentes ou sem condicionamento de ar.
A falta do Bluetooth foi sentida, também. Sem o IrDA, ele seria a única forma de trocar arquivos com celulares sem utilizar fios (essa é a idéia de um portátil, certo?). Outra coisa: o máximo de memória permitida no sistema é 2GB. É o suficiente para o Vista e as aplicações mais comuns, mas se o seu caso for específico, fique atento.
No final das contas, é um bom micro que vale os R$ 2.850,00 pagos. Se bem que, por esse preço, os DVDs de recuperação poderiam ser fornecidos. Existe a opção de gerá-los a partir das imagens previamente gravadas no HD mas, convenhamos, HP, seria um custo adicional assim tão alto?
Passado, Presente e Futuro nos Vídeos
Hoje assisti 2 vídeos muito interessantes, com os quais esbarrei por acaso enquanto fazia uma pesquisa no blog de meu amigo Robert.
Então resolvi compartilhar os 3 vídeos abaixo com vocês e fazer alguns comentários. Todo mundo está careca de saber que essa história de bola de cristal tem tudo para dar errado e as previsões serem exatamente o que não vai acontecer. Mas ainda assim os vídeos estão muito bem montados e, no mínimo, servem para fazer pensar bastante.
Este primeiro vídeo é sobre a Web 2.0. O que existe de muito bom no vídeo é a forma dinâmica como o vídeo consegue transmitir a idéia da evolução, do ponto em que estamos e o que podemos esperar em apenas 5 minutos. Achei sensasional.
Os dois vídeos seguintes são como se fossem uma retrospectiva, narrada de um ponto incerto no futuro. Tal restrospectiva inclui o passado, passa pelos dias atuais e vai ao futuro, lançando mão de tendencias atuais para tentar dizer para onde vamos. Todo mundo sabe que essas coisas não tem tendência a funcionar, mas as especulações ficaram tão interessantes que achei que vale a pena dar uma olhada.
Ambos se tornam previsões superficiais, no tocante ao fato de que ambos esquecem algo muito importante. O ponto de movimento da sociedade hoje é o trabalho. Se desejamos nos alimentar e adquirir bens na sociedade, precisamos trabalhar. Porém é fato que mais da metade de vocês se contorceu quando eu disse isso, exatamente pelo fato de que a sociedade do trabalho está chegando ao fim. Mas o que vai substitui-la ?
Temos pela frente duas grandes possibilidades : A sociedade da informação e a sociedade da tecnologia.
Enquanto que empresas como o google focam-se na sociedade da informação, onde a informação, a capacidade de encontra-la e entrega-la, de preferência ligada a marketing on-line, serão o poder central da sociedade, empresas como a Microsoft tem seu foco na sociedade da tecnologia, onde a criação tecnológica será o poder central da sociedade.
Como nem uma nem outra sabe quem está correto, tanto o google tenta invadir a área de predominância da Microsoft como a Microsoft tenta invadir a área de predominância do google, um aparente receio de ficar de fora caso a tendência social caia para um lado ou outro.
Os vídeos abaixo cometem, o que eu acho o equivoco, de ignorar a sociedade da tecnologia e se basear apenas na sociedade da informação. É um grande equivoco, já que a base de sustentação da sociedade da informação é a sociedade da tecnologia e em minha opinião as duas viverão lado a lado por inúmeros anos, ou seja, enquanto google domina o mercado de fornecimento de informações públicas e ganha dinheiro com publicidade, a Microsoft fornece os softwares de infraestrutura necessários para as empresas que vão pagar ao google por essa publicidade e aos funcionários para consumir esses produtos.
Mensagem para FanBoy : Onde está Google e Microsoft troque por qualquer outra empresa da qual você seja fã e que hoje cumpre o mesmo papel social.
Pelo menos dois pontos são muito discutíveis nos vídeos abaixo : Copyright e a privacidade.
O Copyright dificilmente vai cair tão fácil como os vídeos citam (e o 2o vídeo ainda é bem cuidadoso ao mostrar até onde iria a crise do copyright e a volta por cima da mídia tradicional), pois o copyright é a base que permite que tecnologia substitua trabalho como mola mestra da sociedade. É claro que o copyright sofrerá inúmeras transformações, mas se viesse a desaparecer por completo, como a tecnologia poderia mover o mundo, se tudo é de graça ?
Especialmente o primeiro vídeo trata a privacidade muito levianamente. A impressão que tenho é que se o nome de empresa no vídeo fosse Microsoft, o vídeo iria gerar uma revolta capaz de criar a 3a guerra mundial. Mas como o nome da empresa é Google, tá tudo lindo e maravilho.
A questão da sociedade da informação é outro ponto crítico. Um dos vídeos prevê um cenário que mais parece Matrix, permitindo os humanos viverem em second life com quantos avatares desejarem.
Mesmo que fique muito longe disso (e o second life vai muito mal das pernas), o que acontece em caso de um desastre como 11 de setembro, Duro de Matar 4 ou O dia Depois de Amanhã, coloque em risco ou destrua mesmo os servidores onde estão as informações críticas de cada pessoa ?
Tudo isso que falei, porém, apenas mostra o potencial dos vídeos para abrir debates. Eis abaixo os vídeos, um bom assunto para matutar durante todo o feriado.







