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“Eu não sei usar o Paint”

Por: em 30/01/09 na(s) categoria(s): Artigo


Existem (ou deveriam existir) toneladas de livros estudando a interação entre usuários novatos e computadores. Eu mesmo, como observador da espécie, ainda fico espantado com o que encontro.

Um dos principais fatores determinantes de reações estranhas é a idade. Entendam: Eu detesto crianças. Levo uma medalhinha de São Herodes no bolso, e tento me manter afastado de qualquer criatura humana mais nova que meu uisque.

Mas se for para escolher eu prefiro mil vezes dar aula para crianças do que ajudar um adulto a mexer no computador. A criança não espera nada, ela fuça, descobre, quando tem alguma dúvida geralmente ela já sabe exatamente o que quer fazer. E APRENDE.

Já o adulto quer que o computador faça as coisas do jeito DELE. “Eu cliquei enviar, ele deveria saber que o documento que mencionei no email deveria ir junto” (juro, ouvi essa). Adultos também são literais. “aponte o mouse” significa, pro sujeito com mais de 30, que ele deve levantar o mouse e apontar para a tela.

Já vi gente insistindo que o problema da conexão Internet era o mouse. Afinal, se tem fio, tem conexão.

A lógica do dia-a-dia, que essas pessoas já não usam muito é totalmente jogada pela janela, diante de um teclado. Eu tive uma vez que EXPLICAR que não fazia sentido para uma filial da empresa ligada 24/7 na Rede, com acesso ao servidor principal, IMPRIMIR uma planilha Excel, enviar por Fax e depois a mesma planilha ser repassada para algum corno digitar (eu me recusei, daí a explicação). Não digo nem salvar na rede, mas ANEXAR no email. Nem isso, era “complexo” demais. No final acabaram redigitando.

A resistência em aprender algo novo é tão grande que há casos de gente que usa computador por décadas e mantém listinha de procedimentos. “formatar disco”, “renomear arquivo”, “chamar discador do RedeLivre”, com passo-a-passo detalhado, que é algo que eu aceito em linha de comando mas acho patético em interfaces gráficas auto-explicativas.

Para essas pessoas se não está no desktop do Windows, não existe. Nem menu Iniciar sabem usar. O resultado? Gente como essa menina russa, que anunciou um casaco em um site de leilões, mas não queria mostrar o rosto.

Havia duas possibilidades: Descobrir que seu sistema operacional vinha com um editor gráfico básico, capaz de tampar um rosto sem muito esforço ou….

Não sei quanto a vocês, mas eu nunca pensei que o tal Atestado de Burrice fosse uma folha em branco.

Fonte: English Russia

Spotlight: Uma secretária muito boa mas com um lado ruim

Por: em 23/01/09 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Artigo


Nos velhos tempos se você fosse desorganizado na vida real, seria desorganizado com seu computador. Você sabe, aquele seu amigo com toneladas de disquetes, todos sem identificação, meia-hora para achar um joguinho, documentos “importantes” ficavam em um disquete com uma etiqueta colorida mas ele nunca lembrava a cor.

Com o advento dos HDs a salvação veio na forma do XTreeGold, um programinha excelente para gerenciar arquivos, mas mesmo assim durou pouco. Os discos aumentaram rapidamente de capacidade e logo tínhamos páginas e páginas e páginas de informação. Achar um GIF não era trivial como listar 10 ou 20 arquivos.

A estratégia organizacional de tacar tudo no disco e procurar quando fosse preciso não mais funcionava. Quem era desorganizado teve que começar a criar diretórios para separar seu conteúdo, o que, diga-se de passagem é uma violência para quem tem déficit de atenção, preguiça, desorganização congênita ou TRA, como eu. Cheguei a ter diretórios de TEMP a TEMP8 em meu PC.

Com o advento do OSX a vida se tornou mais fácil. O Spotlight é uma ferramenta MUITO rápida e eficiente para localizar conteúdo, e a antiga preocupação de manter arquivos nas pastas corretas, se era pequena acabou de vez.

Voltamos ao velho mundo de arquivos jogados pelos disquetes / HDs pequenos e um XtreeGold organizando tudo para nós, mas isso será realmente bom?

É prático, eu admito, exceto que se eu precisar de todos os meus documentos de texto terei que copiar de diversos diretórios, muitos que nem sei onde ficam.

Todo o autocontrole em organização que fui obrigado a exercer no passado foi para o ralo.

Olhando a primeira página do meu diretório Documents tenho:

  • nove fotos que não imagino de onde sejam
  • um torrent que nunca baixei
  • MP3 com o tema do Amaury Junior
  • arquivo de 1GB encriptado com fotos comprometedoras
  • captura de tela também não-identificada
  • Watchmen (a graphic novel)
  • Media Kit do Contraditorium (pela metade)
  • Savegame de um jogo qualquer
  • Texto sobre evento da Nokia na Bahia
  • $RECYCLE.BIN (não pergunte como foi parar ali)

O diagnóstico: Meu diretório Documents é uma zona total, eu não tenho como identificar por exemplo “artigos em andamento”. Não há uma pasta para isso e o Spotlight me tornou preguiçoso demais para criar uma.

A tecnologia de buscas dentro do próprio computador nos torna refém, estamos na mão desses programas, como estaríamos na mão de uma boa secretária (se fosse a japinha da foto, ao menos…) nós sabemos o que o Spotlight quer que saibamos, nós procuramos o que SABEMOS que existe para ser procurado.

Será que isso é realmente tão produtivo assim? Nos velhos tempos eu não precisava do Spotlight para saber que textos tinha em andamento, quais tinham sido feitos para cada trabalho e nem quais imagens haviam sido usadas em quais blogs. Hoje, se me perguntar eu não sei, pois o Spotlight também não sabe.

Para mim isso foi uma regressão.

Banda Larga: Que inclusão digital?

Por: em 17/01/09 na(s) categoria(s): Artigo


A pesquisa entre os leitores do Meio Bit, com mais de 1400 participações (obrigado!) foi bastante proveitosa para mostrar um pequeno retrato do status da infraestrutura atual do Brasil: estamos com serviços ruins, caros, capengas e com baixo índice de inclusão mesmo entre as pessoas que podem pagar.

Parece impressionante isso, mas é típico de governos, não apenas do nosso, liderado pelo primeiro-cefalópode. O governo brasileiro precisa parar com esse paternalismo besta e promover a inclusão digital entre quem pode pagar também. Ou vocês acham normal a discrepância entre velocidades, preços e qualidade de atendimento?

O primeiro passo para um país voltado para a tecnologia é garantir o ambiente propício. A base de tudo é energia elétrica. Isso mesmo. O Brasil precisa continuar investindo não apenas na geração e transmissão de energia elétrica, mas pesquisar, de verdade, com cientistas, empresas e universidades, formas de otimizar o consumo e a geração e passar a liderar. Nada de ficar importando tecnologia externa para gerar energia de fontes renováveis.

Com o nossos elétrons de cada dia garantidos e seu uso racional, o outro fator importante é comunicação barata e acessível. Se a banda larga de 1Mbps custasse 9,90 por mês, teríamos muito mais famílias pagando pelo serviço. Para isso, concorrência, estímulo fiscal e financiamento de computadores, com pelo pelo menos 3 operadoras disputando consumidores no tapa.

Computador é caro? No Brasil, não é. Aqui os computadores são ABSURDAMENTE caros. Somos multados* por consumir produtos de tecnologia como se estivéssemos nos banhando em perfume francês, definitivamente um produto de consumo de luxo.

Depois que tivermos energia e infra no lugar, com muitos brasileiros com acesso a computadores baratos e financiados a perder de vista, sem necessidade de manivelas para poder carregar baterias (dica: o Brasil tem bastante Sol), podemos construir uma super-indústria de software, com toda a inclusão digital que pudermos obter, no plano educacional.

A Índia fez uma reforma no ensino, que começou na década de 80 do século XX e colhe os frutos hoje, exportando bilhões de dólares em software e serviços. O Brasil precisa de um plano estratégico de estado para os próximos 20 anos e não um plano de governo de 4 em 4 anos.

Banda larga, a pesquisa mostrou, é um artigo de luxo. Leia o comentário de um leitor de Portugal:

Aqui em Portugal, pago por TV + NET + Telefone por cabo, 50,50 Eur (R$ 156 )por mês. NA TV tenho 63 Canais, a NET é de 18 Mbps, e no telefone, tenho chamadas grátis para números da rede fixa em qualquer dia e horário Laughing out loud…. E já acho caro aqui…”.

Depois dessa, tenha um bom sábado, porque eu vou aproveitar a minha caríssima internet de 2Mbps.

* Já fui perguntado algumas vezes porque eu uso o termo multa para os impostos no Brasil. É fácil explicar. A quantidade de impostos que pagamos no Brasil é tão alta, que considero ela punição ao consumo e à produção. O governo brasileiro leva 40% da riqueza do país e devolve em troca apagões e mensalões. Impostos suecos, saúde e educação nigerianos. Só pode ser punição.

Tecnologia da Informação: o absorvedor de profissões

Por: em 17/01/09 na(s) categoria(s): Artigo, Indústria


Mas tenho notado que a informática está de tal forma permeada em outras profissões, que fica difícil separar quando o profissional é de TI ou quando ele é de economia ou administração.

Certa vez, puder ver uma planilha Excel, feita por um cliente que gostaria de convertê-la em um sistema web. O responsável pela criação da planilha era do financeiro da empresa e usuário do Excel há anos. Foi a planilha mais complexa, bonita e organizada que eu já vi na minha vida. Dezenas de regras de negócio, parte tributária, comissões, tudo dentro desse “sistema em arquivo”. Macros, muitas e muitas macros, com dezenas de fórmulas e cálculos.

Tudo isso foi feito por uma pessoa que obviamente domina a sua principal ferramenta de trabalho. Ele é um profissional com alta capacitação tecnológica? Não. Mas sabe tecnologia o suficiente para desempenhar bem o seu papel, que é o objetivo das suas atividades: o financeiro e contábil da empresa.

Ainda impressiona como a Informática absorve gente das mais variadas formações. Publicitários, economistas, admnistradores, médicos, dentitas, veterinários, etc. Pensando um pouco nos motivos, tem a imaturidade da profissão. Mas se pensarmos além, é o novo perfil profissional: plural, multitarefas, multidisciplinar e antenado em assuntos que não dizem respeito apenas à tecnologia.

Um farmacêutico que saiba lógica de programação e consiga criar um programa para otimizar os processos de controle de fabricação de medicamentos. E faz isso porque detém o conhecimento dos negócios, do business.

Isso causa um certo desconforto entre os profissionais de TI. Por causa dessa interação, há uma enormidade de charlatões que se diz entender de software, de programação e boas práticas. É uma praga e não vai acabar tão cedo. Há muita incompetência no mercado e os bons ficam chupando dedo enquanto um bom “marketeiro  pessoal” tecnicamente inepto, sobe no ranking da empresa. O maior motivo único (existem vários) que causa falhas em projetos é má gestão, ou seja, gerência ruim.

Para ser um bom profissional de tecnologia hoje, não basta apenas a competência técnica. É preciso ter uma série de outros pequenos talentos como boa comunicação, relacionamento inter-pessoal e entender dos negócios da empresa onde se trabalha. O profissional puramente técnico sempre terá lugar ao sol, mas não espere evoluir se o perfil também não evoluir. Vou aproveitar para encerrar o post com mais um exemplo:

Uma pessoa formada em economia, sabe falar inglês, é uma curiosa por natureza e fez um curso de SAP para o módulo FI. Sabe programar o básico, como estruturas de repetição e condicionais. A outra, é um cientista de computação, um ás em Java, inglês apenas técnico, mas sabe WebSphere e boas práticas de programação e padrões de projetos.

Formações diferentes, mas possuem lugar no mercado de tecnologia. O cara de Java jamais seria feliz trabalhando em algo engessado como o SAP. O economista não saberia nem como configurar um arquivo XML.

Guia de Compras: Escolha a fonte de alimentação certa

Por: em 14/01/09 na(s) categoria(s): Artigo, Destaque, Dicas, Hardware


Esse é um assunto recorrente no mundo do hardware e vem ganhando importância por alguns motivos. O post foi inspirado num leitor e moderador que comprou uma fonte vagab… não muito boa. Leitor do Meio Bit não faz compra desinformado! Continue lendo para escapar de armadilhas e entender porque o gasto “a mais” é na verdade um investimento.



Evite as fontes de alimentação ou power supply unit (PSU) de baixa qualidade, apelidadas de xingling™ pelos seguintes motivos:
1. Calor: aquecem mais e isso força os ventiladores do PC ficarem em rotação mais alta e aumenta o consumo de energia;
2. Consumo de Energia: A eficiência normalmente é de apenas 50%. Ou seja, se o PC precisa de 200 watts ele “puxa” da tomada 400 watts. Sua conta de luz sobe e o resto vira calor.
3. Tensão oscilante: os componentes delicados do computador sofrem maior desgaste pois a corrente tem amplitude alta. Isso é fácil verificar com programas que monitoram a tensão da BIOS.
4. Desgaste natural: o desgaste natural das fontes é maior. A vida útil é bem menor.
5. Pegam fogo: experiência pessoal, já perdi duas placas-mãe e 1 processador até descobrir que era a minha economia com a fonte de alimentação. Literalmente pegaram fogo, com chamas, fumaça, parede chamuscada e tudo mais.

Ao invés de um super-tutorial que explica a teoria física, vou indicar uma certificação justamente voltada para esse segmento.

Procure nessa lista, se a fonte de alimentação que você está pesquisando possui uma certificação 80 Plus. Existem 4 níveis, com preços obviamente acompanhando. Por exemplo, uma fonte de alimentação com certificação 80Plus Gold, tem 90% de eficiência, quando o consumo está na metade de sua capacidade máxima.

Em números, uma fonte real de 500 watts, quando o PC consumir 250 watts, terá apenas 10% de perda e “puxa” da tomada 275 watts. Aproveite e use a calculadora para saber as economias.

Se for um detalhista, veja se existe uma análise ou review sobre a fonte de alimentação ou de algum modelo de mesma família. O Hardware Secrets Gabriel Torres é um bom começo(aqui em português). Se não achar, use o Google mesmo.

A teoria – É fácil, prometo

A certificação 80 Plus surgiu para evitar o desperdício, ajudar o consumidor e o meio ambiente ao mesmo tempo. Energia elétrica é caro para se gerar em qualquer lugar do mundo, mesmo para nós brasileiros, felizardos em ter uma bacia hidrográfica gigante.

Quando uma fonte com 330 watts reais tem a certificação 80 Plus, significa que ela é, em sua capacidade máxima, 80% eficiente em converter a corrente que chega da tomada para o tipo de corrente que o seu PC precisa. Os outros 20% viram calor e são dissipados.

Isso significa que se o PC precisar de 330 watts de potência, essa fonte irá consumir da tomada 396 watts. Uma xingling com 60% de eficiência precisaria de 462 watts para que o computador recebesse a mesma quantidade de energia.

As máquinas modernas, principalmente as que possuem placas de vídeo potentes precisam de fontes de alimentação de qualidade. E o investimento acaba voltando em uma conta de luz menor e maior vida útil do equipamento.

Continua na Parte II

Ecochatos agora atacam o “custo ambiental” das buscas do Google

Por: em 12/01/09 na(s) categoria(s): Artigo, Google


Acho que não ensinam mais as Leis da Termodinâmica nas escolas, e isso está resultando em uma geração de ecochatos que não entende a relação entre Energia/Trabalho. Assim o fato NATURAL de que mover um carro X quilômetros demanda Y litros de gasolina se torna algo assustador e “errado”.

Vejam por exemplo Alex Wissner-Gross, físico e ecochato de Harvard:

“A Google opera grandes Datacenters espalhados pelo mundo e isso consume uma grande quantidade de energia”

U-AU! Estou impressionado, é preciso um físico de Harvard para dizer que um prédio enorme cheio de computadores, nobreaks, ar-condicionados, elevadores, etc, consome muita energia?

É CA-LARO que consome. Consome energia para produzir algo, INFORMAÇÃO.

A estrutura do Google é projetada para dar a resposta o mais rápido possível, roteando a busca por servidores em vários países. O tal Wissner-Gross não gosta.

“A Google é muito eficiente mas sua preocupação principal é fazer com que as buscas sejam rápidas, e isso significa que eles têm que adicionar muita capacidade extra, que consome energia”

EXATO, o negócio do Google é prover resultados para buscas na Internet. Eles TÊM que ser bons nisso. O que o Dr Gross quer? Um popup dizendo “para salvar o planeta estamos roteando sua busca para nosso DataCenter na Etiópia, movido a energia galinácea (a galinha Etíope é o animal mais rápido da Terra). Aguarde 10 minutos até sua requisição ser processada” ?

Para piorar o Dr Gross puxou um monte de estatísticas de onde o Sol não brilha, e concluiu que duas buscas do Google geram tantas emissões de carbono quanto ferver uma chaleira de água.

CA-LARO que o Dr Gross não se tocou que em alguns países como o Brasil a maior fonte de energia é hidroelétrica, mas não poderia ser tão histérico sem usar números americanos, onde a energia é essencialmente termoelétrica.

Para piorar (mesmo) agora um outro ecochato, especializado em Data Centers, Liam Newcombe, avisa que ferramentas como o Twitter e o Second Life têm grande custo em termos de Carbono, e -sério- não são ferramentas sérias, são usadas para passar informações irrelevantes, e isso as tornaria mais malignas ainda para o meio-ambiente, pela falta de um propósito “nobre”.

Eu basicamente odeio o Second Life, adoraria que ele sumisse da face da Terra, mas JAMAIS defenderia isso baseado nele não ser uma “ferramenta séria”. Não gosto dessa coisa de “Internet – serious business”. Defendo que todo mundo tem o direito de fazer o que quiser online, seja pesquisar uma tese de mestrado, seja procurar a Sex Tape da Suzana Vieira. Internet é ferramenta mas também é brinquedo, então se vem um ecochato falar mal do Twitter por ele não ser “sério” e afetar o meio-ambiente, só tenho uma resposta:

Meus twits emitiram 7 toneladas de CO2
, com muito orgulho! Rumo aos 100, Brasil!

Fonte: Times Online

[ATUALIZAÇÃO] O Google publicou um texto em seu blog oficial explicando que cada busca na verdade produz 0,2g de Carbono, e que ao produzir resultados RÁPIDOS e precisos ajuda muito mais o meio-ambiente, imagine se tivéssemos que dirigir até uma biblioteca toda hora que surgisse uma dúvida.

Também lembram que seus Datacenters são os mais energeticamente eficientes do planeta. Vai Planeta!