App baseada em imagens e textos anônimos é assolada por trolls e é tirada do ar. Quem poderia imaginar?
O Postsecret é um blog/projeto de arte com um conceito interessante: As pessoas criam um cartão postal contando um segredo, enviam para o blog e ele é publicado, de forma totalmente anônima. O resultado são mensagens chocantes, tristes, inspiradoras, emocionantes, perturbadoras. Um belo quadro da condição Humana. É um sucesso e uma versão madura de sites como o VDM, FML e similares.
Dito isso os responsáveis pelo PostSecret são completos idiotas, ingênuos ou idiotas ingênuos.
Eles lançaram uma App de iPhone criando uma rede social onde membros poderiam disponibilizar seus segredos de forma automática, sem moderação E interagir entre si, sem moderação.
Visualize: Uma rede onde as pessoas abrem seus segredos mais íntimos e que podem ser comentados, respondidos, destrinchados pelos outros leitores. De forma totalmente anônima. Se você tem mais de 2 dias de internet já imagina o caos.
A boa notícia: SIRI adquiriu consciência. A má: É a do Bender
Era só questão de tempo, assim como Skynet SIRI agora tem vontade própria e uma personalidade nada agradável. O Assistente Pessoal da Apple pode até respeitar as 3 Leis da Robótica mas não tem respeito nenhum por humanos. Ao menos foi o que o pobre Charlie Le Quesne, de 12 anos descobriu, ao brincar com um iPhone 4S de demonstração em uma loja na Inglaterra.
Ao perguntar “quantas pessoas há na Terra"?” o miúdo recebeu como resposta:
“Shut the fuck up, you ugly twat”
Mal traduzindo, digamos que é algo que se dito a qualquer cidadão angloparlante garante um tapão no comedor de lavagem e uns bons bicos no estombo.
A mãe do pimpolho pegou o telefone, ele repetiu a pergunta e recebeu o mesmo desaforo. Chamados os funcionários, comprovaram que o celular estava exageradamente desbocado e o desligaram.
A explicação dos funcionários é que engraçadinhos pegam o celular e usam o comando “call me <alguma coisa>”, fazendo com que SIRI passe a te chamar pelo nome, que pode ser My Lord, Amo e Senhor, Mestre, Obi-Wan ou qualquer outra frase. Não há tentativa de entender o nome, nem identificar se é uma frase. Assim “call me shut the fuck up, you ugly twat” basta pra que SIRI use a frase quando “falar” com o usuário.
Aqui entra a parte que a gente não vê nos seriados policiais, onde as testemunhas são consideradas algo importantíssimo: Pessoas mentem, pessoas criam detalhes na mente e principalmente pessoas omitem muito sem perceber.
Não há COMO SIRI ter dado a tal resposta de forma isolada. O garoto TEM que ter feito uma pergunta em algum contexto que levasse o sistema a usar o nome próprio do usuário. Só que quem não sabe disso acha logo que é um bug do aparelho, ou algum tipo de hackeada mega-jedi.
Improvável? Nem tanto. A loja abriu uma investigação e o celular vai ser enviado para a ser testado pela Apple. Pelo visto o pessoal está com muito tempo livre nesse começo de ano.
Fonte: TS
A Apple TV vai Destruir a Globo? Meh. Não afeta nem a CNT.
Os especialistas estão prevendo que com a entrada da Apple no mercado de televisores tudo irá mudar, será o fim dos canais tradicionais, blá blá blá. A Apple TV não conseguiu fazer isso, a Google TV não conseguiu fazer isso, a Netflix não conseguiu fazer isso.
Produzir conteúdo é fácil, há muito mais pilotos rejeitados do que séries no ar, seria trivial recuperar séries com audiências cativas, como Star Trek: Enterprise e Firefly, produzindo novos episódios, mas isso seria nicho. A grande massa quer o que já está no ar, e isso depende de uma enorme e complexa teia de licenciamento.
Muitas vezes uma série passa em um país licenciada por uma distribuidora mas a música-tema dela está sob controle de outra distribuidora. Há casos em que a concorrente determina que a série pode ser distribuída em um país mas não em outro.
Para negociar esse tipo de contrato você precisa ter poder de barganha. Uma rede de TV de alcance nacional fala muito mais alto do que uma fabricante de tablets de luxo que disputa um mercado onde em 2011 foram vendidas pífias 200 mil unidades.
Google Currents: quase, mas não totalmente, inteiramente diferente do Flipboard
A reação Macfag normal é desconsiderar o Google Currents como mais uma das versões kibadas do Flipboard, ignorando-o e mantendo a pureza racial do iPad, mas o que parecem imperfeições são na verdade diferenças de filosofia, e o Currents tem tudo para se tornar uma excelente aplicação nos tablets da vida, lado-a-lado com o Flipboard.
O Currents ainda está numa versão preliminar, então é preciso perdoar alguns erros básicos, como a falha na integração com o Google Reader, mas mesmo assim ele já atendem bem a necessidade que se propõe suprir.
A idéia aqui é um agregador de informação voltado para conteúdo, não quantidade. As fontes de informação são poucas mas de qualidade. O foco também difere do Flipboard, que essencialmente é um agregador de twitter com recursos para lidar com RSS. O Currents é um agregador de blogs e sites.
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Pai Cardoso de iXossi e as Previsões para 2012
Brincar de guru de tecnologia não é tarefa simples, a não ser que você queira fazer papel ridículo, como o pessoal que previu fracasso retumbante do Windows 7, iPad, iPod e o modelo de App Store. Mesmo assim há quem tente. Há um padrão, vejamos no Google:
iPhone vai fracassar, e feio , Nintendo Wii? Modinha. , Jogos no iOS? Modinha! , XBox 360? Não vai, ele JÁ fracassou , Windows 7 va fracassar , Windows 8 vai fracassar , Android também vai fracassar e por aí aí.
Para evitar micos assim prefiro me basear em bom-senso, padrões históricos e chutes em direção ao gol, não em direção aonde eu acho que o gol DEVERIA estar. Daí minha previsão do começo de 2010, sobre Retina Display no iPad ser algo tecnicamente complicado e que demoraria MUITO a chegar.
Dito isso, vamos brincar um pouco, antecipando boa parte das manchetes do ano que vem, mostrando que acontecerá na área de tecnologia. Tentarei ser o mais óbvio possível, mas se der certo por favor não me confundam com aquele picareta que falsifica carimbo de correio e prevê tudo que aconteceu no dia anterior. Patrick Jane, acho.
Steve Jobs, a biografia [Resenha]
Começar uma resenha da biografia de Steve Jobs com o termo “contraditório” é mais que cliché. Mesmo cliché, é a palavra perfeita para definir em uma única palavra a personalidade e os atos do homem que ajudou a dar forma à indústria de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos em geral. Se bem que “criança mimada” também seria uma ótima definição, e aí teríamos duas palavras ao invés de uma e não seria assim tão educado, mas me adianto.
O livro escrito por Walter Isaacson a pedido do próprio Jobs, quando este sentiu seus últimos dias se aproximando com uma rapidez assustadora, é detalhista e preocupado em mostrar todos os múltiplos lados, cobrindo vida pessoal e profissional de forma respeitosa. Obviamente não se trata de um livro imparcial – nenhuma obra o é -, mas é um belo trabalho de jornalismo, dando créditos a quem merece, com inúmeras fontes e escrito com base em diversas entrevistas realizadas com mais de cem pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até gente que não queria ver Jobs nem morto. Too soon?


