O dia em que a Apple valorizou mais o marketing do que os consumidores
Normalmente quem manda nas empresas de tecnologia é o marketing, daí decisões de lançar tablets com GPS não-funcional, celulares com acelerômetro sem nenhum meio de acessar via software e outras barbaridades. Em outras quem manda é o pessoal da engenharia, e aí temos aparelhos amados por nerds mas impossíveis de ser usados por gente normal.
A Apple é uma rara exceção, onde o pessoal de design e usabilidade tem a palavra final. Foi assim no tempo dos primeiros Powerbooks, quando a Apple bateu pé e foi a única empresa do mundo com as logos “erradas” nas tampas de seus notebooks.
A marca da empresa na tampa é um instrumento de divulgação, a maçã iluminada foi uma excelente sacada, que atraiu o pessoal de Hollywood, afinal “Macs Ficam Bonitos Na Tela”. Assim quando a Apple não pagava o merchã, o pessoal da cenografia enfiava um Mac mesmo assim, pois eram cools.
Só que a maçã estava de cabeça para baixo.
Quase todo notebook da época tinha a logo do fabricante na capa na direção correta, fazendo a devida propaganda quando o sujeito utilizava o bicho. COMO a Apple deu um mole desses?
Fácil: O grupo de Design da empresa descobriu que a maçã invertida confundia o usuário. que tentava abrir o Macbook “do lado errado”. Como o foco deles era usabilidade, inverteram a maçã, fazendo o usuário ganhar algumas frações de segundo.
Isso durou anos, até que Steve Jobs, em um momento TOC percebeu que todo mundo tinha logos na posição normal e para qualquer lugar que olhasse, via maçãs invertidas, erradas.
Embora correto, o raciocínio da Apple era preciosismo. Os usuários não precisavam de uma muleta tão grande, e se o mundo inteiro não havia entrado em colapso por abrir laptops do lado errado, o problema talvez não fosse tão alarmante assim.
Hoje os Macs aparecem igual a todos os outros computadores na televisão, inclusive aqueles misteriosos notebooks “Windows”, e não consta que donos de Macbooks tenham grandes problemas por causa disso.
A lição é que nem sempre a melhor decisão vem do que é o “correto”. O argumento da Apple era louvável, certo e digno, mas foi uma vitória vazia. Indiretamente chamou o consumidor de retardado, incapaz de aprender que a maçã na tampa estava invertida, portanto era a posição “normal” para abrir o Macbook.
Não duvido que os outros fabricantes tenham se lixado para a usabilidade, privilegiando o marketing desde o início, mas a Apple não foi melhor que eles, ao defender uma usabilidade que só se justifica com usuários com graves problemas de aprendizado.
O segredo, o complicado é perceber quando essas decisões são bestas, quando são pirraça e quando são visionárias, como o fim dos disquetes e dos CDs nos Macs.Perder a perspectiva é muito fácil quando todo mundo acha que você não erra.
Fonte: TNW
CEO da Time-Warner, “entusiasta da Apple” não tem idéia do que seja Airplay. Explica muita coisa.
Quando a Disney despontou como força dominante no mercado de animação, praticamente inventando o conceito de curta animado antes dos filmes os outros estúdios foram atrás, colocando rio de dinheiro. Reza a lenda que a Warner por anos bancou satisfeita a produção de sua unidade animada.
Imaginando algo fofinho como a Disney, e acostumados só com os números (positivos) e achando que desenho era coisa de criança, nenhum executivo se deu ao trabalho de VER o que estava produzindo, e foi um choque quando descobriram. O Pernalonga era um grande FDP e ainda por cima crossdresser, coisa que a menos que você fosse diretor do FBI, era bom esconder. O Patolino era caso clássico de esquizofrenia. Gaguinho era… bem, gago.
Assustados mandaram fechar as portas e demitir todo mundo, e assim foi feito, ao menos por um tempo.
Não conhecer o próprio produto é uma prática incrivelmente comum entre executivos de alto escalão. Já vi gente vender um SITE interativo e dependente de bancos de dados e servidores de mídia como algo que pudesse ser enfiado em um CD, mas mesmo isso é menos inadmissível do que não conhecer a concorrência.
E foi isso que aconteceu com Glenn Britt, CEO da Timer Warner Cable.
Apple dará um pé no Maps. Ruim para o Google, pior para o Brasil
Tirando a Apple a maioria das empresas costuma ter um excelente relacionamento com a Imprensa no Brasil. Com isso percebemos uma certa angústia, quando a Matriz anuncia algo legal e não há planos para chegar aqui tão cedo, ou sequer há planos, mas a filial não pode falar sobre. Um bom exemplo é o Kinect reconhecendo comandos de voz em Português, ou mesmo o Windows 7. Lembram? Ele faz ditado em inglês e outros idiomas. Em brazuca? Até a Cláudia já cansou de esperar, levantou e foi embora. Siri, a mesma coisa.
Na maioria dos casos o produto chega ao Brasil, vide o Windows Phone. Só demoooooora. E quando chega, é capado (Vide a demora de vários anos entre iPods e uma iTunes semi-funcional).
Por isso o azedamento da relação Apple/Google é preocupante. Por mais que o lema da empresa tenha virado “do no evil my ass” faz tempo, o Google É pervasivo e tem uma base de dados local bem atraente. Se os planos de abandonar o sistema de Mapas do Google no iOS6 forem verdadeiros, muito usuário brasileiro ficará sem pai nem mãe.
“Pode mandar, gata, vou ver e apagar na hora, juro”
Todo mundo que já brincou nas interwebs já soltou essa. Incrivelmente (e felizmente) as supracitadas gatas acreditam, e brindam o mundo com suas imagens indiscretas. Claro, sempre há as mais espertas, que não caem nesse golpe. Para elas surgiu o Snapchat!
Gratuita na App Store, a aplicação se compromete a resolver o problema de enviar fotos comprometedoras de cunho onano-fappístico, que cairão na Rede para todo o sempre.
(calma, não ria ainda)
O programa permite que você configure um timer, entre 1 e 10 segundos, definindo o tempo que a imagem será exibida no iPhone do Tio Sukita do outro lado. Após isso a foto some para sempre.
É uma senhora segurança e toda jovem bonita e carinhosa que faz o homem gemer sem sentir dor deve se tornar usuária dessa aplicação. Sério, e é di grátis no iTunes. Acho inclusive que isso deve tornar as meninas mais liberais, mais ousadas em suas fotos, afinal ninguém poderá guardá-las.
Colabore, passe o Snapchat para suas amigas!
E antes que um chato lembre que é só apertar POWER+HOME no iPhone e a tela será capturada, com timer ou sem timer, tornando a aplicação rigorosamente inútil eu pergunto: DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Fonte: TA
Gênios do Crime sobem pro YouTube vídeo filmado por baixo da saia da professora
Eugene Cain e Devon Ewing são dois idiotas de 18 anos que ainda estão fazendo o Segundo Grau em Louisville, Kentucky. Do alto de seus cérebros privilegiados decidiram que seria uma excelente idéia violar a intimidade de uma professora, e assim o fizeram.
Enquanto um dos idiotas pedia ajuda à Tia, outro se esgueirou por trás, aproveitou a inclinação da mestra e enfiou um iPhone lá onde o Sol não brilha.
Feito isso, os abestados postaram o vídeo no YouTube e “espalharam o link para todo mundo”. Claro, foram identificados e presos na hora.
A acusação é “video-voyeurismo”, com pena de 1 a 5 anos de cana.
Apesar do nome do crime os espertões não são voyeurs, são apenas babacas. Um voyeur faria o vídeo e guardaria para si. No máximo postaria num daqueles fóruns tão obscuros que nem o 4Chan sabe que existem.
Lembre da piada do sujeito na Ilha deserta com a Megan Fox. Que que adianta carcar a dita-cuja sem ter alguém pra contar?
Uma vantagem desses crimes novos de Internet é que o próprio criminoso idiota colabora com a captura, vide os hackers que ficam se gabando de seus feitos. Por outro lado, esse braggadocio é parte fundamental do crime em si. Sem assumir a autoria o crime perde 90% da graça.
Fonte: WLKY
Jogos Freemium–Para o bem ou para o mal, esse troço pegou
A idéia é maquiavelicamente boa, se assemelha ao lendário traficante de porta de escola: Fornece as primeiras doses de graça, depois passa a cobrar.
No caso dos jogos Freemium, você não paga pelo jogo em si, mas compra acessórios, “dinheiro”, moedinhas verdes (não fale Beetlejuice 3 vezes ou “ela” aparece), superpoderes ou, no caso do Simpsons: Tappet Out, rosquinhas.
“ah, ninguém é otário de gastar dinheiro com isso”
É sim. A Zynga que o diga, faturando centenas de milhões de dólares com Farmville. Uma pesquisa mostrou que nada menos que 38% da população dos EUA joga algum jogo freemium. Isso dá um total de 114 milhões de pessoas, e 40% delas fez pelo menos uma compra dentro do jogo.
Muitos gamers tradicionais consideram esse tipo de coisa uma trapaça; troca-se dedicação por dinheiro. Você evolui aos saltos, enquanto quem realmente se dedica ao jogo fica para trás.
Isso não é problema. É só um jogo, droga. O problema é que em muitos casos é impossível evoluir sem pagar, e caro. O DC Universe Online é excelente até determinado ponto, depois se torna inviável para os jogadores mãos-de-vaca como eu.
O próprio SImpsons: Tapped Out tem diversos prédios e objetos que custam mais de 100 roscas, sendo que você só ganha roscas uma vez por semana, e nunca mais de dez. Completar Springfield levará anos nesse ritmo.
Ninguém nunca perdeu dinheiro apostando na ganância alheia, mas o modelo freemium usado de forma errada pode alienar um bom grupo de gamers que eventualmente investiria no jogo.
Talvez a Zynga não esteja interessada nesses gamers, e com o dinheiro que andam ganhando, nem dá pra dizer que estão errados, mas do ponto de vista mercadológico idealmente você atinge um determinado grupo de consumidores, sem alienar todos os outros.

