Redação 19 anos atrás

Só que a teoria pára de funcionar na hora em que você tem um contrato, onde nem com seu telefone roubado/destruído abduzido você consegue ser abonado. Então a própria idéia do bloqueio do aparelho deixa de fazer sentido. Se torna venda casada. Pombas, já estou preso ao contrato, ainda querem prender o aparelho?
A grande (e bem-vinda) surpresa é que ninguém menos que a Oi se manifestou contra isso. Seus aparelhos não são vendidos bloqueados, o slogan é "Você é nosso cliente, não nosso refém" e tem tudo a ver com a nova visão de negócios do mundo 2.0. Mais ainda: Criaram a campanha Bloqueio Não! onde agregam mais de 70.000 usuários favoráveis ao fim do bloqueio, oferecem recursos para contatar outras operadoras e literalmente colocam a concorrência na parede, dando a entender que ao bloquear os telefones para chips da concorrência as outras operadoras estão sendo retrógradas, arcaicas, egoístas e mesquinhas. A graça? Estão mesmo.
Quem ganha nessa história? O consumidor, por ter sua liberdade de escolha respeitada, e a Oi, que ganha muito mais tendo parceiros do que tendo reféns.
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