Desktop Linux: A Bolha Estourou?

Por: em 23/12/06 na(s) categoria(s): Linux


bolhalinux.jpg

Em um editorial no OSNews Thom Holwerda escreve sobre uma tendência preocupante: A perda de terreno dos principais desktops Linux, KDE e Gnome, em relação à concorrência. É verdade. A última grande revisão lançada dos dois foi em 2002.

Estamos em 2007, praticamente. Não há nada planejado para o Gnome, e o KDE está parado na projetada versão 4.0 mas não há um roadmap além disso. Para piorar o Gnome está perdido. Não há nada sobre o Gnone 3 além de boas intenções e “idéias aleatórias de gente aleatória em lugares aleatórios”.

Ambos os projetos carecem dos mesmos recursos: Mão-de-obra e dinheiro. A dura realidade é que projetos dessa monta só funcionam com investimento, a idéia de um monte de gafanhotos trabalhando isoladamente é bonita e romântica, mas qualquer um com 2 meses de gerência de projetos sabe que não é assim que a banda toca. NENHUM projeto dessa magnitude existe na forma romântica como os fãs do FOSS vêem o mundo. O RESULTADO pode ser Open Source, o gerenciamento e desenvolvimento seguem linhas tradicionais.

Muito provavelmente o KDE4 irá sair em 2008, o que representará SEIS anos sem um lançamento de monta. A concorrência, como foi dito, não está parada. O Leopard vem aí, os fãs da Apple já estão animados com o hype, e Steve Jobs está mostrando serviço. De Redmond, “muitos fanboys anti-Microsoft reclamam que o Vista é apenas o XP de roupa nova, mas qualquer um de mente aberta percebe que não é, absolutamente, o caso”.

Thom estima que o Linux só terá uma resposta para os lançamentos da Microsoft e da Apple em 2 anos, e que embora a bolha do desktop Linux ainda não tenha estourado, está quase, e se o Gnome e o KDE não se mexerem, a explosão é iminente.

Via Slashdot e OSNews

  • putzgrila

    Exatamente!
    O Vista não é apenas uma skin do XP e o
    Vista tb não é uma cópia xerox do OS X.
    A prova está nesse vídeo:
    http://www.youtube.com/watch?v=MDNuq94Zg_8

    • depine

      putzgrila, você só pode estar brincando… é muita cara de pau, fazer um vídeo desses…

  • alexkrycek

    Só os realmente fanáticos linux acham que ele é possível sendo somente open-source, a velha frase já diz: NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, alguém tem que pagar pela bagaça, o ubuntu só está dando certo pois tem um carinha cheio da grana torrando legal no projeto. A corel achou que podia fazer dinheiro com o Linux e se deu mal.

    Um exemplo, a EA poderia se juntar com a Ubisoft e mais uma meia dúzia de grandes produtores de jogos e fabricantes de placas de vídeo e financiar o desenvolvimento de uma API gráfica descente para Linux, para eles seria um investimento pequeno (aliás, começar uma API do zero seria fantástico, pois o DirectX tem código lixo de 11 edições já), o problema é que eles precisam de retorno e todo mundo acha que no Linux tudo tem que ser grátis, se tentar vender Need For Speed para um fanático Linux ele vai dizer que quer o código fonte (mesmo que não vai usar para nada) e quer tudo de graça.

    • gianrubio

      Kra..

      vc e o tal do desinformado.. a propria gpl permite q o software seja vendido ou q se cobre pela instalacao/distribuicao..

      pq sera q ate a micro$oft esta indo pra esse lado no acordo com a novel?? PRA GANHAR DINHEIRO..

      magine so se um kra q entende de linux faz td de graca vai viver do q??

      ao meu ver vc foi extremamente infeliz nesse seu comentario, quer demonstra o seu conhecimento 0 com s.l.

      • http://cognostech.posterous.com/ Ramon E. Ritter

        Segundo um analista de dentro da Borland, com quem conversei, o fracasso do Kylix (Delphi para Linux) foi devido justamente à idéia enraizada do pessoal que usa o Linux de que tudo deve ser grátis.

        E como eles esperavam ganhar um pouco de grana com o Kylix, se deram muito mal…

  • http://blog.cobline.com Cobalto

    Só uma observação: O novo DiretX (para vista) foi todo reformulado e não contém mais “LIXO” de nenhuma outra edição! a ponto de ser incompativel com tudo que usa dX antes dele.

    Para se usar dX anterior no Vista vc terá que usar o dX 9L que já vem com o próprio vista só para compatibilidade…

    efeito Cobalto | Aonde quer que você vá, lá estará você.

  • Girol

    Eu achei que esse vídeo não prova nada… Achei ainda que ele é um tanto tendencioso e um tanto Windows-Vista-Fanboy. Achei também que mostra o quão é igual.

    Realmente o Windows não é uma cópia xerox do Mac-OS, pq se hoje disséssemos isso, seria uma ofensa à Apple. Não estou desmerecendo o Windows, muito pelo contrário. Eu uso o sistema e supre perfeitamente minhas necessidades tirando os Trojanzinhos que pegamos de vez em quando, mas acredito que a Microsoft ainda está longe da estabilidade e padrão da Apple.

    E só uma outra observação:

    Se todos esquecem o Windows nasceu de uma idéia roubada da Apple. Desde o início a Microsoft tenta ser Apple. Fica a dúvida se a Microsoft ainda quer ser Apple ou não.Assistam: Pirates of Silicon Valley.

  • Girol

    Por favor alguém apague esta mensagem pq eu postei 2 vezes sem querer… Deu um pau no meu Firefox :/

  • Adail José

    HAHAHAHA!! Muito bom esse vídeo que ‘prova’ que a MS não copiou funções do o Mac OS X!!
    O Vista mais parece um Mac OS modificado do que um XP com skin!

    Bem, é obvio que isso não tira o mérito do Vista, afinal ele é um sistema todo desenvolvido do zero e não é uma cópia de nenhum outro OS. Mas convenhamos que é um fato que muitas funções do Vista são idênticas às do Mac OS X somente com posições e nomes trocados. Pelo menos é isso que eu percebo em vídeos como esse, porque ainda nunca testei nem o Mac OS nem o Vista.

  • nossal

    alexkrycek, você disse bem, os fabricantes de software e hardware não desenvolvem para Linux por uma razão puramente comercial, mas isto está mudando. E se equivoca quando diz que não existe uma API gráfica descente para Linux, já ouviu falar em OpenGL, já ouviu falar em SDL, Mesa, Allegro, OGRE, Crystal Space, etc.

    De que recursos estão falando que faltam num desktop Linux? Eu uso em meus computadores pessoais Linux com Gnome e tenho todos os recursos gráficos e as funcionalidades que estarão disponíveis no Vista, com a vantagem de usar um hardware mais simples que o sistema de Redmond requer. Alguém ouviu falar em Xgl, AIXGL, Beryl, Compiz? Alguém ouviu falar em Beagle, Deskbar, Evolution, gDesklets, Glom, Beast, etc, etc.

    Bom, com relação a investimentos, acho que empresas como Red Hat, Novel, Sun, Canonical, estão bem interessadas em investir nestes projetos. A Corel se deu mal porque não foi competente o sufisiente, porque a IBM, HP, Oracle e as já citadas, Sun, Novel, Red Hat estão se dando muito bem. Vide Microsoft e Novel.

    Acho que quem não conhece o mundo Open Source não pode opinar. Fanáticos existem em todo lugar inclusive em ambientes Windows (não vejo o por quê) e Mac, e não é porque você, alexkrycek, não sabe o que fazer o código fonte de um programa (como aparentemente todos os usuário de Windows) que os outros também não saberão.

    Essa coisa de querer tudo de graça acontece mais com usuários Windows, ou vai me dizer que todos os que usam Windows pagaram por todos os softwares instalados em suas máquinas. Open Source != Grátis.

    É claro que problemas no desenvolvimento acontecem, inclusive com projetos livres e quando acontece todos acham que é o fim, parece que já esqueceram quanto tempo levou para o Vista sair, ou será que saiu? e pior, com features que já existem a muito tempo em outros sistemas.

    Acordem!

  • alexkrycek

    Uma empresa de editoração eletrônica não pode ter linux por que não existe Photoshop pro Linux, ai todo mundo chega e diz que existe o Gimp, ok, mas não é o padrão do mercado e não é o photoshop, pronto ninguém quer.

    Um usuário do iPod tem que ter o windows pois precisa do iTunes, existem alguns genéricos que conversam com o iPod, mas não adianta, o usuário leigo quer o iTunes, mas a apple não faz o iTunes simplesmente por que os fanáticos em linux são contra o DRM, quem sai perdendo com isso a Apple ou o usuário que gostaria de usar o iTunes e não da a mínima para o que é DRM?

    Acho que estamos disvirtuando um pouco do tópico, mas o que acontece é que o linux não vai pra frente “de verdade” por que as empresas não conseguem ganhar dinheiro com produto no linux, somente serviço.

    E claro, sei muito bem a diferença entre código aberto e software livre, e sei muito bem o que fazer com um código fonte. Talvez minha colocação no último paragrafo sobre que tudo ter que ser código aberto foi meio errada.

    • Ricardo Bicalho

      Sua colocação foi clara o suficiente para a maioria entender. O usuário-que-não-vou-citar apenas levou como ofensa pessoal. A opinião é um privilégio de todos os cadastrados.

      Acredito também que muitas empresas não sabem, também, como ganhar dinheiro com Linux. Justamente o seu exemplo, as empresas de produto, como a Borland. E é correta a percepção de que Linux = boca livre tornou-se algo muito forte.

      Quem trabalha com FOSS tenta mudar essa imagem, mas isso foi culpa justamente de anos e anos de promoção: “todos esses recursos e ainda por cima é de graça e open”. Essa foi a locomotiva e no longo prazo, tornou-se um grande erro.

      No Desktop, o Linux pode estar com problemas, mas no mercado de infraestrutura, ele ainda brilha. O MeioBit roda sob Linux e não abrimos mão disso. Somos um entre milhões que optaram por ele, assim como serviços: GMail, WordPress, XOOPS, ZOPE, Drupal. Empresas adotam o BSD como Firewall e servidor de e-mails e por aí vai.

      Mas é complicado concorrer no mercado de desktops com uma empresa agressiva e excelente no que faz como a Apple. O MacOS X é tudo o que KDE e Gnome gostariam de ser.

      • http://cognostech.posterous.com/ Ramon E. Ritter

        Complementando o Bicalho: tanto o Windows, quanto o Linux e o MacOS tem vários pontos positivos, como uma série de outros negativos.

        Para quem trabalha profissionalmente com publishing, a dobradinha OS/hardware da Apple ainda oferece a melhor produtividade para os profissionais da área (apesar do Windows ter avançado bastante nesse quesito). Agora, quem já desenvolveu para o MacOS sabe o inferno que é criar sistemas com produtividade para esse OS (isso tem mudado com o RealBasic, mas esse produto ainda precisa evoluir bastante).

        Na parte de rede/segurança, o Linux está muito a frente da Microsoft (todos os clientes corporativos que atendemos usam algum sabor de Linux nessa área). Entretanto, suas incompatibilidades a cada nova versão de kernel afastam muitos desenvolvedores e clientes.

        Agora, para quem é desenvolvedor, a Microsoft é uma mão-na-roda sem comparação. Além de um conjunto extenso de API’s muito bem documentado e com várias ferramentas de programação voltadas para o desenvolvimento de sistemas comerciais, a padronização em torno de seu “desktop” único (em contraposição aos vários do Linux) facilita bastante o trabalho de produção de aplicativos corporativos.

        É claro que se projetos como o Mono ou o FreePascal vingarem, isso tudo pode mudar. Afinal, para quem é desenvolvedor, ter um software que rode em múltiplas plataformas com um mínimo de modificações é o paraíso. O Java até se propôs a isso, porém além de consumir muitos recursos de hardware, precisa de um framework mais produtivo, como o .Net da Microsoft (apesar do Java estar evoluindo bastante em todos os sentidos).

        Não esqueçam que para as empresas tudo é uma questão de custo-benefício: só desenvolvem para as plataformas que dêem retorno financeiro. Simples assim…

    • Fábio Emilio Costa

      krycek, o que você define como “produto”? Quando você leva seu carro na oficina mecânica, o serviço do mecânico não é um produto? Quando a Novell oferece manuais para o SLES não é produto?

      A diferença é que aqui a empresa não depende do software, não pode fazer um serviço porco de suporte técnico ou de materiais (livros, KB, etc…), senão tá fora do jogo. Agora vale aquele ditado: “tropeçou a fila anda”

      Um exemplo: a MySQL. Ela fornece database para Yahoo!, NASA, Technorati… Agora, eles não têm lucratividade? Claro que tem. Mas você já viu o suporte que eles dão, tanto Free quanto pago? A MySQL oferece versões binárias compiladas e certificadas para o tipo de hardware específico do cliente, manuais de altíssimo nível (tanto impresso quanto download), certificação (o que quer dizer dar a cara a tapa)…

      A questão é que SL não pode ser comparado a nível de modelo de negócios: o modelo de negócios do SL é mais similar ao, por exemplo, dos mecânicos de autos: se você confia em um mecânico conhecido, você leva seu carro nele. Senão, sempre existe as autorizadas e mais trocentos outros mecânicos. Preço, qualidade, garantia, é tudo negociável…

      A questão aqui também é: até que ponto vai se inovar em UI? Será que não está “saturando”? Existem estudos nos EUA dizendo que a mudança para o Vista causará tanto impacto em treinamento que é mais prático mudar para o Linux logo de uma vez. Afinal de contas, mudar por mudar…

  • http://www.brpoint.net Bruno Alves

    IMNSHO, os dois (KDE e GNome) deveriam unir forças, criar compatibilidade completa entre ambos e incorporar o XGL+Compiz (ou variáveis similares).

    Um desktop rodando GNome+XGL+Compiz, está bem a frente do que é (será) o Aero.

    O maior problema para desenvolvimento para o Linux é a diversidade de APIs, uma produtora de games resolver criar algo para o Linux, terá uma infinidade tão grande de APIs para tratar de audio, vídeo e apresentação geral, que a maioria se perderia.

    Vide caso do Flash 9.

    Dizer que usuário Linux quer tudo de graça é conhecer somente os fanboys.

    Uso o Linux desde 96 e sempre que precisei e o produto era interessante, paguei pelo produto, sem o menor problema.

    Aliais, antes de ficar irritado com a Conectiva, por motivos que não vêm ao caso, comprava todas as versões licenciadas da mesma.

    Hoje, mesmo, pago minha anuidade do RHE para meu servidor.

    Essa história que usuário Linux não paga é uma tremenda balela, como viveriam tantas empresas que têm lucro a partir do mesmo?

    Vejo um percentual muito maior de usuários do windows que não pagam por seus softwares do que usuários Linux.


    Bruno Alves
    Professional root
    BrPoint

    • Fábio Emilio Costa

      No Linux, a questão de pagar é uma questão mais moral que legal. Por exemplo: se você não quer pagar pelo software, existe essa possibilidade. Mas (e sempre existe o mas), você cedo ou tarde acabará comprando um livro, ou publicando tutorial na Net (o que não deixa de ser um pagamento), ou dar uma palestra em sua facu (o que não deixa de ser um pagamento)…

      Realmente, não existe almoço grátis. A diferença é que no Linux pagamos com tudo, inclusive com dinheiro. ;-)

  • Daniel Fonseca Alves

    Este “problemas” e “polêmicas” do SL para desktop estão sendo o assunto quente do momento, para mim isto é normal pois o SL está começando agora a ser uma alternativa neste campo.

    O KDE e o Gnome para mim já são realidade no Desktop, para outros ainda não. Talvez possa ser questão de tempo, ou mesmo algo que nunca ocorra. O importante para mim é compreender a dinâmica do SL e o que a motiva e assim poder fazer uma previsão melhor sobre o futuro.

    Assim como para todos nós o importante é o dinheiro. O Linux só será bom para o Desktop se for rentável. Mas como ser rentável numa situação de menos de 1% de base de usuário ? Primeiro é necessário um investimento em marketing e apresentar vantagens adicionais do seu produto em relação aos do concorrente. Alguém que invista a longo prazo com uma estratégia correta pode aumentar esta base. Segundo no mundo do Desktop uma boa “marca” é tudo, desenvolver uma é muito importante. Terceiro apostar em conceitos novos de marketing como responsabilidade social para atrair mais usuários.

    Assim que o Desktop Linux começar a aumentar a sua base de usuários será como uma bola de neve, fabricantes e softhouses começaram a criar produtos para a nova plataforma que ficará ainda mais em evidência e aumentará ainda mais.

    Vejo isto principalmente no Ubuntu, O investimento da Cannonical é para pincipalmente criar uma marca forte neste ramo, assim que ela começar a se tornar bem forte os lucros fatalmente começaram a aparecer.

    O importante não é a parte técnica, não é se o Gnome e o KDE ,que são projetos sem fins lucrativos, tem que ir para este lado ou para outro lado. O crucial é uma estratégia forte e inteligente de negócios e marketing.

    Quando pensamos nisto pensamos nas empresas envolvidas, Novell,Red HAT,Cannonical,Mandriva e outras. Uma das vantagens do SL é que ele possui frentes fragmentadas de negócio e marketing, que se são bem sucedidas fortalecem uma “marca” Linux,KDE e Gnome.

    Como na seleção natural acredito que o que se adapta mais ao meio ambiente é o mais bem sucedido. Com tantas frentes de negócios e marketing o Linux tem uma capacidade maior de adapatação e para mim será bem sucedido.

    Concluindo:

    Não gosto é nem acredito em futurologia, posso falar uma monte de coisa que parece consistente e mesmo assim estar completamente enganado.

  • ColdFusion

    Ciclo vicioso:

    é pouco aceito por falta disso ou daquilo

    e

    falta disso ou daquilo faz ele ser pouco aceito

    A quebra do ciclo tem que vir das empresas querer mudar isso, e mudam em pouco tempo, porque, como servidor, nas empresas, o linux já é aceito por ter o apoio (e uso) das mesmas.

    A pergunta é, será que as empresas de hardware tem algum interesse real num desktop linux forte?
    A Microsoft está fazendo a ATI, NVIDIA, Intel, AMD, Sansung, etc, vender hardware adoidado pra poder instalar o pesado Vista, e o linux, só fez o Desktop 3D (Beryl, Compyz, etc), por causa do Vista, senão, o linux não “puxaria” o hardware pra cima, como a Microsoft faz lindamente.
    Vendo dessa forma, quem vocês acham que essas empresas vão apoiar incondicionalmente, o Vista que traz dindin pra todas, ou o linux que roda na sua maquina velhinha (uma das propagandas mais alarmadas por nós usuários linux)?

    Uso linux diariamente (estou no Ubuntu postando isso), mas sei da dificuldade de bater de frente com uma indústria tão forte e rica (leia-se bilionária).
    Por isso o movimento do SL (leia-se linux), ganha adeptos com tão baixa velocidade, pq é MESMO uma mudança de pensamento, de atitude.

    • vdepizzol

      ColdFusion,

      A Novell trabalha no Xgl, sob direção de David Reveman, desde o início de 2004. Como poderiam ter “copiado”, como você diz, do Vista se não havia nenhuma versão alpha lançada ainda?

      O fato de a aceleração gráfica funcionar com menos requerimentos só confirma o quanto o código-fonte é organizado e bem feito.

      “Será que as empresas de hardware tem algum interesse real num desktop linux forte?”

      Sim, claro. A Intel, por exemplo, patrocina vários projetos de software livre (GNOME, por exemplo), contribui com o desenvolvimento do núcleo do Gnu/Linux e ainda distribui seus drivers de vídeo sob licença GPL.

    • ch.junior

      A idéia do XGL e do GDM com OpenGL não teve nem um toque da microsoft…. no máximo foi na tentativa de um desktop bonito assim como o MacOS, que tem akelas firulas iguais do XGL de girar a tela e etc….

      “Respeite os nerds, um dia você pode estar trabalhando para um deles.”

  • ch.junior

    Acredito profundamente que o XGL e o xDM com suporte a OpenGL vai segurar a onda do linux até o lançamento de novas versões do Gnome e do KDE.

    “Respeite os nerds, um dia você pode estar trabalhando para um deles.”

  • v1r3d

    Para mim não é quem faz primeiro e sim quem faz melhor. A interface do Aero é linda e do XGL também, a batalha está somente começando.
    Só que o XGL roda com Hardware mais modesto e o Aero vocês já conhecem, para mim não adianta ser bonito tem que consumir o minimo de hardware senão é só desperdicio.

  • ColdFusion

    Tá na hora do 3D no Desktop apresentar um ganho REAL de usabilidade, e não janelas “moles”, ou transparências, ou desktops que giram até agente vomitar no teclado, acho até, que é isso que o KDE 4 busca, aliás, é exatamente por isso que ele não está pronto e ainda vai demorar pra ficar pronto, porque É DIFÍCIL MESMO mudar todo esse padrão de desktop (queiram ou não) popularizado pela Microsoft e Apple.
    Tá na hora de algo novo, seja 3D (se for, ótimo!) ou não, mas que venha pra mudar a forma de usar essa bagaça véia chamada PC.

    PS: Na verdade, o linux TEM que copiar o “padrão” (M$), até ganhar uma porcentagem significativa de usuários, pra só então acontecer essa mudança que citei acima.
    Lembram das reclamações sobre a mudança de forma de uso do WinME pro XP, mas as pessoas se adaptaram e fim de papo, afinal de contas, é o “novo padrão”.
    O linux, primeiro tem que ser padrão, pra depois implementar O QUE BEM ENTENDER.
    Talvez falte a comunidade entender que, O JOGO é um só, vamos ganhar do adversário nas regras DELE, só então colocamos as nossas!

    • ch.junior

      Beleza…. mais não copiou, pelomenos não de Redmond

      “Respeite os nerds, um dia você pode estar trabalhando para um deles.”

    • Fábio Emilio Costa

      Ops… Comentário duplicado… :-P

    • Fábio Emilio Costa

      Cold:

      Acho que também existe uma questão que devemos pensar… O que vem a ser usabilidade.

      Uma das melhores definições que eu já vi foi a que dizia que não existe usabilidade, mas sim várias usabilidades. Ou seja, tudo é uma questão de foco.

      Quanto ao 3D… Acho que ainda (por muito tempo) vai ser mesmo eye-candy. Talvez o Looking Glass, pelo pouco que li dele, tenha algumas boas idéias sobre o que fazer com um desktop 3D… De resto…

  • Igor

    rsrsrsrsrsr mas o “V for Vista” fazendo um “X” com os dedos foi ótimo!!!

    hehehehehehehehehe

  • http://cognostech.posterous.com/ Ramon E. Ritter

    E a Apple roubou as idéias da Xerox… :)

    • ch.junior

      Quem não cola não sai da escola….. bom, tb se aplica ai…..

      “Respeite os nerds, um dia você pode estar trabalhando para um deles.”

  • jrstravino

    Discordo em partes, o Vista realmente não é uma roupagem nova para o XP.A estrutura de permissões de arquivos do novo vista, realmente vai fazer a diferença, ela é uma cópia da estrutura de segurança do que sempre existiu no Linux e recentemente no Mac, que são as velhas permissões baseadas em unix, que não foram superadas até hoje.
    Quanto a defasagem do linux em relação à concorrencia, pra quem prestar um pouco de atenção e realmente conhecer e usar o sistema sabe que é justamente ao contrário.A maioria das distros tem suas novas versões lançadas de 6 em 6 meses.A velocidade do mundo open source em oferecer produtos de ponta está absurtamente maior do que a concorrencia proprietária.
    Isto está assustando a galera que sempre trabalhou com o método de segurar tecnologia e informações, que é o método que a microsoft sempre usou.Mas agora, em um mundo onde a velocidade e o acesso à informações estão além do que eles poderiam imaginar, realmente as coisas mudaram.
    Então o resultado está ai,um Vista com 6 anos de atraso, em relação ao Mac e ao Linux, que por melhor que possa parecer, é decepcionante ao que eles realmente poderiam oferecer.

    Leiam esta matéria do Frederick Montero, é muito interessante:

    “Especular sobre o futuro pode ser uma tarefa ingrata, já que na maioria das vezes os pretensos “futurólogos” acabam dando com os burros n’água. Uma vez questionado sobre como ele imaginaria que seria o futuro da humanidade, o filósofo francês Henri Bergson respondeu que, se ele soubesse como seria o mundo no futuro, então aquela previsão não mais seria o nosso futuro e sim o presente. Mas o estudo do passado ajuda a criar hipóteses mais plausíveis a respeito do futuro, através da análise de padrões que podem se repetir de tempos em tempos, como em estatística ou em economia. A história da informática enquanto um produto de consumo das massas ainda é muito curta para tirarmos lições que possam nos ajudar a compreender os intrincados movimentos sobre o complexo tabuleiro do desenvolvimento de equipamentos, programas e sistemas operacionais. Porém volta e meia sempre é bom darmos uma olhada no passado, verificarmos e analisarmos os eventos de outrora para não sermos pegos de surpresa no futuro.

    Há um articulista muito interessante chamado Daniel Eran Dilger, que costuma escrever análises a respeito da evolução e das estratégias de marketing da Apple Computer e da Microsoft, sempre tendo como base a história dessas duas companhias, para destrinchar o modo como elas operam e suas respectivas filosofias de trabalho. Em um de seus últimos artigos a respeito da futura batalha entre o Windows Vista e o MacOSX Leopard, Daniel Eran compara a via-crucis no desenvolvimento do Vista com o tortuoso desenvolvimento do sistema operacional da Apple entre os anos de 1991 e 1997. Na análise de Daniel, enquanto que na década de 1990, a Apple patinava em atualizações cosméticas do seu sistema operacional, a Microsoft lançava sucessivas atualizações do Windows, aprimorando funções e ferramentas e deixando a Apple comer poeira na concorrência, enquanto esta pensava em qual caminho deveria seguir com relação ao futuro dos seus negócios. Agora porém, de 2001 a 2007, numa surpreendente inversão de papéis, a Microsoft terá levado seis anos na construção do Windows Vista enquanto a Apple haverá disponibilizado seis versões diferentes do MacOSX. A exemplo da Apple no período do System 7, a Microsoft no momento estaria lutando para sair do beco sem saída criado pela sua estratégia de marketing e para buscar um caminho muito menos pedregoso do que aquele que a conduziu até o Vista. A solução da Apple para sair do poço no qual se encontrava, naquela época, passou por abraçar o código livre, abandonando a estrutura tradicional do seu sistema operacional e consequentemente diminuindo a sobrecarga no aprimoramento das bases do novo MacOSX. Isso lhe permitiu focar no desenvolvimento de novas tecnologias, dentro de uma visão global dos negócios, integrando os diversos elementos por ela criados em uma macro-estrutura chamada por ela de “vida digital”.

    A Microsoft sempre procurou vender seus produtos criando uma cadeia de programas na qual a aquisição de um elo nesta corrente leva o consumidor por inércia ou obrigação a consumir os outros elos até fechá-lo no centro de um círculo vicioso. A idéia era impedir a entrada de novos concorrentes que pudessem de um modo ou de outro conduzir a experiência do usuário de computadores por fora de seus dois principais produtos: o sistema operacional Windows e o Office. O pensamento da Microsoft é o de que, dominando todas as portas de entrada do usuário ao acesso e a manipulação das informações, ela garantiria a manutenção das suas vendas e, consequentemente, a sua margem de lucro. Foi por isso que, quando na década de 1990, Larry Ellison da Oracle convencera Bill Gates de que no futuro todos os programas seriam acessíveis pela internet, a Microsoft ficou obcecada em investir pesadamente em um navegador próprio e ceifar a possibilidade do Netscape de se impor como a principal janela para a rede mundial de computadores. O Netscape então representava para a Microsoft dois grandes perigos no horizonte. Primeiro, porque libertaria os usuários de computadores da armadilha das atualizações constantes de programas, no caso de ferramentas como planilhas de cálculo e editores de texto viessem a ser disponibilizados através da internet. Em segundo lugar porque, se o Netscape ou outro navegador qualquer se impusesse como principal veículo para os serviços ofertados pela internet, haveria o risco dele virar um sistema operacional em si ou até mesmo a interface gráfica primordial sobre o Windows. Para a Microsoft era preciso garantir que a experiência digital de todas as pessoas se concentrasse em torno do seu sistema operacional e dos serviços que ela disponibiliza, de modo a evitar que a corrente que mantem os usuários presos às suas ferramentas não se rompa. Então a cada novo mercado que surgia na área da informática, ela se sentia na obrigação de criar um novo elo para a sua corrente, lançando o seu próprio produto para esse mercado emergente e ligando as suas funcionalidades com as ferramentas dos seus outros programas.

    O problema é que sua estratégia de marketing se revela uma tática suicida à longo prazo, do mesmo modo como a corrida armamentista levou a Uniâo Soviética à bancarrota. A cada elo, a corrente aumenta de tamanho e complexidade. Algumas vezes, os novos elos representam a entrada em um novo mercado no qual é preciso sustentar amargos prejuízos, como no caso do xBox. Mas a entrada de novas e fortes peças no complicado jogo da informática, como o Google, o iPod/iTunes, o YouTube, o MySpaces, o Linux, a Palm, o Firefox, mais a herança de todo um passado no qual negligenciou diversas questões, como segurança, para citar um caso, em função de uma maior agilidade para abocanhar novos negócios, tudo isso está agora pesando sobre a empresa. O esforço para conseguir se infiltrar e dominar todos os mercados nos quais acredita existir algum perigo para a sua estratégia de vendas faz com que perca o foco técnico e monetário dos seus principais produtos, assim como um malabarista que tenta manter no ar a maior quantidade de bolas possíveis. Chega um momento no qual por mais habilidoso que o malabarista seja, ao tentar agarrar mais uma bola, corre o risco de deixar caírem todas as outras. E as bolas quase caíram com o atraso da nova versão do Windows. Porque muitas das funcionalidades que ela havia prometido no início do projeto foram uma a uma sendo abandonadas, até o ponto de muitos críticos chamarem o Windows Vista de Windows XP Service Pack 3. Ou seja, traduzindo o trocadilho, o Vista nada mais é do que uma atualização tapa buraco para acalmar o anseio de novidades da opinião pública e dos fabricantes de computadores.

    Neste caso as semelhanças entre a Microsoft de agora e a Apple da década de 1990 se aprofundam ainda mais, porque a Apple enfrentou o mesmo problema em julho de 1997, ao lançar o MacOS 8. Pois inicialmente o sistema operacional deveria ser nomeado 7.7. Mas depois de seis anos desde o lançamento do System 7, a pressão por um novo sistema operacional e também a jogada jurídica para terminar com a fabricação dos clones dos Macintosh fizeram com que a Apple avançasse na nomenclatura do sistema. Neste meio tempo, a Apple já se preparava para traçar um novo caminho na direção da empresa e reconstruir as bases do seu sistema operacional que começava a demonstrar o peso de muitas estruturas antigas na sua base. Entre as opções que ela andava testando (como o BeOS), prevaleceu aquela de se trabalhar com o FreeBSD, a versão do UNIX desenvolvida pela Universidade de Berkeley, para desenvolver a estrutura do que hoje conhecemos como MacOSX. Desde 2000, antes do lançamento do MacOSX, a Apple se comprometeu com a filosofia de desenvolvimento OpenSource a tal ponto que, apesar de manter para si a interface gráfica, o código no cerne do sistema operacional, chamado de Darwin, está disponível na página da empresa.

    Aqui cabe então uma pergunta: até que ponto a Microsoft estaria disposta agora a tomar a mesma atitude que a Apple teve que tomar no final do século passado? Difícil dizer, pois isso dependerá de o quanto ela está propensa ou pressionada pelas circunstâncias a dividir o desenvolvimento de novos produtos com outros parceiros. A sua aproximação com a Novell talvez seja um indicativo de alguma mudança de pensamento dentro da empresa. Mas uma mudança completa de mentalidade é um passo gigantesco que é duro de ser concluído por uma companhia que tem responsabilidades comerciais com noventa por cento dos usuários de computadores no mundo. A Apple por sua vez percebeu que não adianta manter controle completo sobre todos os aspectos relativos ao cerne do sistema operacional e concentrou seus esforços na experiência sensorial e intuitiva do usuário com o seu computador, protegendo legalmente os aspectos gráficos, visuais e de metodologia dos seus produtos. Ainda que a estrutura básica do MacOSX seja OpenSource, a Apple regularmente patenteia detalhes da sua interface gráfica, assim como de determinados procedimentos entre programas e equipamentos. Se a Microsoft seguisse por um caminho semelhante, poderíamos até vir a imaginar que um dia ela venderia com exclusividade uma interface gráfica Windows rodando sobre um sistema Linux ou algo do gênero. Pura hipótese ou expeculação baseada nas semelhanças entre dois momentos históricos distintos, pois se eu pudesse prever o futuro, ele não mais seria o futuro e sim o presente.”