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“Beta contínuo” é a maior bobagem da “Web 2.0″

Por em 30 de setembro de 2006
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  • http://[email protected] Anônimo

    O layout do site ficou muito bom… nem se compara ao antigo. Estão de parabéns ;)

  • http://[email protected] Anônimo

    “Vários dos “conceitos” existem há anos e são conhecidos e usados desde 2001 por desenvolvedores”

    Você provavelmente está falando do AJAX? A tecnologia que possibilita o AJAX existe desde 1998, criado pela Microsoft, embora só tenha recebido o nome “AJAX” em 2005.

    Eu vejo na Web 2.0 não o surgimento de novos conceitos mas sim um uso mais intensivo destes, de um modo generalizado. Trata-se de uma “nova cara” para a Web em geral, sem dúvidas. No ano 2001 citado reinavam os “portais”, aonde havia uma tendencia a agregar um enorme número de informações em uma só página principal, talvez devido as limitações das conexões da época, ainda em grande parte dial-up. A vinda de conexões mais rápidas na verdade “possibilitou” a adoção em massa da Web 2.0, que é caracterizada por uma interatividade muito maior, chegando ao ponto de haverem aplicações inteiras do tipo Office rodando via Web como em zoho.com, algo que você há de convir que é novidade de lá pra cá (a maioria concorda que aplicações tipo Office na Web fazem parte da Web 2.0, como confirmado no artigo sobre Web 2.0 da Wikipedia).

  • Ricardo Bicalho

    Marco, não apenas o Ajax, mas vários outros conceitos, é puro hype. O Google, na verdade, popularizou e massificou algo que já era conhecido há anos.

    Mas esse papo de que beta contínuo significa melhoria contínua é dar um nome novo para algo que é feito desde que se escreveu a primeira linha de código executável. Eu li tudo o que o O’Reilly escreveu e é puro marketing.

    Quanto aos trolls que eventualemente entram aqui e atacam o autor ao invés de apresentar argumentos, como o Marco, serão apagados, pura e simplesmente. Post protegido pela ZICA. Se não concorda, ARGUMENTE e deixe de se comportar como um delinqüente digital.

  • http://[email protected] Anônimo

    Belo trabalho, essa nova cor ficou show de bola. Muito mais agradável de ler.
    Parabéns

  • http://sergioflima.pro.br/blogs oigreslima

    Ocorre que na Web 1.0 (desculpe a web mudou!) o lançamento de uma versão considerada de testes era muito retardada por que havia pouca interação entre o produto e os usuários.

    O fato de um produto, na Web 2.0, ser lançado com uma quantidade bem menor de implementações do seu projeto é por que nesta nova WEB há mais interação e, sobretudo, utilização do feedback dos usuários de modo mais intenso.

    É este o espírito e o âmago da questão. Se você só olha para os aspéctos técnicos (tecnologias utilizadas, que é uma característica da Web 1.0!) você pensa que tudo não passa de um Hype!

    Mas como toda classificação (web 1.0, 2.0 , etc) é subjetiva, sempre haverá diferentes perspectivas que coexistirão, coisa da WEB 2.0.

    Na web 1.0 se tentaria impor uma visão hegemônica!

    PS: O visual, além de mais suave, se distanciou das cores que predominavam em outro portal de tecnologia. Parabéns!

    Pro alto e avante :-)

    Sérgio Lima
    sergioflima.pro.br/blog/blogs

    • Ricardo Bicalho

      Sérgio, em engenharia de software, o hype da toda a Web 2.0 tem nomes distintos e são técnicas e metodologias conhecidas há tempos. Tem um livro muito bom sobre o assunto de Roger Pressman

      Um software pode ser implementado em partes: um núcleo e novas funcionalidades são agregadas ao núcleos, em incrementos e releases constantes, sempre com a consulta ao cliente ou até mesmo alocado no cliente para ter agilidade na resposta e avaliar os custos de alterações e novos recursos requisitados.

      Mas as empresas de tecnologia dos anos 90 achavam isso um modelo falido de se desenvolver. O negócio era esconder o jogo e os novos recursos o maior tempo possível e lançar tudo lindo e redondo. Nunca funcionou direito.

      O que houve após o estouro da bolha é que a empresas de tecnologia consideravam esse modelo um lixo e mais de 80% delas quebraram. As que sobreviveram são empresas, agora maduras e aplicam as mesmas técnicas de controle, implementação e documentação que o Bell Labs e a IBM fazem há 30 anos ou mais.

      Não afirmei, de forma alguma, que a web não mudou. Mudou e continua mudando, desde 1989. Para quem, como eu, trabalha com web, já existem conceitos que serão marketeados para o grande público só daqui há 3 ou 4 anos. Aí dirão que tudo mudou.

      No final, é apenas evolução.

  • http://[email protected] Anônimo

    Há mesmo uma Web 2.0?

    Sei lá, concordo bastante com você, Moardib. Pra falar a verdade, essas tais “novidades” são, na minha humilde opinião, “gatos e gambiarras” para que o navegador faça o que uma aplicação “meia-boca” feita em Visual Basic ou Delphi já faz há anos. Estamos tentando imitar as funcionalidades dos programas “standalone” e das aplicações cliente-servidor com AJAX, DHTML, XML, XSLT, DOM e outras siglas. O navegador não foi feito para isso. Talvez seja esse o problema.
    Dividimos as aplicações em “camadas”. Tentamos colocar no cliente web o máximo de funcionalidades. E deixamos a interface Web, que deveria ser mais leve até pelas limitações de conexão e do navegador, tão pesada quanto as antigas aplicações que rodavam (ou ainda rodam?) em mainframes, acessadas via terminais burros.
    Fora que a navegação se torna, dependendo da implementação, mais confusa. Quem já fez uma página usando AJAX sabe do que estou falando (o botão voltar é o seu inimigo). Aliás depuração de código é um parto quando usamos AJAX.
    “Mas o que vai acontecer então, Robson?”
    A primeira coisa que vai acontecer (e já esta acontecendo) é que o navegador está ficando cada vez menos navegador e se tornando cada vez mais uma plataforma de execução de aplicações. Basta ver o que é possível fazer com XUL no Firefox (coisa que a Microsoft vai copiar, com certeza) para entender o que estou falando.
    A segunda coisa que está acontecendo faz algum tempo é o abandono das tecnologias com foco monoplataforma para soluções multiplataforma, quer seja Java (e seus primos, como Groovy), quer seja .net (mesmo que seja apenas para plataformas Microsoft), quer seja Python, Ruby on Rails, etc. “Por que vou me matar para fazer a mesma aplicação várias vezes para cada plataforma, se posso fazer apenas uma aplicação para a plataforma e peço educadamente para que o meu usuário/cliente aceite essa superplataforma e busque o respectivo suporte a ela no seu ambiente de execução (Desktop, celular, PDA, etc.)
    Nesse princípio essa é a idéia da Web 2.0. Aumentar a interação do usuário, “enganá-lo” para que ele pense que está no seu desktop, quando está na Web. E daí volto para pergunta inicial: existe mesmo Web 2.0 ou estamos tentando destruir o Desktop 9.0, 10.0 e criando o Desktop Web 1.0?
    Abraços