Carlos Cardoso 15 anos atrás
A Euclideon, uma Startup australiana anunciou ano passado que teria desenvollvido uma tecnologia revolucionária milhares de vezes superior aos tradicionais polígonos usados em videogames e placas aceleradoras 3D.
Dizem eles que utilizam ao invés de polígonos, “átomos”, com uma densidade de 64 por milímetro cúbico, o que se traduziria na impressionante definição de 15 milhões de polígonos por metro cúbico.
O conceito de átomo não é novo, em computação gráfica se chamam VOXELS, de Volumetric Picture Element, o equivalente 3D de um pixel. Não são muito usados pois demandam muito, muito processamento.
A novidade é que a Euclideon não só apareceu com um vídeo demonstrando uma implementação preliminar da tecnologia Unlimited Detail, como prometem imagens 100 mil vezes melhores que as tradicionais e um número infinito de detalhes. No demo a câmera chega a encostar no chão e vemos os grãos de areia que compõe o local onde estamos “pisando”.
CA-LA-RO que alegações extraordinárias demandam demonstrações extraordinárias, e isso ainda não aconteceu. John Carmack, que entende um tiquinho de programação 3D comentou no Twitter que a tecnologia da Euclideon não tem nem chance de rodar nos sistemas atuais. Talvez daqui a vários anos funcione.
Outros estão sendo menos diplomáticos. As acusações de marmotagem, fraude, safadeza estão correndo mundo. Não seria a primeira vez que uma empresa montaria um demo, conseguiria milhões de investidores e depois sumiria do mapa.
Como não temos dinheiro na jogada, a nós cabe apenas esperar. Se for verdade teremos jogos maravilhosos. Se não, dá pra ser feliz com um 360, ainda mais quem cresceu com um Atari.
Aqui o tal vídeo. Tire suas conclusões:
Fonte: Geekologie