Vaio Z tem placa de vídeo externa ativada via Light Peak/Thunderbolt

Por: em 29/06/11 na(s) categoria(s): Computação móvel, Hardware, Meio Bit


Algumas coisas são naturalmente externas a qualquer notebook, de modo que carregá-las para cima e para baixo e conectá-las usando cabos soa mais do que natural. Mouse, teclado, monitor (ok, esse você não carrega; em tese), disco rígido externo… São exemplos fáceis, qualquer um os visualiza mentalmente — quiçá tem alguns em casa ou no trabalho.

Sony Vaio Z e sua dock station parruda.

Sony Vaio Z e sua dock station parruda.

Agora, e uma placa de vídeo? Por mais surreal que a ideia seja, é exatamente o que se tem com o novo Vaio Z, da Sony. Sozinho, é um notebook premium com tudo o que um modelo de sua categoria tem direito: 8 GB de RAM, SSD de 256 GB, tela de 13″ e aquele IGP da Intel praticamente padrão, o HD Graphics 3000.

A dock, porém, expande (e bem!) o notebook, com uma AMD Radeon 6650M com 1 GB de memória, além de drive de mídia ótica e um punhado de portas extras (USB, USB 3.0, VGA e HDMI). A mágica só é possível graças à tecnologia Thunderbolt, ainda chamada pela Sony de Light Peak, que entrega taxa de transferência de até 10 Gbit/s.

Embora a ideia possa soar estranha e desajeitada num primeiro momento, ela é bem interessante a bem da verdade. O notebook é fino (16,65 mm), leve (1,2 kg) e promete autonomia de sete horas. O “extensor” fica em casa, para atividades mais pesadas ou mesmo uso do notebook como media center. Tem-se o melhor dos dois mundos sem sacrifício algum.

Ou melhor, quase sem sacrifício. Se na Inglaterra o Vaio Z com a estação dock sai por salgadíssimos R$ 6.800, não quero nem imaginar quanto custará aqui — se chegar, claro…

Via Gadget Lab.

  • adrianodl

    Valeu Ghedin, nem tava querendo mesmo……
    Agora falando sério, essa é a melhor solução para um portátil.
    Afinal você pode levar apenas aquilo que de fato vai usar na faculdade e quando estiver em casa, usar o poder extra pra jogar aquele jogo bem mais barato via steam do que pelo console.

  • http://www.highlanderbr.com/site Highlander

    A ideia é ótima, mas por esse preço (que nem é aqui), dá pra pegar um Alienware top. Não sei a portabilidade de um, mas já tem tudo isso dentro mesmo.

    • Geovani

      @Highlander, Considerando o mercado para o qual o Vaio Z é voltado, uma opção mais adequada seria o Toshiba Portégé; as especificações de hardware são mais modestas, não tem Thunderbolt/Light Peak, o acabamento não é o mesmo, mas o preço também é bem menor. A não ser que você tenha citado o Alienware por causa das especificações de hardware — até superiores às do Vaio em certos aspectos — e por ele ser uma opção para gamers (com estilo e direcionamento de imagem e marketing que reflete isso), devido ao uso do Light Peak citado no artigo, com uma espécie de placa de vídeo externa. O único porém dos Alienware, além do citado acabamento e estilo que desagrada a alguns, é que eles também são mais grossos e pesados que os Vaio Z e Portégé de 13 polegadas, mesmo o Alienware M11x com tela de 11 polegadas. Fora isso certamente tem outras opções, todas com seus prós e contras, como deve ser.

  • Luiz Felipe

    A ideia é interessante, mas enquanto custar mais caro que um computador com uma placa de video excelente e um notebook fraquinho, não vale a pena.

  • manin666

    Acho que chegou essa tecnologia chegou na hora certa, junto com os pads… Se essas “caixas” servirem pra emprestar processamento a tablets e smartphones , mesmo que por openCl, o futuro da computação pode não ser muito afetado pela redução no poder processamento devido aos tablets, que poderiam encarecer Pcs normais pela queda na demanda deles.

  • Geovani

    O que eu achei mais intrigante nos releases desse Vaio Z foi o “Quad-SSD in RAID 0″ das versões top; não é algo comum, e quero ver como vai se comportar nas reviews quando for disponibilizado. Também, vindo dos modelos anteriores, tem o fato de a carcaça ser feita com fibra de carbono em vez de plástico ou metal que outros notebooks geralmente usam (fibra de carbono é bem mais resistente, leve e cara), e a tela ser matte — não aquele glossy que fica fazendo reflexo de tudo —, com color gamut de 96% do Adobe RGB, o que é impressionante para um notebook ultraportátil; a Sony oferece outros modelos com gamut ainda maior, acima de 130%, mas não da série Z. A opção de display em Full HD (1920×1080) em uma tela 13″ para quem compra pelo site da Sony também é algo que chama a atenção. E, como dito no artigo, ele é extremamente leve e fino, disputando com o Macbook Air nesse aspecto.

    Notebooks com essas características, com hardware consideravelmente poderoso com tamanho bastante reduzido e cheio de detalhes que muitos deixam passar batido, geralmente são bem caros mesmo — inclusive há algumas outras marcas que também oferecem modelos top dessa categoria em alguns mercados (não no Brasil) a preços similares, alguns até mais caros que os Vaio Z, por incrível que pareça. Geralmente, quando o tamanho, peso e configurações de hardware são as mesmas e o preço é notavelmente menor, o concorrente tende a pecar em diversos detalhes, tipo tela ou carcaça com qualidade inferior, sem Blu-Ray, etc.

    Quanto a ser lançado no Brasil, se formos nos basear nos modelos anteriores da série Z por aqui, não vai ter — só importado.

  • Dreadful

    a ideia é boa, mas a 6650M não empolga.

  • lucky

    Se a ideia pega e os preços começarem a baratear… ESSE SIM pode ser o fim dos pcs.
    Eu, um usuário de pc torre INVETEREADO me interessei pela ideia :P

    note com boa autonomia e fino na mochila, em casa, boa placa de video pra jogar aqeuel joguinho :P

    boa ideia!