Toshiba lança, no Japão, cartão SD que só pode ser gravado uma vez

Há alguns anos, quando gravadores de CDs começaram a se popularizar, costumávamos manter uma pilha de CDs virgens para toda e qualquer ocasião que os famigerados disquetes não pudessem dar conta. Isso foi no começo da década passada, quando pen drives eram bem raros de ser ver, caros e com espaço limitado.

O maior problema do CD era que eles só podiam ser gravados uma vez. Sim, sei que mesmo naquela época os CD-RW já existiam, mas eram mais caros e tinham um certo tipo de parentesco com canetas BIC, sumindo toda vez que precisávamos deles. Então, dá-lhe gravação de CDs. Deu erro? Grava outro. Faltou algum arquivo? Mais um.

Hoje só se usa CD para… para… bem, para nada. Não tenho mais sequer drive — meu antigão, interface IDE, não pode ser reaproveitado na nova placa-mãe, e o netbook, como tal, vem sem. E não está fazendo a mínina falta. Substituímos CDs, pouco a pouco, por pen drive, cartões SD e nuvem.

Toshiba Write Once.

Toshiba Write Once.

As vantagens são inúmeras, de disponibilidade, passando por velocidade e até mesmo resistência às intempéries da vida. E, claro, tudo pode ser gravado e regravado. Ou podia. No Japão, a Toshiba está fazendo o que aos olhos de muito é um retrocesso: vendendo cartões SD que só podem ser gravados uma vez.

O formato é o mesmo, a única diferença visual está numa tarja colada no cartão com os dizeres “Write Once”. O modelo tem 1 GB e não é vendido no varejo, mas mesmo assim já tem público cativo, formado por governos e grandes corporações. Venhamos e convenhamos, se tem alguém que pode tirar proveito desse dispositivo, são empresas e órgãos governamentais que precisam transmitir dados que não podem ser modificados.

O novo modelo da Toshiba chega para fazer frente ao SD Worm, da SanDisk, que funciona de modo bastante similar, porém é voltado para o uso em câmeras digitais de peritos. Quando a sessão é finalizada, o SD Worm se fecha e não aceita mais gravações.

Ainda não há planos para vendas internacionais e não se sabe o preço desses cartões SD.

Via BlackFridayDeals.

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Autor: Rodrigo Ghedin

Blogger, bacharel em Direito e acadêmico de Sistemas de Informação.

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  • Na verdade este tipo de cartão pode ser muito útil em determinados nichos, a área forense me vem à mente logo de cara. Mas para o grande público realmente é algo meio inútil.

    • @Vinicius Nery, “é voltado para o uso em câmeras digitais de peritos. Quando a sessão é finalizada, o SD Worm se fecha e não aceita mais gravações.” – Tipo esse? 😛

  • Quando li no twitter pensei na hora em cds

  • JoaoSouza

    Só pra constar isso é bom pra quem vende SO.

  • Não vejo muita utilidade nisso. Se o governo ou alguma corporação quiser garantir a autenticidade de alguma coisa, assinatura digital é mais segura.

    É muito inconveniente ter algo que não pode mais ser regravado. Quando você não quiser mais o contéudo que está na mídia, ela se tornará apenas algo que ocupa espaço e ajuda a bagunçar seu quarto ou escritório. E se você quiser apagar o conteúdo, acaba tendo que destruir a mídia.

    • @Renan the Geek, eu vejo utilidade. Ao invés de CDs (de música) e DVDs de filme, um cartão desses é excelente. E, cá pra nós, dizer que uns 10 cartões desses desorganizaria seu quarto é o cúmulo do exagero.

      • sboorbou

        @Pryderi, você vive numa toca no chão, com espaço para expansão quando necessário…. com um Cranio na cabeça…. ele vive num buraco numa arvore…. tamanho limitado a escolha da arvore….
        são ambientes diferentes…….

        • thiagovrsant

          @sboorbou, huUAHhuauAHuauhA!

        • @sboorbou, Sendo uma figura geométrica não possuinte de mais de 180º de somatório de ângulos internos, resta-lhe poucos recursos lógicos e/ou discursivos que inviabilizem minha argumentação.Nada mencionarei sobre sua cor a fim de não ser citado em um processo por discriminação racial.

          Sem mais, despeço-me registrandfo meus protestos de saúde, paz e felicidade, rogando para vc ingressar num colégio a fim de saber que fala bonita não implica em conteúdo. Até a vista (ou a prazo).

  • Leoleo

    ATA eletrônico!
    quem ainda tem de escrever em ATA tradicional (de papel) sabe que esse cartão viria bem a calhar. E 1GB daria fácil fácil pra mais de um ano de dados.

  • danny_pingo

    Seria de grande utilidade para mim: backups em geral e para gravar fotos da família se o preço ficar bem popular.

    Lógico, se for possível no futuro adaptar a várias interfaces.

    Danny.

  • anedox

    O cartão comum já vem com um botãozinho de proteção. Após o uso oficial se pode travar e removê-lo. O que esse cartão tem de especial? Maior confiabilidade?…

    • @anedox, não tem o “botãozinho” de proteção.

      []’s!

      • Musschenbroek

        @Rodrigo Ghedin, touché.

      • silvestre.andre

        @Rodrigo Ghedin, na foto tem o lock

    • maximusgambiarra

      @anedox, O meu leitor de cartões é indiferente ao botãozinho de proteção. A lógica desse novo cartão é ser indiferente ao meu leitor de cartões.

    • @anedox, Na foto possui o botãozinho de “Lock” que impede que dados sejam “gravados”. No caso desse novo cartão, os dados salvos não poderão ser mais alterados e regravados na mesma mídia.
      Sendo assim, o botão lock serve ainda para proteger a primeira gravação.

  • gilmarmts

    Eu sempre achei que os “vendedores de conteúdo” só passariam a usar pendrive/cartão sd ao invés de mídia ótica quando criassem um que não pudesse ser reescrito.

    Chego o dia?

    • thymac

      @gilmarmts, é interessante, mas eu sempre imaginei isso tb, acho muito mais vantajoso vender um produto num pendrive ou similar de que num disco ótico, isso quando se trata de mídia física.
      Ocupa menos espaço, e não tem risco de arranhar como ocorre num CD DVD BD.
      Só não sei dizer quanto ao custo, ai pode ser que ainda vá demorar pra acontecer essa troca pq as mídias óticas talvez sejam mais vantajosas financeiramente.

      • rdelboni

        @gilmarmts, @thymac, Talvez há alguns anos quando o cd se mostrou inviável. Hoje o próprio conceito de mídia física já ficou ultrapassado. O publíco quer consumir conteúdo em vários dispositivos sem se preocupar com compatibilidade de plataforma e/ou formato. Quem quiser vender vai ter que se adaptar a isso.

  • Musschenbroek

    De cara, pensei nos drivers de placas de vídeo. Ao invés das empresas (nVidia, AMD, etc.) mandarem um CD dentro da embalagem, mandariam esse SD write-once.

    É menor, mais elegante e mais condizente com a atualidade. O único detalhe – que fala mais alto do que todos os outros – seria o preço.

  • Acho que não entendi. Supõe-se que é preciso existir um cartão “write once” para distribuir
    músicas e filmes? Qual é a real diferença entre um cartão comum?

    Vocês acham mesmo que as gravadoras estão preocupadas se o usuário corre o risco de apagar o conteúdo comercializado?

    • Celso Nunes

      Eu uma vez ganhei um pendrive bonitinho da Logmein, com os programas deles dentro. Tinha 256 Mb de tamanho, e tinha o logo deles impresso, achei muito legal. É claro que apaguei o conteúdo para eu usar, mas acho que não inviabiliza, pois enquanto usei, meio que fiz “comercial” deles em troca do uso.

    • diogooo

      @vincentvega, Seguindo a mesma lógica dos cds, esse deve ser mais barato que o comum. Talvez facilite a distribuição pelo fato do conteúdo não poder ser modificado, mas pensando bem isso não faz a menor diferença em relação a pirataria por exemplo. Mas daria um certo ‘status’ . Porque não distribuem filmes por exemplo em dvds rw? Acho que um dos motivos é que causaria uma banalização do produto, talvez uma desvalorização.

  • Rickd

    CD-R e DVD-R podiam ser gravados multiplas vezes, por multisessão.. só não dava pra regravar. Fiquei uns 5 anos preenchendo um DVD-R com arquivos pessoais.

    Sobre a mídia, me lembrou a do NGP (PSP2) que é tambem um cartão de memoria que nao pode ser gravado. Talvez essa seja uma midia ideal para distribuir jogos pra consoles portateis.

  • lf.lopes

    Será q veremos o renascimento dos “CDs” de provedores de acesso a internet invadindo nossas caixas de correio??
    Realmente é algo que deve ter uso em área bem específicas, pode dar certo. Só não consigo ver isso como um substito dos CDs pq nem todos os desktops possuem entrada para leitor de cartão. Faria mais sentido um pen drive com esta proposta.

    • diogooo

      @lf.lopes, Se todos não tiverem é algo em torno de 90%

  • Wonk0

    Cartão anti-estagiário.

  • MarceloMac

    Ótima ideía, mercado de fotos e vídeos agradecem.

  • Diniz

    Só eu que vi a sobrevivência das locadoras nisso quando isso cair no gosto das produtoras/gravadoras???

  • anedox

    Atualmente os PCs com W7 nenhum vem com o sistema. Está lá dentro em um local obscuro. Se você mudar o OS, tchau mesmo. O antigo desaparece. Esse processo um tanto cafajeste, ao contrário, incentiva a pirataria eficaz que valida mesmo o W7. Num cartão/pendrive de 16 gigas cabe qq Windows.

  • Cartão muito show. Pois não permite alteração. Para este fim é interessante quando se quer manter integridade e inalteração dos dados.

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