Flock surta diante do RockMelt. Menos pessoal, menos…

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Quando o Flock havia abandonado o motor Gecko (mesmo do Firefox) em troca do projeto de open source Chromium, a primeira intenção era apenas reinventar-se. O Flock estava indo para um caminho onde não passaria de um navegador com uma premissa bastante bacana, mas que já virava um mastodonte em arquitetura, velocidade e pegada.

Seus engenheiros sempre acharam que o Flock estava em uma atmosfera única, com público pequeno porém cativo e que tinham o trunfo de ser o único disso, o único daquilo (…) quase tudo sempre relacionado ao carro chefe da marca: o browser social.

Para isso, levou usuários mais avançados à loucura com a incrível taxa de memória que costumava pinçar da máquina para dar contorno ao seu discurso. As coisas começaram a encrespar mesmo quando não havia mais layout que comportasse tanta poluição. Ao menos, não enquanto se acotovelavam com o Gecko.

Depois, veio a sábia decisão de partir para um esqueleto mais atual, mais leve, mais “sense” com a direção que qualquer bom navegador que se preze havia seguido. Lá estava então todo um novo projeto derivado do código livre do Chrome. Um novo horizonte se abriu.

O Flock é, aparentemente, bem redondo no sentido mais business do termo. A house não costuma bobear, ouve atentamente sua base de clientes, está sempre dando satisfações e fazendo sua base de conhecimento crescer com informações relevantes sobre o que faz o projeto andar para frente e se manter. Isso em si é a argamassa que o mantém vivo e dando a liga com seu sempre elogioso mini-público.

Tudo parecia ir bem e a empresa podia então manter seu ar elegante dentro do seu próprio universo. Então…

Heis que os deuses das startups inspiraram o renascimento do criador do Netscape e o mundo conheceria o hype gerado com o RockMelt.

Freak out geral! Com a agilidade de sempre, o pessoal do Flock surtou e declarou guerra aberta ao navegador. Esses últimos dias, a house colocou no ar uma tabela via Google Docs (adogando o Google!) queimando 24 vantagens sobre o calouro RockMelt e tentando derreter os ânimos. “Aqui não, prayboy!”

Infelizmente, tal qual o RockMelt, o Flock não mais contempla máquinas OS X com processadores PPC (Intel only). Pode parecer o óbvio, mas é uma decisão que envolve não tão curto prazo assim. Isso porque ainda existem muitos usuários que não fizeram (e não farão tão cedo) a transição de um para outro. E quem tem pouca gente na base, deve preservar. Bom, também roda bem Windows e Linux… quer dizer. Há gente meio revoltada com a falta de alguns recursos para este último:

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Claro que acredito que abandonar o PPC (e o Linux?) foi motivado por uma pesquisa mínima de indicadores… Mas não me supreenderia se o Flock seguisse o trem do “pé na porta” e simplesmente abandonasse esse corte de usuários, repito, ainda merecedor de ao menos alguma atenção. Mas não dá, não dá.

No caso específico de suporte à ambos os processadores, ou codifica-se de uma maneira antiga para atender a gregos e troianos, ou avança-se na direção de um. Uma pena, mas perfeitamente compreenssível.

De todo o vasto discurso cheio de dissing para o novo concorrente, o que mais se destaca é o Flock acusando o RockMelt de uma grande e desnecessaria quantidade de cliques para ser “social”. Algo que eles defendem-se como sendo bem melhores.

No mais, tirando o óbvio polimento superior do Flock por conta de ser um projeto mais antigo e mudanças na disposição do layout funcional dos navegadores, vejo meio que o sempai fedido, falando do kohai mau-cheiroso — uma vez que ambos usam o mesmo framework e apenas um criou uma lista (de 24) coisas contra o outro.

Aí, é mesmo o caso de você decidir onde e quem vai pegar na sua maõzinha para o levar para passear pelo reino encantado da enternê…

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Autor: San Picciarelli

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  • http://www.rodrigoghedin.com.br Rodrigo Ghedin

    Dois navegadores ruins.

    []’s!

    • fazedordesite

      @Rodrigo Ghedin, olha eu estou usando o Rockmelt aqui, gostei bastante, no final é o Chrome com firulas integradas, e o Chrome já era meu navegador padrão.

      Assim evito as disputas com a patroa que também usa o Chrome por padrão.

    • kakaroto_BR

      @Rodrigo Ghedin, disse tudo

    • tiagodami

      @Rodrigo Ghedin,
      OHHHH SNAP.
      Além de serem ruins e focados em algo,
      NUNCA vão ser tão populares quanto oo.. Opera.
      OU vão. Qualque um passa o Opera em base de usuários… os dois que sobraram disseram que migrarão pro crhome dpeois que o google provar que o nagavdor deles não transmite dados secretos para os servers de deus…err do google.

      E sobre a matéria: falta aquela saco de piadas ruins do cardoso,
      é aquela coisa, se seu artigo puder ser respondido com apenas um não, não o escreva. mesmo que n tenhas pauta. OU faça um monte de piadinhas e crie uma comunidade em volta doq ue tu escreve.

      bom, fui.

      • Felipe Lima

        @tiagodami, o OPERA é melhor!

        • arnoanderson

          @Felipe Lima, Sim. O @tplayer, eu e as outras seis pessoas aqui dentro da Kombi concordamos.

  • JP

    É engraçado essa disputa pra decidir quem é mais irrelevante: o antigo que nunca conseguiu sucesso ou o novo que não justificou o hype.

    O Ópera, mesmo com suas loucuras e declarações alucinadas, achou o seu caminho no mundo mobile e lá está fazendo seu pé de meia. Os outros dois deveriam tentar encontrar um mercado que os torne relevante e não motivo de piada.

    • fazedordesite

      @JP, Você quer dizer estava né? depois da entrada com força da nova geração de smartphones, iOS, Android e agora vem o WP7 ele só vem perdendo posições para os mais novos.

  • http://www.google.com/profiles/aleksandref#buzz Lex Aleksandre

    Bom, eu experimentei os dois e ainda prefiro o Chrome e o Firefox.

  • kadu20es

    “…gregos e troianos, ou avança-se na direção de um. Uma pena, mas perfeitamente compreenssível”

    Por favor, corrija “Compreensível”.

  • jccordeiro

    Eu sei que muita gente vai chiar ( eu mesmo chiaria se outra pessoa escrevesse isto ) mas em português não existe a palavra Heis, escrita no 7º parágrafo … aliás, existe, em norueguês e significa elevador …. Viva o Google Tradutor hehehehhehehe.

    Bom, voltando ao foco da matéria : – Gostei bastante da análise do San mas acho que na conclusão ele focou mais na questão do Os-Ten ( OS X ) e Linux do que numa abordagem de comparação de recursos entre o RockMelt e o Flock …

    Ficou na base do “teste vc mesmo e decida o que quer …”. Eu esperava uma comparação de recursos ( ou da falta deles ), assim evitaríamos a discussão envolvendo outros navegadores, focando somente nos “Sociais”.

    Mas vlw San … gostei …

  • jr

    O RockMelt nem dei ao trabalho de testar. Continuo com o velho e bom Firefox 3.6.

  • ColdFusion

    Antigamente a internet tinha um padrão INFORMAÇÃO>>>RELACIONAMENTO, ou seja, indo atrás de informação, chegava-se em pessoas interessadas no mesmo assunto.
    Agora isso se inverteu, sendo RELACIONAMENTO>>>INFORMAÇÃO, nada mais normal que os browsers se adaptarem a essa nova realidade, porém, não há a necessidade de browsers novos pra isso.
    Nada que plugins não façam nos browsers já tão difundidos(CHR e FF).