História é mais importante que a jogabilidade?

Por: em 28/07/10 na(s) categoria(s): Indústria


dori_hea_28.07.10

Com o passar do tempo os jogos deixaram de ser apenas um conjunto de quadrados movendo-se pela tela e ganharam roteiros elaborados e personagens complexos. O problema é que para muita gente essa atenção da indústria acabou fazendo com que os desenvolvedores se preocupassem com a diversão e por esse motivo, os games perderam aquele impacto que causavam quando jogávamos títulos simples mas extremamente viciantes.

Ao falar sobre o assunto, o co-fundador da Ninja Theory, Tameem Antoniades, disse que atualmente uma boa história é mais importante para um jogo do que a sua jogabilidade, já que ela é responsável por prender os jogadores.

No Heavenly Sword eu pensei, ‘Tudo bem, vamos tentar fazer uma história.’ Trabalhando com Andy [Garland, roteirista de cinema] e todo o pessoal, trabalhando com Weta e tendo pessoas para conversar sobre o enredo como algo sério – não jogar algo como nós fazemos nos games – foi algo que me abriu os olhos. Ainda vejo algum preconceito, na verdade. Ainda encontro muitas pessoas que dizem ‘isso é um jogo, não precisa de história.’ Você está tentando criar um ponto particular no enredo, tentando melhorá-lo e alguém diz ‘é só um jogo, isso não importa.’ O que é mais importante – a jogabilidade ou o enredo? Se você está fazendo um jogo com história, tem que ser a história.”

Então Antoniades cita como exemplo o modo Mercenaries do Residente Evil 4, cuja missão é eliminar uma quantidade de zumbis num curto espaço de tempo e que para ele, ao contrário da campanha principal, embalada por um bom enredo, não desperta interesse dos jogadores por muito tempo. “Há algo, há uma importância. Existe uma simbiose ali, se você fizer corretamente, tanto a história quanto a jogabilidade podem ser melhoradas, mas é realmente difícil saber quando você está fazendo da maneira certa”, concluiu o game designer.

Como sempre fui um apaixonado por boas histórias, não tenho como discordar do sujeito. Quantas vezes já não me vi preso a jogos medianos mas que continham enredos bem montados e que me faziam jogar mais um pouco só para ver o que iria acontecer adiante. Contudo, acho que o segredo mesmo está num bom equilíbrio.

[via Videogamer]

  • http://www.csrenan.com Renan the Geek

    Eu discordo, pois existem gostos e gostos. Há quem curta histórias e há quem curta apenas jogar*. Meus contra-argumentos ao Antoniades:

    Quake
    Unreal Tournament
    Qualquer jogo RTS online
    Counter-Strike
    Winning Eleven e similares
    Contra (a história mais tosca de todos os tempos)
    Bomberman
    Guitar Hero
    etc, etc.

    *eu sou um meio termo que agoniza toda vez que alguém, ao jogar um jogo pela primeira vez, pula as cutscenes que apresentam o enredo.

    • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

      @Renan the Geek, outro aqui que detesta ver um pivete a pular as cutscenes, mesmo quando ele está a jogar pela primeira vez. :-( :cry:

      • http://yuhime.com/ YagamiShinji

        @Emanuel Laguna, só um jogo: Okami.

    • http://prazersemsentido.wordpress.com Krash Destrutor

      @Renan the Geek, não acho que seja nem uma questão de gosto, mas de tipo de jogo. RPGs, adventures, mesmo action games se beneficiam muito de um enredo bem contruído, mas jogos de esportes, FPS e RTS nem tanto, porque seu foco são partidas online contra outros jogadores (se bem que uma boa história seja um adicional atraente).

      • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

        @Krash Destrutor, diga isso aos fãs de Halo ou mesmo Half-Life. Dizem que tais FPSs possuem enredo. E bom. :-) :-D :lol:

        • http://prazersemsentido.wordpress.com Krash Destrutor

          @Emanuel Laguna, mas garanto que esses jogos só se tornaram o sucesso que são por conta das partidas multiplayer. Como eu disse, nesses casos a história é um adicional muito bem vindo, mas o importante mesmo é a jogabilidade.

          • http://www.csrenan.com Renan the Geek

            @Krash Destrutor, o Half-Life 2 multiplayer (o Deathmatch) deve ter tido uns 10 jogadores em toda a sua história. E o Half-Life 2 ainda é um dos jogos mais elogiados pela crítica até hoje. Dizem que é um FPS com trechos que parece um filme. Eu digo que é um filme jogável que parece um FPS.

          • http://prazersemsentido.wordpress.com Krash Destrutor

            @Renan the Geek, no caso do Half-Life, o multiplayer sempre foram os mods. Muita gente só jogou Half-Life depois de muito tempo de CS, por exemplo. Quando fez o segundo, a Valve pode se dar o luxo de caprichar na história e criar um das obras-primas dos games (mas tem muita gente que compra o Orange Box pra ficar jogando CS e TF2)

          • http://www.csrenan.com Renan the Geek

            @Renan the Geek, aí é que está. O CS e o TF2 não são mods do Half-Life. Seria mais preciso dizer que tanto o Half Life 2 quanto Tf2 e CS: Source são mods do source.

            E pra jogar CS:S e TF2, sai mais barato comprar só esses jogos. Todos os meus amigos que compraram a caixa laranja e falaram comigo sobre isso diziam que estavam interessados no Half-Life 2 mesmo (principalmente o episódio 2).

  • http://bruckxdp.wordpress.com/ bruckxd

    Ao meu ver, não acho que a história seja mais importante que a jogabilidade, mas creio que é um fator importante que leva o player a terminar o jogo. Já deixei de jogar grandes jogos por ter detestado a jogabilidade de uns, ou a história de outros. Um grande exemplo disso é Kane & Lynch: Dead Men, que possui uma ótima história, mas possui uma jogabilidade horrível.

    • malcanvader

      @bruckxd, Era sobre o Kane & Lynch que eu ia comentar. Peguei ele emprestado de um amigo que ama esse jogo, e ficou insistindo pra que eu o jogasse, mesmo com a jogabilidade truncada.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000686500923 Bruno Maeda

    Mais importante, não. Tão importante quanto.

    Falo por mim somente: às vezes deixo de jogar jogos quando a estória é ruim, pelo simples motivo de que o jogo não me prende. A jogabilidade pode acabar me prendendo, mas como a estória é um motivador importante pra mim, tem horas que acabo deixando o jogo de lado.

    O mesmo, claro, com a jogabilidade. A estória ser excelente pode até me chamar atenção, mas se começo a ver problemas e mais problemas pra executar simples ações, também acabo deixando o jogo de lado.

    Também não tudo no “8 ou 80″. Dependendo do hype que criei pelo jogo, jogo o negócio até o final, independentemente da jogabilidade ou da estória ser boa. E não levo muito em conta o “clichê”. Se ficar se preocupando com clichês, seja na jogabilidade ou na estória, você não joga nada. O que rola é ter clichês, mas que sejam bem colocados e o jogo seja bem feito.

    Pra mim, por exemplo, Darksiders é um jogo que tem uma estória e jogabilidade feito no puro clichê, mas não por isso que deixa de ser um jogo muito bom.

  • http://naotenho AlbertoMyra

    Mas a história tem que estar atrelada a uma boa jogabilidade, uma boa interatividade senão podemos ter apenas um “filme interativo” ou coisa pior.
    Não podemos esquecer que se trata de um game.
    Um boa história implica numa melhor e maior imersão, mas se o jogo ( a jogabilidade em si) for ruim, bugada, falha, não há como salvar a pátria.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=599473372 Eduardo Engel Balle

    Na minha opinião tem de ter um balanço. Como tu mesmo disse Dori, eu terminei jogos com jogabilidade mediana ou inclusive cheio de bugs (como o Alpha Protocol, o jogo com mecanica de dialogos e historia excelentes e cheio de bug no resto ¬¬ ) apenas pela historia, porém uma campanha Single Player sem historia nenhuma enche o saco.

    Citaram acima o Quake 1 e etc…, jogos FPS para muitas pessoas não precisam de historia, basta apenas algo para atirar, agora os que ficam eternizados ou tem uma jogabilidade excelente PRA ÉPOCA ou uma historia excelente :) , já RTS na campanha offline não é tão importante uma historia, mais se for ver os jogos que ficaram eternizados desse genero a sua maioria tem uma historia boa (Warcraft, Starcraft, Age Of Empires que nesse caso eram historias reais em campanhas separadas :P ), enfim.

    Uma historia ajuda um jogo a ser guardado na memória das pessoas ou a motiva-las a terminar, porém a jogabilidade é um fator importantissimo, pois sem a jogabilidade para prender o jogador, a historia tem de ser MUITO boa para prender o jogador.

    Essa é a minha opinião :)

  • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

    Particularmente acho que o FF7 é bem equilibrado: possui um enredo fraco, uma mecânica de jogo que não me agrada e não justifica o uso de mais de um personagem em campo de batalha.
    :-( :cry:
    Mas o facto de o sétimo Final Fantasy ter algumas das mais belas cutscenes à época e pertencer à uma franquia que eu já curtia no SNES (mesmo com uma numeração bagunçada) torna o jogo bom, embora medíocre em relação ao restante da ótima franquia de J-RPGs da Square.
    ;-) 8-)

    • http://www.smash-club.blogspot.com Alexandre h

      @Emanuel Laguna, discordo.

      Acho que pertencer a franquia X ou Y não torna tal jogo bom. O que pode acontecer é muitos comprarem, talvez por tratar-se de uma sequencia, e tal.

      Pelo menos em minha opinião, um jogo não pode ser considerado uma obra-prima só por trazer o nome de seu antecessor, seguido de um número a mais, ou outro subtitulo.

      • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

        @Alexandre h, exactamente: eu acho o filme Advent Children fantástico, até tenho o DVD duplo original.
        8-)
        Mesmo que o FF7 tenha vários pontos que me desagradem, o Advent Children faz com que o jogo torne-se bom: afinal, para um jogo ser considerado bom para alguém, tal jogo tem que despertar algum interesse. E o filme me faz ter algum mínimo interesse no jogo, embora o que mais me interessa no game é recuperar o investimento que fiz na respectiva cópia original.
        ;-)
        Outro bom exemplo: o Ocarina of Time possui um enredo fantasioso e que pode não agradar a muitos. Mas o jogo em si possui mecânica consistente, que preza ao máximo (é um jogo de 12 anos atrás e possui limitações técnicas, claro) a fluidez na jogabilidade: o posicionamento das câmeras fixa são bem justificadas às cenas, o horroroso joystick do N64 é bem utilizado, etc.
        :o
        O facto de tal jogo pertencer à franquia Zelda não o torna melhor ou pior, mas o identifica, o distingüe de outros jogos semelhantes. Aliás, até torço para que a Nintendo utilize bem o velho Ocarina of Time no 3DS para calar a boca da Sony. Enfim, com o revival do Ocarina of Time no 3DS, talvez o pessoal que reprovava tal jogo encontre algum interesse, algum motivo que o torne bom, além da jogabilidade diferenciada no console portátil.
        :-?
        Aliás, esse é um bom ponto a ser discutido: será que a franquia, o estilo, a fama e/ou as vendas de determinado jogo seriam mais interessantes à alguns jogadores do que enredo e jogabilidade?

  • Lucas

    Sou fã convicto de RPGs, para mim, o enredo é primordial!

  • rafael.jrmddeus

    História > Jogabilidade > Graficos

    • cquintela

      @rafael.jrmddeus, jogo existe por causa da jogabilidade, a história e os gráficos são um adendo. Jogo é quase sinônimo de jogabilidade. Não consigo lembrar de nenhum jogo com jogabilidade ruim e ótima história que vez sucesso, agora o contrário…

      Só para incendiar a discussão hehe.

  • cquintela

    Acho que é mais ou menos como ver um filme, algumas vezes o cara quer ver um filme cabeça, profundo, outras, só quer ver explosões e sangue jorrando. Melhor jeito de liberar o stress depois de um dia longo de trabalho é jogar um fps pancadão, mas no final de semana, com mais tempo gosto de jogar jogos mais “arrastados”.

    Um jogo, que na minha opinião, mudou o mercado por trazer um ótimo enredo para um gênero conhecidamente recheado de enredos ruins foi a série Modern Warfare. Ou pegar exemplos opostos como jogos de Hack’n'slash que são rpgs praticamente sem enredo (estou jogando Torchlight hehe) e alguns realmente muito bons.

  • http://www.smash-club.blogspot.com Alexandre h

    Estou jogando God Of War II atualmente, e devo confessar que, embora tenha lindas cutscenes e uma boa história, acho que sem a jogabilidade não seria a mesma coisa.

    Contrariando, jogos como Final Fantasy VII e IV me cativaram mais pelo enredo.

  • nemorendil

    A franquia, talvez, mais bem sucedida da indústria dos video-games tem uma história terrível: Mario. Agora, é inegável que Mario Bros 3, Super Mario World, Yoshi’s Island ou Mario Galaxy possuem jogabilidades brilhantes.
    Por outro lado, existe uma centena de jRpg’s que se sustentam exclusivamente pela boa história. Não vá me dizer que jogabilidade baseada em menus é boa pois não é (existem artifícios, vide a série FF, para transforma-la em algo menos chato).
    No fim das contas, creio que existe espaço para tudo, mesmo eu abominando certos exageros, como MGS4, um jogo inteiro de “filminho”, PARA MIM, não desce.

    • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

      @nemorendil, não considero o MGS4 como “jogo de filminho” : mesmo sem as cutscenes, tal jogo é o mais longo da franquia Metal Gear Solid. Uma cousa compreensível é você não gostar do jogo. Outra cousa bem diferente é classificá-lo como “jogo de filminho” e MGS4 não o é. ;-)

  • rafaelvascc

    Se história fosse mais importante que jogabilidade eu ia ver um filme, e não jogar.

    • http://www.cubagames.com.br Fernando Lorenzon

      @rafaelvascc, concordo plenamente.

      Muitos jogos medíocres com bom enredo só fazem sucesso entre fãs de cinema. Como MUITA GENTE é fã de cinema, esses games acabam por se tornarem mainstream. Mas é como aqueles que não gostam de games mas são fãs de Winning Eleven, por serem fãs do esporte.

    • JayShaman

      @rafaelvascc, discordo plenamente. :D
      Seguindo a minha analogia com músicas e esse raciocínio, suas letras não são importantes pois se eu quisesse letra eu arranjava uma poesia.

      A história enriquece muito o jogo, dá sentido ao gameplay. Basta lembrar que a maioria dos jogos mais mencionados como “obras de arte” são os que oferecem histórias ricas ou narrativas diferentes.

      • rafaelvascc

        @JayShaman, Não disse que história não pe importante, eu disse que não pe MAIS importante que gameplay. :D

        Fazendo analogia com música também, a música pode ter uma letra ótima, mas se for uma daquelas bandas experimentais, minimalista de vanguarda que não tocam poha nenhuma eu com certeza não vou gostar. :D

      • http://www.cubagames.com.br Fernando Lorenzon

        “Seguindo a minha analogia com músicas e esse raciocínio, suas letras não são importantes pois se eu quisesse letra eu arranjava uma poesia.”

        @JayShaman, as músicas dos games que tanto amamos são em sua absoluta maioria instrumentais, e mesmo assim adoramos elas. A prova maior disso é o sucesso absoluto do Video Games Live.

        E a melhor música de todos os tempos não possui letra: Beethoven – Nova Sinfonia.

        Portanto, o racionício está correto para os games e agora TAMBÉM para músicas :)

        • http://www.cubagames.com.br Fernando Lorenzon

          @Fernando Lorenzon,
          Corrigindo: Nona Sinfonia

        • JayShaman

          @Fernando Lorenzon, Você mostrou excessões no mundo da música, que nem eu mostrei no mundo dos games quando citei Mario, Indigo Prophecy e Beyond Good and Evil.

          Não sei que tipo de música você gosta, então vamos usar como exemplo Pink Floyd. As músicas da banda são conhecidas, dentre outros motivos, pela letra. Fãs da banda não achariam tão divertido se eles pensassem “é só uma música, não precisa de letra” na hora de compor ou até se usassem o seu exemplo “Se nem a melhor música de todos os tempos possui letra por que nós deveriamos colocar uma na nossa música?” Aí gravavam um CD todo instrumental e lançavam um livro de poesias para quem gostava das letras.

          O fato é que história é importante também. Olhem os RPGs, até mesmo os ocidentais possuem jogabilidades travadas e arcaicas (quando não resolvem se misturar com FPS e jogos de ação) e mesmo assim são um sucesso. Dragon Quest vende milhões a cada nova versão e a jogabilidade da coisa se resume a batalhas aleatórias por turnos e menus em texto.

          Não dá para tirar a história de tudo e falar que fica bom. É um retrocesso aos tempos do NES, não, do Atari, quando os jogos eram “brinquedo de criança” ou um mero passatempo.

          • http://www.facebook.com/profile.php?id=599473372 Eduardo Engel Balle

            @JayShaman, Me diga um RPG ocidental que possua a jogabilidade travada e “arcaica” (odeio essa expressão)? Eles inovam em matérias de formas de jogar, bem como historia. Já tu citou o Dragon Quest, sim, ele vende muito, mais fora do japão e do oriente o mercado dele é muito reduzido ;)

          • JayShaman

            @Eduardo Engel Balle, Praticamente TODOS RPGs ocidentais que não inventaram de enfiar um FPS no meio. De cabeça agora lembro do Star Wars KoTOR II. Menus para escolher a próxima ação são sim bastante arcaicos. “Scrollar” pelos atalhos até achar a granada ou item que você quer usar é um porre até para o mais coreano dos MMOs. A “grande inovação” fica por conta de poder escolher entre batalhas por turnos ou em tempo real. O sistema de diálogos também parece atraente no começo, mas depois você vê que todos os NPCs têm as mesmas animações faciais e a câmera sempre tá no mesmo ângulo, tirando todo o drama que certas passagens deveriam ter.

            Posso citar outro ainda. Neverwinter Nights. Tá certo que é mais por culpa do padrão D&D que eles tentaram adaptar, mas qualquer classe não-mágica resume suas lutas com “clique no inimigo e espere”.

            E isso é ruim? Claro que não, são dois dos meus jogos favoritos no PC e muita parte dessas limitações vem do próprio gênero que envolve muito mais raciocínio do que reflexos. Mas não deixam de ter o gameplay deselegante aos olhos do público em geral (TODOS os meus amigos odiaram o sistema de batalha do KoTOR).

            Lembrei de vários outros, mas provavelmente é por culpa da idade que sejam assim, como o primeiro Fallout.

            Também lembro de exeções. Deus Ex é magnífico, consegue mesclar boa história e jogabilidade e ainda usa um FPS-stealth no lugar do batido FPS-atire-em-tudo.

          • http://www.facebook.com/profile.php?id=599473372 Eduardo Engel Balle

            @JayShaman, se tu acha que qualquer classe de não magia se resume a clicar no inimigo no NWN, então tu acabou de provar que não jogou o jogo, com todo o respeito.

            O uso de poderes especificos para dar desbuff ou prejudicar o adversario mesmo com classes de combate a conta de tirar menos dano ou outros poderes (como tirar mais dano em troca de acertar menos ataques) influenciam e muito no jogo, de forma que o jogador sempre tem de pensar em uma estrategia.

            Sobre menus, sim é a mesma coisa a 20 anos, em qualquer RPG de qualquer lugar no mundo, não vejo como algo que precisa mudar, pelo contrario, é a maneira muitas vezes mais facil de organizar as coisas.

            Sobre NPCs terem a mesma face, isso é culpa muitas vezes da tecnologia da época. Como o NWN por exemplo. Agora ME 1, ME2, Alpha Protocol, até o Jade Empire tem isso se não me engano, de mudar angulos de camera e faces.

            E tu citou o Deus Ex, eu digo o seguinte: se tu qusier pode ser um batido FPS-atire-em-tudo, basta apenas montar um personagem para isso, como o Fallout pode ser assim, como pode ser um jogo Stealth, etc… como a imensa maioria dos RPGs ocidentais, que essa é a diferença, não ti obriga a seguir um caminho especifico com personagens muito travados como na maioria dos jogos da série Final Fantasy por exemplo.

          • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

            @JayShaman, às vezes acho que o pessoal que pula as cutscenes em “jogos de filminhos” como o MGS4 não é bem o público que gosta mesmo de jogar (a não ser Uing Elévi).
            :-(
            Talvez até o interesse num jogo que não goste venha de recomendações de amigos que tenham alguma cultura gamer e, tais amigos, talvez, não tenham idéia que o caboclo só quer passar o tempo com qualquer porcaria e não necessariamente num jogo eletrônico.
            :-?
            Há jogos que possuem público alvo bem definido e há público que não quer segurar joystick algum: simplesmente não joga e pronto. Quando se mete a jogar, é desses jogadores que se dizem medíocres mas acha interessante a cultura gamer alheia.
            :-P

  • pascini

    Outro jogo em que a jogabilidade não é lá grandes coisas mas o enredo é espetacular: Indigo Prophecy.

  • Marcus Vinicius

    Eu não sou muito de comentar matérias, mas esta em especial eu tinha que comentar…
    Realmente tem jogadores que a jogabilidade é mais importante e para outros a história.

    Eu particularmente tenho uma queda fortíssima para o enredo, por isso sou MTOOO fã de jogos como Mass Effect,Chrono Cross, Resident (até o 5 tinha uma história mais envolvente), Metal Gear e etc !

    A história sem dúvida me leva a jogar o game até o final !

    Alias tem jogos que tem um equilíbrio fantástico, é o caso de Halo, Gears of War dentre outros…

  • crisadias

    Respondendo a pergunta inicial do post: é claro que não. Em um jogo o mais importante é claro que é a jogabilidade. Mas isso não quer dizer que tenhamos que ter jogos com jogabilidade perfeita e sem história. Claro que tem que ter história também. Enredo medíocre, fraco, bom, ótimo. Não importa muito. Na verdade o que importa é como a história é contada e, nesse caso, a história é contada em forma de um jogo. Não fica muito legal um jogo com filmes de 10 minutos a cada 3 minutos jogados, por exemplo.
    História temos em filmes, séries, livros, gibis. Jogos tem que focar na jogabilidade.
    Resumindo: jogabilidade é mais importante, história é acessório e é importante TAMBÉM.

  • zedopovo

    Pessoal, o Sr. Antoniades disse “Se você está fazendo um jogo com história, tem que ser a história.”, ou seja, nada de comparar um jogo em que a história é fundamental com um jogo de futebol por exemplo. Vamos ampliar as visões. Normalmente, a jogabilidade é o fator primordial, afinal não estamos vendo um filme, estamos literalmente jogando, controlando algo. Todavia a história passou a ser também um fator relevante em vários gêneros atuais.

    Um exemplo que posso dar é o meu próprio ao jogar Mass Effect. Eu adorei o jogo, mas eu jogava só para ver o desenrolar da trama, porque na metade do jogo já havia me cansado um pouco das constantes missões, viagens estelares e outras coisas. O que me fazia seguir em frente era tão somente o enredo. Eu tinha sede por descobrir os mistérios da trama do jogo.

    Em todo caso, não acho que é questão de concordar ou discordar, é só questão de gosto mesmo. Jogo sem história para mim cansa muito rápido, de forma que aposto nos jogos que sei que conseguirão me envolver.

  • JayShaman

    E o que é mais importante numa música, a letra ou a melodia? E num filme, a direção de arte é mais importante que a trilha sonora? O mesmo ocorre com os games, não são tão simplórios assim de modo que você tire um componente e ainda tenha um resultado satisfatório. Tem que ter tudo e mais um pouco. É que nem aquela velha conversa do “melhora gráficos e esquece diversão”, favorita dos nintendistas. Diabos, desde quando gráfico e diversão são mutualmente excludentes?

    Porém, consigo pensar em ótimas excessões. Jogos da série Mário nunca tiveram uma história lá muito intrigante, quiçá divertida, e mesmo assim são viciantes e um sucesso. Isso não quer dizer que só o gameplay conta.

    O maravilhoso Indigo Prophecy tem a jogabilidade bem simplória, mas uma história tão intrigante que dá até pena terminar o jogo tão rápido, mesmo que “jogando” mesmo seja só apertar uma combinação de botões.

    Beyond Good and Evil também, os combates são muito simples, um nada comparado a riqueza de combos de um God of War, mas o jogador quer chegar até o final, conhecer mais do universo e da trama, mesmo que a parte “jogo” da coisa não seja muito atraente.

    Não tiro a razão do senhor Antoniades, certos tipos de jogos realmente fazem mais uso de uma história bem contada que um gameplay moderno, e por isso são o sucesso que são.

    • crisadias

      @JayShaman, concordo com a sua visão, mas veja por exemplo um carro. Você escolhe o carro por várias características que não deixam de ser importantes: conforto, economia, estética, preço, revenda. Mas o que você quer é um instrumento que lhe leve de um lugar a outro e por isso você vai comprar um carro e não uma casa. Então o mais importante é que seja um carro. Um jogo tem como característica mais importante que seja um jogo, portanto, boa jogabilidade. Existem jogos muito bons que se apóiam quase que totalmente na história. Mas esse mundo é feito de regras e muita exceção. Por isso existem os motorhome. ;)

      • JayShaman

        @crisadias, Exato, mas é diferente chamar a história de uma característica primordial e de chamá-la de um mero detalhe. O que temos em alguns comentários aqui e no próprio discurso do game designer seria algo do tipo “pra quê investir em conforto? É só um carro, retirem os estofados e coloquem banquinhos de madeira. Quem quiser conforto que compre uma cama”.

        Eu posso até concordar que existam outros fatores mais importantes que a história em um jogo, mas isso não é desculpa para a mesma ser feita “nas coxas” ou até completamente esquecida só porque “é só um jogo”.

        • crisadias

          @JayShaman, concordo. A palavra “mais” quando vem antes de “importante” não remete aquela que é simplesmente “importante” ao status de “mero detalhe”. O que é mais importante pra um ser humano? Ar ou água? Eu posso dizer que ar é mais importante, porque sem esse a possibilidade de encontrar água é nula. Mas a água então não é importante? Não. O indivíduo vai morrer na falta das duas. Se a pergunta fosse “qual é importante, ar ou agua?” a resposta seria diferente.

          • http://nada-aqui.posterous.com Marcio Neves

            @crisadias, correto. Essa analogia tem ainda uma extensão:
            - o que é mais importante: ar, água ou comida?
            - Sem ar, você morre em 3 minutos, e não consegue água nem comida
            - Sem água, você morre em 3 dias, e não consegue comida
            - Sem comida, você morre em 3 semanas

            Ou seja, como disseste, as duas coisas são importantes, mas a diferença é: o que é mais? A resposta então seria variável com o tempo: jogabilidade é mais importante que história, no curto prazo (pode ser a melhora história do mundo: se for um saco na hora de jogar, ninguém o jogará), mas um jogo que se estenda por HORAS precisa ter uma história minimamente atraente, senão fica maçante.

          • crisadias

            @Marcio Neves, mas jogar por horas um jogo de jogabilidade ruim é, não só maçante, mas também muito desconfortável. Na minha opinião a jogabilidade continua sendo mais importante. Fora que se a jogabilidade for ruim e você não jogar a parte inicial e a história ainda não engrenou, você não chega no momento em que a história passa a ser importante.

          • JayShaman

            @crisadias, Mas não é o caso, no post mesmo tá assim: “Ainda encontro muitas pessoas que dizem ‘isso é um jogo, não precisa de história.’ Você está tentando criar um ponto particular no enredo, tentando melhorá-lo e alguém diz ‘é só um jogo, isso não importa.’”

            Ele não está falando que a jogabilidade é mais importante, ele tá falando que encontra gente que diz que história é totalmente secundário e não vale a pena investir. No outro comentário que eu respondi do rafaelvascc ele diz que “se quisesse história assistiria um filme”, ou seja, história não é importante

          • JayShaman

            [...]e não é esse o ponto. Veja Indigo Prophecy, se história não fosse importante o jogo seria só um punhado de mini-games de apertar botões.

          • crisadias

            @JayShaman, entendi. Concordo com você. A história não pode ser desconsiderada em um jogo. Bons jogos dependem do equilíbrio de vários fatores. Música, gráficos, e efeitos sonoros (que na maioria das vezes ninguém liga, mas faz um jogo com efeitos ruins ou sem efeitos sonoros pra ver no que dá). Só discordo de quem defende que não pode achar uma coisa mais importante do que a outra. Mas discordo de quem acha que o jogo tem que ser só uma sucessão de tiroteios sem sentido.

  • http://nada-aqui.posterous.com Marcio Neves

    Eu acho que a história precisa ser minimamente atraente, mas o mais importante é a jogabilidade. Por isso que adoro jogos como Mass Effect, que tem uma história rica e na qual você se envolve muito, pois você é quem a conduz (ou acha que conduz), enquanto que não consigo jogar nenhum Metal Gear Solid (se fosse para ver um filme, alugava um DVD :P )

    • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

      @Marcio Neves, estranho isso pois o primeiro Mass Effect não difere tanto assim da franquia Metal Gear Solid com relação à verossimilhança do enredo.
      :o
      Ambos os enredos são bem construídos, mas totalmente fantasiosos. Os Metal Gear Solid têm um pé na Guerra Fria, enquanto Mass Effect me lembra Halo. Se bem que eu busco fugir da realidade com os videogames, então… Ao menos o Mass Effect é bom como shooter, pois, na minha opinião, como RPG ele fica apenas muito pouco acima do nível medíocre de FF7.

      • http://nada-aqui.posterous.com Marcio Neves

        @Emanuel Laguna, na verdade estava criticando aquela ‘peculiaridade’ dos Metal Gears onde você fica vários minutos (horas?) só vendo vídeo, antes de precisar por as mãos no joystick e fazer alguma coisa. No Mass Effect não há isso e boa parte dos diálogos são interativos, também

        • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

          @Marcio Neves,
          :o
          Ah, tá. Mas os dois são de estilos bem distintos: enquanto o Mass Effect tenta ser um bom RPG e é um shooter, os cinemáticos Metal Gear Solid tentam ser jogos de acção tática em espionagem, embora os Splinter Cell sejam mais plausíveis quanto à jogabilidade.

  • marcoscs

    bullshit, ambos são igualmente importantes, querer dar mais importância a um em detrimento do outro é o mesmo que achar que em um carro o motor é mais importante do que as rodas. Tanto sem um como sem o outro o carro não anda então ambos são igualmente importantes.
    Para jogos, um bom jogo deve ter boa jogabilidade e boas histórias.

    • http://www.csrenan.com Renan the Geek

      @marcoscs, ou não.

      Asshole Mario não tem história e a jogabilidade é coisa de masoquista, mas eu adoraria jogar esse jogo (só encontrei clones como um que acho que chamava Sybon Action).

      • marcoscs

        @Renan the Geek, Ha, mas isso deve ser alguma tara que voce tem, hahahhahaahahaahaahahaaa

    • crisadias

      @marcoscs, mas aí você mesmo deu a resposta. O que é mais importante num jogo? Jogabilidade ou História? Um jogo pode funcionar sem história mas não sem jogabilidade. :) Diferente de um carro que não pode andar sem rodas ou sem motor.
      E não pense necessariamente em detrimento. Pense apenas em prioridade. Se tudo é prioridade, nada é prioridade. Dizer que a jogabilidade é mais importante não implica em fazer jogos sem história, apenas com melhor jogabilidade.

  • marcoscs

    huuummmm….
    Sim, bom argumento, vou pensar a respeito…

  • http://www.terabitcast.com H123er

    Ao meu ver o equilibrio é o ideal, não pode ser focado total na história nem na jogabilidade, o equilibrio é o melhor, tanto que os games que procuro sempre me baseio nisso, vejo qual a história, jogo o demo para conhecer a jogabilidade, se me agradar eu compro

  • arsbnl

    Hmmm, esse negócio me mais ou menos história me lembrou filme pornô: quando eu ainda alugava filmes e vinha na capa ” Pornô com história”. Acho que tem que ter equilíbrio, mas tudo depende do jogo e da proposta dele e do nicho de usuário que ele quer atingir. Como fã declarado de RPG’s não toleraria um RPG sem história, ou com uma história capenga, mas se vou jogar algo como Pacman ou Chuchu Rocket, não me preocupo com a história e sim com a jogabilidade e diversão que o jogo me proprociona.

  • LuizZak

    Vou ter que concordar com o cara, ultimamente ando terminando vários jogos (GTA, Mirror’s Edge, Singularity) só pra ver como a história desenrola. Se a história serve pra prender, a jogabilidade serve pra entreter. Se um dos dois não é o sulficiente, o outro tem que compensar, tem que aver um equilíbrio. Isso se aplica perfeitamente pra mim, mais é claro que pode variar de um para o outro.

    • LuizZak

      @LuizZak, *haver. Diabos, cade o botão edit D: