Games mais baratos? Conheça o projeto Jogo Justo

Quem acompanha o Meio Bit Games deve saber o quanto critico os absurdos impostos que os games recebem quando chegam ao Brasil e por isso preciso fazer uma mea culpa aqui por nunca ter comentado sobre a louvável iniciativa de Moacyr Alves Jr., o Jogo Justo. Moacyr é bastante conhecido por ter uma enorme coleção de games e ontem realizou uma coletiva para apresentar o projeto oficialmente à imprensa.

Contando com o apoio do deputado Luiz Carlos Busato (PTB/RS), da rede de lojas UZ Games e da NC Games, distribuidora de games no Brasil e uma infinidade de sites, blogs e portais, o projeto pretende reduzir consideravelmente os imposto praticados no país, que hoje chegam a 80%. A intenção a princípio é convencer a Receita Federal de que com menores valores, o mercado poderia arrecadar mais para o governo, já que as vendas teriam um grande aumento. Caso a tentativa não dê certo, o deputado elaboraria um projeto de lei, o que poderia se estender por longos anos.

Seria realmente muito bom ver o preço dos jogos caírem drasticamente no Brasil, trazendo para o país novas empresas, o que abriria portas para profissionais locais e claro, facilitaria a vida de todos que gostam de manter seus videogames com jogos originais. Para ter uma ideia a estimativa é de que um jogo que hoje é vendido por R$ 250 poderia passar a custar R$ 130, portanto, ajude a divulgar o projeto e torça para que ele seja bem sucedido, se não for pelo crescimento da nossa indústria de games, que seja pelo seu bolso.

Relacionados:

Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

Compartilhar
  • Normalmente eu diria que é o tipo de projeto que por mais bem intencionado não daria em nada.
    Mas eu achava isso da Ficha Limpa também… 😛

  • O problema com relação a desenvolvimento de jogos brasileiros não é preço de jogos, mas sim a falta de capacitação técnica de programadores.

    “A gente tem todo o material humano necessário”. Mentira pura.

    Sei que não estou sendo demagogo, mas enquanto não se assumir o verdadeiro problema não teremos chance de avançar.

    O programador brasileiro é ruim, ou melhor, péssimo. Essa é a mais pura verdade. E o pior é o quanto o programador, o técnico, é subjulgado. Ninguem quer ser técnico, ninguem quer programar, pois todo mundo aprendeu que apenas os inúteis “analistas que nunca veem códigos” é que são dignos de alguma coisa.

    • @mugnatto, mesmo que não ocorram tantas inovações na area de criação de jogos no país como eles falam, não iria fazer mal ao nosso bolso podermos pagar mais barato pelos jogos legalmente com nota fiscal, e com certeza vai estimular o comércio, gerando mais empregos

    • @mugnatto, Claro que a culpa disso é falta de investimentos em diversos sentidos diferentes. Mas eu diria que há também incluída uma questão cultural. Investimento é só injetar grana. O problema é como mudar a cultura. Quem iria mudar a cultura? Se não há profissional capacitado, quem estaria à frente dessa educação? Díficil responder isso.

    • Peter Perpendicular

      @mugnatto, “O programador brasileiro é ruim, ou melhor, péssimo”. Fonte, por favor! Ou isso é uma autocrítica?

      Os programadores brasileiros estão entre os melhores do mundo (procure no Google). O que não há no Brasil é incentivo. Para nada!

      • @Peter Perpendicular, Minha fonte são 16 anos de carreira em diversas empresas diferentes, e mais que isso como entusiasta. Brasileiro ainda tem que aprender a lidar com seu principal mercado interno: ERP, e já quer falar de games, que são infinitamente mais difíceis de se produzir.

        “Os programadores brasileiros estão entre os melhores do mundo”
        Então me mostre um jogo brasileiro comparável aos norte-americanos (um ou outro gato pingado que haja nunca se compara aos melhores jogos), me mostre um Office brasileiro, me mostre um site (aplicação) AJAX comparável aos da Google.

        Estão entre os melhores do mundo no desenvolvimento de joguinho bobo de celular ultrapassado. Conforme os celulares forem avançando em capacidade de processamento eu sou capaz de apostar que o desenvolvedor brasileiro não vai conseguir acompanhar.

        Concordo que não ha´incentivo, nem em termos de formação de bons profissionais.

        • Helder_Zero

          @mugnatto, Advinha de onde saiu a idéia do Kinect (Project Natal)?!

          • @Helder_Zero, Um brasileiro teve uma boa “idéia”, o que não é o mesmo que saber colocá-la em prática, o que por sua vez está sendo feito por enormes equipes de profissionais qualificados dos EUA.

            Em artes e em idéias eu naõ duvido nem um pouco da capacidade do brasileiro, mas quando o assunto é mais técnico…

          • Bhado

            @mugnatto, mas ta cheio de brasileiro dentro das equipes de desenvolvimento de games… os que são bons vão trabalhar la fora….

          • Wallacy

            @mugnatto,

            Não foi só uma idéia, o camarada liderou o projeto.

            Sem contar que já vi diversas reportagens sobre Brasileiros que são contratados por empresas lá de fora por motivos semelhantes.

            Meu vizinho mesmo foi trabalhar na IBM para ganhar 40 mil por mês, desbancando varios gringos.

            Bons e péssimos programadores você vai encontrar em todos os paises, pode ter certeza que mesmo nos EUA a quantidade de programadores “ruins” ou “pessimos” é enorme também.

            O maior problema do Brasil é que não temos grandes empresas capazes de segurar os bons profissionais, que acabam saindo do Brasil, ou acabam tendo seu talento subjulgado.

          • Wallacy, Sim, claro que há exceções, mas a média no Brasil é bem baixa. E continuo achando que se cegar pra realidade dizendo coisas como “estamos entre os melhores do mundo” não é a melhor forma de enfrentá-la.

          • marcoscs

            @mugnatto, O pior é que infelizmente tenho que concordar contigo, há exemplos pontuais de profissionais bem sucedidos mas não há no Brasil massa crítica competente a ponto de abastecer o mercado com qualidade.
            Mas em algum momento o investimento tem que começar, óbvio…

          • Jason Manchest

            @mugnatto,

            Sinto muito chapollin, mas tenho de discordar de ti, sou programador e trabalho atualmente em um empresa de onde 2 programadores sairam recentemente para trabalhar no Liferay quer dizer algo totalmente internacional.

            Um colega de faculdade que conheço atualmente estar trabalhando na Nova Zelandia para uma empresa Alemã e é extremamente competente, outro conhecido atualmente estar na MIcrosoft, entre outras pessoas que conheci.

            Na realidade qualidade profissional temos, o que de fato falta muitas vezes é incentivo, muitas boas empresas brasileiras nem conseguem segurar por muito tempo um bom programador pois o mesmo é muitas vezes chamado para fora, ou mesmo possuem condições de pagar um salário digno para aquele profissional.

            No meu caso estou começando a ficar sobrecarregado de trabalho assim como outros, atualmente temos poucos desenvolvedores e os critérios de aceitação de um novo profissional são bem rigorosos, quer dizer lá difícilmente vai aceitar qualquer um, o mesmo vale para o C.E.S.A.R.

            Atualmente todo mundo que conheço (inclusive eu) estão buscando um melhor reconhecimento profissional, por tal razão como já dizia professo da faculdade que estudei: “Pessoal, aqui é escola, o futuro de vocês é lá fora, em outro estado ou país, se querem ganher bem saiam daqui” (e concordo com ele sobre isso).

            E você deve saber que Southlogic empresa brasileira de desenvolvimento de games foi comprada pela UbiSoft. Entre outras empresas de qualidade como a Tovts que é multinacional e brasileira.

          • @Jason Manchest, Pois é… exceções, embora raras, é claro que existem, e o problema é justamente que estes poucos vão para fora do Brasil. O que estou questionando é justamente o que faremos para manter esses profissionais no Brasil, produzindo coisa brasileira? Não vejo este projeto de lei, por exemplo, como representante de alguma solução neste sentido.

            Agora, uma coisa que eu tenho certeza que não irá ajudar é fantasiarmos como se tudo estivesse maravilhoso e pudéssemos concorrer hoje mesmo com o Microsoft Windows através de um produto 100% brasileiro.

          • Jason Manchest

            @mugnatto,

            Você ainda diz raras!?

            Eu citei somente algumas pessoas, mas tem outras que nem citei, para teres uma idéia a raridade existente aqui é a mesma de lá fora, se quiser ter uma idéia consulte as equipes de desenvolvimento da Microsoft por exemplo, lá tem de todos os países, muito longe de ser somente Japoneses e Americanos.

            Atualmente o país que possui mais pessoas focadas em desenvolvimento de software é a índia e mesmo assim poucas pessoas, o que significa que raras as vezes encontrar uma equipe de desenvolvimento superior a de 100 desenvolvedores, na maioria dos casos são em torno de 3 a 10 desenvolvedores por projetos (pequenas empresas) e de 10 a 30 (em grandes empresas), nem na IBM você encontra tantos desenvolvedores, a maioria também é de diversos lugares.

            E essa estória de pessoal produzindo coisa somente brasileira é a estória mais idiota do mundo, como pode esperar algo 100% brasileiro se nem uma industria de semi-condultores temos aqui? Estou pouco me lixando se o produto vai ser 100% brasileiro, mas o que bato na tecla é a agressão por nos chamar de incompetentes e dizer que só tem incompetentes aqui, algo que é totalmente fantasioso, em todos os lugares existem bons e maus profissionais.

            A questão é o mercado, assim como eu outros preferem nem investir na área de jogos por causa do pouco retorno que possui, fora a pirataria (se bem que o zeebo e mundo indie vem trazendo algo que pode fazer valer a pena), reduzindo os impostos a tendencia é a de o mercado crescer e novas industrias entrarem aqui, muitas nem querem por causa da própria pirataria e dos impostos, reduzindo os impostos neste mercado dará vantagens ao desenvolvimento daqui.

            Eu posso citar a industria automobilistica que aqui é bem formada, além da industria de alto-falantes que també é bem formada, chegando a produzir acessorios próprios.

          • @mugnatto,
            “E essa estória de pessoal produzindo coisa somente brasileira é a estória mais idiota do mundo, como pode esperar algo 100% brasileiro se nem uma industria de semi-condultores temos aqui? Estou pouco me lixando se o produto vai ser 100% brasileiro, mas o que bato na tecla é a agressão por nos chamar de incompetentes e dizer que só tem incompetentes aqui, algo que é totalmente fantasioso, em todos os lugares existem bons e maus profissionais.”

            Ah, então você pode me chamar de “idiota” porque eu, ao contrário de você, me importo com o Brasil crescer e se tornar mais produtor do que apenas mero consumidor do que vem de fora, mas eu não posso apontar a realidade da situação brasileira?

            Já disse 500 vezes aqui que não estou falando de 100% dos profissionais, mais sim da maioria. A maioria que vi em mais de 15 anos de profissão é daquele jeito que você mesmo falou em outro post mais abaixo: está na área errada, não tem entusiasmo pela coisa, algo imprescindível no meu ver para o profissional de computação, mas estão na área porque “disseram que dá emprego”. Me desculpe mas você me pedir para me cegar para essa realidade óbvia é pedir pra eu mentir pra mim mesmo.

          • @mugnatto, Infelizmente alguns de meus comentários estão “awaiting moderation”. É obviamente muito importante pra mim eu me defender de certas acusações infundadas. Espero que liberem logo.

          • thE Masterkey Blaster

            @mugnatto: “Agora, uma coisa que eu tenho certeza que não irá ajudar é fantasiarmos como se tudo estivesse maravilhoso e pudéssemos concorrer hoje mesmo com o Microsoft Windows através de um produto 100% brasileiro.”
            .
            Não faço a menor idéia de onde você tirou que alguém aqui ao menos insinuou isso.

        • Taylo

          @mugnatto, O erro é a falta de mercado no brasil para programas pagos. brasil tem a cultura de comprar tudo que jogos e programas algum camelo, sei disto. agora se vc não da conta de Criar um “hello world” em java,c++ ou qualquer coisa não coloca geral se comparando com vc.
          Eu e minha equipe estamos trabalhando tudo que é novidade. eu minha equipe criamos uns dos aplicativos mais completos para lan houses e que não deu muito certo pq eles preferem usar um “Timer Café” pirata. COMPETENTE O BRASIL TEM, O PROBLEMA É CULTURA.

        • thE Masterkey Blaster

          @mugnatto,
          Acho que você menospreza muito os profissionais brasileiros. O pessoal da Continuum fez um excelente trabalho em OutLive o primeiro jogo 100% Brasileiro (incluindo o engine). Só que construir um jogo ou um aplicativo pra concorrer com grandes empresas multinacionais com mais de uma década de mercado não é algo que se faça da noite pro dia.

          • @thE Masterkey Blaster, Até hoje esse mesmo antigo exemplo? Outlive… Eu não to falando que não há nada vezes nada, mas sim que o atraso é enorme, e que esse projeto a princípio não tem nada a ver com resolver este problema em si.

          • thE Masterkey Blaster

            @mugnatto disse: “O programador brasileiro é ruim, ou melhor, péssimo. Essa é a mais pura verdade. ”

            Pra mim isso pareceu um “nada vezes nada.”
            Also, eu só citei o Outlive pois ele na época concorria com Starcraft, C&C e compania. Claro que você tem idéia do que é isso.
            Não disse que as empresas brasileiras são as mais famosas do mercado, mas você dizer que brasileiros não tem capacidade ferrou todo o resto do seu comentário.
            Sim, precisa se melhorar qualificação. Mas se você abrir uma empresa aqui no Brasil, que pague bem e com uma boa proposta de trabalho, pode ter certeza que vai ter profissionais de qualidade interessados.

    • neto.demetrio

      @mugnatto,
      “A gente tem escolas, a gente tem eventos, ou seja, a gente tem todo um material humano necessário para o desenvolvimento dessa área”, no caso dessa frase o Claudio Macedo(foi assim que escutei o nome dele) não está falando apenas de programadores, mas principalmente de pessoas interessadas em comprar.
      Sobre programadores ruins: eu conheço um bom número de pessoas que hoje trabalham no exterior,ou estão em um bom cargo atuando na área de desenvolvimento, tenho certeza que se eles não fossem bons, eles não estariam lá. Mas a questão não é sobre isso HOJE, mesmo que a maioria dos programadores sejam ruins, a área de jogos é bem complicada em alguns casos, exige bastante lógica, portanto apenas pessoas realmente capacitadas seriam capazes de programar.

      • Taylo

        @neto.demetrio,exato. Os programadores vão para fora é pq aqui não tem o mercado. veja oque eles falão sobre o Mexico. o problema não os programadores e sim o mercado. eu vo vender um jogo que mais da metade é imposto. fica passado para todos, para min programador e para o Cliente que vai compra menos.

    • Magalz

      @mugnatto, “Ninguem quer ser técnico, ninguem quer programar, pois todo mundo aprendeu que apenas os inúteis “analistas que nunca veem códigos” é que são dignos de alguma coisa.”

      Pior q eh verdade. =/

      • chr.oliveira

        Concordo, estou estudando Na FATEC Tecnologia em Jogos, mas não para ser profissional em jogos, trabalho com integração e implantação de sistemas de Telecom, faço jogos para aprender alguma coisa de programação, mas programar jogos não é meu caminho para o futuro, apesar de estar gostando muito.

      • Jason Manchest

        @Magalz,

        Na realidade o buraco é mais em baixo, a questão é: Você gostar de programar, gosta de ficar altas horas na frente do pc?

        Foi quando um colega de faculdade perguntou a mim e outro colega num projeto: “como vocês conseguem ficar tanto tempo na frente do computador?” a resposta foi automática: “então você estar na area errada, vai fazer outro curso em outra área”.

        O mesmo foi para muita gente, a resposta é a mesma, o engraçado é que nesta área tem de gostar, como trabalho com opensource então para mim estou quase no céu, altas horas no trabalho programando.

        • Magalz

          @Jason Manchest, isso, eu adoro programar, talvez esteja nessa area por causa disso.

          Essa semana msm, estava numa entre-safra de demandas aki no trabalho, me realocaram por 1 semana pra area de qualidade, revendo casos de uso, etc. Eu me sentia inutil, nao via a hora de voltar a programar. Hoje to de volta ao meu pczinho, programando, e to mais feliz q nunca. (poco nerd ne)

          Eh ruim sim, vc ver a magica, o trabalho, o esforço e o entusiasmo de inumeros bons programadores, q fazem o trabalho com vontade, q realmente poem a vida no trabalho, ganhar menos q analistas, q reveem arquivos .doc o dia todo. Mas msm assim aqui estamos nós, programando, e pretendo ficar nessa vida ateh me aposentar (se me aposentar).

          =D

      • @Jason Manchest,
        “então você estar na area errada, vai fazer outro curso em outra área”
        Eu concordo plenamente com você neste ponto. É uma área em que o “entusiasmo” é indispensável, acho que essa é a cultura que tanto falta. “Falta” porque é muita gente que não gosta, muita gente que faz cursos de computação “porque dizem que dá emprego”. Na verdade o que eu mais vi em mais de 15 anos trabalhando nas maiores empresas aqui de Brasília foi gente que não leva jeito para programação. Então por mais que você se sinta ofendido (não sei porque, se se diz exceção à regra, continuo achando que veste a carapuça quem quer) o fato é que eu estaria mentindo pra mim mesmo se escondesse de mim a realidade de que a maioria absoluta é mal profissional, não tem entusiasmo com a área, e portanto deveria estar em outra.
        Saber “formar” bons profissionais de tecnologia é no meu ver bastante complicado. Não bastam, como você mesmo demonstra, cursos e livros e não sei o que. Se o cara não tem aptidão, não adianta nada. Então há que também haverem talvez acima de tudo testes de aptidão, uma cultura em torno de se fazer aquilo que realmente se gosta, o que parece que não temos no Brasil.

    • Ok. Eu assumo aqui que devia ter colocado no meu post as palavras “a maioria”, “quase todos”, “à exceção de raros casos” e por aí vai. É que pensei que todo mundo soubesse que toda regra tem exceção. Mas apenas isso. O resto não adianta vir me pedir para me cegar para a realidade.

      • Jason Manchest

        @mugnatto, assim teria sido muito melhor.

  • marcoscs

    infelizmente é bem capaz de nossos políticos enxergarem no projeto um viés demagógico (como sempre) e, para ‘incentivar’ a produção nacional darem isenções e vantagens ao que for feito no Brasil, vantagens essas que serão compensadas pela taxação aos importados…
    E como nós sabemos, praticamente TUDO que consumimos em termos de jogos é importado, ou seja, pra nós que gostamos de games vai continuar o mesmo cenário mas o que vai pipocar de joguinhos em portugues pro zeebo vai ser uma festa…

    • @marcoscs, Mas seria correto também se preocupar somente com ter mais barato o que vem de fora, e não se importar com nem um pouco com a produção nacional?

      Triste país se ele (o país) pensar sempre assim.

      E pra você “demagogia” é querer incentivar a produção nacional? Se limitar a baixar preços dos importados para a nossa classe média se deleitar e continuarmos para sempre como um país meramente “mercantilista” que não produz nada próprio não é “demagogia”?

      Ainda mais em um momento em que o Brasil finalmente está demonstrando crescimento, ainda vamos continuar com essa mentalidade?

  • Helder_Zero

    Venho acompanhando a luta do Moacyr há algumas semanas e posso dizer que ele é um verdadeiro herói. O cara já está nessa há dois anos, conseguiu muitos aliados mas não foi fácil. Comentou que quando buscava ajuda política (para ter força no governo) foi tratado com total descaso, procurou até pelo ministro Palocci devido a PL 300/07, seu acessores nem sequer o atenderam. Eu mesmo ja floodei a caixa de email deles sem nem sequer uma resposta automática. Houve até parlamentar que pediu uma quantia de dinheiro incrível para apoiá-lo. Até que por fim, conseguiu o apoio do dep. Busato.

    O projeto Jogo Justo é realmente o que todos precisam, todos os públicos e setores serão atendidos. Teremos uma nova realidade com o valor dos games ajustados à realidade de nossa cultura.

    Foi questionado ao Moacyr o que nós gamers poderíamos fazer para ajudar a causa e ele respondeu que devemos divulgar o máximo possível.

  • Lucas

    Apoio 100% a iniciativa! Seria um sonho se tornando realidade!

    • chr.oliveira

      @Lucas, Acho que o Brasil precisa mais é disto mesmo, diversificar mais os mercados, somente assim o profissional será melhor valorizado, somente assim os insentivos educacionais farão sentido.
      Sem um mercado grande de jogos (mercado entendo desde o primeiro estágio até o usuário jogando, não apenas importação de jogos), de que adianta criar FATECs com curso de jogos?

  • Sinceramente desconfio mais que o objetivo desse projeto é “jeitinho brasileiro” pra variar.

    Me diga alguem se for capaz: o que tem a ver “baixar preço de jogo” com desenvolver game brasileiro????

    Será que na verdade não tá querendo é voto de gamers sedentos por comprar games mais baratos???

    Se pelo menos se assumisse a real intenção demagógica seria menos pior.

    • @mugnatto, Eu poderia até relevar e dizer “mas baixar preços nunca é demais”. O problema é que tudo paga imposto, então porque deveria haver isenção de imposto logo para games? Nonsense. Tem muita coisa mais importante que game pra ter isenção de imposto…

      • @mugnatto, Mas quem está pedindo isenção de imposto é você, a ideia é reduzir os impostos e não acabar com eles. Talvez você não saiba, mas hoje pagamos mais impostos em videogames do que em armas, portanto, a ideia não é deixar de pagar impostos, mas pagar impostos justos, ou menos extorsivos.

      • Caravana

        @mugnatto, O projeto não trata de ISENÇÃO de imposto para jogos, mas de REDUÇÃO de impostos.

        São duas coisas totalmente diferentes, e a arrecadação do governo dificilmente aumentaria com a isenção de imposto. A idéia que eles defendem é que o governo passa a ganhar menos na unidade, mas passa a ganhar mais pelo aumento de volume de jogos vendidos, e caso eles não consigam provar isso, a projeto dificilmente será aprovado.

      • Magalz

        @mugnatto, Tirando boa carga tributaria, iriamos incentivar a compra de jogos originais, vide as novas ‘redes onlines’ dos consoles, que eh perdida no caso do desbloqueio, o brasil comprando mais jogos originais, faria com que empresas ganhassem interesse em produzir jogos, ja q a venda dos jogos ia ser certa, e com isso, grandes empresas brasileiras de jogos começariam a aparecer. 😀

    • @mugnatto, Você não acha que se tivéssemos mais empresas no país, como um Capcom, uma Konami ou uma Sega, com vagas de trabalho, mais pessoas teriam interesse em entrar para a área e que em determinado momento resolveriam iniciar suas próprias empresas?
      É claro que isso não aconteceria do dia pra noite, assim como não aconteceu na França ou no Canadá, mas enquanto não tivermos espaço para os profissionais criarem, é óbvio que nosso mercado de desenvolvimento não engrenará.
      Acredite, eu sou o mais pessimista dos seres humanos, mas não consigo acreditar que a baixa no preço dos jogos por aqui não ajudaria nossa industria a crescer.

      • @Dori Prata, Mas no que “baixar os preços dos jogos” estimularia as empresas desenvolvedoras a se instalarem no Brasil? O que as estimularia seria baixar impostos de produção, não de venda! Produzir elas produzem na China se quiserem e continuam vendendo aqui do mesmo jeito. Deve ter alguma coisa que eu não entendi direito…

        • @mugnatto, Ou melhor… na China não porque la também não tem profissional capacitado… Empresa de jogo tem que contar com norte-americanos, japoneses e afins.

          Aqui pro Brasil, com a falta de capacitação que temos, difícilmente eles viriam para *produzir*, mesmo que baixassem os impostos de produção.

          • @mugnatto, Isso é um círculo vicioso cara. Se não existem profissionais capacitados por aqui, o que não concordo, é porque não existe mercado. Mesmo sem incentivos, a Ubisoft possui estúdios de produção no Brasil e vez ou outro ficamos sabendo de jogos criados no Brasil por estúdios menores.
            Se uma grande empresa percebe que pode vender mais aqui porque o custo de venda é menor, ao instalar um escritório por aqui, nada impede que um dia elas comecem a criar jogos por aqui.
            Já citei antes e repito, Canadá, frança, Ucrânia, Inglaterra, Itália… Nenhum deses países começou a criar jogos do dia pra noite e hoje eles possuem boas equipes de produção, mas algo me diz que em nenhum deles um jogo recebe 80% de impostos.
            O fato é que mesmo com um enorme potencial, as produtoras fazem vista grossas para nós e quando digo que jogos mais baratos podem (e devem) fazer nossa indústria crescer, não me refiro apenas a criação de jogos, mas a indústria como um todo.

        • @mugnatto, Se você não consegue entender que um produto mais barato tem mais chance de vender que um mais caro, não serei eu que conseguirá te explicar isso. Na boa, abra sua cabeça, me parece que você não quer entender a situação.

          • @Dori Prata, Vender eu já sei que vai vender mais. Ótimo. Minha crítica toda é quanto a partir da falsa premissa de que mais vendas no Brasil significará necessariamente mais produção brasileira. Uma coisa é completamente separada da outra. Continua sendo um país “mercantilista” do mesmo jeito.

          • Helder_Zero

            @mugnatto, A questão é a médio e longo prazo.

          • chr.oliveira

            @mugnatto, Considere como uma montadora de carros, o Tucsom vendeu tanto aqui no Brasil que agora ele será montado aqui (assim como aconteceu com muitas outras marcas e modelos), será que a montadora empregou somente gringos para tornar isso possível?

        • Caravana

          @mugnatto, aqui no Rio pelo menos, as calçadas das grandes avenidas estão cheias de gente vendendo “jogos mais baratos”. A razão de muitos deles existirem se extinguiria, se em primeiro lugar os jogos já fossem mais baratos.

          Eu conheço muita gente (eu inclusive) que gostaria de comprar mais e mais jogos, e só não fazem isso por que muitos deles custam hoje mais de 100, 150 reais.

          Essa é uma das pontas da questão.

          A outra ponta é que não tem como justificar a instalação de divisões brasileiras de Activision, Ubisoft, EA Games, , se elas venderem 1.000, 2.000 unidades. Com isso eles não devem pagar o salário dos funcionários do RH.

          A idéia do projeto é ligar uma ponta na outra, incentivando a venda de jogos e assim estimular a vinda dessas grandes empresas para o Brasil. E não só isso, já que a solidificação desse mercado no Brasil, é um incentivo inclusive para as empresas nacionais do ramo (já que os impostos são para todas).

          Portanto nem mesmo os mais ufanistas teriam grandes argumentos contra o projeto (pelo menos não consegui ler nenhum até agora)…

          • @Caravana, E como falei, se não apoia porque não acredita na nossa indústria, que o faço pelo próprio bolso, ou então continue pagando uma fortuna pelos jogos e ache tudo muito bonito, ou pior, usando piratas.

          • @Caravana, Concordo plenamente, apenas quero por os pingos nos is. O que esse projeto aumenta é o incentivo para que venham tais “divisões brasileiras” de *vendas*, não de produção.

            Uma coisa e´vender, outra é produzir. Apenas não quero confundir as coisas.

            E quando falamos apenas do “vender”, tenho que fazer a ressalva: se tudo paga imposto, porque reduzir só de jogos?

            Se for pra reduzir imposto de tudo eu dou o maior apoio, mas não vejo sentido em dar privilégio para a indústria de jogos.

          • Caravana

            @mugnatto, você não deve viver no Brasil, né? =p

            Cara.. redução de imposto no brasil, são várias batalhas que devem ser travadas, individualmente. A tal grande reforma tributária, talvez não seja vista nem mesmo pelos meus netos…

            A indútria de jogos é só uma das várias indústrias que estão perdendo excelentes oportunidades pela falta de visão do nosso governo, e esse projeto não se trata de dar privilégio para a indústria de jogos. Se trata sim de que um dia, alguém teria que levantar a bandeira da situação dos jogos no Brasil.

            Se ficarmos presos nessa coisa de “não vamos dar privilégios pra X” ou “temos coisas mais sérias como a fome, educação, saúde, etc”, corremos o risco de não fazermos nada.

          • Magalz

            @mugnatto, Graficamente:

            1o – Preço baixo
            2o – Maior venda de originais
            3o – Maior retorno para as empresas gringas
            4o – Implantação de uma cultura de ‘comprar original’, ja q eh barato.
            5o – Maior interação online, ja q no brasil o povo comprará jogos originais, as redes online (tipo a Live) seriam usadas pelos brazucas.
            6o – Com isso, a compra de originais aumentaria BEM mais, pq o povo ia querer jogar online.
            7o – As empresas brasileiras veriam que o mercado de jogos origianais ia ta fervendo.
            8o – Com isso elas começariam a lançar jogos, tendo certeza q nao iam sair comprando falsificados, e com isso, o minimo de retorno existiria.
            9o – Jogos feitos no brasil, em pt-br seriam bem atrativos à grande parcela da população.
            10o – Grandes empresas de jogos brasileiras iriam se formar, e com isso, entraria mais dinheiro.

            Otra coisa, alem do dinheiro entrando da produção (isso a LONGO PRAZO), com a diminuição dos impostos, as empresas internacionais iriam investir mais em jogos em pt-br, alem de q qto mais barato, mais vao c omprar, e mais dinheiro entra nos cofres publicos, inclusive, essa eh a proposta dele, vender mais barato, em mais quantidade, da mais dindin q vender caro a pouca quantidade.

          • thE Masterkey Blaster

            @mugnatto, acho que você não conhece a diferença praticada dos impostos.
            Os games são taxados de forma diferentes de outras mercadorias.
            Você falando parece até que não conhece nada da indústria e do mercado de jogos nacional…

          • willwalbr

            @mugnatto, Então é isso, ninguém deve lutar por preços menores dos cinemas, cds, dvds, computadores e tudo mais…

            Entretenimento pra você é luxo..!

            Meu caro, a luta deles é pra baixar os preços dos jogos! Quer baixar o preços dos remédios, dos coletivos..? Vai lá, rebola pra isso.

        • @mugnatto, As empresas não se interessam pelo mercado brasileiro principalmente pela baixa demanda, que é causada pelos altos impostos (também tem uma questão cultural de pirataria que não é necessário lembrar)
          Uma indicação disso é que os títulos em português não são frequentes.
          O mercado brasileiro de games é insignificante. Mas isso poderia mudar. Uma vez a demanda aumentando, alguns jogos poderiam ser personalizados no Brasil para o Brasil.

          Também vejo novas empresas nacionais surgindo: É muito mais fácil produzir jogos pro Brasil, em português, do que exportar.

          Tendo mercado as coisas acontecem, o problema é que os impostos de hoje não inviabilizam o mercado.

          • @Gustavo, Ops, eu quis dizer: o problema é que os impostos de hoje inviabilizam o mercado.

  • O imposto alto de importação, em teoria seria para proteger o mercado interno e manter o equilíbrio da balança comercial. Mas o mercado interno é quase inexistente, então você mata um mercado de pessoas que podem ganhar dinheiro com a importação, protegendo um mercado que não existe, evitando que exista pelo menos uma fonte de imposto. Do outro lado temos a pirataria que tem um preço abaixo do justo e também um produto de baixa qualidade. Some isso ao baixo poder aquisitivo e o comodismo do brasileiro e temos um mercado milhonario da pirataria. Para o poder de compra do brasileiro o interessante seriam jogos entre 20 reais e 80, assim venderia bastante. Mas com o cambio e os impostos é mais fácil mudar de país para comprar jogos com preço justo.

    • Helder_Zero

      @anakinpendragon, “O imposto alto de importação, em teoria seria para proteger o mercado interno e manter o equilíbrio da balança comercial…”, isso é uma piada!
      Também obtive a mesma resposta certa vez que mandei um email á secretaria de áudio-visual do ministério da cultura.

      • Jason Manchest

        @Helder_Zero, pergunta ao Paraguaí, lá os impostos são zero e o país é quase falido.

        • @Jason Manchest, Pois é, né…………….

        • Helder_Zero

          @Jason Manchest, Mas como é possível manter o equilíbrio da balança comercial se o que produzimos é ínfimo?! Para se ter uma idéia, somente a pouco tempo houve um crescimento com destaque na produção de games para aparelhos móveis. Agoro lhe pergunto: você concorda com este protecionismo todo do governo? Onde estão as faculdades e universidades para embasar tal marginalização?

          É melhor eu parar por aqui senão vou ficar ainda mais contrariado com nosso governo, pois é inadimissível um país tão grande estar limitado em diversos setores.

          ps.: só quero deixar claro que não discordo do anakinpendragon e sim do governo.

          • Jason Manchest

            @Helder_Zero, o protecionismo com sentido é louvável, mas proteger o nada é a mesma coisa que trauma.

            Isso me faz lembrar do inicio do plano real, antes a moeda estava no mesmo patamar que o dolar, tanto que era mais barato comprar os produtos de fora que os daqui, isso quase acabou com a economia brasileira, com essa época dar para entender o trauma do Brasil.

            Faculdades focadas a esse tipo de curso existem, existe até aquelas que forncessem curso gratuito (.net e JEDI) e campeonatos, mas o problema maior é mesmo o interesse dos participantes.

            Eu me lembro da época em que brincava com o Game Maker e RPG Maker, ambos tanto poderiam ser usados com pouca (ou nada) de programação, quanto usando suas linguagens de scripts, me divertia muito tentando construir um jogo semelhante a DBZ no GM (a linguagem é quase que pascal puro), entretanto levei muita porrada para aprender na tora como usar a linguagem (foi nessa época que estava desenvolvendo meu inglês técnico), agora imagina outras pessoas tentarem.

            Dava para fazer negócio, dava, mas era fácil? Nada disso, tanto que os programas partiners da Microsoft e da antiga Sun ainda estão de pé, mas o interesse e dedicação mínima, tanto aqui quanto de outros lugares, então recursos para aprender se tem, o que de fato conta é se o indivíduo gosta da área.

  • Rodrigo8

    Igual cartucho de tinta …. “todo mundo” (pessoas normais) recarrega (compra pirata)
    só comprei o Wii e nao me arrependo por causa do jogo free (e nao foi nada facil colocar o Guitar Hero 5 para funcionar), mesma logica do cartucho de tinta
    eu sei q tudo isso é errado, mas o mais errado é me cobrarem 300% de imposto, entao … erro por erro , erramos todos. E viva Robin Hood q deu a ideia kkkk

    • Magalz

      @Rodrigo8, Ateh onde eu sei, recarregar cartucho de tinta nao eh crime, passa ateh comercial vendendo ‘recarregadores’ na tv…

      Já comprar jogo pirata é.

      Me corrijam se eu estiver errado.

    • cquintela

      @Rodrigo8, dizer que recarregar cartucho de tinta é pirataria foi a cereja do bolo…

  • Odair_Junior

    Dou meu apoio ao projeto, quanto maior for o mercado nacional, maiores as chances de produtoras jogos nacionais, se uma empresa como a Southlogic consegue se destacar e ser comprada pela Ubisoft, imagina quando o mercado conseguir atrair talentos nacionais.

  • rafaelvascc

    Até quando aguem tenta fazer alguma coisa boa, sem nenhuma problema, nenhum efeito colateral, aparece alguém pra reclamar… por isso que essa merda de pais não vai pra frente.

    • @rafaelvascc, O correto então é todo mundo ir assinando “na onda”, sem questionar, sem pensar?

      Possíveis efeitos colaterais há sim. Sempre há. Você acha que uma produtora brasileira de jogos terá mais ou menos chance se o preço dos jogos importados for diminuído? Talvez você até ache que terá mais chances, mas não pode afirmar que isso não seja pelo menos “discutível”. Ou talvez você ache irrelevante, ache que não há necessidade de uma indústria brasileira de jogos, no entanto você não pode simplesmente assumir que ninguem vai dar essa importancia. Ouvir os outros lados faz parte da democracia. Você quer diversidade ou quer todo mundo igual, padronizado, apoiando tudo do mesmo jeito? Isso é coisa de comunista. Viva a diversidade e viva o debate.

  • chr.oliveira

    Ótima inciativa!

  • Se esta campanha funcionar desta vez a industria dos games aqui pode engrenar, tenho muitos amigos que foram para fora do pais para trabalahar lá fora (Blizzard, Blur e Pixar), alguns são programadores outros são artistas, inclusive um deles havia me dado a dica de que a Blizzard iria vir para cá a alguns anos atrás, não achei que era verdade, claro que pode levar alguns anos para que a industria se desenvolva a um patamar consideravel

    E ao contrário do que algumas pessoas já comentaram, temos sim mão de obra e profissionais a altura, trabalho com desenvolvimento de sites, mas já fui envolvido com profissionais que trabalham com conputação gráfica, comcept art e jogos, e neste meio conheci uma galera de profissionais fodas, muitos desistem de dar continuidade em seus projetos por falta de investimentos, pois precisam de uma equipe maior, mas dificilmente conseguem investimentos para proseguir, vi um projeto de um jogo de luta muito legal estilo street fighter zero, muito estiloso e com ritmos brasileiros, todos eram lutadores de capoeira, cara muito bom o jogo, mas o cara só havia programado 10% de tudo, precisava de 50 mil para realizar o resto do jogo, para você ver em niveis de investimento nem é tanto e o cara não consegue, da ultima vez que falei com o maluco ele esta no canada trabalhando para uma empresa que faz joguinhos de treinamento empresarial e estudando em Vancouver numa escola foda.

    Mas só o fato de reduzir o preço dos jogos já é um óyimo incentivo para diminuir a pirataria, imagine estes jogos para PC que custam em média entre 90 e 120 reais poderia ter uma redução para 50 70 reais, bem mais atrativo.

  • hcarvalhoalves

    Alguém ainda cai na história de que as altas alíquotas são para “proteger o mercado interno, tornando-o competitivo para o fabricante nacional”? A Tec-Toy, por exemplo, que deitou e rolou na época que videogame era novidade e o de fora era caríssimo. Cadê ela hoje?

    Essa desculpa de protecionismo é balela. Os impostos são onerosos porque a ideologia por trás dele é “punir os ricos e dar aos pobres”, desde que surgiu na Inglaterra. Só que no fim das contas, o maior peso dos impostos cai sobre a classe média que tem toda sua renda e consumo taxados diversas vezes. Enquanto isso quem tem dinheiro monta empresa meia-boca e aproveita explorando um mercado fraco por falta de opção (como o dono da Tec-Toy?), e os pobres caem na ilegalidade comprando produtos piratas pra se esquivar dos impostos.

    No fim, a maior parte da arrecadação vem só de uma fração dos consumidores, o que justifica manter as alíquotas ainda mais altas, principalmente se for um “artigo de luxo” como games.

    Aplausos para a iniciativa do deputado em tentar regulamentar e salvar um mercado inundado de ilegalidade, mas o problema da taxação de produtos importados na minha visão é de viés ideológico e deveria ser discutido mais amplamente.

  • Só para registrar… acabou de passar na Globo… mais e mais empresas brasileiras contratando estrangeiros por falta de mão de obra qualificada no Brasil…

    Se vocês (sei que não são todos) não quiserem enxergar a realidade por falta de vontade, vão de qualquer forma serem obrigados a isso pela realidade do crescimento do país que bate à porta.

    • @mugnatto, Tudo bem, o profissional brasileiro é uma porcaria – segundo suas palavras – mas como você disse que uma coisa não tem a ver com outra, não entendo sua cruzada em invalidar o projeto com esse argumento. Todos já entendemos seu argumento, mas volto a repetir, se acha que a indústria não melhorará, que o apoie para poder pagar menos nos jogos, aliás, você compra jogos originais? Está satisfeito em pagar mai impostos nele no que numa arma de fogo?
      Sei que dirá que ‘Há, é preciso baixar os impostos de tudo’, sim, isso é óbvio em um dos países que mais se paga impostos no planeta e que o retorno não é visto, mas você quer mesmo discutir isso em um blog cujo foco não é esse?
      Entendo sua crítica e em parte compartilho dela, mas continuo acreditando que com a chegada de empresas por aqui, a chance de melhorarmos nosso mercado aumenta, incluindo os desenvolvedores. O que não consigo aceitar é que se os jogos ficarem mais baratos a situação piorará, para qualquer pessoa, mas se você conseguir me explicar que estou errado, então lhe darei razão, porque até o momento, você está tentando criticar o projeto com um argumentos inválidos.

      • @Dori Prata, “não entendo sua cruzada em invalidar o projeto. Todos já entendemos seu argumento ”

        Depois que postei minha opinião, minha “cruzada” por aqui infelizmente passou a ser mais para me defender das infames reações.

        Infelizmente para cada VERDADE que se fala nesse país, são 500 acusações caluniosas e “thumbs down”. Somos um povo muito acostumado com demagogia. E em ano de eleição sempre aparecem esses tais projetos que a gente sai aceitando sem pensar e votando também sem pensar em seus autores só porque todo mundo disse que o projeto é bom.

        Minha “cruzada” é por trazer reflexão à tona. Eu quero ver esse país crescer, não continuar a mesma ladainha de sempre que é desde a época da música “Inútil” do Ultrage a Rigor, que ilustra muito bem o que eu to falando.

        Eu acho que quem se sentiu incomodado com o que eu falei sobre técnicos brasileiros é porque VESTIU A CARAPUÇA. Obviamente toda regra tem exceção, e se o leitor fosse uma, iria é concordar comigo, pois aquele desenvolvedor que é bom, SE CANSA DE TER QUE FAZER AS COISAS DO JEITO ERRADO DOS OUTROS por estar em uma má equipe.

        A propósito, não usei a palavra “porcaria”.

        • @mugnatto, Mas a sua maneira de trazer reflexão à tona foi atacando a qualidade dos profissionais do país e pedindo a redução dos impostos de todos os setores, o que na minha opinião não se aplica.
          Se você acha que os envolvidos no projeto estão fazendo isso para ganharem notoriedade, por oportunismo, acho que está no seu direito e não critico, mas acho que seus argumentos acabam fazendo com que perca a razão. Porque acreditar que tal projeto poderia ser benéfico para nosso país quer dizer que estou fazendo demagogia?
          O grande problema, na minha opinião, é a generalização. Não concordar com sua opinião não quer dizer que eu vesti a carapuça, aliás, nunca gostei de programação.

          • @Dori Prata, Eu não falei de você em nenhum aspecto do meu post.

        • thE Masterkey Blaster

          @mugnatto,
          Se você queria dizer que o projeto foi feito com intenções erradas era só dizer algo como:
          “Será que podemos confiar nas intenções desse projeto? Eu preferiria um projeto de apoio as universidades e escolas pra que mais jogos fossem feitos no Brasil, preferencialmente lançado antes do ano das eleições.”
          .
          Simples assim.
          agora troque isso por:
          “O programador brasileiro é ruim, ou melhor, péssimo” e
          “Eu acho que quem se sentiu incomodado com o que eu falei sobre técnicos brasileiros é porque VESTIU A CARAPUÇA. Obviamente toda regra tem exceção, e se o leitor fosse uma, iria é concordar comigo, pois aquele desenvolvedor que é bom, SE CANSA DE TER QUE FAZER AS COISAS DO JEITO ERRADO DOS OUTROS por estar em uma má equipe.”
          .
          Não está ajudando em nada no seus argumentos.

        • Helder_Zero

          @mugnatto, “…E em ano de eleição sempre aparecem esses tais projetos que a gente sai aceitando sem pensar e votando também sem pensar em seus autores só porque todo mundo disse que o projeto é bom…”

          Isto não é verdade, o cara foi tratado com total descaso por vários políticos. Teve até parlamentar que pediu “uma ajudinha de custo”! E tem mais, depois de todo o projeto em bom andamento, com muitos apoios, um tal político que tinha batida a porta na cara do Moacyr entrou em contato para “apoiar a causa” (muito conveniente, hein).

          Foi como dito, exitem programadores bons e ruins, assim como políticos (pena não ver tantos bons!).

        • Jason Manchest

          @mugnatto, uma coisa é você dizer sobre segundas intenções de um projeto de governo, outra é me chamar de incompetente assim como outros desenvolvedores profissionais que gastam mais 1000 reais em faculdades, livros (recentemente gastei por voltar de 600 reais em livros da área que sempre estudo e vou ter de comprar mais) e certificações virando noites desenvolvendo sistemas trabalhados por equipes onde tem grandes clientes enolvidos, essa foi a carapuça que vestir.

          • @Jason Manchest, “outra é me chamar de incompetente”

            Eu especifiquei alguém? Já expliquei que exceções existem, sempre existem. Sempre que se generaliza algo, ao menos no meu ver, significa o mesmo que dizer que “na maioria dos casos é assim”. E como já expliquei isso 500 vezes aqui, não vejo porque continuar dificultando o debate com esse tipo de acusação. Eu não tenho como me cegar, depois de mais de 15 anos trabalhando na área, para o fato de que, via de regra, o profissional de desenvolvimento no Brasil é um mal profissional, com a ressalva óbvia de que toda regra tem exceções. Se você for uma delas, ótimo.

            Da mesma forma, você falou aqui que não há investimento, não há incentivo. Você sabe e eu também sei que há exceções, há gente que investe e incentiva até mesmo desenvolver jogos no Brasil, como a Hoplon por exemplo, mas podemos falar com certa segurança que, “via de regra”, não é assim. A Hoplon vai se sentir ofendida com a sua acusação? Acho que vai se sentir é orgulhosa de ser uma das poucas.

            O que não dá, repito, é pra fantasiar dizendo que “somos os melhores do mundo”. Não é verdade. Estamos é MUITO ATRASADOS, e se queremos mudar isso precisamos PRIMEIRO encarar a realidade.

          • Jason Manchest

            @mugnatto, eis o pricinpal problema do brasileiro, falando diretamente como um estrangeiro, ao invés de vocês acreditarem em vocês mesmos, vocês tendem a criticar vocês, muitos outros países estão na frente pois eles acreditam em si mesmos e cada jovem é incentivado a esperança e que pode conseguir um futuro melhor que seus pais, sem isso nada vai para frente, nem projeto, nem empresa, nem nada.

            Se todo mundo tivesse a concepção que você tem, com toda certeza de 15 anos trás para hoje seria a mesma coisa que nada, será que ainda continua sem entender isso? Sendo isso que todo mundo estar falando aqui. Ninguém estar dizendo que tem potencial de encarar a Microsoft ou que tem produtos próprios, mas que tem gente nossa lá, assim como de outros lugares e que o projeto de lei é somente para a redução de impostos em games que chegam as vezes a 200% (um absurdo), se estamos atrasados ou não é algo irrelevante o que importa é o agora para amanhã, o que importa para mim é que a 15 anos atrás eu nem tinham condições de comprar um computador se quer e hoje estou decidido estudar fora do Brasil (mestrado e doutorado), nem mesmo minha familia tinha uma condição tão boa quanto tem hoje anos atrás.

            A realidade todo mundo conhece, ninguém é idiota, pois se ninguém conhecesse a realidade aqui com certeza eu como muitos nem frequentariam mais este blog, só teriam idiotas (algo quase impossível considerando o meiobit), sobre a realidade que tanto fala, para mim é igual a este vídeo:

            http://www.youtube.com/watch?v=Z9h0lRMlgAI

            O mais engraçado de tudo isso é que estou vendo intercambio profissional continuo no país, gente daqui vai para fora e gente de fora vem trabalhar aqui e a tendencia é desse intercambio aumentar, a maioria dos meus professores eram de outros estados, muitos profissionais daqui estão trabalhando lá fora.

          • Helder_Zero

            @mugnatto, Muito bom ter-nos lembrado da Hoplon que merece um grande “salve”. Se ela criou o primeiro mmo brasuca na atual situaçao imagine daqui a 10 anos a quantidade de “hoplons” que haverá!

    • Odair_Junior

      @mugnatto, Falta quantidade e que é diferente de qualidade, agora pegue como exemplo o mercado indiano de software, que tem um bom incentivo do governo e por isto é uma das áreas que mais trazem benefícios para o país, mas devido a falta de estrutura educacional na área o programador indiano ganhou uma fama nada boa. Agora, na nossa realidade, temos boas universidades, e o programador brasileiro tende a ser multidiciplinar, se o mercado de jogos realmente aumentar com a redução e a política de ensino na área de desenvolvimento de software melhorar mais ainda o Brasil será um bom celeiro de desenvolvedores de jogos.

  • Overlord

    Sabe o quê vai acontecer no Brasil se reduzirem os impostos sobre os jogos?

    NADA!

    Duvido que esta rede de lojas UZ Games ou a tal distribuidora NC Games repasse a diminuição proposta para os consumidores.
    Aliás, QUEM (deputado, órgão público) irá ou pderá garantir que os preços para o consumidor final realmente baixem?
    Balela pura.

    • Odair_Junior

      @Overlord, Lembra da redução de IPI dos automóveis e móveis?

    • Helder_Zero

      @Overlord, Os próprios donos abraçaram a causa! Nas entrevistas disseram que, caso aprovado, irão baixar os preços de imediato.

  • sarrapo

    Não estou entendendo porque se foi comentado tanto sobre programadores e criação de jogos dentro do país.

    O projeto jogo justo não é para aquecer o comércio nacional?
    Reduzir impostos para aumentar as vendas e diminuir o mercado “cinza”.
    Não entendi muito bem o que eles definem como mercado cinza, mas acredito que sejam os produtos comprados fora do pais legalmente e são vendidos no pais sem pagar imposto.

    O que eu entendi sobre o projeto:
    Reduzindo os impostos, reduziria o valor do jogo.
    Jogo mais barato mais pessoas vão comprar jogos. //eu.state = “feliz :D”;
    Aumentando as vendas o mercado aquece.
    Aparecem novas de empresas, criariam-se mais empregos.
    Na teoria, isso melhoraria a imagem do país na área incentivando a vinda de mais empresas extrangeiras. E consequentemente mais emprego.
    Todo mundo feliz, não sei o @mugnatto.

    Caso o desenvolvimento de jogos nacionais aumente, ótimo.
    Só não vejo isso como foco do projeto.

    E parabéns Moacyr.

    • Helder_Zero

      @sarrapo, Este também é o foco do projeto, mas não de imediato. No demais, seu raciocínio está perfeito.

  • O problema é como já disseram não acharam que isto é útil,vai aparecer muita gente criticando e dizendo para o Deputado se preocupar com coisas mais importantes como a Educação,saúde.
    Não conseguiram enxergar que uma coisa leva a outra e no caso a mais emprego na area de jogos,mais investimentos e mais pessoas se interessando em estudar(pelo menos design e preogramação!rsrs).
    Torço que de certo e se expanda em todo brasil!!!

  • RenanWOI

    Não achei a coletiva muito convincente. Muito falaram sobre México, mas mostraram quase nada de números para comprovar. Falaram sobre mercado cinza e aumento de vendas, mas não deram nenhuma estimativa, nenhuma previsão. Acredito que até tenham feito um estudo sobre tudo isso, mas se eles não mostrarem quando estiverem apresentar o projeto, não vai servir pra nada.

    No mais, será que esse Moacyr Jr. e os outros já buscaram o apoio das empresas brasileiras e/ou instaladas no Brasil? Tec Toy, Ubisoft, Microsoft, Sony, e mais algumas que não me lembro agora. Será que o nome destas empresas não faria o projeto ser levado mais a sério pelos políticos?

    • Helder_Zero

      @RenanWOI, Com certeza números foram levantados para apresentar ao “manda chuva” da receita. Creio que o foco não esteja nas empresas brasileiras, pois seus produtos não sofrem tributação de importação. Agora falando em nomes de peso, Moacyr já conseguiu o apoio das “três grandes”: Sony, Microsoft e Nintendo; sem falar em muitas outras como a Disney.

  • skyvolt

    Ainda acho R$ 130 muito caro para jogos! Mas já é uma coisa. Acho que tinham que ir para uns R$ 80 a R$ 30 dependendo do jogo.

    Os impostos neste país são altos demais! Agora me responde, precisa disto?

    • Helder_Zero

      @skyvolt, R$ 130,00 seria para lançamentos. Jogos de PS2 poderiam chegar ao valor que você mencionou.

  • Para os pobres, leitinho, para a classe média, videogame.

    • Helder_Zero

      @mugnatto, Você esqueceu de citar “para os políticos, dinheiro público”.

    • thunder_geo

      @mugnatto, And the oscar “Hidden due to low comment rating. Click here to see” goes to………. mugnatto!!!!!
      Eu não me lembro de tantos “nhé” em um artigo só,para uma só pessoa, deve ser um recorde!!!!
      Vamos ao que interessa:
      Menos impostos = mais vendas = mais demanda = mais produção =mais dinheiro sendo investido = mais profissionais, maquinarios, publicidade e concorrencia = redução de custos = mais vendas.
      Fechado o ciclo virtuoso!!! P0rra!!!
      É inegavel, que numa situção desta o mercado brasileiro iria responder (talves não a tão curto prazo) ou acham que todos (nós brasileiros com estudo e competentes, que não somos tão poucos) iriamos deixar o bonde passar.

      E sem hipocrisia, eu não deixaria de ter alguns jogos piratas, mas com certeza eu teria muito mais jogos originais. (to louco pra comprar o starcraft2, com menos impostos poderia comprar 2 jogos)

      Senhores, por favor, não me levem a mal, mas alguem pode definir trollagem e atitude
      pró-trolagem para mim? (sarcasometro mode on please)

      • @thunder_geo, Do jeito que você e outros aí falam, parece que vão reduzir todos os impostos de todos os tipos.

        Segundo o site do projeto de lei, o mesmo visa baixar impostos de *importação* de jogos *importados* (desculpe o pleonasmo), nada mais. Ou seja, não haveria vantagem nenhuma nem para a venda de jogos nacionais, muito menos para a produção nacional. Fazer um jogo brasileiro com redução de impostos você já pode fazer hoje, pois imposto de importação não incide sobre jogo feito no Brasil. E, alias, pelo contrário, a rigor, ao baixar o preço do jogo importado você desestimula a venda de jogo nacional, porque se o importado já é normalmente melhor que o nacional, imagina com preço parecido.

        Eu sei muito bem (e por isso mesmo falei mal da produção nacional) que a produção nacional é pouca, e que por isso faz pouca diferença em relação à produção nacional no fim das contas, mas o que eu não aceitei desde o início foi fantasiar que o projeto tem a ver com estimular a produção nacional. E continuo discordando dessa falsa premissa.

        Agora, se acha divertido crucificar quem tá querendo meramente trazer razão e questionamento para o debate, então vai lá, dá oscar, dá thumbs down. Fazer o que? Pra mim só se está é confirmando o que eu to dizendo: que a nossa cultura ainda precisa mudar muito para termos chance de crescer.

        • JayShaman

          @mugnatto, Ok, aí vai um exemplo de como a redução dos impostos pode incentivar a produção nacional de games. Antes de tudo você concorda que menos impostos == mais vendas legais, ou seja, diminui a pirataria, certo? Então vamos lá:

          Eu sempre quis trabalhar com a criação de games. Entrei na faculdade com isso em mente e tô saindo agora disposto a fazer jogos. Notei uns colegas talentosos que poderiam me ajudar a desenvolver, digamos que eu estava sondando possíveis sócios e funcionários.

          Agora, adivinha a resposta que me deram quando eu perguntei: “e aí, vamos abrir uma empresa de desenvolvimento de jogos?”
          Exatamente! Responderam que não, desenvolvimento de games no Brasil não é um bom negócio, não dá um bom retorno, uma startup só vai morrer tentando concorrer com a pirataria que tem por aqui.

          E eles estão certos! Investidores também pensam assim. Não vão jogar seu dinheiro fora para ver o negócio morrer. O mercado já mostrou que não dá certo, que ninguém compra games legalmente por aqui.

          Mas e se o mercado não fosse assim? E se jogos originais realmente vendessem por aqui? Consegue imaginar como seria a reação dos meus colegas (e dos investidores) caso a pirataria representasse uma parcela menor do comércio de jogos?

          Agora a situação deve ter ficado mais clara, espero.

        • Helder_Zero

          @mugnatto, Agora é que entra a PL 300/07, que visa a diminuição dos impostos única e exclusivamente no produto nacional. Agora quero ver conseguir trocar uma idéia com o senhor Palocci, cujo mesmo projeto está parado aguardando seu parecer.

          Também concordo contigo, nossa cultura precisar mudar, e muito!

          ps.: seu ponto de vista com toda a certeza é muito importante, pois só assim os membros e leitores do fórum podem embasar-se com mais clareza apoiados não somente em uma verdade dita como máxima, afinal de contas todos temos o direito de pensar e questionar.

        • thunder_geo

          @mugnatto, vc concorda que com algumas excessões os paises industrializados tendem a ser protecionistas?
          seguindo essa lógica, creio que quando os possiveis produtores nacionas perceberem que existe um mercado consolidado de fato, vão se unir para exercer pressão para que as medidas de alivio tributario seja extendidas ou restringidas de forma a beneficialos.

          Desculpe , posso estar com minha perspectiva distorcida mas em alguns momentos os animos se exaltaram, tanto que a barrinha de rolagem sumiu…rsrsrs
          Nada pessoal, se eu dei 2 nhé pra ti foi muito, até gosto de gente que leva a opinião até o fim.
          Mas que foi uma porrada de nhé vc tem que admitir rsrsrsr

  • opa…ja to desenvolvendo uma app para o Orkut:

    Sigam o Jogo Justo -> divulgue para o seu amigo

    autos spans para que isso dê certo… (não) quero continua a jogar meus jogos (piratas).

  • Wancharle

    Esse projeto só piora as coisas para o mercado interno de jogos(que é praticamente inexistente).

    Isso só vai facilitar a “entrada” de jogos extrangeiros no Brasil. E não vai incentivar a produção local.

    Empresas competentes internacionalmente conseguem vencer essas barreiras de impostos(que são proteções para o mercado local).

    A Blizard é um exemplo pois vai lancar o starcraft II a 49 reais.
    Talves um dia as outras empresas de jogos também parem de culpar os impostos e comecem a vender mais barato aqui também já que vão comecar a perder o espaco para a blizard…

    Projeto bom seria um que incentiva-se a produção local ou a instalação de filiais de produção de gigantes como a blizard com parcerias em universidades de computação do brasil.

    Até mais

    • JayShaman

      @Wancharle, Todo gamer saber que jogos extrangeiros já têm sua entrada facilitada pela pirataria. Mesmo jogos nacionais sendo mais baratos que os importados eles não têm a menor chance de competir com títulos de peso de uma Rockstar, Capcom, Konami ou Nintendo que entram custando 10 reais a dúzia.

      Além disso, desde sempre tem esses impostos “protegendo o mercado interno”, por isso a nossa indústria de games é tão avançada, certo? Não nego que o protecionismo é algo bom para o país, muitos países mais ricos e desenvolvidos são extremamente protecionistas, talvez mais que nós. O problema é que essa tática não contava com a pirataria, resultando em uma punição para quem quer incentivar os desenvolvedores e jogos baratos para o restante da população, jogos esses que não pagam nenhum imposto além do inserido no CD virgem de 1 real.

      Sobre Starcraft, você esqueceu de mencionar dois fatores:

      1º Jogos de computador sempre custaram menos que de consoles aqui. Isso é estranho pois, se formos comparar, o cenário nacional de desenvolvimento de games para computadores é muito maior que o de desenvolvimento para consoles. Assassin’s Creed, por exemplo, tá R$28,00 no Submarino na versão PC contra R$79,00 da versão PS3. É essencialmente o mesmo jogo, mas a divergência de preços tá enorme. O mesmo acontece para a segunda versão (R$89,00 no PC e R$189,00 no PS3/Xbox);

      2º Essa versão de Starcraft a R$49,00 é um ALUGUEL de seis meses. Se quiser jogar mais, terá que pagar mais.

      • wancharle

        @JayShaman,
        A versão completa é $60 dolares se voce baixar . Ou seja, fazendo os ajustes cambiais o preço é o mesmo dos estados unidos. Impostos?! a tá vc quer a edição de colecionador… ai meu filho os impostos fazem apenas o papel para o qual foram criados: vc deve pagar pelo seu luxo.

        Eu só acho que deviam para de criar projetos que reduzam impostos e mudem leis que não ajudam em nada e favorecem empresas estrangeiras. Os impostos nesse caso não afetam o preco da maioria dos jogadores que vão comprar o jogo online.

        Deviam criar projetos para favorecer as empresas locais.

    • Helder_Zero

      @Wancharle, “Talves um dia as outras empresas de jogos também parem de culpar os impostos e comecem a vender mais barato…”

      Você, como um empresário, venderia um produto ou serviço para o mercado onde todos os custos de produção envolvidos fossem iguais ou maior que o lucro da empresa?

    • thE Masterkey Blaster

      @Wancharle, “A Blizard é um exemplo pois vai lancar o starcraft II a 49 reais.”
      .
      Que só funciona Seis meses diga se de passagem né, tio?

      • wancharle

        @thE Masterkey Blaster,

        Pessoal eu sei que é 6 meses… mas mesmo assim a blizard ainda é um exemplo.

        Eles são imbativeis em jogabilidade, e acho que preco justo seria eles cobrarem 300 reais se o preco medio de jogo de pc for mercado for 100 reais. 200 reais só pela qualidade!

        O pessoal fala que eles são caca niqueis, mas esse pessoal nunca provou da qualidade do produto… Joguei wow em server pirata por 1 ano mas depois que me mostraram o orignal eu não volto pro pirata de jeito nenhum…

        Os jogos de hoje não valem nada pelo single player… O que importa é a comunidade online que joga o jogo.

        E a blizard é um exemplo pois além de liderar o mercado ela não se contenta com isso e vem brigar aqui no mercado brasileiro.

        E antes de reclamarem de impostos deviam reclamar de educação que esse pessoal recebe na escola. Apesar da midia gritar que os impostos estão atrapalhando os empresários, são esses mesmos impostos que fizeram a crise continuar sendo uma “marolinha” por aqui.

        Pregar redução de imposto é pregrar liberalismo economico.

        • thE Masterkey Blaster

          @wancharle,
          “Eles são imbativeis em jogabilidade, e acho que preco justo seria eles cobrarem 300 reais se o preco medio de jogo de pc for mercado for 100 reais. 200 reais só pela qualidade!
          O pessoal fala que eles são caca niqueis, mas esse pessoal nunca provou da qualidade do produto… Joguei wow em server pirata por 1 ano mas depois que me mostraram o orignal eu não volto pro pirata de jeito nenhum… ”
          -> não estamos a discutir isso… off-topic.
          O que você disse antes foi que a “Blizzard é exemplo pois vai lancar o Starcraft II a 49 reais”.
          Foi disso que discordei.

    • @Wancharle, Jogos de PC recebem uma carga tributária diferente da de jogos de console, por isso a diferença de preço. A idéia (muito boa) da Blizzard em dividir esse pagamento (que se você pensar é a mesma coisa de comprar o jogo em duas vezes sendo que a segunda só será paga daqui a 6 meses) já foi embasada num preço menor que é a média cobrada por jogos de pc hoje no país.

  • igor.rcamilo

    Eu tenho uma dúvida: essa redução se estende aos consoles também? Porque caso seja apenas aos jogos, não seria mais fácil para as produtoras simplesmente se elas fabricassem as cópias aqui, como é feito com os jogos de PC?

    • @igor.rcamilo, Não incluem os consoles. E sua outra dúvida é boa. Se simplesmente “empacotar” os jogos aqui talvez não incidam impostos de importação, e ainda geraria ainda mais emprego no Brasil do que apenas importando mais barato. Se falta essa vontade dos produtores estrangeiros não é culpa nossa.

      • @mugnatto, Não é tão simples assim, os jogos para computador recebem menos impostos porque são considerados software, já os de videogame o governo os entendem como brinquedos ou jogos de azar.

      • @mugnatto, Amigo, pelo que pesquisei e ouvi de podcasts e entrevistas com o Moacyr, os consoles estão SIM incluídos. Sobre outra coisa que você escreveu mais acima, a proposta não é um projeto de lei. Será feita uma reunião com o político responsável (que me fugiu o cargo agora) para que seja feito o devido ajuste na classificação dos jogos eletrônicos que hoje constam como brinquedos ou jogos de azar.

        Houveram outros pontos em que percebi que se você for ao site do projeto http://www.jogojusto.com.br, ler mais e ouvir as entrevistas, talvez tirasse algumas de suas dúvidas.

        • @Pedro Henrique Godinho Fernandes, Olhei, de novo, os vídeos, e de fato em um momento eles citam também os consoles. Infelizmente o site peca por não ter muita informação clara *escrita*, apenas esses longos vídeos com audio ruim e podcasts. O “Perguntas e Respostas” é muito curto também. Fica difícil saber exatamente todos os detalhes do que trata, e pra mim é mais um bom motivo para não sair apoiando sem antes se ter uma informação mais detalhada, além de devido debate com outros lados da moeda também. Isso que to falando vale pra tudo. Eu me lembro da época que teve um plebiscito sobre desarmamento em que no início a maioria do povo estava apoiando o desarmamento, com atrizes da Globo fazendo propaganda e tudo. Só que, diferente de um mero “abaixo assinado” aonde não há o devido debate de idéias, num plebiscito há até propaganda obrigatória na TV mostrando AMBOS os lados e também longos debates antes da votação em si, e o que aconteceu é que o jogo anti-desarmamento foi virado naquele plebiscito, e terminou com o povo indo contra o desarmamento. Eu sou contra abaixo-assinados pois abaixo-assinado só vê um lado da moeda, o de quem assina a favor. Não há nem espaço para assinar contra, muito menos exposição oficial de opiniões divergentes para o povo se decidir melhor antes de assinar.

  • 1bertorc

    Bom, não vai ser do dia pra noite que vamos construir uma indústria de games considerável, mas mesmo que isso demore há muitos outros ganhos… Serão gerados empregos para adaptar os jogos (dublagem, tradução), manutenção de servidores locais, arrecadação (a aliquota baixando pode aumentar a arrecadação pelo aumento da base de tributação).

    • @1bertorc, Sua fala aumenta minha dúvida sobre se essas adaptações, sendo feitas no Brasil, e o empacotamento também sendo feito aqui, já não eliminam os impostos de importação, tornando o projeto desnecessário.

      • juliocezarmendo

        @mugnatto, se nenhuma empresa vier para cá, não irá existir os empacotamentos e dublagem ou produção de legendas em território nacional.
        E você bate na mesma tecla mil vezes, fica difícil ser racional contigo.
        Vejamos: Você defende que o projeto é ruim para o Brasil, só para os outros países seria proveitoso, pois existiria mais importação.
        Ok. Faz sentido.
        Mas, você simplesmente vem com a idéia de que os programadores brasileiros são péssimos. Tá. Mas o que diabos isso tem a ver com o projeto?
        “Ele faz com que estrangeiro…programadores lixo do Brasil!!!!”
        “Sinceramente, li isso em todas as vezes que você postou por aqui.
        Ou seja, não haveria vantagem nenhuma nem para a venda de jogos nacionais, muito menos para a produção nacional. Fazer um jogo brasileiro com redução de impostos você já pode fazer hoje, pois imposto de importação não incide sobre jogo feito no Brasil.”
        Ótimo! Você tirou o óbvio do óbvio! E agora, diga-me: Qual empresa faz jogos para a Sony, Microsoft, ou a Nintendo?
        “Nenhuma, pois os programadores do Brasil são um lixo!”
        É só para isso o projeto, para reduzir impostos, não revolucionar a escolaridade brasileira.

        • @juliocezarmendo, Muitos dos pontos que coloquei você não entendeu. Mas na boa, minha opinião já está bem exposta e pra bom entendedor já bastou faz tempo. Estamos numa democracia e é saudável que nem todo mundo pense igual. Não há necessidade de discutir. As opiniões estão expostas e só cabe a cada um refletir e tirar suas próprias conclusões. Este era meu objetivo, não ficar de “bate boca”, mas sim fazer as pessoas pensarem direito antes de sairem apoiando o projeto. E isso (analisar todos os lados da moeda) é importante para qualquer abaixo-assinado que venha a existir.

          • RickKill

            @mugnatto, entendo seu ponto, mas você ainda não respondeu algumas perguntas que fizeram pra você como:
            1º Você joga? Se positivo, você compra jogo original?
            2º Mesmo que talvez você não jogue, se você fosse um jogador, iria gostar de pagar em um jogo algo em torno de 80% sobre o valor do jogo só em imposto?
            3º Você concorda que menos impostos incentivaria mais vendas legais aumentando inclusive a arrecadação do governo e a diminuição da pirataria?
            4º Você concorda que do jeito que está (pirataria) um desenvolvedor (brasileiro) tem condições de lançar (e ganhar dinheiro com isso) jogos no Brasil?
            5º Você não acha que um dos motivos de haver péssimos (com exceções) profissionais seja também de o mercado para o Brasil ser péssimo também (que nos leva a questão da pirataria e da próxima pergunta)?
            6º Você não acha que a pirataria e a falta de incentivos não seja o grande vilão pra quem produz e consequentemente vende (jogos) aqui no Brasil (e não vendem com esse imposto terrível…)?

Aproveite nossos cupons de desconto:

Cupom de desconto Locaweb, Cupom de desconto HP, Cupom de desconto Descomplica, Cupom de desconto Nuuvem, Cupom de desconto CVC, Cupom de desconto Asus, Cupom de desconto World Tennis