Lobista pede pena de morte pra piratas

Por: em 14/06/10 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia, Internet


Um dos motivos de termos Juízes no mundo de hoje é para que as Leis não sejam aplicadas de forma draconiana, para que haja uma interpretação e que atenuantes ou agravantes sejam levados em conta. Por isso um mesmo delito pode ter várias gradações, uma velhinha que baixa uma música através de uma busca do Google não pode ser tratada como o camelô que vende Tropa de Elite 5 ou Avatar uma semana antes do filme chegar no ar.

Mesmo o camelô entretanto está cometendo um crime contra propriedade, que nas mais materialistas e consumistas sociedades do planeta AINDA é um crime menor do que crimes contra a Vida.

Exceto na cabeça de Lobistas, como o ridículo Fran Nevrkla, Chairman e CEO daPhonographic Performance Ltd, uma associação de gravadoras no Reino Unido. Durante um discurso essa cavalgadura se saiu com a seguinte pérola:

“(…) Obrigado, David, obrigado por colocar alguns desses piratas atrás das grades. Eu sei que infelizmente pena capital foi abolida neste país uns 50 anos atrás, é triste, mas alguns anos atrás das grades provavelmente serão OK…”

A pirataria é um problema sério, mas não será resolvido com atitudes idiotas. Infelizmente os dois lados parecem preferir esse tipo de ação. Tenho nenhuma simpatia por gente que pirateia aplicações de US$0,99 do App Store, ou empresas que descaradamente desprezam alternativas Open Source em prol de versões pirateadas, por pura mesquinharia. Da mesma forma não aceito atitudes como a da indústria fonográfica, com sua histeria, ou a mídia impressa, chegando às raias do absurdo de querer proibir o Google de indexar seus sites ou mesmo semi-bloquear o CTRL+C, como faz O Globo Online.

Você vence um adversário se mostrando mais forte ou mais inteligente. Mais forte que a Internet eles não são. Mais inteligentes também não estão convencendo exatamente…

Fonte: BoingBoing

  • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

    Conheço determinado ‘fórum’ de informática que traduz textos internacionais sem citar a fonte, e, além disso, assume a autoria sobre as idéias e notícias de tais textos.

    :evil:

    Não só assume tal autoria como apropria-se de tais textos, alegando ter direitos autorais e reservados, ao desestimular cópias derivadas. Foi fugindo de tal antro de kibação descarada que cheguei ao MeioBit. E gostei tanto daqui que até colaboro ocasionalmente.

    8-)

    Se eu fosse mandar alguma pena de pirataria, enviaria primeiro para tal ‘fórum’ de informática. Mas não seria pena de morte. No máximo umas cem boas chicotadas em cada administrador de lá.

    :-) :-D

    • gopher

      @Emanuel Laguna, Isso é cultural. Alguma parte reproduzir é válido, até em trabalhos se faz citação. Kibar e copiar na cara dura é plágio e não dar o crédito é pior ainda. E acredite, nas universidades há demais disso, mas professores sacanas idem.

      • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

        @gopher,

        O problema é quando se tenta esconder, propositadamente, de onde veio a idéia original. E ainda conseguir lucrar horrores com isso. No tal ‘fórum’ de informática, há banners de propagandas de lojas até no meio dos comentários.

        :evil:

        Kibar/plagiar é justamente reproduzir algum conteúdo alheio e esconder a autoria original, tomando tal conteúdo como seu. Citação é mostrar que determinada parte do conteúdo que você manipulou não é de sua autoria. Se não mostras de onde veio tal citação, aí sim vira plágio/kibe. Tenha muito cuidado com esses conceitos.

        ;-)

  • http://www.terabitcast.com H123er

    Quem pirateia considera esse tipo de atitude um incentivo para continuar, vejam o Pirate Bay, cada vez que tentam tirar eles do ar eles tiram sarro da tentativa frustrada

  • http://ramonritter.myopenid.com/ Ramon E. Ritter

    Apesar de ser um desenvolvedor, acredito que a pirataria tem sua função: forçar empresas monopolistas a tratar o usuário com mais respeito. Graças a pirataria que os preços de softwares, música e filmes caíram para valores mais aceitáveis. Graças aos episódios disponibilizados na web que passamos a ter a grade no Brasil com uma diferença de poucos meses em relação ao USA (antes eram de bem mais de ano). Idem para os filmes, que agora são lançados quase simultaneamente aos originais.

    Jogos bons para PC são lançados por R$ 60,00. Já para PS3, onde ainda não se é possível piratear, o preço do mesmo jogo fica entre R$ 200,00 e R$ 300,00. Isso mostra que o dono do direito autoral abusa quando não se sente ameaçado pela pirataria. Corporações costumam abusar de seu poder para arrancar cada centavo possível dos seus clientes sempre que podem.

    Normalmente não uso softwares piratas (minha única “ilegalidade” é em alguns casos comprar apenas uma licença e instalar tanto no meu desktop quanto no notebook). Nos últimos tempos, graças à queda nos preços (vide promoções como a do MS-Office com direito a 3 licenças por R$ 299,00), tenho visto a grande maioria dos meus conhecidos comprando software. O caso da Apple é o melhor exemplo de que um preço justo estimula a compra. A grande maioria das pessoas quer agir de forma correta e honesta, desde que haja condições para isso.

    Claro que aqueles que pirateiam softwares de centavos sempre vão existir. Mas, na minha opinião, a grande culpada pela pirataria é justamente a ganância de algumas corporações…