Últimas novidades em tipografia na web

Imagem: Hoefler & Frere-Jones
Há algum tempo, publiquei aqui no Meio Bit um texto a respeito de como andava o estado da arte da tipografia nos meios digitais, mais especificamente na web. De lá pra cá, seis meses já se passaram e, acredite se quiser, muita coisa mudou, deixando mais felizes tipófilos que, como eu, querem ver a web repleta de tipos bonitos e elegantes, para além das 4 ou 5 famílias de fontes que designers são obrigados a usar devido a disponibilidade nos computadores ao redor do mundo.
Neste meio tempo, dois acontecimentos chave prometem revolucionar para melhor (ou pior, grandes poderes trazem grandes responsabilidades) este até certo ponto desconhecido mundo das fontes digitais. Um deles foi a aceitação da W3C do padrão WOFF (Web Open Font Format) no mês passado, submetido pelo grupo formado pela Microsoft, Mozilla e Opera, contando ainda com uma ajudinha das typefounderies Letterror e Type Supply.
O documento com as especificações do formato WOFF diz que o formato foi feito para ser um modo leve e de fácil implementação de fontes, a ser usado em conjunto com a declaração @font-face do CSS. Além disso, o WOFF também permite adicionar metadados às fontes, de modo que as typefounderies possam incluir informações sobre seus tipos, sobre o licenciamento dos mesmos, entre outras.
O outro acontecimento marcante foi o lançamento do Google Font API no mês de maio, que é basicamente o Typekit do Google, só que gratuito. Facílimo de usar, o serviço conta 18 opções de famílias tipográficas. Para usar outras fontes que não aquelas basta usar o WebFont Loader, uma biblioteca JavaScript desenvolvida em conjunto pelo Google e pela Typekit. Os arquivos das fontes – que costumam ser pesados – são comprimidos de uma forma que o download não demore muito.
É claro que para fazer uso de todos esses recursos, é preciso considerar aspectos técnicos e subjetivos, como em toda ferramenta. Considerar a banda usada para trafegar esses dados, os kernings e hintings porcos de fontes de qualidade duvidosa que possam dificultar a leitura dos usuários*, o suporte aos diferentes navegadores e, claro, o (ab)uso inconseqüente dos mais variados tipos de fontes.
Neste link é possível ver um teste que eu fiz usando o Google Font. Funciona perfeitamente em navegadores decentes, e também no Internet Explorer 8, único navegador da Microsoft em que testei.
* Verdade seja dita, por mais amaldiçoadas que sejam fontes como Arial, Verdana e Trebuchet por sua suposta má qualidade gráfica, elas funcionam lindamente no meio digital.
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Paulo Freitas
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juliocesar757
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Paulo Freitas
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gabriel_
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