Larrabee, o vaporware da Intel. E esta paga US$1,25bi a AMD!


No mercado de processadores gráficos, a Intel é, de longe, a líder em vendas, tal qual o é no mercado de processadores centrais (CPUs).

Mas, diferentemente dos Core i5/i7/i9, que chicoteiam sem dó nem piedade os (até decentes!) Phenom e Athlon II, as GMAs, essas GPUs integradas nos diversos chipsets Intel que infestam desktops e (sub)notebooks por todo o planeta, têm a péssima fama de desempenho ridículo em jogos e outras aplicações que exijam pesados gráficos tridimensionais, renderizados em tempo real.

Ao compararmos o desempenho das GMAs com as duas maiores concorrentes no setor de soluções em GPUs integradas (as GPUs integradas também são conhecidas como “vídeo onboard”), as atuais GMAs até conseguem decodificar razoavelmente bem os vídeos em alta definição, sem sobrecarregar tanto a CPU. Para boa parte dos consumidores, isso talvez seja suficiente.

Intel_Katana

Mas há aqueles consumidores que não querem (ou não podem…) pagar por uma GPU dedicada para jogar e aí as GMAs são um problema, pois mesmo em configurações gráficas mais modestas dos jogos, vemos a diferença que é ter uma GPU integrada da nVidia ou AMD+ATi nesse quesito: mais de uma década de intensa guerra, entre as GPUs dedicadas GeForce e Radeon, fizeram com que mesmo as básicas GPUs integradas atuais delas, que possuem uma fração do desempenho das poderosíssimas irmãs dedicadas, consigam desempenhar bem tal função via hardware mesmo, não forçando a CPU, via software, a também renderizar boa parte dos recursos gráficos, como é o lamentável caso da Intel e suas GMAs.

E é aí que chegamos ao Larrabee, a grande e, até agora, ‘fracassadaaposta da Intel na computação visual:

O tal Larrabee seria um processador gráfico dedicado, composto por múltiplos núcleos de processamento bem parecidos com as CPUs x86, sendo mais flexíveis quanto à sua programação, aceitando desde instruções diretamente aplicadas nas CPUs comuns, através de linguagens semelhantes ao Assembly e C++; até as APIs gráficas mais populares nas GPUs, como o DirectX e o OpenGL.

Laguna_LarrabeeFAIL_06dez2009

O ‘Lero-Lero-a-bee’ também representaria a estréia do uso da técnica de ray tracing para tentar renderizar imagens tridimensionais em tempo real.

O ray tracing consegue gerar imagens mais fotorrealistas que a tradicional técnica da rasterização em tempo real, mas o problema seria o custo em processamento bruto para isso, o qual é muito, muito maior que o da rasterização.

A rasterização é o atual método para “juntar” as texturas, filtros e efeitos aos polígonos na imagem final, algo utilizado por padrão na quase totalidade das GPUs comercializadas aos consumidores e que o Larrabee também prometia fazer com um nível de desempenho semelhante às GeForces e Radeons contemporâneas, mas sua especialidade mesmo seria o tal ray tracing.

Laguna_IntelInside01_06dez2009

Pois bem, o Larrabee “Prime teve o projeto simplesmente cancelado pela Intel, pelo menos para o consumidor comum.

O hardware prometido na primeira geração do Larrabee evaporou, transformando-se apenas em algumas plataformas de desenvolvimento em múltiplo núcleo, ou seja, se alguém ver por aí novos chips multinúcleo da Intel, podemos suspeitar de onde vieram.

Seja como for, isso significa que não veremos no varejo alguma placa de vídeo com a tal GPU da Intel.

Pelo menos não tão cedo: o ‘Prime’ foi cancelado, mas o projeto Larabee como um todo, já atrasado em mais um ano por conta desse cancelamento, continua em pleno desenvolvimento.

Laguna_IntelInside03_06dez2009

Se o tio Laguna puder arriscar um motivo para o cancelamento, tal motivo seria a performance do Larrabee em jogos: o ‘Primeultrapassou a barreira do 1,0 TeraFLOPS num benchmark específico de cálculos, o SGEMM.

Quando consideramos testes em renderização de gráficos em tempo real, um TeraFLOPS não é nada mal para a geração anterior de GPUs, onde as GeForce GTX e as Radeon HD48x0 tinham aproximadamente tal patamar de cálculos.

O chato para o ‘Prime’ vingar no momento seria que uma atual Radeon HD58x0 consegue ultrapassar os 2 TeraFLOPS e a futura GeForce 11 promete logo três.

Laguna_IntelInside05_06dez2009

Por falar em GeForce, a nVidia mantém, desde meados de setembro, uma série de charges maliciosas sobre a Intel, empresa a qual a nVidia considera como maior concorrente.

O gozado da história é que tal série de charges não faz a menor questão de esconder que é mantida por empregados da camaleão nVidia. A charge sobre o Larrabee foi, no mínimo, bem hilária e clara, se bem que algumas dessas charges parecem fazer implícitas denúncias contra determinadas estratégias anti-competitivas da Intel.

Alheia à confusão toda, ou não, a AMD mostrou uma pastilha de silício (a.k.a. die) e um wafer de silício litografados a 32nm pela GlobalFoundries.

Laguna_AMDFusionAPU_06dez2009

A die apresentada é o Llano, uma primeira versão da APU Fusion para desktops, que combina CPU e GPU na mesma pastilha de silício com 1 bilhão de transistores, sendo 600 milhões deles destinados às CPUs e o restante, que seria ocupado com um largo cache L3 e o controlador de memória num Phenom II, terá uma bela GPU DX11 integrada e o controlador de memória conjunto.

Diferentemente do Intel Clarkdale, que combina algum Core iN low-end junto à uma pobre GMA no mesmo encapsulamento de um processador central desktop, a solução desktop da AMD terá quatro núcleos x86, semelhantes ao atual Athlon II X4, ligados à 96 núcleos de fluxo gráfico unificado com suporte ao DX11 via hardware.

Tal GPU integrada terá 60% da capacidade gráfica de uma Radeon HD 5770. Só para efeito de comparação: a velha e boa Sapphire Radeon HD 3850, que o tio Laguna usa para jogar no PC2, possui 64 desses núcleos, processando DX10.1 via hardware.

Laguna_Wafer300mmGF_07dez_2009

Quanto ao wafer de 300mm, litografado em 32nm pela GlobalFoundries e apresentado pela AMD, ele representa um protótipo da parte lógica que será utilizada no Bulldozer.

Bulldozer é o codinome da próxima geração de arquitetura (K11) dos Phenom e Athlon (III?), que trarão CPUs octacore aos desktops em 2011.

Logo no próximo ano (2010), teremos à disposição, para upgrade nos desktops, os hexacores da AMD ainda litografados em 45nm, sob a atual arquitetura K10.5 (Phenom e Athlon II).

Bom, se a AMD pretende lançar uma nova arquitetura de suas CPUs para desktops, podemos imaginar que fará o mesmo para os portáteis no começo de 2011, até para tentar combater o Intel Atom no segmento do baixíssimo consumo: tal produto será o Bobcat, também conhecido como o “Atom da AMD”.

Mas, ao contrário do Atom que conhecemos há dois anos, o desempenho do tal Bobcat será algo mais decente, até porque a Intel pretende dar as boas vindas com um sucessor do Atom, provavelmente acompanhado por uma GMA menos pior que a atual.

Laguna_IntelInside07_06dez2009

Seja como for, ao contrário da nVidia, a AMD tem mantido boas relações com a Intel, mesmo com toda essa acirrada concorrência.

Tão boas que a Intel resolveu investir uns trocados na AMD, algo em torno de 1,25 bilhão de dólares.

Em troca, ambas cessarão quaisquer brigas judiciais envolvendo licenças tecnológicas de CPUs, durante 5 anos, mantendo o acordo de licenças cruzadas ao incluir nele a GlobalFoundries.

Com tal pagamento, a AMD terá de encerrar processos judiciais, abertos nos Estados Unidos e no Japão, contra as práticas comerciais desleais e abuso da posição dominante da Intel no mercado. E a Intel se comprometerá em não mais se envolver com outras práticas anti-concorrência contra a AMD.

Um verdadeiro acordo entre cavalheiros, não?

[Fontes: rumPCs e Guia do Hardware.]

  • http://pietra@hotmail.com Anônimo

    :jawdrop:  :jawdrop:  :jawdrop:

    Excelente Post Laguna, estou recolhendo meu queixo nesse exato momento.

    Viva a Guerra! A AMD ainda vai tomar a dianteira nessa disputa, eu confio :)

  • jeronumo

    parabéns pelo texto.

    dá uma expectativa sobre a adesão dos fabricantes ao fusion em portáteis, que atualmente não oferecem muitas opções da AMD / ATI, e nenhuma em duas empresas pelo qual pode-se ter o interesse de adquirir seus produtos: DELL (pelo suporte e garantia pós-venda) e APPLE, pelo sistema OS X.

    alguém tem informações sobre que modiicações a palataforma fusion pode trazer no mercado? vantagens/ desvantagens, que diferenças trariam para as características do notebook etc?

  • http://www.livioribeiro.com livio

    Enquanto isso as ações da AMD disparam!

  • fabricamargo

    Ótimo texto, Laguna!

     

    Imagino que essa grana “investida” na AMD vai dar mais uns 15 minutos de fôlego. ;D

  • laffite

    Lero-Lero-a-bee’ , rachei de rir!

    • mro_nh

      [2] 

       

      PS.: parabéns Laguna, ótimo texto e com número de links “no ponto”  :D

      • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

        Obrigado! ;)

        Eu ia chamar de “Laugh-a-bee”, mas isso a nVidia já deve fazer…

        :P

        • laffite

          Ou em português de novo, Lorota-bee.

  • Frank Quick

    Laguna, creio que é “chover no molhado”, mas seu texto está muito bom! Me colocou a par do que está acontecendo no mercado de processadores. Parabéns!

  • mro_nh

    :jawdrop:  Muito bom ler esse texto e ter a perspectiva de ter um desses núcleos em casa, acho que fiz bem em deixar para comprar um pc novo para jogos ( até porque meu note nem pra Pangya funciona, obrigado intel e suas “x3100″ from hell) e etc, para o ano que vem  :D

    UPDATE:  Agora que me atentei do “vaporware” ali no título e quero lhe perguntar, Laguna, você gosta de SteamPunk ou foi só impressão pelo título? :)

     

  • davidkwast

    Valeu pelo texto Laguna. Eu estava bem por fora do mercado de CPUs e GPUs.

  • http://keaton.wordpress.com/ Keaton

    O texto não está bom, está ótimo.

    Pois é, vamos ver se a AMD finalmente vai dar uma bola dentro e conseguir um novo “Athlon XP” (que reinava na época)…

    Só espero que o Bulldozer nao vire Bullsheet.

  • Fritche

    Um belo resumo dos últimos acontecimentos Laguna! Isso ainda com uma boa encorpada que destes no conteúdo estabelecendo uma relação entre eles, sem sombra de dúvidas muito bom o texto.

    No mais a polêmica aquisição da ATI por parte da AMD esta de pouco em pouco mostrando o seu valor, e creio que a concretização do ‘bom negócio’ virá com o amadurecimento projeto Fusion.

    A Nvidia e Intel um dia vão ter de se abraçar, ou, caso contrário, terão um árduo caminho até conseguirem emplacar a sua ‘solução completa’. Até lá muita coisa pode rolar e várias viradas de mesa deverão ocorrer.

     

  • Dreadful

    Parabéns pelo texto!

  • inseto

    Ótimo texto, ótimas referências, ótimas imagens, enfim… Imagino o trabalho de pesquisa que você teve. :jawdrop: Tem muita informação de boa qualidade. Parabéns pela dedicação!

    • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

      Bom, comecei o brainstorm no sábado à tarde, defini os pontos a serem abordados no domingo pela manhã e entreguei o post, para ser aprovado pela moderação, lá pelo meio da tarde da segunda, deixando as figuras por último, logo antes. :O

      Ainda estou em busca de algum novo assunto para tratar na home e espero que não seja tão extenso quanto o do presente post, quero algo mais simples, desta vez.

      :) :D

  • http://cognostech.posterous.com/ Ramon E. Ritter

    Excelente post, Laguna (isso inclusive é um exemplo de pleonasmo)!

    Sei que é muito difícil, mas gostaria de ver parceria nos moldes da AMD/ATI, onde as motherboards viessem com chip Intel e “GMA” da nVidia.

    • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

      Não é muito difícil ver a Intel comprando a nVidia, acredite, dinheiro a Intel tem muito sobrando. :) :D

      Os problemas são os seguintes: a nVidia tinha uma filosofia mais parecida com a AMD (participando dos mesmos acordos e licenças, como o Hyper Transport, sugerindo diversas melhorias nos chipsets e plataformas); enquanto a ATi, com a Intel. Tanto que alguns engenheiros da ATi foram parar na Intel, dentre outros motivos, também por conta da compra da ATi pela AMD. ;)

      Como a nVidia custava mais ou menos o mesmo valor da AMD à época, se não um pouco mais, a AMD preferiu adquirir a ATi, que lhe custava bem menos, mas lhe poupou um precioso tempo para desenvolver uma GPU de respeito para o Fusion. }:)

      Como a nVidia e a Intel não se bicavam desde antes da fusão AMD+ATi, me parece que a nVidia não aceitaria, neste momento, ser comprada pela Intel e esta prefere continuar errando com o Larrabee até acertar, até porque ela pode absorver vários fracassos numa área que ainda não domina, a das GPUs de alto desempenho. :O

      A grande vantagem de a Intel não comprar a nVidia fica para o consumidor: esta poderia desenvolver uma CPU própria num futuro distante (ou através de uma joint-venture com a VIA ou mesmo IBM, sei lá…), colocando-se como uma formidável (e desejada…) rival ante a AMD e a Intel. :?

      Um panorama bem melhor (ou menos pior…) que um duopólio entre AMD+ATi e Intel+nVidia, pelo menos em minha opinião.

      :) :D

      • http://cognostech.posterous.com/ Ramon E. Ritter

        [quote=Max_Laguna] Não é muito difícil ver a Intel comprando a nVidia, acredite, dinheiro a Intel tem muito sobrando. :) :D [/quote]

        Acho difícil a compra não tanto pelo aspecto financeiro, mas devido a bloqueio dos órgãos de regulamentação, que tentariam impedir a criação de um monstro que teria um percentual muito alto do mercado.

        [quote=Max_Laguna] A grande vantagem de a Intel não comprar a nVidia fica para o consumidor: esta poderia desenvolver uma CPU própria num futuro distante (ou através de uma joint-venture com a VIA ou mesmo IBM, sei lá…), colocando-se como uma formidável (e desejada…) rival ante a AMD e a Intel. :? [/quote]

        Acredito que a nVidia tem competência para fazer uma CPU excelente. Entretanto, a dificuldade maior seria o licenciamento das patentes que ela teria que fazer com a Intel e outras. Agora se ela fizesse uma parceria com a Via poderia sair algo bem interessante…

         

        • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

          [quote=Ramon E. Ritter]
          [quote=Max_Laguna]

          A grande vantagem de a Intel não comprar a nVidia fica para o consumidor: esta poderia desenvolver uma CPU própria num futuro distante (ou através de uma joint-venture com a VIA ou mesmo IBM, sei lá…), colocando-se como uma formidável (e desejada…) rival ante a AMD e a Intel. :?

          [/quote]

          Acredito que a nVidia tem competência para fazer uma CPU excelente. Entretanto, a dificuldade maior seria o licenciamento das patentes que ela teria que fazer com a Intel e outras. Agora se ela fizesse uma parceria com a Via poderia sair algo bem interessante…

          [/quote]

          Interessante para ambas: a VIA poderia ter um desempenho por watt ainda melhor em suas CPUs, enquanto a nVidia ganharia uma plataforma própria de CPU e GPU. 8)

          O chato seria a VIA se desfazer da parceria com a S3 para as GPUs, sem contar o enorme tempo gasto para a VIA e a nVidia apresentarem um Fusion VIA+nVidia, pois, além das barreiras tecnológicas entre ambas, a Intel poderia ir à juízo por considerar que a nVidia esteja utilizando de alguma patente, afinal, para um projeto tão complexo, a nVidia teria que absorver toda a tecnologia de CPUs da VIA.

          :P

  • http://bilgi.com.br/mr moi.robles

    Belo post tio laguna mas eu minha pequena tardisse pela intel diz que a AMD utilizou-se de #mimimi por muito tempo ao invés de tentar competir com qualidade com a Intel. Que vença a melhor, quem sabe meu próximo processador não será um AMD?

     


    R.: Náaaa :evil:

  • bugbgs

    Este artigo, mostra que a AMD come calada, quando comprou a ATI, todos apostaram que era uma união cara e desnecessária.

    Mas a AMD, tem agora que focar no mercado de Cloud Computing e netbook,  logo ter um ‘Bobcat’ com recursos de uma ATI torna-se necessário, pois a qualidade dos netbook ainda são sofriveis.

    Creio que veremos algo mais em breve.

  • Heishiromitsurugi

       Será que agora teremos alguns games com o logotipo “AMD/ATI the way to be played” :?   Pois não adianta nada ter modelos melhores, sendo que grande parte dos jogos de PC são dedicados para outros modelos.

      

  • ander-san

    Ótimo, não lia mais nada sobre o mercado cd cpu’s desde o lançamento da plataforma core. Se achava alteriormente que com a fusão AMD + ATI a Nvidia poderia fazer uma parceria ou mesmo uma joint-venture com a Intel, mas a contenda entre o camaleão e a empresa de Santa Clara é maior que parece. A Intel impede a todo o custo a Nvidia de conseguir uma licença para fabricar chips x86 (curiosamente, ela fabrica processadores baseados no 386 para embarcados através da ULI se eu não me enano) e por outro lado a Nvidia ameaça com promessas como o CUDA, que dizem poder emular instruções x86 para tornar capazes de serem processadas diretamente via GPU. Se eles conseguirem realmente fazer isso a uma performance decente, iniciaria-se uma bela contenda com a AMD e seria a ultima pá de cal no Larabee!

    • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

      Mas lembre-se: mesmo o CUDA nVidia ainda precisa de uma CPU “externa” para funcionar. Onde a nVidia arranjaria alguma CPU poderosa o suficiente para não representar um possível gargalo, num sistema de supercomputação baseado no CUDA?

      :?

      Arrisco dizer que a nVidia terá de se aliar à VIA, à IBM ou mesmo à Intel para conseguir uma CPU x86 que possa suprir a demanda por determinadas operações aritméticas e instruções mais complexas em série. Ou isso, ou a nVidia terá de apostar em outra arquitetura, como a ARM. Mas a arquitetura ARM privilegia o consumo, não tanto o desempenho.

      ;)

      • ander-san

        Aliás, tu já viu a de hoje?
        http://www.intelsinsides.com/page/home.html

        • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

          Smiling Laughing out loud

          Xim, tio, aqui está para quem não puder visualizar a charge:

          Real GPU, a Christmas Gift for Intel

          Puzzled

          Será que a Intel terá um bom Natal nessa área, este ano?

          Evil

  • http://erasedcitizen.wordpress.com Adriano-Lepper

    E vai aquecer tanto quanto os atuais?

    • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

      :O

      Atuais o quê de quem?

      :?

      • thE Masterkey Blaster

        processadores AMD?

        • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

          Nossa, rapaz, agradeço por me lembrar da implicância que o outro colega tem quanto ao aquecimento e consumo de alguns processadores mobile da AMD. :) :D

          Bom, caro Adriano Lepper, quanto ao Bobcat, isso não será um problema, mesmo quando a AMD elaborar alguma versão dele com GPU inclusa, que nem o Fusion. Relembrando que o Bobcat é que nem o Atom da Intel: a AMD simplificará bastante o chip, voltando-se ao baixíssimo consumo e desempenho modesto, o que significará que um futuro Fusion a partir desse Bobcat terá uma GPU decente, mas também muitíssimo simplificada (talvez ainda DX9c via hardware e DX11 via software?). Num primeiro momento, o Bobcat será uma CPU separada da GPU. 8)

          Já quanto ao Fusion e Bulldozer, digamos que as versões desktop terão TDPs menores que os atuais 125, 140W. Caso contrário, a AMD estará com um belo abacaxi nas mãos, pois a Intel está com um desempenho por watt matador em suas atuais CPUs. :O

          Já as versões mobile do Fusion e Bulldozer são simplesmente um mistério. Pelo menos eu não encontrei muita coisa sobre o TDP pretendido pela AMD neles. Desculpem a demora na resposta.

          ;)

  • ironman_br

    Ótimo texto!

  • Diego

    DX9c via hardware e DX11 via software?

    Não seria o contrario ?

    Eu uso a Placa de Vídeo HD 3600 com suporte a DX10 , mas como uso Windows XP SP2 , minha placa tem que emular DX9.

    Acho que um hardware para DX9 não roda um software DX11 , e mais a ATi já esta duas fases a frente do DX9 , não vejo motivo para usarem uma tecnologia tão ultrapassada .

    Lembrado , esta é apenas minha opnião me corrijam se estiver errado.

  • Pingback: Miaul, que chips quentinhos: AMD exibe “Bulldozer” e ‘Bobcat’ « Meio Bit