07 razões para ter um tripé

Essa vai direto para a categoria “Dicas básicas, bobinhas, mas que valem uma boa foto”. Sempre que vou ministrar um curso eu dou uma grande importância para a questão do tripé. Sempre levo um tripé simples e um monopé para mostrar para os alunos as suas diversas usabilidades e a diferença entre cada modelo. Porém, muitos dos que se interessam por fotografia acabam não atribuindo importância para esse pequeno acessório. Pode ser que você use o tripé apenas uma vez por ano (na pior das hipóteses), mas quando precisa é sempre um caso sério e provevelmente não vai achar ninguém que empreste para você (eu pelo menos não empresto o meu).

Por isso que fiquei feliz ao ver um pequeno texto no Photography Blog trazendo uma pequena lista de 07 razões para você ter um tripé. Veja abaixo um pequeno resumo com alguns comentários de minha parte.

01 – Fotos noturnas e pôr-do-sol – sim, tripés são necessários para fotos noturnas e para o pôr-do-sol por um motivo básico. Geralmente usamos velocidades de obturador muito baixas, o que pode ocasionar uma foto com tremidos. Claro que hoje em dia as câmeras DSLR mais modernas podem alcançar uma elevada velocidade ISO e ainda manter uma imagem aceitável, mas a velha regra ainda vale. Quanto menor o ISO melhor vai ser a qualidade da imagem. No caso das longas exposições ainda é possível realizar o disparo através do temporizador para diminuir a possibilidade de tremer a imagem;

02 – Flexibilidade – um tripé não serve apenas para segurar uma câmera fotográfica. Você também pode fazer filmagens com seu tripé ou simplesmente usá-lo como suporte para um flash, rebatedor ou lâmpada, trazendo mais qualidade a sua fotografia;

03 – Fotografia macro – trabalhar com fotografia macro exige muita iluminação, mas quando isso não é possível (ou até quando é) temos que trabalhar com baixas velocidades e tentar manter a o diafragma fechado por conta da profundidade de campo. Para complicar mais a situação, o objeto a ser fotografado está muito perto da lente. Um tripé se torna uma mão na roda para ter estabilidade e produzir imagens sem problemas de foco ou falta de nitidez por conta de movimentos;

04 – Fotografia de Esportes – em esportes é necessário captar o movimento e geralmente com lentes com grandes distâncias focais. O tripé oferece a possibilidade de mover a câmera em movimento de panorâmica seguindo o objeto a ser fotografado e mantendo a estabilidade da câmera;

05 – Fotografia de Natureza – aqui se torna básico. Fotografar natureza sem tripé é como fazer algodão doce sem açúcar. Além de evitar imagens tremidas, ao fotografa natureza, existe a possibilidade de esperar por horas para uma boa foto de um animal em seu habitat natural. Nessa situação, um apoio para a câmera é muito bem vindo;

06 – Usando uma Teleobjetiva – bem, embora essa parte possa englobar todas as outras citadas até aqui, o uso de teleobjetivas com grandes distâncias focais tende a tornar o trabalho do fotógrafo complicado por conta de que qualquer movimento, por mínimo que seja, possa atrapalhar a foto. Eu já tinha ouvido de alguns fotógrafos que para poder segurar a câmera com uma teleobjetiva sem tripé é necessário usar a velocidade do obturador equivalente ao dobro da distância focal. Se está fotografando com uma 300mm, então a velocidade do obturador tem que estar em 1/600. O Photography Blog trabalha com a regra da compatibilidade entre os dois. Se for uma objetiva de 500mm, então a velocidade do obturador deve ficar em 1/500. Esse seria o mínimo para poder segurar a câmera com firmeza. Abaixo disso é necessário o uso do tripé. O equipamento fornece estabilidade e conforto para o uso desse tipo de lente;

07 – Usando a criatividade – o simples fato de a câmera estar presa em seu tripé permite que você ande pela cena a ser fotografada usando a criatividade para definir o melhor enquadramento. Fora isso, alguns tripés permitem que você capte ângulos inusitados colocando a câmera a apenas alguns centímetros do chão ou acima de sua cabeça;

Lembrem-se que existem diversos tipos de tripés e monopés a venda no Brasil. Infelizmente os mais baratos não são os melhore e mais resistentes. Acima de tudo, um tripé tem que fornecer estabilidade para sua câmera. Deve ser resistente, robusto e trazer diversas opções de ângulos ou suporte para diferentes cabeças, aumentando assim as possibilidades de uso.

Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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  • Mackanov

    Sem falar nas oportunidades abertas na indústria de entretenimento adulto! 😀

  • f.viana

    Gilson: Como você falou em macro, gostaria de aproveitar para, fugindo um pouco do assunto, perguntar-lhe sobre como fazer boas macros (na medida do possível) com câmeras amadoras (Tipo Sony T9). Isso deve parecer uma heresia para você e os leitores deste fórum, mas… É que estou tentando copiar umas fotos antigas, e é esse o equipamento que tenho. Então, peguei uma caixa sem tampa, forrei-a por dentro com isopor, coloquei lá duas luminárias (uma em cada canto, com lâmpada fluorescente branca de bocal, com 40W) e fiz um furo na parte de cima. Coloco as fotos sobre a mesa, ponho a caixa em cima, posiciono a câmera no furo e tiro a foto da foto. As lâmpadas ficam embutidas na luminária, assim, em regra, não dão reflexo nas fotos, pois a luz que chega até estas é a refletida pelo isopor. Tentei configurar a T9 manualmente, mas o automático se mostrou melhor (o que evidencia o quanto eu sou ruim como fotógrafo). De qualquer forma, até que o resultado dá pro gasto. Fica bem melhor que foto escaneada. Mas certamente você deve ter alguma dica. Se achar que o assunto é pobre demais poderia ao menos me dizer se há lâmpadas próprias para fotografia com um preço razoável?

    • Mackanov

      É um uso relativamente comum. O que você está fazendo não está muito longe do ideal.

      O ideal é se ter luz difusa (que você consegue rebatendo a luz no isopor, por exemplo), manter as fontes de luz fora da família de ângulos (para evitar reflexos), usar o ajuste de zoom que dê o mínimo de distorção (você pode testar isso tirando fotos de um sujeito com linhas regulares, como uma parede de tijolos por exemplo) e manter a câmera completamente paralela à foto que você deseja reproduzir. Dependendo do tamanho da foto, não é necessário o macro propriamente dito.

      Quanto a ficar melhor que foto escaneada, acho complicado, especialmente se o scanner for de boa qualidade.

    • fora o que o Mackanov está dizendo também é necessário ter cuidado com o White Balance. Talvez a foto no modo manual esteja ficando pior por conta desses pequenos ajustes, mas seria bom a gente poder ver um exemplo do que está acontecendo para poder opinar.

      • Mackanov

        Pra ser sincero, acho que às vezes é até melhor deixar o White Balance no automático, especialmente se a foto em questão tiver sido capturada em filme em condições ruins de iluminação, de forma que a câmera “corrija” o erro do filme. Resultados podem variar com a câmera, claro.

  • f.viana

    Valeu, Gilson e Mackanov! Ganhei o dia ao saber que não estava fazendo bobagem. Sobre os exemplos, mando assim que puder (estou no trabalho). E sobre o uso de uma lâmpada mais específica, isso é possível?

    • Mackanov

      Favoreça luz incandescente, pois a reprodução de cores fica melhor. Melhor que isso, só flash mesmo, mas teriam que ser 2 cruzados – o da direita iluminando para a esquerda e vice-versa (para ter cobertura uniforme) e não pode ser o da própria câmera pois aí a fonte de luz estará dentro da família de ângulos e causará reflexo.

  • f.viana

    Como vocês foram muito gentis comigo, já fiquei abusado. Então, comentando a observação do Mackanov (“Quanto a ficar melhor que foto escaneada, acho complicado, especialmente se o scanner for de boa qualidade.”), devo dizer que ele tem razão. Experimentei scannear uma foto numa multifuncional simples do trabalho e, apesar de mostrar cores meio lavadas, a imagem ficou mais nítida e o tamanho do arquivo ficou bem pequeno. Mas é um saco scanear fotos. Por isso gostaria de melhorar meu dispositivo maluco. Já vi que tenho que aumentar a caixa, pois está havendo uma pequena interferência das luminárias. Se tiverem paciência, coloquei quatro fotos no Picasaweb (http://picasaweb.google.com.br/francisco.viana/TesteScanner?feat=directlink), onde, apesar de baixarem a resolução para armazená-las, dá para ver as diferenças. Pareceu-me que está havendo muita luz, o que dá um aspecto esfumaçado à foto com a T9. Estou usando duas lâmpadas fluorescentes pequenas, tipo espiralada, de rosca, equivalente a 40w (na verdade, 9W). Assim, acho que vou arrumar uma caixa maior e colocar duas lâmpadas equivalentes a 20w.

    • Mackanov

      Sinceramente preferi a imagem escaneada. Mas se quiser melhorar a qualidade do seu dispositivo, experimente colocar as luminárias mais “abertas”, com um ângulo menos “de frente” para a foto. http://www.laurphoto.com/view/pn/family_of_angles.jpg aqui dá pra ver melhor. Se você colocar a câmera dentro da família de ângulos você vai ter reflexos, o que resulta em uma imagem “lavada”.

  • Luz de lâmpadas fluorecentes não danifica fotos em papel fotográfico?

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