Jornalismo cidadão com o YouTube Direct

Por: em 19/11/09 na(s) categoria(s): Internet, Web 2.0


Faz tempo que o YouTube, e numa escala maior, o vídeo na web tornou-se uma boa fonte de material para emissoras e grandes conglomerados da informação. Seja nas eleições, em desastres naturais, eventos esportivos, ou mesmo por acaso, quando menos se espera, hoje é muito comum termos câmeras nas mãos de pessoas comuns, que tiram proveito da tecnologia para ampliar a quantidade de olhos acerca de qualquer evento que seja.

A mídia em geral já percebeu esse potencial, e não é raro ver, em telejornais e sites informativos, o famoso UGC (user-generated content) sendo usado. O Google, que também não dorme no ponto, também vê nisso um enorme potencial, e para aproveitá-lo ao máximo anunciou, recentemente, o YouTube Direct.

O YouTube Direct é uma aplicação open source, criada em cima das APIs do serviço, que permite a sites de emissoras e jornais integrar o YouTube aos seus serviços. Funciona como um filtro e, ao mesmo tempo, um atalho entre o cidadão jornalista e o veículo de comunicação. Ao invés do jornalista acessar o YouTube e “catar milho” sobre determinado evento, o usuário submete seu vídeo ao site, que passa a gerenciar as submissões de maneira centralizada, tudo isso sem atrapalhar o funcionamento do YouTube “de verdade”, já que os vídeos submetidos em quaisquer sites que utilizem o Direct acabam disponíveis na página do usuário que os enviou normalmente, como se nada de diferente tivesse acontecido. Outras vantagens do Direct são facilitar o contato direto entre o veículo de comunicação e o produtor do vídeo, a fim de obter mais informações sobre o que foi filmado, e economizar um cadastro do jornalista cidadão, que envia seu vídeo utilizando sua Google Account, independende de para qual site for.

A ideia é interessante, mas sofreu algumas críticas em suas bases, como as apontadas pelo Tiago Dória. Em suma, faltou um sistema de pagamentos pelas contribuições dos usuários, e principalmente recursos básicos, como backup dos vídeos submetidos, algo importante em se tratando de jornalismo, e limitações da própria plataforma, que não permite, por motivos óbvios, o envio de áudio e imagens.

Embora alguns grandes players, como ABCNews e Washington Post, estejam usando a novidade, a aposta de analistas e observadores é que o YouTube Direct torne-se popular entre sites menores, incapazes de manter uma estrutura como a do Globo.com, por exemplo. Apesar dos pesares, a novidade é bem-vinda, e se for adotada por bastante gente, pode ajudar a revigorar o comentado e desejado jornalismo cidadão.

  • http://naotenho AlbertoMyra

    Será bom ver uma ferramenta promissora para divulgação ser utilizada para algo mais do que video cassetadas caseiras.

    Creio que junto com twitter esse recurso irá permitir que nada mais fique em oculto em nosso planetinha. As ditaduras de plantão já devem estar preparando a censura. Se nem o Obama escapou.:P

  • criscmaia

    Quebrou o layout de novo ae.

  • http://reevolucao.net/ Klbr

    Todo mundo pode ser jornalista, logo, não há problema da veiculação da notícia do cidadão para o cidadão. Boa a ideia. Tá difícil de esconder qualquer acontecimento, é o bigbrother global.

  • http://bilgi.com.br/mr moi.robles

    Depois que tiraram a exigência dos diplomas… :evil:

    Meu medo com esse tipo de coisa é surgirem informações falsas que são levadas em conta por salsas ou as vezes até gente experiente num momento de desatenção

  • http://www.ssdgeek.blogspot.com Pedro Jr

    qq mané no lugar certo e na hora certa pode pegar um furo de reportagem q talvez nem fosse noticiado…

    mas como dito, existe o risco de um viral se passar por verdadeiro por ai, inclusive por profissionais experientes em um momento de desatenção…

     

    tudo tem suas vantagens e desvantagens…