Mercado de eSports gerou US$ 1,5 bi em 2017

esports

A empresa de pesquisa de mercado SuperData tem divulgado anualmente um relatório com o faturamento dos eSports na indústria e olhando para os dados divulgados recentemente, torna-se mais fácil entender porque tantas empresas tem investido na criação de jogos com essas características.

De acordo com o levantamento feito por eles, em 2017 este mercado deverá gerar US$ 1,5 bilhão, um ganho considerável em relação aos US$ 900 milhões registrados no ano passado. O que torna o número mais chamativo é o fato de que esperava-se que ele só fosse alcançado em 2019 e se o crescimento continuar nesta proporção, a estimativa agora é de que em 2022 ele chegue a US$ 2,2 bilhões.

Outrora grande apenas em mercados chave da Ásia como a Coreia, os eSports se expandiram para todo o mundo e agora são a prioridade de toda editora, plataforma e marca,” afirma o relatório. “Com o US$ 1,5 bilhão para 2017, o faturamento global dos eSports crescerá 26% em 2020, conforme atrai um público ainda mais amplo. Esse crescimento será abastecido por uma audiência projetada para crescer 12% a cada ano e um crescente número de investimentos feitos por terceiros.

Apesar de o financiamento coletivo para torneios ajudarem a aumentar esse faturamento, a SuperData afirma que a maior parte veio mesmo da venda de produtos relacionados aos jogos, de franquias para equipes disputarem torneios e do patrocínio.

Em determinado trecho foi citado ainda a maneira como o sucesso repentino do PlayerUnknown’s Battlegrounds poderá contribuir para o crescimento do segmento. O motivo seria o fato de que mesmo estando há apenas sete meses no mercado, o jogo já atraiu mais de 200 milhões de espectadores, número muito superior a quantidade de jogadores que se dedicam à criação de Brendan Greene.

pubg

Contudo, os líderes deste mercado ainda continuam sendo os gigantes League of Legends e Dota 2, com o primeiro registrando 84 milhões de jogadores mensalmente, enquanto o segundo atrai 10 milhões. Já em relação as plataformas mais utilizadas para as pessoas acompanharem as partidas, também não é surpresa ver que o Twitch e o YouTube dominam.

Tudo isso serve para diminuir um pouco a impressão que alguns tinham de que os eSports não passavam de uma bolha. Com cada vez mais empresa (ou milionários) de fora dos games investindo pesado para ter times dedicados aos campeonatos de jogos eletrônicos, a tendência é de que a modalidade fique ainda mais perto dos esportes tradicionais, fazendo até mesmo com que ela seja mais aceita por pessoas que não acompanham a indústria.

Fonte: Dot eSports.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • ffcalan

    Sobre aceitação, acho que não vai demorar muito. É até engraçado ver os comentários de alguns poucos velhacos, em sites como o ESPN ou EsporTV, reclamando que deviam mover o conteúdo de eSport para outra página, pois “eSports não é Esporte de verdade.” huehuehue

  • Fabio Pereira

    Desculpe, mas não ficou claro para mim, o que tanto gerou apenas US$ 900 no ano passado e 1.5bi esse ano

    • Basicamente:
      Apesar de o financiamento coletivo para torneios ajudarem a aumentar
      esse faturamento, a SuperData afirma que a maior parte veio mesmo da
      venda de produtos relacionados aos jogos, de franquias para equipes
      disputarem torneios e do patrocínio.

      • Fabio Pereira

        Obrigado pela resposta, isso eu havia entendido. Só não consigo imaginar nada que tenha rendido apenas US$900. Acompanho assiduamente o cenário competitivo de CS (e sei que ele fica bem atrás de LOL e DOTA em questões financeiras), e tenho certeza que somente lá, alguns times como Luminosity (hoje SK Gaming), Fnatic, NiP entre dezenas de outros, vendem produtos suficiente para superar esse valor.

        • Ah, entendi! É que faltou uns milhões ali, pouca coisa XD
          Corrigido.

          • Fabio Pereira

            Rapaz, que susto… achei que os caras estavam se prostituindo pra jogar… kkkkkkkkk
            Valeu!! 😉

  • Julio da Gaita ✔

    eu como um jovem tiozinho, acho meio estranho os e-sports, e tirando CS acho as outras “modalidades” meio bostinhas.

    mas a mulecada adora né…

    • Fabio Pereira

      Somos 2. Acompanhava época de Spawn, Heaton, Potti? Cogu, Pava, fnx (com 12 anos)? entre outros, é claro 😛

  • FTZ

    Eu não jogo muitos jogos (minhas jogatinas ficam concentradas em um único jogo só) mas da pra sentir que as grandes publishers vão ou estando focando mais nesse mercado de eSport, o que dá espaço para indie e produções individuais conquistarem uma parcela maior do mercado de games que não entra nessa categoria.

    E do meu ponto de vista, isso é ótimo!

  • Teclado sem acento

    Sempre quem esta de fora, perdendo as oportunidades, ficam taxando tudo de bolha, como se tentassem justificar a oportunidade perdida

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