Delete — Instituto brasileiro combate abuso e dependência de tecnologias digitais

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Hoje em dia ter um smartphone é fácil. Temos modelos dos mais variados tipos e faixas de preço, desde os tops de linha aos de entrada e mesmo esses não são tão ruins atualmente, é perfeitamente possível investir pouco e ter um dispositivo conectado que lhe permita fazer de tudo um pouco em qualquer lugar.

Só que como tudo na vida, qualquer coisa em excesso é ruim e dependência de tecnologias conectadas como internet, smartphones, games e redes sociais é uma realidade. Há quem realmente prejudique sua vida em prol de ficar sempre checando notificações, que não desgruda do computador ou do videogame nem para comer e isso, a longo prazo pode vir a se tornar um problema real de saúde pública. E não estou exagerando: para se ter uma ideia 77% dos americanos hoje possuem smartphones e a média de tempo navegando na internet é de três horas por dia. O brasileiro? Um pouco mais, 3 horas e 14 minutos por dia em média (dados de 2016).

Pois foi para combater o mau uso e a crescente dependência de tecnologias conectadas que foi criado o Instituto Delete, o primeiro núcleo brasileiro especializado em “Detox” digital.

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A iniciativa partiu do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e o instituto em si foi estabelecido em 2013 (extraoficialmente ele existe desde 2008) pela Profa. Dra. Anna Lucia Spear King, psicoterapeuta com doutorado em Saúde Mental e por Eduardo Guedes, formado em comunicação social; ambos são pesquisadores do Laboratório de Pânico e Respiração do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (LABPR/IPUB), o primeiro do país a lidar com transtornos e dependência em redes sociais e são autores do livro Nomofobia: Dependência do Computador, Internet, Redes Sociais? Dependência do Telefone Celular?, que trata do mesmo tema.

O Instituto Delete acompanha pessoas que apresentam quadros de abuso no uso de tecnologias conectadas ou de dependência crônica (quando o uso de dispositivos prejudica a vida do usuário) e fornecem tratamento com profissionais da área de saúde como psicólogos e médicos (há casos em que o mau uso causa inclusive problemas físicos, desde desvio de coluna a hérnia de disco mesmo em crianças), além de realizar campanhas de prevenção junto a professores e pedagogos. O instituto também fornece consultoria a pesquisadores, para viabilizar estudos e desenvolvimento de artigos científicos nas áreas pertinentes.

O mais curioso nessa história é que basicamente o Instituto Delete passou totalmente despercebido por aqui, já que quem o divulgou inicialmente foi o jornal argentino La Nación, matéria essa replicada pelo The Next Web; a Globo fez uma matéria para a TV em 2015, quando a iniciativa ainda engatinhava mas fora isso, nada.

Ainda assim a iniciativa do Instituto Delete é válida, principalmente porque há sim casos em que as pessoas abusam e passam dos limites saudáveis. Se conhece alguém em tal situação, entre em contato.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • ” além de realizar campanhas de prevenção junto a professores e pedagogos.”

    Pais, não. Nunca focam os pais. Mais fácil jogar a responsabilidade nas costas do professor. Olha como é fácil para pais resolverem: não deem um smartphone pro filho. Mas cadê que querem pagar ligação telefônica? Mais fácil whatsapp (durante a aula, afinal, o pai tá pagando pela mensalidade, mesmo)

    • Theuer

      “Professores e pedagogos” aqueles que talvez não apanharão mais dos alunos, porque agora o uso do celular em sala de aula está sendo liberado em alguns lugares.
      Fica fácil assim.

    • ricms

      Já vi este abuso em colégios particulares, pelo fato de “estarem pagando”, e nem imagino isso na formação do caráter do futuro cidadão. Eu sempre estudei em colégio público, e a regra da minha família era de que não trouxesse problema pra casa. Se alguém fosse chamado para a diretoria não interessava se eu estava certo ou errado, a havaianas cantava depois em casa.

      • Rafael Rodrigues

        Havaianas? Havaiana na década de 80 era lucro. Dava pra ser bem pior.

        Psicoterapia da melhor qualidade.

        • ricms

          Sim, me considero um privilegiado. Via meus amiguinhos sofrerem com varas e cintos…

    • O maU elementaU

      Qual a mecessidade de uma crianca ter celular?

      • Christiano Nascimento Amorim

        candy crush e pornhub, óbvio né

  • Ivan

    Não sou viciado, posso parar quando quiser.

    • Maxnoob

      É o que todo viciado diz

    • SignaPoenae

      Não preciso de tratamento, e sim de um celular melhor.

      • Henry

        Não preciso de tratamento, preciso de um plano com franquia de dados maior. MAIS. DADOS. MAAAAIIIISSSS AAHHHHHH!!!!

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