Índia logo será o principal mercado internacional da Amazon, no lugar da China

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Houve um tempo em que todo mundo queria entrar na China e não é para menos: o País do Meio caminha a passos largos para se tornar a maior potência econômica do planeta e concentra o grosso da produção de inúmeras empresas, além de ser um mercado consumidor gigantesco com mais de um bilhão de clientes em potencial. Logo, como ignorá-lo?

A Amazon também queria muito fazer com que seus negócios deslanchassem na China, mas seu modelo é concorrente de grandes companhias locais como a JD.com e principalmente, a Alibaba. A empresa de Jack Ma inclusive goza dos favores do premiê Xi Jinping, que é notoriamente avesso à expansão das empresas estrangeiras no país (mas gosta do dinheiro delas; é complicado) e por causa disso e de outros fatores, a Amazon não consegue muito espaço e não conta com benefícios de modo a concorrer de igual para igual.

Nos últimos anos a empresa teve que se sujeitar inclusive a trabalhar junto com a Alibaba, e após uma década entendeu que ao menos para ela não vale a pena continuar dando murro em ponto de faca; ela nunca conseguirá alcançar a primeira posição não só porque JD.com e Alibaba já fazem parte da vida dos chineses, mas porque o governo local irá protegê-las também.

Logo Jeff Bezos passou a se concentrar nos últimos anos em um mercado tão promissor quanto: a Índia. Pelo menos desde 2015 o país recebe um grande destaque nos anúncios anuais aos investidores, mais do que o reservado à China:

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No último anúncio o CFO Brian Olsavsky mencionou o lançamento do Amazon Prime em ambos países em 2016, mas ele só decolou na Índia. O executivo disse no relatório que a taxa de adoção do serviço no país nos primeiros 12 meses excedeu à de qualquer outro em que ele está disponível; dando a entender que ao menos de agora em diante os esforços da companhia em morder uma fatia maior do mercado chinês serão diminuídos, em prol de fortalecer a presença da marca em solo indiano que possui quase tantos consumidores em potencial quanto seu vizinho do norte.

Isso pode incentivar a Amazon a reforçar inclusive em outros países em desenvolvimento, como os demais membros do BRICS que não a China como Rússia, África do Sul e Brasil. É melhor investir em economias mais abertas do que insistir em tentar fazer a diferença em um mercado que criou uma enorme resistência a companhias estrangeiras, visto que muitas empresas grandes e pequenas estão passando por poucas e boas na China.

Fonte: Recode.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Vin Diesel

    aqueles indianos maltrapilhos estão melhores que nós?

    • É melhor ser pobre no Brasil do que na Índia.

      • Lui Spin

        Isso é verdade.

      • Vin Diesel

        dalit

    • Jairo 😎🍺

      No ritmo no qual estamos indo , até a Síria e Venezuela estão mais atrativos.

      • Você tem mais chances de morrer no Brasil que na Síria, segundo as estatísticas.

        • Jairo 😎🍺

          Com certeza

    • luisbrudna

      A quantidade de indianos ricos deve ser bem maior do que brasileiros na mesma situação.

  • Lui Spin

    Não é só o número da população que tem que ser analisado.

    Tem a renda per capita, número de pessoas com acesso a internet, etc. De qualquer maneira a Amazon já deve estar saturada nos EUA e UE, então o esquema é tentar se pirulitar nesses outros mercados mesmo.

    • Rodolfo Oliveira

      Mas a Índia tem uma classe media enorme, apesar que se de um bilhão de habitantes 50 milhões poderem consumir no mesmo nível que a classe media européia parecer pouco, ainda é mais que a população da Alemanha inteira.

      E pobre também compra.

      • Lui Spin

        Sim sim. Concordo que 50 milhões, que fosse 10, já seria um número interessante.

        Mas a maioria da galera imagina 1 bilhão de habitantes, e não sabe que mais de 60% vive abaixo da linha da pobreza.

        • Rodolfo Oliveira

          MAs é que nem no Brasil, geralmente a gente olha por baixo, mas a gente esquece que no Brasil existe uma classe média que tem renda pra consumir tranquilamente como qualquer classe media da europa .

  • Germano

    Ao menos, em se tratando de mercados internacionais, a Amazon já chegou oficialmente aqui no Brasil onde ainda não precisa enfrentar o AliExpress…. não, péra…

    • SignaPoenae

      Eu que não me arrisco em comprar nada no marketplace da Amazon…

  • Gaius Baltar

    A China é realmente um caso único. Sua importância no mercado mundial faz com que ela tenha poder em ambos lados da mesa de negociação. É grande demais para ser ignorada como compradora e como é a fábrica do mundo não pode ser ignorada como vendedora. É o melhor dos dois mundos. Manda como quer em governos e empresas ocidentais, tem um índice de rejeição baixo comparado ao de outras potências e não deixa ninguém entrar no seu mercado. Consegue agradar a esquerda porque é “comunista” e consegue agradar a direita porque é “capitalista”. Parabéns aos chinas.

  • Gato Rabugento

    Um dos erros mais basicos em um grafico: falta de titulo e de legenda nos eixos X e Y.

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