Internet das Coisas Educativas: hackers invadem brinquedinho conectado pela porta dos fundos

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Conforme já explicamos, a teledildônica é o ramo (sério) do conhecimento humano que estuda novas tecnologias para promover o sexo remoto. A área não é nova mas graças à Internet das Coisas (a de verdade, explorada por companhias como SAPPTC e Nest e institutos de pesquisa como a EMBRAPA e não a galera da geladeira que tuita) novos dispositivos conectados surgiram no mercado, permitindo que pessoas possam apreciar uma diversão a dois (ou três, ou mais, a gosto do cliente) independente da distância.

O grande desafio é fazer com que esses aparelhos, bem como todos da Internet das Coisas sejam seguros. Não convém adicionar funções de conexão remota que permitam o parceiro ou parceira controlar o vibrador ou a Fleshlight a distância se os aparelhos coletam dados sem aviso; questiono inclusive por que causa, motivo, razão ou circunstância uma fabricante venha a interessar em saber como, quando e onde uma usuária atingiu o clímax. No que isso implica em melhoria para suas futuras soluções ou atualizações? Claro, posso não estar vendo o cenário total mas como visto no caso do vibrador tagarela da Standard Innovation, a corte do Canadá concordou comigo e aplicou multas e forçou a empresa a indenizar todo mundo.

Agora a Lovense, outra fabricante de brinquedos eróticos se uniu ao rol de empresas fornecedoras de acessórios eróticos não tão espertos. Ela é a responsável pelo Hush, o gadget a foto acima que como você deve ter imaginado, é um plug anal. Ele utiliza Bluetooth de Baixa Energia (BLE) e Wi-Fi para permitir tanto brincadeiras entre casais ou uso solo a curta distância como que o parceiro ou parceira o ative de longe, precisando apenas de um smartphone adicional.

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A gente sabe desde sempre que Bluetooth não é o método mais seguro para transmitir informação, mas o BLE é particularmente muito mais inseguro e interferir nas transmissões é bastante simples. Isso posto um profissional de Segurança da Informação chamado Giovani Mellini publicou em seu post um método detalhado para penetrar fundo no Hush através de um scanner BLE. Se um usuário do plug estiver nas proximidades o atacante poderia inserir um comando e fazê-lo se ativar, para desespero (ou deleite, cada um cada um) do desavisado transeunte plugado.

O vídeo abaixo mostra o Hush sendo ativado pela ferramenta:

Giovanni Mellini – Hacking a BT Low Energy (BLE) butt plug

Mellini explica que implementar o BLE como solução de conexão para dispositivos do tipo é a alternativa mais preguiçosa porém a mais rápida, visto que competidores do ramo estão investindo de modo a fornecer os primeiros dispositivos da teledildônica que funcionam pela rede. Nessa corrida do êxtase conectado coisas triviais como segurança de dados e privacidade ficam em segundo plano, e segundo o profissional implementar um protocolo mais seguro não é difícil; basta interesse e comprometimento.

No fim das contas, as pessoas mais do que nunca precisam tomar cuidado com o que andam inserindo em suas cavidades sob pena de ou ter dados particulares coletados ou sair vibrando sem aviso, apenas para posteriormente culpar o pobre parceiro pela pegadinha à distância em momento inoportuno.

Ou agradecer, sei lá.

Fonte: Motherboard.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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