A evolução dos Fatalities da série Mortal Kombat

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Lá pelo final de 1992 eu estava em casa fazendo algo sem muita importância que qualquer moleque faz após chegar da escola, quando alguns amigos apareceram eufóricos no quintal. Como se tivessem visto um disco voador, eles tentavam me explicar um jogo de luta que tinha aparecido no boteco da esquina, que além de usar imagens de atores reais ainda mostrava um personagem arrancando a cabeça do outro, com coluna e tudo.

Na hora fiquei cético, achando que aquilo que eles descreveram não passava de uma tentativa de me pregar uma peça, mas resolvi entrar na brincadeira e fui com eles até o bar. Chegando lá vi um bando de garotos maiores se acotovelando diante do fliperama e depois algumas tentativa consegui um local que me permitia ver o que estava rolando na tela.

Após os dois lutadores trocarem socos e chutes por alguns segundos e com algumas lutas passando sem a tal finalização que eles haviam descrito, finalmente puder ver um dos momentos dos games que marcaram minha vida: aquele ninja vestido de azul parou diante do adversário e após o sujeito que estava jogando realizar o comando, uma cabeça era separada do corpo, com o sangue escorrendo pela coluna da vítima. Na época não tive noção disso, mas ali os games começaram a mudar para mim.

Pois ontem completou 25 anos do lançamento do Mortal Kombat e embora a série tenha passado por altos e baixo durante esse tempo, ela conseguiu voltar aos trilhos, com os últimos capítulos conseguindo agradar tanto os antigos quanto os novos jogadores e principalmente, mostrando que a franquia ainda tem muita lenha para queimar.

Sabendo que uma data tão importante não poderia passar em branco, o pessoal da NetherRealm Studios publicou um vídeo onde figuras como Ed Boon falam um pouco sobre a criação do Mortal Kombat e sua importância para indústria. Confira:

E para despertar um pouco mais da nostalgia em todos nós e mostrar como a parte visual da série evolui nessas duas décadas e meia, o site Gamespot publicou um compilação comparando as versões originais dos Fatalities com aquelas presentes no Mortal Kombat X. Então, aperte o play no vídeo abaixo e tente se imaginar no lugar daquele moleque de 11 anos vendo isso.


GameSpot — Mortal Kombat 25th Anniversary – Fatality Compilation

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Ahhhhhh…… troquei o Mega CD por um Sega CD porque vinha com o jogo… e o clipe junto do CD então? Achava aquilo fantástico…

    • ricms

      ryco

      • Trouxeram do Japão o Mega CD pra mim, aí vi uma oportunidade de trocar com um moleque que não gostou do Sega CD (que vinha o lazarento do jogo – na verdade acho que a mãe dele não curtiu a idéia do MK), deixei ele com os dois jogos que vieram (Pugsy, que comprei de novo e Sonic CD).

        Mas não foram meus pais que compraram, portanto fique aí em seu barraco porque preciso mandar o James polir meu Bentley… fuy…

    • Reinaldo Matos

      Ihhhh… Olha lá… O playboyzinho querendo exibir o brinquedo pro resto da rua… hahahah

      • Vou enxugar minha lágrimas em Euros que tenho como lenços no bolso do Armani….

        • Reinaldo Matos

          Vou voltar pro meu barraco, juntar umas moedas e ir pra locadora jogar uma horinha de MK3.

          Mas antes, vou acabar meu pão com margarina e mortadela… 😀

  • Douglas

    Quem nunca ficou dizendo com voz cavernosa durante o jogo. FATAAAALITYY!!!

  • Jorge Dondeo

    O Dori descreveu exatamente o que eu vi quando era muleque!

    • …nos fliper com CINZEIRO!

      • Meganegão

        Com aquele manete com ponta de lança que mal se movia.

        • EmuManíaco

          Aquilo era um terror. O azul ponta de lança e o e bolinha vermelha que nada saia direito.

  • gfg2

    Putz agora a nostalgia bateu forte, ainda mais na parte que ele fala que os fatalitys eram segredo. Já enchi muito a saco do meu primo perguntando as sequencias, e as respostas sempre eram; se vira.

    Tá certo que não faz muito sentido esconder comandos em plena era de internet, mas poder pausar o jogo pra olhar a sequencia de um fatality é sacanagem.
    Milagre ainda que não implementaram isso como aquelas sequencias interativas.

    • Samuel

      Na época do primeiro MK a informação circula por revista, não Internet

      • ricms

        No MK3 de fliper tinha várias versões com fatalities diferentes. Quando chegou na minha cidade apenas alguns caras sabiam, quase deitavam sobre os controles para ninguém ver.

    • PugOfWar

      na época comprei uma revista que tinha todos os golpes e fatalities, não sei qual era pq comprei de um amigo meu e tava faltando a capa

  • Samuel

    O fatality do Subzero na primeira versão continua o mais impressionante. Aquilo me aterrorizava

  • cloverfield

    Esse faz parte do meu curriculo gamer (sério, agora estão exigindo isso).

    • Meu enteado entra em pânico por não ter tido nada “vintage”, além do SNES… (ele tem 13 anos).

      • cloverfield

        Ele perdeu uma época incrível mesmo, mas aquela época é nossa.

        A época incrível dele é essa em que estamos e ele deve aproveitar o que de bom ela pode oferecer.

        No futuro ele vai lembrar desses dias como lembramos dos nossos.

        • Ele viu Minecraft nasc…. não, pera…

        • EmuManíaco

          que seria?

          • cloverfield

            Vai depender do que ele vai gostar.

          • doorspaulo

            Eu colocaria jogos online utilizando consoles.

            Na geração 128 bits, até tinha algumas gambiarras, mas foi com o X360 e PS3 que isso começou de fato, e foi um marco.

          • EmuManíaco

            Mais isso foi no xbox original. Fora que parece que os jogos perderam desafio.

          • doorspaulo

            Com certeza perderam o desafio. Hoje, praticamente só os indies mantém o desafio vivo no mundo dos jogos.

            No Xbox original, até tinha a Live, mas era praticamente impossível usar, só na geração seguinte que evoluiu para algo realmente útil.

        • Henrique

          tipo fidget spinner né?

      • Meu enteado está sendo devidamente alfabetizado. Ele tem 6 anos e está jogando comigo o que eu jogava quando tinha 7 anos: Enduro, River Raid, Seaquest, Pitfall e Adventure. O melhor: está se divertindo mais do que com o PS4 que nós temos aqui em casa.

  • millennials

    Em 1992 eu também estava fazendo algo sem muita importância. Eu estava nascendo.

    • A foto do seu perfil já denuncia a idade…

    • Islan Oliveira

      Em 92 meus pais nem se conheciam, você está mais no lucro que eu.

  • Roger

    Meu jogo preferido, tenho um PS3 só para rodar a melhor versão da franquia: MK 9.

    • Grade, Tardigrade

      MK9 o melhor da franquia?!?!?!?!?!?!?!?!

      AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

      MK3 Ultimate deseja-lhe uma boa sorte com essa afirmação!

      • Lucas Timm

        MK3 Ultimate era o que eu mais sabia tanto fatalities quanto golpes. Mas meu predileto ainda era o MK2.

        • EmuManíaco

          pra mim mk 2 foi o apice da serie pra versus e mk 1 mais gostoso contra a cpu

      • Roger

        Que legal brow, joguei bastante também.

  • Manoel Jorge Ribeiro Neto

    Em 1992, eu tinha 8 anos e meus pais ainda não me deixavam jogar games nas locadoras do bairro, e nunca compraram um console para mim (com aquela velha desculpa que estragava a televisão e viciava :/ ). Logo, não puder jogar MK na estreia 🙁 .

    • Seus pais trabalhavam na Anatel?

      • Manoel Jorge Ribeiro Neto

        Não, mas eles simplesmente fizeram o que os pais da época faziam quando não queriam comprar um VG para os filhos. Até hoje meu pai diz que VG não é coisa saudável, vicia etc. Como resultado, só fui ter meu primeiro console já adulto (um PS2, que tenho até hoje). Antes disso, me virava nas locadoras (que meus pais só deixaram ir a partir dos 11 anos) e nos emuladores.

        • EmuManíaco

          Minha mãe e tia ainda enchem o saco hoje. Não podem me ver com um videogame que ficam cheias de merda. Ja mandei pastar algumas vezes depois dos 31 anos e ainda assim quando me visitam me pertubam.

          • Nussa.. .ninguém merece heim…

          • EmuManíaco

            Tu não sabe o quão irritante isso é… Tu querer fazer algo que vc gosta e nego ficar enchendo seu saco

          • Sei… pior que sei… kkkk
            Meus pais não eram muito diferentes não, hoje só tenho meu pai, mas ele não fica mais pesando na minha, eu que tenho que pesar na dele para ele cuidar da saúde, mas já passei muito por isso também quando mais novo (pombas, idade que chega rápido demais viu.. kkk)

        • Meus pais também não me deixavam jogar na TV “Boa” eu tinha uma da época do ronca que minha tia tinha me dado que do RGB só se salvava o G, se é que você me entende… kkk.
          E era nela que eu ligava o Dynavision Radical III Plus que meu pai tinha me dado.. kkk. Até hoje enxergo meio esverdeado… kkk

        • Mas acho que isso é coisa inerente da evolução tecnológica, por mais que fiquemos putos com isso.. kk

          Veja, em nossa época brincávamos muito na rua (eu pelo menos), jogava bola, carrinho de rolimã, taco e tantas outras coisas, hoje as crianças só querem saber de vídeo game e celular, e, pelo menos eu (novamente), também acho que isso não é saudável para elas, no meu ver minha infância foi infinitamente melhor que a infância que muita criança tem hoje com a cara enfiada numa tela, claro que não vou falar que VG faz mal, que vicia etc. mas também acho que precisa ter uma certa dosagem, para que a criança tenha vida fora daquilo.

          Hoje não tenho consoles, tenho um desktop que me permite jogar os jogos que gosto, incluso MK XL… kkk

        • PugOfWar

          a maior parte dos games de snes joguei em emuladores, foi uma época que o snes já tinha saído de linha (eu tinha um controle de snes que ligava na porta da impressora)

      • Lucas Timm

        Também não existia ANATEL.
        Ela só foi criada em 1997 quando começou a privatização das teles.

        • Eu sei… era só pra não perder a piada com o “A culpa da limitação da banda larga é dos jogos”… kkk

          • Manoel Jorge Ribeiro Neto

            Eu me liguei na referência, mas fiquei esperando alguém não compreender 😛 !

          • kkk

  • Lucas Timm

    Minha primeira experiência com o Mortal Kombat foi com o MK2, já em 1995, e num pecê com MS-DOS.

    C:> cd d:
    D:> cd jogos
    D:jogos> cd MK2
    D:jogosMK2> mk2.exe

    O único Fatality que eu sabia era um do Shang Tsung (chega pertinho da vitima, segurava o high-kick for 3 segundos). E, talvez por nostalgia, MK2 ainda é meu Mortal Kombat predileto. Tive também o quarteto MK1, MK2, MK3 e MK3 Ultimate pro SNES. E desde sempre, mesmo quando jogo hoje em dia, dificilmente perco pra alguém. Exceto pro meu irmão mais novo, que era mais “viciado” que eu, e tinha os reflexos mais rápidos em jogo de luta.

    Teve um período de decadência ali na época do Nintendo 64 e tal. Mas realmente, a franquia se recuperou muito bem. Sobre os novos, gostei muito do MK9. Tenho boas histórias com ele 🙂

    • EmuManíaco

      Acho que MK foi uma das poucas series que sempre inovou e nunca teve um jogo ruim da serie principal. As pessoas podem ate não gostar do estilo de jogabilidade que a serie teve entre mk 5 e 8 mas é inegavel que os jogos foram revolucionarios e ainda assim otimos. Talvez a unica cagada tenha sido o armagedon.

  • Grade, Tardigrade

    Como eu curtia jogar MK! Era uma reunião na casa de um amigo meu que tinha o cartucho pra Mega Drive. Depois de um tempo, a partir do 4, mais precisamente, perdi todo interesse por MK e jogos de luta em geral. Virou um monte de lixo, longe do que era a diversão dos bons e velhos MK e SF dos consoles antigos e fliperamas!
    É um estilo que já não está presente na minha casa há anos.

  • Vinicius Santos

    melhor jogo de luta de todos hehe MK3 Ultimate e o MK2, mesmo o 4 no PS1 tbm era da hora

  • Felipe Braz

    Só eu achei os fatalities clássicos melhores?

    • O do Johnny Cage, com certeza. Tem uma pausa dramática antes do soco que certamente empolga mais que aquele soquinho mequetrefe atual.

  • +1 pelo texto. Nostalgia define, mas os graficos atuais são lindos demais pqp

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