Intel só adotará o USB 3.0 em seus chipsets lá para 2011…

 

A interface USB 3.0 foi desenvolvida pela Intel em conjunto com várias outras fabricantes e designers de hardware. Naquela época, cogitava-se que tal conexão, além de fisicamente compatível com o padrão anterior, usaria fibra óptica no lugar dos fios de cobre para atingir velocidades, na transferência full-duplex dos dados, na ordem dos 10Gb/s (entre 1GB/s a 1GiB/s)* por canal (seriam dois…).

O porém foi o seguinte: utilizando os tradicionais condutores de cobre no cabo e a um preço inicial não muito maior que o do hardware consagrado pelo padrão anterior, o USB 3.0 consegue ter um desempenho satisfatório para aqueles que utilizam HDs externos de alta performance alto desempenho, ao carregar grandes volumes de dados, pois o “SuperSpeed USB” consegue aproximar-se do SATA-6Gb/s, com velocidade em torno dos 480MiB/s, praticamente 5Gb/s.

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Traduzindo: a Intel queria utilizar fibra óptica na tal interface para um melhor desempenho, enquanto as outras fabricantes não queriam arcar com os custos de desenvolver um sistema assim, privilegiando um menor preço repassado aos consumidores, resultando no padrão USB 3.0 tal qual conheceremos em breve.

Ou não tão rapidamente assim, pois, segundo um gerente sênior de tecnologia de uma grande fabricante de PCs que não quis se identificar, essa mesma Intel vai adiar em um ano a adoção em massa da tecnologia USB 3.0, ou seja, a Intel não incluirá o “SuperSpeed USB” nos chipsets dela logo no próximo ano, restringindo tal interface às placas-mãe mais caras, voltadas para o público entusiasta/profissional, até 2011.

Até lá, teríamos a seguinte situação:

Os fabricantes que decidirem integrar o USB 3.0 em suas placas-mãe devem incluir controladores dedicados de terceiros e, por isso, tais placas sairiam mais caras. Isso relembra um pouco a situação que tínhamos na primeira geração de dispositivos USB, onde haviam vários controladores dedicados, cada um com seu driver específico para ser reconhecido no sistema operacional, isso nos tempos do Windows 95/98.

Mais de uma década se passou desde então, e a Microsoft, que possui drivers nativos do USB 2.0 desde o Windows 2000, ainda trabalha num driver que habilite o USB 3.0 nativamente no Windows 7. Provavelmente este será incluso num próximo update, num futuro service pack, após a companhia testar mais dispositivos USB 3.0, ainda escassos no mercado.

Voltando à Intel, suspeita-se que tal adiamento, na adoção do USB 3.0 diretamente nos chipsets, sirva para promover o Light Peak, tecnologia proprietária da Intel (internamente era conhecida justamente como USB 4.0++, aproveitando os esforços da Intel em utilizar fibras ópticas no USB 3.0) que servirá para substituir diversas interfaces.

Também em 2011, a rival AMD planeja adotar o USB 3.0 diretamente no “Llano”, codinome de um dos primeiros produtos da empresa que unirá CPU dualcore quadcore e GPU DX11 no mesmo encapsulamento na mesma pastilha de silício (a.k.a. “die”).

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Para quem não suporta mais a idéia de tropeçar nesses diversos cabos que conectam seus aparelhos, sejam rápidos, não tão rápidos, de fibra óptica ou cobre, o tio Laguna avisa que o WUSB perdeu sua “janela de oportunidade”: o ramo sem fios do UWB está numa incrível disputa entre a Aliança Gigabit Wireless e o Wireless de Alta Definição, ambos utilizando freqüências extremamente altas, na ordem dos 60GHz.

Só para efeito comparativo, o Wi-Fi (protocolo 802.11n) utiliza freqüências na ordem dos 5GHz e pode transmitir até 72,2Mib/s (75,7Mb/s) por transmissor. Ou mesmo 288,8Mib/s (37,9MB/s), no caso de o dipositivo que utilize o padrão n ter quatro transmissores simultâneos.

[Fontes: DailyTech, Fudzilla e TechSpot.]

*Há diferença entre os bits e os Bytes, não esqueçam!

Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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