Intel só adotará o USB 3.0 em seus chipsets lá para 2011…

 

A interface USB 3.0 foi desenvolvida pela Intel em conjunto com várias outras fabricantes e designers de hardware. Naquela época, cogitava-se que tal conexão, além de fisicamente compatível com o padrão anterior, usaria fibra óptica no lugar dos fios de cobre para atingir velocidades, na transferência full-duplex dos dados, na ordem dos 10Gb/s (entre 1GB/s a 1GiB/s)* por canal (seriam dois…).

O porém foi o seguinte: utilizando os tradicionais condutores de cobre no cabo e a um preço inicial não muito maior que o do hardware consagrado pelo padrão anterior, o USB 3.0 consegue ter um desempenho satisfatório para aqueles que utilizam HDs externos de alta performance alto desempenho, ao carregar grandes volumes de dados, pois o “SuperSpeed USB” consegue aproximar-se do SATA-6Gb/s, com velocidade em torno dos 480MiB/s, praticamente 5Gb/s.

Laguna_USB3diagrama_23out2009

Traduzindo: a Intel queria utilizar fibra óptica na tal interface para um melhor desempenho, enquanto as outras fabricantes não queriam arcar com os custos de desenvolver um sistema assim, privilegiando um menor preço repassado aos consumidores, resultando no padrão USB 3.0 tal qual conheceremos em breve.

Ou não tão rapidamente assim, pois, segundo um gerente sênior de tecnologia de uma grande fabricante de PCs que não quis se identificar, essa mesma Intel vai adiar em um ano a adoção em massa da tecnologia USB 3.0, ou seja, a Intel não incluirá o “SuperSpeed USB” nos chipsets dela logo no próximo ano, restringindo tal interface às placas-mãe mais caras, voltadas para o público entusiasta/profissional, até 2011.

Até lá, teríamos a seguinte situação:

Os fabricantes que decidirem integrar o USB 3.0 em suas placas-mãe devem incluir controladores dedicados de terceiros e, por isso, tais placas sairiam mais caras. Isso relembra um pouco a situação que tínhamos na primeira geração de dispositivos USB, onde haviam vários controladores dedicados, cada um com seu driver específico para ser reconhecido no sistema operacional, isso nos tempos do Windows 95/98.

Mais de uma década se passou desde então, e a Microsoft, que possui drivers nativos do USB 2.0 desde o Windows 2000, ainda trabalha num driver que habilite o USB 3.0 nativamente no Windows 7. Provavelmente este será incluso num próximo update, num futuro service pack, após a companhia testar mais dispositivos USB 3.0, ainda escassos no mercado.

Voltando à Intel, suspeita-se que tal adiamento, na adoção do USB 3.0 diretamente nos chipsets, sirva para promover o Light Peak, tecnologia proprietária da Intel (internamente era conhecida justamente como USB 4.0++, aproveitando os esforços da Intel em utilizar fibras ópticas no USB 3.0) que servirá para substituir diversas interfaces.

Também em 2011, a rival AMD planeja adotar o USB 3.0 diretamente no “Llano”, codinome de um dos primeiros produtos da empresa que unirá CPU dualcore quadcore e GPU DX11 no mesmo encapsulamento na mesma pastilha de silício (a.k.a. “die”).

Laguna_IDFLightUSB_23out2009

Para quem não suporta mais a idéia de tropeçar nesses diversos cabos que conectam seus aparelhos, sejam rápidos, não tão rápidos, de fibra óptica ou cobre, o tio Laguna avisa que o WUSB perdeu sua “janela de oportunidade”: o ramo sem fios do UWB está numa incrível disputa entre a Aliança Gigabit Wireless e o Wireless de Alta Definição, ambos utilizando freqüências extremamente altas, na ordem dos 60GHz.

Só para efeito comparativo, o Wi-Fi (protocolo 802.11n) utiliza freqüências na ordem dos 5GHz e pode transmitir até 72,2Mib/s (75,7Mb/s) por transmissor. Ou mesmo 288,8Mib/s (37,9MB/s), no caso de o dipositivo que utilize o padrão n ter quatro transmissores simultâneos.

[Fontes: DailyTech, Fudzilla e TechSpot.]

*Há diferença entre os bits e os Bytes, não esqueçam!

Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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  • txito

    Pensei que o padrão 3.0 seria lançado antes disso. Uma pena que vá demorar tanto.

    Pra mim, o lado bom é que acabei de montar a minha nova máquina, não precisarei fazer umpgrade em 2010.. hehehe

     

    Em tempo.. Já to ancioso pra conhecer o USB 8.0, lá pra 2035. 🙂

    • criscmaia

      Fios em 2035?! Por favor, nao! 😛

  • jbvsmo

    A intel não gosta dos consumidores…

    Quer lançar um bagulho muito mais caro que só dobra a velocidade máxima de transmissão de dados, mas que os equipamentos só precisarão de tal em 10 anos, quando coisas melhores já terão surgido.

    Isso aconteceu depois dela resolver que vai colocar 3 ou 4 tipos de soquetes de processador simultaneamente no mercado, só pra sacanear o pobre consumidor.

    Há um ano eu já resolvi que não compro mais nada da Intel. Hoje meu computador tem Video Nvidia e processador AMD.

    • fabianowd

      Pelo contrário, a Intel gosta dos consumidores.

      O ponto é que ela ama o dinheiro… e ter controle sobre a tecnologia. Ela não quer colocar no mercado uma tecnologia que ela não vai ter ganho com isso, ou que o ganho dela seja pequeno (tanto em termos de dinheiro quanto em termos de tamanho do mercado), e por isso ela fica mudando tanto.

      Só espero que a AMD não vá a falência antes de fazer alguma coisa certo, pois precisamos é de concorrência.

  • corrija: pode transmitir até 72,2Mib/s (75,7Mb/s) por transmissor

    o certo é pode transmitir até 72,2Mib/s (7,57Mb/s) por transmissor

    virgula ta no lugar errado 😛

    • Não está, por incrível que pareça: há uma diferença entre 1024 e 1000. Foi isso que eu quis colocar. Qualquer coisa, leia o artigo indicado no rodapé do presente post.

      😉 8)

  • Ticão

    Fui dar uma olhada no site das duas alianças pelo desenvolvimento de um novo padrão Wireless.

    Algumas empresas participam das duas.

    – Intel Corporation
    – LG Electronics Inc.
    – Panasonic Corporation
    – Samsung Electronics Co.
    – Toshiba

    É isso mesmo? Faz sentido? Achei meio esquisito.

  • Rock Rickman

    Gostaria de renovar a minha solicitação a direção do Meio Bit para que todos os links postados pelo sr. Laguna sejam removidos automaticamente a fim de melhorar o aspecto visual do referido site.

    • criscmaia

      😕

      • Rock Rickman

        😕 _  😕

    • Use a técnica do Pryderi, copie e cole no notepad e depois volte para comentar 😉

  • Rock Rickman

    É impressão ou o protótipo da foto acima vem fixado com fita durex?

    O que não se faz para cortar custos hoje em dia?

  • TxaiDw

    Espero poder ter dispositivos com light Peak o quanto antes. Imaginem Hds externos a 10 Gb/s  

  • JLExcor

    Cara, os posts do Laguna estão cada dia melhor. Cada dia mais legíveis.

    Depois que ele tirou aquele mundarel de link o texto ficou bem atrativo.

  • Diavolul

    torcida pelo usb 3.0 em detrimento do light peak por uma questão de retrocompatibilidade e saúde financeira do meu bolso.

    abcs

  • Muito legal esse post. Valeu
    http://www.abcinteractive.com.br/

  • torbonai

    Essas coisas de velocidade de USB e SATA eu compreendo, agora uma coisa q fico em dúvida: “qual a velocidade de leitura/gravação máxima de um HD de 7200RPM?”

     

    Eu penso assim, o HD ainda não chega a gravar a 3.0 gb/s. Qual seria a vantagem de ter mais velocidade nos “transmissores” se o HD está em seu limite físico??

    Tiro essa conclusão por termos HD com 10, 15K de RPMs.

    Se tiver alguma coisa errada, favor me corrijam, grato 🙂

    • Primeiro, o gramabit é uma unidade que não existe, não significando nada. Gigabit, quando abreviado é Gb, pois a ordem de grandeza “giga” tem abreviatura com letra maiúscula sempre, assim como toda vez que é abreviado, a unidade bit é o ‘b’ minúsculo e o byte seria o ‘B’ maiúsculo. Isso está bem explicado no artigo também indicado no rodapé do presente post. 😉

      Tendo tal detalhe esclarecido, a grande limitação dos discos rígidos, além da rotação, é a densidade dos dados que tal tecnologia comporta. Se não me engano, a gravação perpendicular colocou tais discos rígidos na casa dos terabytes, além de aumentar, mesmo que muito pouco, a transferência dos dados neles gravados, permitindo superar o SATA-1,5Gb/s por pouca coisa no momento.

      8)

      • AndreR

        ainda não entendi a razão de ser tão chato.

      • EuTambem

        Primeiro: se “não significa nada”, então, significa alguma coisa?

        Segundo: a pergunta não foi respondida.

        [quote=Max_Laguna]

        Primeiro, o gramabit é uma unidade que não existe, não significando nada.[/quote]

  • thE Masterkey Blaster

    Eu estou torcendo pelo light peak resolver alguns problemas de transmissões. Mas de qualquer forma, tou com o diavolul.

    Desde que venha barato: “Que venha o USB 3.0”

  • Só em 2011, aff 🙁

  • stangeman

    Eu sei que tu gosta de corrigir a galera por causa das unidades, então vou te corrigir numa coisa tb…. hehehehe

     

    “…que utilizam HDs externos de alta performance, ao carregar…”

    A gente sempre ve performance (em inglês) e tem a mania de traduzir como performance (em português), o que está errado, a tradução correta é desempenho =P

    Performance (em português) siginifica uma apresentação artística =)

     

    abrss

    • Agradeço a observação, meu caro. Acabo de corrigir o meu horrível anglicismo: um bom comentário pode fazer toda a diferença!

      😉

      E só lembrando que fui alfabetizado em français, portanto trata-se de um galicismo.

      }:) 😛

      • Você também tem o jeitinho? “Meu anjo”

      • stangeman

        Disponha, estamos ai pra isso 😀

    • FoxFan

      Isso, mas não somente isso meu caro.

      Aí vai para você, direto do Aurélio:

      PERFORMANCE

      [Ingl.]
      S. m.
       1.     Atuação, desempenho: 2  
       2.     Espetáculo no qual o artista fala e age por conta própria. [Cf., nesta acepç., performer.] 
       3.     Qualquer atividade artística que, inspirada nas artes cênicas, se apresenta como evento transitório, e que pode incluir dança, música, poesia, e até mesmo cinema, ou televisão, ou vídeo.
       4.     Esport.  O desempenho de um desportista (ou de um cavalo de corrida) em cada uma de suas exibições.

      [ V. desempenho. ]

       

      O que significa que o texto que você corrigiu estava certo!! 😉

      • thE Masterkey Blaster

        acho que o coleguia lá só olhou na wikipédia? lá performance é exatamente o que ele falou, e só (pelo que vi)
        Em tempo, no meu dicionário (Barsa que é copiado do aurélio de 1900 e bolinha) também é acrescentado eficiência como sinônimo.

        • stangeman

          Não, nem olhei na wikipédia… sem dúvidas lá tem muita coisa boa, mas acho que vc deveria procurar referências melhores 🙂

      • stangeman

        Escreva isso em um artigo acadêmico da nossa área e veja o que os avaliadores irão dizer… =)

        É correto de acordo com o aurélio, mas é mal visto qdo utilizado 😉

        • FoxFan

          Mal visto ou não tá correto.

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