Cuphead — Review

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Depois de longos sete anos de desenvolvimento (quatro deles em público), o título de estreia da StudioMDHR finalmente está disponível. Cuphead é uma carta de amor não só às animações do início do século XX como também aos games clássicos de tiro, queridos pelos seus fãs até hoje. Tal como eles o título é difícil, quase insano e exige reflexos rápidos e uma boa dose de paciência do jogador, porém toda punição vem com uma lição; este é um jogo que vai ensiná-lo a ser melhor.

Estas são nossas impressões após várias horas de tiros e explosões e centenas de mortes inevitáveis.


Nunca confie num cara com chifres

A história de Cuphead é simples mas original: o personagem-título e seu irmão Mugman (disponível apenas no modo de dois jogadores) caíram na lorota do Diabo em pessoa, fizeram uma aposta tentando ficar ricos e obviamente se estreparam, pois acabaram negociado suas almas. A dupla implora por clemência, ao que o vilão os obriga a derrotar e coletar os espíritos de outros devedores espalhados pelo reino mágico onde vivem para atender seu pedido. Essa é a única conexão entre cada um dos chefes do game, todos estão devendo suas almas ao Diabo e como este não gosta de sujar as mãos, bota Cuphead e Mugman para trabalharem como dois “repo men” de espíritos.

Cuphead foi originalmente concebido pelos irmãos Chad e Jared Moldenhauer, fundadores do estúdio independente StudioMDHR como um game composto exclusivamente de boss battles, eliminando o conceito de estágios e levando o jogador diretamente ao que interessava, o combate com os chefões. Ele pegou elementos de clássicos do gênero run ‘n gun como Gunstar Heroes e as séries Contra e Metal Slug, com controles semelhantes e principalmente uma dificuldade equivalente.

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A princípio Cuphead seria lançado para uma série de consoles e PC (foram cogitadas até mesmo plataformas móveis) mas a Microsoft deu uma voadora com os dois pés no peito dos irmãos Moldenhauer, garantindo direitos exclusivos em consoles para o Xbox One e privilegiando a plataforma Windows em primeiro lugar nos computadores (há a promessa de levar o game também ao Mac e Linux, através do Steam). O investimento foi pesado, ambos tiveram que abrir mão de muita coisa e como Redmond garantiu que o jogo fosse lançado, é minimamente justo que ele não dê as caras no PS4. Os desenvolvedores disseram que games posteriores da série podem vir a ser lançados para os consoles da Sony, no entanto.

Com o tempo, graças às insistentes solicitações do público StudioMDHR fez modificações na jogabilidade para incluir estágios que apelam aos clássicos em que se inspirou, bem como adicionou chefes que seguem o estilo de shoot ‘em ups horizontais como as pérolas absolutas R-Type e Gradius, entre outros. Tudo para acrescentar variabilidade e não tornar Cuphead uma série de desafios “mais do mesmo”.

Difícil, porém justo

O que chama a atenção em Cuphead logo de cara, evidentemente é sua identidade visual. A direção artística fantástica se inspirou nas clássicas animações dos anos 1930, em especial as produzidas pelo mítico estúdio fundado em 1921 como Inkwell Studios, mas que é mais conhecido pelo nome que veio a assumir depois: Fleischer Studios. A produtora, tocada pelos irmãos Max e Dave Fleischer sozinha foi responsável por algumas das maiores pérolas dos desenhos animados da época, inicialmente em preto-e-branco e depois coloridos que eram exibidos nos cinemas, numa época em que a TV não existia e todo mundo ia para as salas de projeção para assistir filmes, noticiários, musicais e desenhos ocasionais, tanto para entreter a criançada como para tapar buracos na programação.

A Fleischer produziu desenhos para personagens memoráveis, desde a excelente primeira animação do Superman (que é considerada uma das melhores do personagem até hoje; foi ela inclusive que definiu que o personagem podia voar, até então ele só saltava) e Popeye, como criou os seus próprios como Bimbo, o palhaço Koko e a primeira pin-up dos desenho animados, a curvilínea Betty Boop.

Tudo sempre bem acompanhado de uma excelente trilha sonora orquestrada como foi a regra por muitas décadas, mas a Fleischer abusava: suas animações originais eram regadas a jazz de primeiríssima qualidade, e alguns deles contaram inclusive com a participação do astro Cab Calloway (1907-1994), que muitos lembram interpretando seu maior clássico Minnie the Moocher em Os Irmãos Cara-de-Pau (1980).


Kevin C — Betty Boop Snow White 1933 1080p recently restored pre-code.

Cuphead paga de forma magistral o devido tributo à essa fase da história da animação, tanto no visual quanto no som. Todos os frames foram meticulosamente desenhados à mão, enquanto a trilha sonora foi meticulosamente composta pelo canadense Kristofer Maddigan (que chamou a atenção ao compor músicas para o projeto My Virtual Dream) para se adequar de maneira orgânica aos desafios; a big band responsável pela música e ambientação se adequa perfeitamente ao estilo gráfico do game, acabando por compor uma atmosfera vintage perfeita.

O cuidado com esse aspecto é notado tanto pelos riscos brancos que percorrem a tela para denunciar danos em “fitas antigas” quanto no som, que possui chiados propositais como se você estivesse rodando um rolo de filme da época em um projetor, assistindo algum desenho perdido de um artista desconhecido.

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Falemos da mecânica no entanto, e é preciso deixar claro de uma vez: Cuphead é difícil. Insanamente difícil. O desafio é elevado mesmo no modo fácil, o que causará repulsa em jogadores não habituados a títulos do gênero. No entanto ele é extremamente justo em seus padrões, nada apresentado é completamente intransponível e o game joga na sua cara onde você errou, em que ponto da fase você morreu (os chefes não possuem barras de energia, quando você morre é exibida uma linha de progressão que mostra o quão próximo você estava da vitória) e o incentiva a ser melhor.

Com o tempo as sucessivas mortes mostrarão ao jogador um padrão de movimentos bem definido que deve ser realizado de modo a evitar danos, e algumas tentativas depois aquele chefe ou estágio aparentemente intransponível é superado e você pensa “era tão fácil assim?” Acredite, não era. O que você vai perceber é que com o tempo suas habilidades serão aprimoradas e será possível derrotar todos os inimigos, ainda que com dificuldade.

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Cuphead é basicamente um exercício de paciência. Quem não tiver saco para tentar de novo, de novo e de novo vai detestar o game e sua filosofia pretensamente punitiva, mas se você se permitir verá que o título pega na sua mão e o ensina a como jogar para melhorar.

Por isso mesmo o game não é linear. Ele oferece um mapa com uma certa opção de desafios a serem superados, e quando um é vencido novos caminhos se abrem. Você nunca terá a opção de derrotar apenas um chefe e poderá escolher entre um desafio mais fácil ou mais difícil; quando as opções se esvaírem você já estará apto a superar os inimigos de cada região e seguir para a próxima.

A mecânica do game em si pode parecer um tanto confusa a princípio. Como ele não foi originalmente desenvolvido tendo o segundo analógico em mãos não há a opção de tiro em oito direções, apenas cinco (exceto quando no ar); a disposição padrão dos botões, quando jogando com joystick (no caso, do Xbox 360) é bem desastrosa para dizer o mínimo: o A é o botão de pulo, o X é o tiro (segure para rapid fire), o B é o botão de especial e o Y é o… dash. Para um game em que você precisa pensar rápido não dá para jogar assim, por isso mesmo eu reloquei o dash para o botão RT. O LB troca de arma.

Nos combates você deve se preocupar não só com os inimigos e coisas voando em sua direção, mas também elementos que você pode dar parry (apertar o A novamente enquanto no ar). Qualquer elemento rosa, seja um tiro ou um inimigo quando tocado no momento certo lhe dará tanto instantes de invulnerabilidade, quanto ajudará a aumentar sua barra de especial. No modo de dois jogadores (apenas local, não há co-op online) você pode dar parry em seu aliado quando ele morrer, evitando que ele desapareça desde que você seja rápido o bastante.

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E é importante também melhorar suas habilidade dentro do jogo. Cada um dos estágios de run ‘n gun possui uma certa quantidade de moedas espalhadas que podem ser utilizadas para comprar itens na loja. Eles vão desde diversos tipos de tiros, de fortes mas de curto a médio alcance ou de longo alcance (ou teleguiados) mas bem fracos, a acessórios que adicionam mais um marcador de energia (mas reduz seu dano), que regeneram sua barra de especial automaticamente e outros efeitos.

Há uma série de coisas a serem feitas no mapa, desde encontrar os mausoléus e liberar novos especiais a cumprir certas tarefas dadas por NPCs, que podem render bônus ou liberar modos secretos (na verdade filtros de cores e som). Há também o modo Expert, liberado apenas ao finalizar o jogo e que adiciona um nível de dificuldade ainda maior, próprio para quem não achou Cuphead desafiador o suficiente.

A chave da vitória em Cuphead é compreender suas habilidades e descobrir o que você pode fazer, para só então entender do que os chefes são capazes. Apelar para uma tática de força bruta só o fará morrer incessantemente, é preciso desenvolver uma estratégia capaz de mantê-lo vivo o suficiente para vencer o desafio. Por sorte o game irá ensiná-lo como fazer isso, desde que você se permita apanhar muito até aprender.

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Conclusão

Cuphead é um jogo esplêndido, uma dessas tempestades ocasionais em que tudo dá certo. No entanto é preciso entender que ele é um produto voltado a um público bem específico, os que gostam dos clássicos run ‘n gun ou shoot ‘em ups do passado. Quem não está habituado a esse gênero corre o risco de passar mais raiva do que se divertir, ao menos até compreender as mecânicas e memorizar as repetições de padrões de modo a evitar os desafios e alcançar a vitória.

O game chega a ser didático em sua mecânica, ele é punitivo mas ensina o caminho das pedras, de modo que o jogador seja capaz de ver que está melhorando. No mais a identidade visual é belíssima e o som é fantástico, sendo o único problema técnico os controles que não possuem um sistema de mira em 360º, o que poderia ser muito útil em algumas situações.

No fim, Cuphead é um game que te fará amar jogar o controle na parede.

Cotação:

4,5/5 canecas.

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StudioMDHR — Cuphead Launch Trailer | Xbox One | Windows 10 | Steam | GOG

Ficha Técnica

  • Título — Cuphead
  • Plataformas — Xbox One e PC/Windows via Microsoft Store, Steam ou GOG.com (análise baseada na versão de Steam)
  • Desenvolvedora — StudioMDHR Entertainment
  • Distribuidora — StudioMDHR Entertainment
  • Preço — R$ 77,45 para Xbox One/Windows 10 (cross-buy), R$ 36,99 via Steam ou GOG.com
  • Pontos Fortes — curva de aprendizado justa, o game basicamente o ensina como ser melhor; identidade visual resgata um estilo de animação único e há muito esquecido; trilha sonora fantástica, com jazz de primeira qualidade; chefes e estágios oferecem uma extensa variedade de desafios a serem superados
  • Pontos Fracos — controles um tanto confusos à primeira vista (a configuração padrão é desastrosa); dificuldade elevada pode se revelar frustrante em muitos momentos; definitivamente não é um game que atende todos os gostos
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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • cloverfield

    Eu vi esse jogo em um video do Youtube junto com meu filho.
    Ele é incrivel mesmo.

  • Anayran Pinheiro

    Joguei este jogo, e senti como estava sentindo falta de jogos 2D difíceis. O último jogo deste naipe pra mim foi o Super Meat Boy, onde a dificuldade era insana, mas o erro era totalmente seu (já que a resposta dos controles é perfeita).

    Um jogo que primou pelo controle para compensar o ritmo frenético nos chefes e fases absurdamente lotadas de elementos para te derrubar a qualquer custo, e para quem curte um desafio pode pegar sem medo algum pois se divertirá como nunca.

  • Diego Matias

    E acabei de descobrir que o sequestro da jornalista no Megamente foi inspirado nessa animação do superman. Pena que não tenho um Xone pra apreciar esse jogo que parece maravilhoso.

    • Etílico

      A versão de Pc pede configurações bem leves.

      • Humberto Jorge

        Exato, a versão pede Core 2 Duo apenas. Leve comparado aos jogos de hoje.

        • Etílico

          É…só de Hdd que eu não entendi, uns puta 20Gb para um game 2d side scrolling

          • EmuManíaco

            cara animação 2d em alta definição ocupa espaço.

          • Renan Guedes de Souza

            2 giga povo testa lá no skidrow e depois compra.

          • Beeros Sama

            Comprei no Gog e baxei no PC ocupa miseros 10,8 GB depois de instalado.

  • RôShrek

    A Sony não podia ter perdido esse, mas paciência. Quem sabe o 2 não saia pra PS4 também?

    • elliot

      chora mais

      • Ariel Souza Rossi

        kkkkkkkkkk

  • Diego

    Pelo pouco que vi desse jogo ele parece ser realmente muito bom. A única “ressalva” que eu tenho foi o estilo artístico adotado, esse tipo de desenho é meio macabro AISuhashaushua

    • Leandro Silveira

      Ele é bem macabro sim, mas é proposital.

    • Beeros Sama

      Macabro era os desenhos animados das antigas.

    • Anayran Pinheiro

      Cara, a história é sobre negociar a alma com o diabo e se tornar o coletor de almas devedoras pra não ver a sua sendo engolida, você queria que o negócio fosse como? xD

  • Terra Nova

    Artisticamente muito bonito…

  • Parabéns por ter evitado cair no lugar comum e compará-lo com a série Souls, Gogoni.
    Essa geração leite com pêra de hoje acha que qualquer coisa mais difícil que um joguinho de fazenda do Facebook é “um Dark Souls do {estilo de jogo preferido aqui}”.

    • Anayran Pinheiro

      Nunca jogaram Super Meat Boy para saber o que é se irritar de verdade, hahahahaha!

      • Goemon

        Hotline Miami achei bem difícil tbm hehe

      • Nem Contra, ou Ghouls ‘N Goblins, ou Battletoads,… 😜

        • Anayran Pinheiro

          Quis me ater a até a geração passada, hahaha! Todos esses aí citados por ti fazem SMB parecerem brincadeira de criança (Battletoads no nintendinho é impossível pra zerar até hoje pra mim, hahaha), é covardia citar eles, hahahahahaha!

          • cloverfield

            Commandos.

          • Beeros Sama

            Baita jogo.
            Terminei os 3 e cara que jogo difícil da p.rra.
            Classicos!

          • Jogão.

          • Anayran Pinheiro

            Qual é a desse side-scroller?

          • cloverfield

            É um jogo de estratégia na Segunda Guerra mundial.
            Muito difícil, mas um jogo muito legal.

          • Beeros Sama

            Ninja Gaiden 2 do Nes é insano.
            Ah é tem outro pouco conhecido pela maioria que também é do Nes o Metal Storm.
            A Nutellada de hoje choraria por jogar as perolas de Nes.
            ;-}

          • Passávamos a tarde inteira tentando fechar o jogo… após meses de suor, conseguimos (nós = todos os primos).

          • Anayran Pinheiro

            Nem precisa ir tão longe, criançada já choraria jogando Battletoads Double Dragon no SNES, hahahaha! Se quiser ficar em algo 2,5D é só ir de Hotline Miami que até mesmo muito marmanjo já chora sangue!

        • Jorge Dondeo

          Caraca Ghouls ‘N Goblins, eu tinha uma relação de amor e ódio com esse jogo.

        • Ah, aquela fase do “jet ski” no Battletoads 1… como passei raiva com aquilo.

      • Zé Carioca

        Vamos incluir na brincadeira Wings of Vi e I Wanna Be The Guy

    • mr_rune

      Depende do que você chama de difícil. Eu não gosto de joguinho de fazenda e achei dark souls frustrante e artificialmente difícil, coisa que esses jogos antigos não são e parece que cuphead também não.

      • Se tem uma coisa que o Dark Souls não é, é artificialmente difícil. Acho que voc6e não jogou o suficiente para entender isso.

        • Jorge Dondeo

          Joguei pouco, mas tive a mesma impressão que o cara acima, parece forçado.

        • mr_rune

          Joguei até anor londo. É tempo de jogo suficiente pra formar uma opinião.

          • Realmente, ainda assim discordo dela.

        • Just a Gamer

          Também não acho nada forçada a dificuldade de Dark Souls. O jogo é estimulante e mesmo depois de platinado não dá vontade de parar de jogar.

          Para mim foi a melhor franquia da geração passada.

          Forçado para mim é quando o jogo só é difícil porque você enfrenta um exército de inimigos ao mesmo tempo ou a jogabilidade é ruim.

          Dark Soul é totalmente o oposto, jogabilidade precisa e 1 inimigo pode esfregar sua cara no chão sem dó.

      • Dark Souls é aquele tipo de jogo para pessoas com tempo disponível, Cuphead é mais objetivo em sua proposta.

    • Kirk

      Jogo dificil ? I wanna be the guy.

    • E sem continues infinitos… quer fechar o jogo?? tem 5 vidinhas ai, te vira…. kkkk

  • Márcio Vieira

    Jogo maravilhoso!!! Me fez lembrar de Sunset Riders, Gun Star Heroes, Contra, Megaman e tanto outros…
    Não consigo parar de jogar!!!

  • ElGloriosoRangerRojo™

    Assisti ontem um vídeo do Zangado sobre esse jogo e achei o visual lindo demais! Sério, voltei à infância e aos desenhos que assistia naquela época. Vou dar uma olhada nos requerimentos, mas pelo que o pessoal comenta é bem leve. Acho que vou comprar. 🙂

    • Beeros Sama

      Barato e não exige um Master Racer.
      Um PC do Show do Milhão já roda bem suave.
      ;-}

    • Beeros Sama

      Processor: Intel Core2 Duo E8400, 3.0GHz or AMD Athlon 64 X2 6000+, 3.0GHz or higher
      Memory: 2 GB RAM
      Graphics: Geforce 9600 GT or AMD HD 3870 512MB or higher
      DirectX: Version 9.0
      Storage: 20 GB available space

    • Grade, Tardigrade

      “voltei à infância e aos desenhos que assistia naquela época”

      Rapaz… Temos aqui um senil! O_O

      • ElGloriosoRangerRojo™

        Não nos anos 30, né bicho! hahahah

        Mas quando eu era criança, só assistia esses desenhos antigões. Não tão antigos quanto anos 30. Mas aqueles episódios de Pernalonga e Tom e Jerry bem clássicos são dos anos 40 pra frente. Eu assistia isso tem parar, tinha até VHS gravado disso. Adorava! 🙂

        • Quem viveu nos anos 80/90 assistiu muito essas produções, já cheguei a assistir Betty Boop na Tv aberta.

  • 2112

    As vezes o Ronaldo pega muito emprestado da forma do Cardoso escrever, o que me entediava um pouco. Mas neste texto está de parabéns na análise. Texto com personalidade própria, bem descritivo e adorei as referências às animações do passado. Não sou exatamente fã do estilo mas agora fiquei curioso em conhecê-lo.

  • João Ribeiro

    na proporção 21×9 é bonito demais

  • EmuManíaco

    Agora fiquei imaginando um jogo de luta com esse estilo grafico usando personagens originalmente feitos com esse tipo de animação seria do carai

    • Anayran Pinheiro

      Skullgirls?

      • EmuManíaco

        pessimas animações e o estilo são bem diferente.

        • Jhonathan Vieira

          Skullgirls péssimas animações? Vc deve ter confundido os jogos… A lead animator foi palestrar pros developers na GDC

          • EmuManíaco

            pessimas animacoes no sentido de que o jogo tem poucos quadros de movimentação. depois de garou e 3rd strike fica dificil aturar games com 2 sprites pra uma movimentação.

          • Etílico

            Mano…Skullgirls só tá no Guinness World Records como o jogo com mais sprites “frames” de animação, com cerca de 1,439 frames por personagem.

          • EmuManíaco

            Isso se deve a grande variedade de golpes em qualquer video é possivel ver a quantidade de frames por golpe.

          • Etílico

            https://uploads.disquscdn.com/images/afc3743c99969fd7f7e5cdf95bb3517dcf9627c5eb4cce1441ce1ea3ee1de718.png Vamos supor…só supor que, cada personagem tenha 50 golpes, e olha que deve ser a metade da metade disso, mas supondo que cada personagem tem 50 golpes isso vai equivaler mais ou menos 28 frames por golpe, e só pra efeito de comparação o Hadouken do Ken em Street Fighter III tem 11 frames(não achei a sequencia de sprites do Garou).Vc pode assumir que não gosta dos gráficos do jogo, gosto e direito seu, mas afirmar que ele tem péssimas animações e que os golpes tem 2 frames ou é falta de conhecimento ou desonestidade.

          • Jhonathan Vieira

            Pra tirar dúvidas
            http://wiki.shoryuken.com/Skullgirls/Frame_Data_Ref

            https://www.eventhubs.com/guides/2011/aug/21/ryus-frame-data-street-fighter-3-third-strike/

          • Jhonathan Vieira

            Tem uma falha no seu argumento, Skullgirls é o game de luta com mais sprites ja feitos pra cada personagem, um recorde que entrou pro Guinness, os personagens iniciais tem, em media, 1439 frames animados à mão.

        • Tide “pepe” Hunter

          Péssimas animações? Skullgirls?
          Que isso cara.

          • Péssima animação é a do Skullmonkeys! E maravilhosamente mal-animado!

            https://www.youtube.com/watch?v=ozqdqnyusjw

    • Paul

      Acho q ia ficar bem meh pra um jogo de luta visto que, a mecânica é outra. E qual deles combinaria com esse tipo de animação? SF? KOF? MK?

  • Cássio Amaral

    Me espanta o jogo estar sendo um sucesso comercial, pois essa geração só quer saber de jogo fácil e casual. E o recurso de andar livremente pelo submapa, me lembrou bastante o também maravilhoso Donkey Kong Country 3 do SNES, que até hoje é o melhor jogo de plataforma 2D que eu já joguei.

  • Rijanio

    Esse jogo e The Witcher 3 foram os únicos dois jogos que peguei no dia do lançamento. Jogo incrível por tudo o que o Ronaldo disse, as animações, a dificuldades, o som! Tudo nele é perfeito!

    • Leonan

      E tem uma boss fase onde luta com um girassol tem uma música que lembra um samba.

  • Paul

    Jogo MARAVILHOSO(porém, apelão hahaha)! Dá pra ver o amor que os criadores colocaram nele. A direção de arte e a trilha sonora são fantásticas! É como se vc estivesse jogando um desenho animado daquela época. Merece MUITO o sucesso que está fazendo. Vale muito a pena msm jogá-lo.

  • Inquisidor

    está 37 impeachments na steam, pqp ai sim

  • Jailson

    Caro demais na Steam =/.

  • Fernando Silva

    Legal que o subtítulo do jogo é Don’t Deal With The Devil, mas o jogo é exclusivo XBox…

  • Fazia tempo que não jogava algo realmente difícil e punitivo como essa desgraça. Ô jogo do capeta!

  • Grade, Tardigrade

    Ficou um espetáculo esse jogo e eu não achei que o sistema de mira deixou algo a desejar, já que ele possui 8 pontos. Dá pra cobrir muito bem ao redor e ainda permite que alguns inimigos avancem por alguns “pontos cegos” da sua mira, trazendo aquela dificuldade que víamos nos títulos do Mega Drive e SNES. Achei fantástico!

  • Gilberto Ribas Dangui Jr.

    Boss battles ao estilo Rockman, jogo sensacional.

  • Comprei pras crianças no dia das crianças e mesmo sendo bem difícil elas gostaram muito. o jogo é difícil, mas estimulante. e é notável a progressão.

  • Julio Verner

    Alternando entre essa MARAVILHA e a outra, Unravel… Passo raiva em ambos! 😀

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