The Chinese Room fechou as portas (temporariamente?)

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Um dos jogos mais bacanas que joguei este ano foi o Everybody’s Gone to the Rapture. Embora para muitos ele não passe de um “walking simulator”, gostei muito do mistério entregue pela criação da The Chinese Room e visualmente fiquei impressionado com o nível que eles conseguiram atingir.

A primeira vez que ouvi falar nesse estúdio foi após o lançamento do Dear Esther, título em que também tínhamos apenas que andar pelos cenários enquanto conhecíamos pedaços de sua história e como ele também havia me agradado muito, aguardava com uma certa ansiedade pelo próximo projeto dos ingleses. Pois infelizmente ele deverá demorar um pouco para sair. Se sair.

Acontece que nos últimos dias Dan Pinchbeck anunciou que ele e sua esposa tiveram que demitir os oito funcionários que trabalhavam por lá e nos próximos meses a desenvolvedora fará uma pausa.

Resumindo a situação — entre pressões financeiras, tentando manter as luzes acesas para a equipe de funcionários, o stress do fim de desenvolvimento, problemas de saúde — [o estúdio] deixou de ser algo sustentável,” explicou o co-fundador da The Chinese Room. “É hora de dar um tempo, recarregar, recuperar e dar uma boa pensada sobre o futuro.

Na nota ele ainda fez questão de afirmar que isso não significa o fim do estúdio, já que todos os produtos relacionados as suas criações continuarão sendo vendidos e que a dupla continuará interagindo com os fãs nas redes sociais. Além disso, a desenvolvimento dos dois títulos em que vinham trabalhando — o The 13th Interior e o Little Orpheus — continuarão, apenas que eles não estarão mais em plena produção.

Quero acreditar que eles realmente não tenham jogado a toalha, mas para chegarem a este ponto, a situação realmente não devia estar nada boa. Talvez o grande problema aqui seja o preconceito que o estilo de jogo criado por eles costuma carregar, fazendo assim com que as vendas não sejam tão boas quanto gostariam. No fim, pode ser que os fundadores da The Chinese Room decidam criar jogos mais voltados para a ação, mas como eles estavam entre os melhores quando se trata dos tais “walking simulator”, acho que seria uma pena se abandonassem suas raízes.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Peguei ontem esse aí…. como me tornei um gamer velho idoso de idade avançada, desenvolvi um gosto por stolytelling e jogos de exploração.. como o Californium, o próprio Dear Esther (fantástico), e Maize (sucessor espiritual de Grim Fandango).

    • Kleber Leal

      Hahaha, somos dois velhos, então.

      Se você tiver culhões, experimenta o SOMA. Um ótimo jogo, com storytelling e ambientação primorosos.

    • Julio Verner

      Telltale Games… Você deve ter todos… hahaha Também fiquei assim velho mas prefiro nem jogar mesmo.. Quando jogo ainda quero os de verdade tipo FIFA e COD hahahahahaha (mentira)

      • Sabe que não gostei (com exceção do Tales of Borderlands) de nenhum jogo da telltale….

        sdds Myst….

        • Julio Verner

          Tentei jogar alguns, não consigo… O que mais consegui foi do Game of Thrones, mas é muito mais do mesmo sempre haha
          Myst eu sempre adorei mas nunca consegui terminar, muito burro pros puzzles! hahahah
          Idem pra Syberia… 🙁

  • Dou uma e se for bom dou mais

    A pelamor esse Dori tá virando millenial… The chinese room criador de walking simulator, storytelling… Myst ai.. fui. (sim estou apenas zuando)

  • Meninão Bobo

    Ganhou dinheiro e vazou, ta certo!! Eu faria o mesmo, mercado muito competitivo, prefiro pegar a grana e investir numa pizzaria delivery ou sushi bar ou qualquer coisa do tipo…

    • Julio Verner

      Vendedor de Fidget Spinner que toca o melhor funk da melhor favela do pior país do Mundo! Esse tem futuro… hahahaha

  • Gesonel o Mestre dos Disfarces

    EGTTR foi uma experiência muito bacana. a ponto da minha esposa ter um daqueles raros momentos de parar o que estava fazendo pra me ver jogar. Depois disso, só ocorreu no Horizon: Zero Dawn.
    Me entristece ver a atual situação do estúdio, me resta torcer pras coisas melhorarem.

    • Kleber Leal

      Eu também adorei esse jogo. O enredo é bastante denso, os visuais são belíssimos e as descobertas são surpreendentes. Outro detalhe é que a localização em pt-br ficou muito bem feita. Todos os dubladores brasileiros deram um show.

      É uma grande pena os Walking Simulators serem um fiasco de vendas. Esse gênero me conquistou. Além do Rapture, tive experiências memoráveis jogando Infra, SOMA e The Vanishing of Ethan Carter.

      Espero que esse gênero não esmaeça, mas o cenário é difícil. A imensa maioria dos gamers ainda prefere comprar futebol todo ano e sair fazendo pew pew on line alucinadamente.

  • O_Gambaleao

    Baixei o jogo depois que saiu na Plus e tava gostando do que estava vendo. Acontece que sem querer caí num bug em que você chega no final do jogo antes da hora certa, beeeeem antes. Não consegui resolver o bug, perdi o save e não tive paciência pra recomeçar porque o jogo é interessantezinho, mas achei que não valia o esforço.

  • JORGE_TC

    Falem-me mais deste estilo de jogo “walking simulator” (nunca ouvi falar, nem tenho console ou PC pra jogar).
    É um The Sims de Forever Alone? É um GTA sem armas e sem ninguém pra assaltar/matar/violar?
    Existe algum puzzle?

    • É um jogo onde você anda a esmo, olhando pistas e conhecendo a história. Quase um Skyrim…

      • Skyrim ainda tem vilas que são invadidas por dragões, onde NPCs morrem (menos as crianças – sem mod)… quer dizer, ainda há ação…

        • Calma, champs. Foi só a minha sacaneada já tradicional no Maior Walking Simulator Ever™ da série The Elder Scrolls. XD

  • Julio Verner

    Pra quem tem tempo é uma boa pedida, só passear e observar… Ethan Carter era asssim e bem legal… Mas sou dos que tem preconceito sim! Se vão se dedicar a algo jogável, que seja realmente jogável… Parece que a Industria dividiu aqueles jogos de Quick Time Events entre essas porcarias de só andar e jogos da Telltale… Myst era bem mais da hora! 😛

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