Review — Dell Latitude 5289: um ultrabook 2 em 1 parrudo para profissionais

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A Dell sempre foi mais contida no que diz respeito à sua linha de laptops empresariais. Os modelos principalmente da linha Latitude eram caros, sóbrios e chatos, com cara de PCs de repartição mesmo e por um bom tempo a companhia não deu atenção ao design desses dispositivos. Isso não ocorre com o Latitude 5289, um ultrabook híbrido alinhado com a tendência de flexibilização e portabilidade, mas sem abrir mão da potência.

Eu o utilizei por três semanas e estas são as minhas impressões.


Design

A Dell oferece uma série de configurações possíveis para o Latitude 5289 como de costume; este foi o modelo testado:

  • processador: Intel Core i7–7600U, dual-core com clock de 2,8 GHz (TurboBoost até 3,9 GHz);
  • GPU: Intel HD Graphics 620;
  • memória RAM: 16 GB DDR4 a 2.133 MHz;
  • armazenamento: SSD de 128 GB M.2;
  • display: touchscreen de 12 polegadas com resolução de 1920×1080 pixels (184 ppi);
  • câmera: HD compatível com Windows Hello;
  • Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 4.1, saída HDMI, entrada para fone de ouvido, duas portas USB-A 3.0, duas USB-C DisplayPort, leitor de cartões microSD e porta para placas uSIM;
  • bateria de três células e 37 Wh;
  • dimensões: 304,8 x 210 x 18,45 mm;
  • peso: 1,34 kg;
  • sistema operacional: Windows 10 Pro 64 bits.

À primeira vista o Latitude 5289 é bem charmoso. Embora um tanto sisudo como é esperado, seu acabamento plástico por dentro e por fora confere uma aderência muito boa e é bem confortável de se transportar.

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O display touch de 12 polegadas conta com resolução Full HD e responde bem a toques, como era de se esperar (infelizmente a caneta dedicada não nos foi fornecida para o teste) e é agradável para trabalhar, mas não nada muito além disso (mais a seguir). Já as opções de conexão são várias: Wi-Fi, Bluetooth e as duas portas USB-Type 3.0, ambas energizadas bem como as duas USB-C compatíveis com DisplayPort (o cabo da fonte é Type-C).

Além da porta HDMI, da saída P2 para fones de ouvido e do leitor de cartões Micro-SD, o Latitude 5289 possui uma entrada para placas uSIM, que são mais utilizadas em soluções bem específicas e poucos são os modelos de hoje que possuem tal compatibilidade, mas é uma opção que a Dell costuma oferecer em seus modelos corporativos.

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Duas portas DisplayPort USB-C, porta HDMI e porta USB 3.0

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Conector P2, leitor de cartões Micro-SD, porta USB 3.0 e a curiosa porta para placas uSIM

O teclado é retroiluminado e possui o mesmo acabamento do corpo do ultrabook e é bem agradável, embora não seja nada como um teclado mecânico. As dimensões são adequadas e cada uma das teclas é de bem fácil acesso, o que me faz pensar que 12 polegadas talvez seja o tamanho mais adequado para laptops dadas as vantagens.

O trackpad é grande e preciso, dá suporte a uma série de gestos e conta com dois botões dedicados para quem não gosta dos sensores na parte inferior (que estão lá também); ele é plenamente capaz de substituir o mouse para quem não faz questão de ter um, mas é evidente que o acessório à parte confere mais precisão.

Por fim temos a câmera, que com 720p é suficiente tanto para transmissões do Skype quanto para fazer uso das funcionalidades de reconhecimento fornecidas pelo Windows Hello, e dá conta do recado.

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Performance e autonomia

Na hora de trabalhar o Latitude 5289 não faz feio. Com um SSD e 16 GB de RAM, aliados ao i7-7600U ele tem poder de fogo suficiente para dar conta de multitarefa com uma mão nas costas, seja em apresentações como em desenvolvimento de projetos. Como esperado ele foi pensado como uma máquina de uso corporativo, portanto ele se sairia muito bem em tarefas de escritório.

O mesmo não pode ser dito quando pedimos para ele cumprir outras funções; por exemplo, ele não é muito indicado para profissionais de imagem e vídeo: seu display cobre apenas 71% da gama de cores sRGB, o que pode prejudicar a performance de quem precisa do Lightroom para trabalhar com fotos como o Gilson (que gostou do Precision 5510, entretanto).

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Nem é preciso ser profissional para notar que as cores do display não são perfeitas: um teste rodando um vídeo com muitas cores e elementos (o último trailer de Thor: Ragnarok por exemplo) revelou distorções cromáticas em alguns elementos quando comparado com outros displays.

O som é apenas OK. Para quem não ouve música o tempo todo ele é competente, mas um áudio um pouco mais alto já causou distorção nas caixas, aquele famoso som de abelhas chiando que é bastante incômodo. Já a bateria á bem potente: ela aguentou 10 horas de uso moderado e quatro horas de games pesados, como Civilization VI. Nesse quesito inclusive é louvável a performance da Intel HD Graphics 620, que segura bem as pontas. Claro, não é nada como uma GPU dedicada mas tendo em vista que se trata de uma máquina para profissionais, até que é um ponto bem positivo.

Conclusão

A Dell fez um bom trabalho com o Latitude 5289, não há como negar. Com um corpo compacto e leve e performance excepcional, ele é uma ferramenta poderosa para usuários que não podem abrir mão do Windows 10, mas que desejam um laptop leve e maleável mas ainda potente.

O problema é que ele não se sai bem em tarefas muito específicas. Sua baixa fidelidade de cores o torna menos que indicado para quem trabalha com imagem e vídeo e ele passa longe de uma máquina gamer, já que não possui GPU dedicada. Seu preço também não é nada convidativo: a versão testada custa nada menos que R$ 8.247,00, o que definitivamente espantará a maioria dos curiosos.

Então para quem o Latitude 5289 é indicado? Essencialmente profissionais corporativos (como de praxe; é a Dell), que precisam de um laptop Windows leve e que dê suporte a projetos e apresentações com destreza, e que não possuem melindres na hora de investir em um produto caro. Estes levarão para casa um híbrido que se sai bem como laptop e tablet, com com acabamento e poder de fogo suficiente para durar um bom tempo sem se tornar defasado.


Dell — Latitude 5289 2-in-1 (2017) Product Overview

Agradecimentos à Dell por gentilmente nos ceder o produto para testes.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

    Se você pegar um Inspiron de mesma configuração deve sair por uns 5.000, então me pergunto qual o benefício da linha Latitude?

    • Lucas Timm

      Inspiron é uma ótima máquina, mas tem durabilidade menor.
      Latitude literalmente dura ANOS sem nenhum problema.

      • Macedo

        como falei acima, meu último durou 8 anos (sendo 7 de uso pesado)… claro que nesse tempo troquei/atualizei componentes (memória, hd, bateria a cada dois anos e meio e teclado)

        edit: aliás, está em uso ainda mas pela minha esposa… usa 1x por semana quando não dá pra resolver alguma coisa pelo celular…

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Usei o Inspiron por 5 anos, tá perfeito ainda, troquei por outro mas tem outro funcionário ainda usando sem problemas… tive Latitude na empresa antiga, mesma durabilidade

    • Você deve olhar melhor o processador, a linha XPS e latitude usam processadores diferentes. Nem todos os i7 são iguais.

      • Julio da Gaita ✔

        vero, tem muito i7 ai com só o nome.

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Sim, eu tinha um Inspiron 15R com i7 quad core, o novo Inspiron 14 veio com i7 dual core (todos notes novos vem com ele, agora que a Intel lançou a geração 7 com quad pra notebooks), esse da matéria é dual core… então nada de diferente.

    • Macedo

      acabamento, robustez, resiliência, eficiência energética, peso, opções de segurança (trocentas), capacidade de atualização, controle remoto (mesmo com máquina desligada, sim), serviço de garantia e suporte vendido junto (até consegue para algumas outras máquinas, mas não todas)
      meu último latitude durou 8 anos (depois de 4 anos aposentei ele por um inspiron r14, me arrependi e voltei, usei por mais 3 anos) com dobradiças funcionando como novas no fim da vida… quando troquei arrisquei um vostro ultrafino e me arrependo até agora, o note é bacana e zaz mas a dobradiça já deu sinais de fadiga com pouco mais de 1 ano e meio, teclado sem retroiluminação (tela linda, mas não vale a pena), eu tenho que ser mais delicado com o note quando vou colocar e tirar da baixa, etc…

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Acabamento é igual… o Inspiron veio criptografado, com segurança a ponto de vc não poder trocar peças ou HD, segurança na BIOS e boot, é atualizável (troquei HD por SSD, coloquei mais memória), suporte local por 3 anos, até aí não vi diferença… o anterior estamos usando ainda aqui na empresa há 5 anos, um i7 quad core com 16 GB RAM, há 5 anos e tá novinho, bateria muito boa inclusive…
        Na empresa anterior usei latitude por anos e realmente não tem diferença pra Inspiron, pra Vostro realmente eu percebi, mas de resto… nada de diferente…

        • Macedo

          definitivamente o acabamento não é igual… nem o plástico usado é o mesmo (o meu usava magnésio na tampa principal para amenizar peso)
          criptografia não é o que me referi ao falar de segurança… smartcard, rfid, vpro, opções de segurança adicionais na bios, etc… e no latitude vc pode trocar muitas das peças internas sem problema e sem perder garantia, a capacidade de atualização que me referi é que para o Latitude saem muito mais componentes atualizáveis que para as linhas debaixo (quer ter noção? meu antigo latitude de 2008 tinha slot para receber um modem 3G que foi lançado anos depois, e estou falando de 2008, NOVE anos atrás)

          isso não quer dizer que outros notes (inspiron, vostro, etc) não possam durar, mas para quem tem que carregar note pra rua/cliente todo dia, o Latitude envelhece MUITO melhor que os demais…

          • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

            Nesse ponto do smartcard e da tampa é verdade, agora me lembro, garantia acho que não perde mais, pelo menos eu mexi nestes e tive que acionar a garantia 1 semana depois de comprado devido à uma bateria defeituosa, o cara veio, trocou, nem olhou o resto das peças… já tinha trocado o HD e adicionado memória que estava sobrando aqui
            Não sei como está o Latitude hoje, mas no Inspiron e Latitude antes a Dell deixava configurar tudo, placa de vídeo, memória, processador, tamanhod e bateria, agora o Inspiron vem meio que uns modelos prontos e você só consegue trocar versão de windows…

          • ochateador

            Bons tempos que a dell tinha uma linha enxuta mas permitia customizar quase tudo….

          • Lucas Timm

            Os equipamentos da Dell não são mais tão configuráveis. Só algumas modificações são possíveis. Antes dava pra mudar até a cor do parafuso se assim quisesse (verdade).

        • Lucas Timm

          Não, o acabamento NÃO é igual.

    • ditom

      Latitude dura. Ainda tenho um D510 funcionando perfeitamente (a menos da bateria, que não troco por motivos óbvios). São onze anos e troca apenas da RAM.

  • Lucas Timm

    Sou suspeito pra falar. Trabalho num Latitude E5470 (o modelo de 14 polegadas, de geração anterior a esse, sem touchscreen — odeio — mas com clitóris). A máquina é excelente, muito rápida, leve e resistente. A minha tá com SSD de 256GB, a bateria dura umas 6 horas com trabalho leve (leia-se Outlook, navegador e coisas assim). Tá comigo há 4 ou 5 meses, e foi o pecê mais rápido que já usei.

    Antes eu trabalhava num Latitude E6430. Aquilo sim era um tanque de guerra, caiu umas 3 vezes e nunca deu problema. A tela ainda tava firme, com todas as suas dobradiças, e a carcaça intacta. Eu sem querer matei ele quando virei café bem na entrada de ar (foi direto pra placa mãe). Mas a garantia trocou tudo, e funcionou mais um ano comigo até ser substituído pelo E5470. Fiquei com ele quase 4 anos. Gostava da máquina, só era pesado pacaralho.

    Eu sou fã da linha Latitude da Dell. Todos os Inspiron e Vostro que eu tive no meio do caminho não duraram mais que três anos (mesmo eu sendo muito cuidadoso, eles tiveram problemas principalmente com as dobradiças). Já o Latitude aguenta muito bem as porradas.

    • Silas H. O Lopes

      Tchê, tenho comigo um Inspirion 1525 que comprei no mesmo ano que trabalhamos na Gisut 2007 ou 2008. Exceto a bateria, ele ainda tá firme e forte como estação de acesso a internet lá em casa.

      Quando aparecer por aqui dá um alô!

      Abraços!

      • Lucas Timm

        Lembro dele… Aqueles 1525 são ótimos, tem um monte funcionando ainda. Os 1545 já não duraram tanto, mas o Gilberto tem o dele até hoje também.

        • Alexandre Fabian

          Tenho um 1525 também, além das saídas de vídeo HDMI e VGA ele também tem S-Video… ótimo pra ligar numa tv de tubo e colocar uns joguinhos antigos pra rodar.

  • Fábio Oliveira

    Não sou o Jimmy mas percebi que isso é um anúncio…

    • Julio da Gaita ✔

      até que não cara, citou vários pontos fracos. Só um review mesmo, com o equipamento cedido pela Dell claro, nada de mais.

      • Nilton Pedrett Neto

        Não seria mais jogo colocar um Windows 10 num macbook pró por esse preço?

  • Linda máquina mas o preço quebra as pernas.

  • Felipe Braz

    Na minha opinião ainda acho que parece um pc de repartição…

  • Ivo Costa

    Ainda se tivesse uma memória de vídeo dedicada, valeria a pena, mas é compartilhada. Uma pena pra quem usa After Effects, Cinema4D e outros aplicativos gráficos pesados.

    • Inquisidor

      será que uma apu da amd seria melhor nesse seu caso?

      • Ivo Costa

        Talvez, eu nunca usei AMD

  • Rafael Rodrigues

    “Parrudo”
    “i7-7600U”

    Final U…

    Passo. Quem precisa de máquina parruda não quer que a bateria dure 434534 horas.

    • @cheesepaulo

      Maldita linha U, agora só tem dela ou HQ que é notebook gamer e custa um rim e meio. Sumiram os intel de geração antiga com desempenho condizente e fiel bateria de 2:30hs

  • Nelson Henrique C Nepomuceno

    SSD 128 GB? Pouquinho hein?! Devia ter no mínimo 512 GB.

    • Luis Eduardo Boiko Ferreira

      É um notebook para trabalho, não para jogos. O tamanho do display aliado a baixa confiabilidade das cores deixa bem claro que não é para profissionais de edição de imagem / video também.
      Para o meu caso, por exemplo, 128 GB esta ok. Tenho me virado com meu MacBook Pro com esta quantidade de armazenamento desde o começo do ano, mantendo sempre em torno de 40 GB livres. Como meu trabalho consiste em alguns projetos em swift, python ou java, aliado a uma cacetada de papers em PDF, este note me quebra um baita galho!
      Cada vez mais a tendência é manter seu backup pessoal em alguma nuvem por ai e no PC somente o que esta trabalhando no momento. Prefiro 1000x um hd de 128GB SSD do que 2TB HDD no meu note.

      • 128GB não dá nem para trabalho. Tenho um Latitude E6220 que veio com HD, mas fiz um upgrade para um SSD de 480GB. Não tenho jogos. Está agora com 270GB livres. Só minha pasta do Thunderbird ocupa 48GB. E não, eu não gosto de webmail.

        • Luis Eduardo Boiko Ferreira

          Como eu disse, do trabalho da sim! Meu caso, que faço pequenos projetos para iOS, tal como pesquisa em machine learning, que acaba sendo implementada usando python e Java, não existe problema. Até porque a maioria dos experimentos rodam em servidores remotos, logo bases e afins não precisam carregar meu HD. Em contrapartida, para uso pessoal seria bem limitante os 128 GB. Em casa meu PC tem 256 SSD + 2TB HDD.

      • Lucas Timm

        Meu note de trabalho tem 256GB de SSD.
        Antes era um HD de 320GB Core i7 com HD de 320GB… Sim, eu passei por isso.

        Com 320GB já ficava apertado, com 256GB é mais ainda, e eu não posso manter muita coisa inutil por aí. Acho que o melhor cenário é no meu notebook de trabalho, onde tenho um SSD de 256GB pro sistema e aplicações, e um HD de 500GB pro resto.

        • Luis Eduardo Boiko Ferreira

          Por curiosidade, vc trabalha com o que?

  • Tenho no trabalho um Latitude E6220 desde 2012. Core i5-2540M. Fiz upgrade de RAM de 8GB para 16GB e coloquei um SSD de 480GB. Me atende bem até hoje. Único defeito que deu foi no cooler, que pifou e o processador começou a viver em throttling. Como já estava fora da garantia, comprei outro cooler na AliExpress, instalei e está bom até hoje. Até a bateria continua firme e forte.

    Meu próximo laptop certamente será dessa mesma linha.

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