Pareidolia auditiva ou quase

Pareidolia é um fenômeno derivado de uma vantagem evolucionária que desenvolvemos, onde é estrategicamente importante reconhecer outros de nossa espécie, mesmo com poucas informações visuais. Isso resultado em filhotes correndo paras as mães mesmo vendo-as apenas de relance, mas também tem efeitos colaterais, como a Nossa Senhora do Veja Multi-Uso e as Torradas de Cristo do eBay.

Nossa capacidade de reconhecimento de padrões mesmo bastante incompletos não se restringe à visão, claro. O cérebro preenche muito mais lacunas do que imaginamos. Auqele exepimrteno cissláco com a oedrm das laerts nas paavrlas prova isso.

Agora temos outro exemplo de como conseguimos assimilar muito mais informação do que realmente é emitida (ou não): Um artista austríaco teve uma idéia diferente da normal (conquistar a Europa) e transformou um piano em um… sampler.

A teoria era que um piano seria capaz de emitir sons nas frequências usadas pela voz humana, e a combinação correta teria resolução suficiente para ser inteligível por uma pessoa, dada nossa capacidade nata de “preencher as lacunas”

A princípio o som não faz muito sentido, mas com as legendas fica claro como água. Provavelmente um nativo, cujo cérebro foi programado desde cedo para reconhecer a língua inglesa tenha mais sucesso ainda.

O experimento mostra que somos capazes de entender som em “baixa resolução”, e reafirma minha convicção de que o cérebro é meu segundo órgão preferido, só perde pro bolso.

Fonte: Gizmag


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