COI admite inclusão de eSports nos Jogos Olímpicos

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Há algumas semanas começou a circular a noticia de que o comitê responsável pela realização dos Jogos Olímpicos de 2024 queria ter uma competição de eSports em Paris. Para muitos, aquilo não passava de uma maneira dos envolvidos chamarem a atenção, fazer um agrado no público mais novo e sem muita chance do Comitê Olímpico Internacional aceitar tal proposta. Mas talvez não seja bem assim.

Ao conceder uma entrevista na China, o presidente do COI, Thomas Bach, falou pela primeira vez sobre o assunto e para a surpresa da maioria, não descartou a possibilidade da modalidade ser aceita, mesmo que com algumas ressalvas.

Queremos promover a não discriminação, a não violência e a paz entre as pessoas. Isso não combina com os videogames, que são sobre violência, explosões e mortes. É preciso traçar um limite claro. Então, se alguém está competindo ao jogar futebol virtualmente ou jogar outros esportes virtualmente, isso é do nosso alto interesse. Esperamos que, então, esses jogadores estejam realmente entregando performance esportiva. Se os fãs no final puderem jogar os esportes no mundo real, ficaríamos ainda mais felizes.

Até por normalmente a organização manter uma postura um tanto carrancuda, tal depoimento por parte de um executivo do COI torna-se ainda mais surpreendente, além de nos ajudar a entender melhor que tipo de jogo poderia fazer parte das Olimpíadas.

Ao se posicionar a favor de competições de games que representam esportes tradicionais, a entidade acaba também com uma dúvida bastante comum, que era sobre títulos que podem ser apenas temporários. Ou seja, fica praticamente nula a possibilidade de numa edição dos Jogos Olímpicos termos a presença, por exemplo, de um Counter-Strike: Global Offensive ou um Overwatch e na próxima tal jogo nem existir mais.

Ainda assim, acho pouco provável que o COI resolva mesmo adotar os games em Paris, até porque o próprio Bach disse mais tarde que a indústria de games ainda está se moldando e no fundo talvez o executivo tenha apenas evitado entrar em rota de colisão com um público cada vez maior. Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Fonte: South China Morning Post.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Fernando Silva

    Se for pelo conceito filosófico, então tá! ¯_(ツ)_/¯

  • Andre

    “Jogos Olímpicos de 2014”
    Hã?

  • Othermind

    Ahhhh ja tem os campeonatos de jogos eletronicos… que mimimi de querer misturar com olimpiadas.. é mesma coisa que tentar levar “futebol”, “volei” ou “levantamento de peso” pra um campeonato de games…

    • Cesar Osvaldo Müller

      Ué, mas já existem campeonatos de futebol, volei ou levantamento de peso, e mesmo assim eles estão nas olimpíadas….

      • Othermind

        Serio que vc nao conseguiu entender? rs

        • Cesar Osvaldo Müller

          Consegui sim… Só achei inválido o argumento….

          • Othermind

            Nossa..a gora que vi sua foto.. rsrs desculpe…

    • Diogo

      São jogos competitivos (e bastante, diga-se de passagem), e que estão atraindo bastante gente (torcedores, entusiastas, jogadores, etc.). Claro que o COI está de olho neste público jovem…

      • Maom

        Pois é, estão atraindo então pq colocar nas olimpíadas que servem justamente pra atrair à aquilo que não atraí. Ou alguma vez vc viu o mundial de levantamento de peso sem ser nas olimpíadas? Salto com vara? Esgrima?
        Acho até que deveriam tirar o futebol masculino de campo das olimpíadas de uma vez.

    • Heisenbeck

      Campeonato de FIFA e PES é o que? Não foi uma forma de “levar o futebol” aos games? E lembrando que na sua origem, os Jogos Olímpicos tinham poucos esportes e houve a mesma discussão quando novos esportes foram incorporados…

      • Othermind

        Mas chamar videogame de esporte ou “esport” (como inventaram), não o torna um.

        • Heisenbeck

          Claro.. vou solicitar ao COI que consulte vossa opinião antes de tomar qualquer decisão.

          • Othermind

            o COI ta cagando pra videogame… hehehe

  • Os que ganham não terão medalhas, mas sim archivements.

  • Olha, fui muito preconceituoso e contra esse tipo de modalidade… até eu lembrar que xadrez e damas são modalidades consagradas… por quê não jogos eletrônicos que usam de estratégia, reflexos e demandam treinamento seriam diferentes?

    Ok, acho uma panguada na missão torcer pra isso, mas tem gente que o faz calorosamente por causa do nobre esporte bretão, why not?

    • Maom

      Tb não concordo com xadrez em olimpíadas. Pra mim tinha que ser apenas jogos que necessitam de aptidões físicas. Ter isso como requisito básico. Se não uma coisa leva a outra e quando vc vai ver até o carnaval de escolas de samba podem virar modalidades olímpicas.

      • Heisenbeck

        Defina “aptidão física”.

        • Maom

          Fica difícil definir sendo que mal intencionado a pessoa vai distorcer todos os conceitos para encaixar uma seção de amassar botões como um esporte, ginástica, exercício físico, etc.
          Definir qualquer coisa à uma pessoa com síndrome de Sheldon Cooper é perda de tempo.

          • Heisenbeck

            Não tem nada de Sheldon Cooper (aliás, levarei isso como elogio). Basta não querer reescrever a natureza humana.

            E amassar/apertar botões tipo… tiro!?

  • Antonio Menezes

    Suponho (ênfase no suponho) que tá tendo essa cogitação porque o tal eSports tá dando muita grana devido a quantidade de espectadores que tá tendo. A gurizada vai parar de jogar pra assistir o jogador de LoL/Dota/Cs favorito nas olimpiadas. Ou seja, mais views, mais grana.

    • Não tenha a menor dúvida sobre isso.

  • Márcio Chaves

    O que não entendo é como um jogo sendo propriedade particular de alguma empresa entraria numa olimpíada. Nenhum esporte que compõe as olimpíadas hoje é proprietário, ninguém precisa pagar pra jogar nenhum deles. Qual seria o critério para eleger um título eletrônico em específico para entrar para as olimpíadas sendo que isso aumentaria em muito seu valor de mercado e da empresa criadora também?

    • Maicon Carraro

      “Ninguém precisa pagar pra jogar nenhum deles”… duvido você competir num nível profissional sem pagar nada até nos mais simples, fora que em alguns casos como Tiro e Golf, que tu precisa gastar uma grana considerável só pra experimentar. Existe diversos games competitivos gratuitos, exemplo esse que é o League of Legends.

      Sobre a questão proprietária realmente é um grande ponto que possivelmente vai ser a barreira pra isso acontecer, e concordo que é problemático. Do resto acho refutável.

      • Márcio Chaves

        Pagar você vai, os equipamentos, um espaço profissional. Mas não os direitos pelo jogo em si. Ninguém é dono das regras do futebol ou de nenhum outro esporte, isso que quero dizer. Nunca vai acontecer de ter uma atualização na regra do futebol falando que agora vai valer 2 pontos um gol de fora da área por ex, coisa que pode acontecer nos jogos eletrônicos. Os caras da Valve mudam no CSGO por ex o recoil vertical da Ak de 0.5 pra 0.75, isso já muda pra caramba a jogabilidade e acontece de vez em quando.

        • Rafael

          Sobre futebol, tem a International Board que é quem regulamenta a regra do esporte em questão. E já houveram várias mudanças de regras, das mais simples ( goleiros não poderem jogar com os pés, terem tempo para reposição de bola) até mais complexas ( impedimento ou interpretação de penalti).

          • Márcio Chaves

            Legal. Mas ainda assim não é uma empresa privada e normal a regra do esporte evoluir.

          • Heisenbeck

            Sim, é privada. E determinados campeonatos utilizam regras diferentes com anuência da mesma (por exemplo alguns campeonatos passaram a utilizar o novo formato de cobrança de pênaltis alternadas, uso de vídeo auxiliar, etc.).

          • Márcio Chaves

            Hmm legal.

        • Maicon Carraro

          Mas ninguém está falando pra adicionar exatamente o CSGO, a pauta é E-Sports, pode ser um jogo novo desenvolvido opensource, de forma gratuita, até mesmo por uma ONG. Existe diversas alternativas, o interesse atual é ter um esporte eletrônico independente de qual seja e sem precisa ter uma empresa por trás.

          E ninguém garante que as regras de marketing vão permanecer as mesmas pra sempre, pode ser que daqui um tempo a olimpíadas seja mais aberta e flexível a isso.

          E outra, o nível do futebol nas olimpíadas é bem sem graça comparado com os campeonatos mundiais com os times de patrocinadores e jogadores de diferentes origens, justamente pela limitação. Então eu imagino que o e-sports na olimpíadas também vá ser mais “sem graça” comparado com os campeonatos mundiais, mas ainda sim seria algo interessante de se ver igual outros esportes.

    • kenji

      Talvez não precise pagar para praticar, mas eventualmente precisa pagar para entrar em competições oficiais, ser associado. Veja como o ufc possui o esporte “mma”, ou como a FIA possui a F1, ou a FIFA possui o futebol. Você não paga (pra eles) pra correr de cart ou jogar bola na rua, mas aposto que paga para competir em alguma liga oficial que possa dar acesso em última instância à olimpíada. Não é só o custo do treino e dos equipamentos.

      • Márcio Chaves

        Realmente, concordo. Você entendeu bem o que eu quis dizer. Mas acho que geralmente quando o atleta chega no nível dessas organizações que você citou já nem parte do bolso dele, fica pro governo/time/patrocinador que ele tem.

    • bit lascado

      Vejo ao contrario, empresas oferecendo games pro COI, prevendo vendas maiores dos games.

    • mateuslira

      blz, então qual sua sugestão de um game realmente bom e competitivo que seja desvinculado à qualquer empresa e livre de copyrights??

      • Márcio Chaves

        OpenArena kkkkkkk

  • Russo

    Daqui a pouco vai ter gente dizendo que o preparo físico para se jogar CS é o mesmo para se preparar para uma maratona.

  • kenji

    Que façam o que bem entenderem, só acho uma bobagem que vai fazer muito dinheiro girar para algumas empresas.
    O negócio não vai permitir avaliações a longo prazo, você não vê as regras dos esportes mudando a cada quatro anos, mas não raro games competitivos têm vários patches. É complicado avaliar, levaria os “esports” mais longe, mas não vejo benefício qualquer para ninguém, exceto financeiro para as empresas envolvidas.

    • SomeReader

      ” exceto financeiro para as empresas envolvidas.”
      Ou seja. Tudo que importa no mundo real. kkkk.
      Mas entenda empresas envolvidas todas as empresas mesmo, não só a que fazem os jogos. De emissoras de TV a patrocinadores.

      • kenji

        Distribuição de renda ! YAY!

  • SomeReader

    A questão é que eSport dá dinheiro. Então cedo ou tarde irá ser incluído. Com problemas “filosóficos” ou não.

    O problema que eu vejo é a questão que o colega comentou ali, estes jogos tem donos. Tem empresas que fazem. O esporte comum não. É livre. Não sei como ficaria na prática.

    Agora esta ladainha de violência ninguém engole, só eles mesmo. Afinal temos o box. ‘-‘
    Dizer que trocar socos, tudo bem. Trocar bits, acionar teclado e mouse não! É muito violento.

  • Wallacy

    Ok…. Mas as Olimpíadas possuem tiro, arco e flecha… Não acho que essa declaração pacifista faça algum sentido.

    Porém vejo com bons olhos a questão de não escolher um jogo que seja propriedade especifica de uma empresa, ou com uma temática controversa*, isso é, o tal “policia e ladrão” do CS, não agrega nada ao “esporte”, o que importa é a habilidade de tiro, reflexo, etc, então se o que importa é a parte “física e mental” do jogador (não o “proposito” do game), existem vários games de tiro ou rhythm que podem ser usados, e com alguma adaptação na parte estratégica é claro, podem se tornar complexos para um esporte olímpico.

    Em qualquer cenário, um novo game teria que ser criado e mantido pela comunidade, não poderia eliminar a questão competitiva, interação entre players (o que trás a complexidade), etc… Esse jogo… Não existe 😉

    Ou esquecer de tudo isso e partir para o bom e velho Tetris!! 😉

    • SomeReader

      tem box. Só para lembrar.

    • bit lascado

      eSports de esportes olímpicos, Futebol, Basquete, Hockey, Rugby, e até mesmo Automobilismo Virtual, o qual já tem a chancela da FIA.

      • Wallacy

        E qual vai ser o publico disso? Vai parecer apenas uma competição de segundo escalão.
        Todos os eSports de sucesso hoje possui elementos totalmente desconexos da realidade.

        • bit lascado

          Vai ter público, eu que não vejo graça em campeonato de LoL sei que vai ter público pra um campeonato de FIFA numa olimpíada.

        • bit lascado

          Quem joga estes mesmos jogos, e não é pouca gente.

          • Wallacy

            Quem gosta desses jogos gosta ainda mais dos jogos de verdade. Ninguém vai deixa de ver um jogo da Alemanha de verdade pra torcer pro um nerd controlando um de mentira. Por isso sempre vai parecer algo de segundo escalão. Diferente dos outros games de eSport.

          • bit lascado

            Tem gente que joga Fifa e não sabe chutar uma bola, então essa não cola

          • Wallacy

            Eu não disse quem esaa pessoa sabe jogar! Mas que prefere jogos de verdade, os mesmos que já fazem parte das Olimpíadas.

            Me diga uma pessoa, apenas uma pessoa que joga FIFA e não prefere um jogo real! Eu conheço vários jogadores de FIFA, estamos no Brasil afinal, 100% prefere assistir jogadores reais.

            Futebol já faz parte da Olimpíada! FIFA sempre vai ficar em segundo plano.

            Quer mais contexto? O FIFA 17 vendeu no mundo todo 17 milhões de cópias, dessesapejas uma parcela assiste partidas online os melhores vídeos possuem 1.5 milhões de view . A audiência da última olimpíada envolveu 2.5 bilhões de pessoas! Até curling teve mais audiência que isso!

            Totalmente fora de escala de consideramos LOL, Dota, CS, etc. pra virar esporte Olímpico precisa de relevância. Os outros games estão hoje conseguindo chegar no patamar dos esportes reais, FIFA ainda está longe, não bate nem o campeonato Carioca, imagina quando você coloca em um contexto global.

            Como último exemplo, o Barcelona tem um time oficial de LOL e não de FIFA:

  • Davi Leichsenring

    “[…] que são sobre violência […]. Arco e flecha, lançamento de dardo, tiro ao alvo, boxe, esgrima, judô, taekwondo, etc.. são modalidades de quê então? Antigamente era utilizado pra vender pão?

  • Dou uma e se for bom dou mais

    Enquanto isso os paid mods o Creation Club da Bethesda estão rolando soltos… e estão meh. Isso que eram para ser top do top.

  • Goemon

    Uma olimpíada só de e-sports seria mais legal. Sediada em uma cidade diferente a cada 4 anos onde terão diversas arenas para diversas modalidades: Street V, CSGo, LOL, Dota, PES ou FIFA, etc. Jogadores do mundo todo representariam os seus países e não times. O quadro de medalhas seria por essas modalidades de e-sports

    • O problema do a cada 4 anos, é a rotatividade de um game.
      Todos tem updates e regras, o campeão de CS 1.6 não será o mesmo do CSGO pq mudaram os jogos.
      E certamente haverá muito lobby com os estúdios para ver quem é “o cara”. BF X COD / Fifa X PES / Arcade X Simulação / Joystick X Teclado.

      Eu jogo, mas jogos eletrônicos tem N variáveis, e tudo que mais me irrita é ser injusto. Uma Olimpiada não deve existir assim, e sim um mundial anual da categoria.

      Simples.

  • Manoel Jorge Ribeiro Neto

    Sei não, acho que e-sports não combinam com Olimpíadas. Querer atrelar uma coisa com a outra pode até atrair um bom público, mas irá atiçar os espectadores (e atletas também) de esportes mais “olímpicos”, como atletismo e maratona. Esse povo poderia fazer birra e até boicotar o evento. Como já falaram abaixo, mais negócio é a indústria de games criar uma “Olimpíada” de games, com várias competições dos mais variados títulos de games, sediada em diferentes cidades a cada 2 anos (4 anos é muito tempo). Se bem organizada, pode ter um público enorme.

  • JORGE_TC
  • Davos, o lula europeu!

    “Queremos promover a não discriminação, a não violência e a paz entre as pessoas. Isso não combina com os videogames, que são sobre violência, explosões e mortes.”

    Dá pra substituir a parte sublinhada por qualquer produto da cultura pop.

    É interessante notar isso pra perceber que os caras SABEM que o filtro do que deve ser jogado é feito tanto pela industria, que deixa a disposição uma oferta de jogos para todos os públicos, quanto pelo usuário que também customiza sua experiência e MESMO ASSIM me soltam essa frase. É pura má-fé, pois burrice é falta de conhecimento, o que acredito não ser o caso.

  • Eu jogo todo o santo dia com meus piá. Mas acho ridículo um sistema computacional verificar quem é “melhor”.
    Não há esforço físico. Qualquer “um” no bom sentido da palavra pode ser um campeão. Mesmo que nunca tenha saido do sofá.

    Olimpiadas não combinam com E-Sports, se o COI tá carente de telespectadores. Acho que deveriam criar uma outra Olimpíada.

    Já existe as de Inverno, Paraolimpíadas, e etc … Uma E-limpiada teria mais moral do que dizer que sou o melhor Ginasta do Mundo (pesando 115 kg)

    • Acho que você não faz ideia da dedicação que uma pessoal precisa fazer para se tornar um jogador profissional. Acredite, não é qualquer “um” que poderia se tornar um campeão.

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