Sem desculpa: serviço de VOD que vende filmes editados ainda infringe copyrights

Espertinhos existem em várias formas, e um deles acaba de tomar um sacode nos tribunais dos Estados Unidos. A Corte de Apelações do 9º Distrito de San Francisco decidiu que VidAngel, uma empresa de video-on-demand infringe as leis de direitos autorais ao vender cópias alteradas de filmes, oferecendo opções de remoção de cenas controversas.

O negócio da VidAngel se baseia numa lei de 2005 chamada Family Movie Act (FMA), que permite a quebra dos algoritmos de proteção de filmes de modo a criar cópias dos mesmos sem cenas inapropriadas para o consumo familiar como sexo, consumo de drogas e álcool, violência, palavrões e outras coisas. A empresa compra cópias físicas das obras, quebra a proteção deles mas oferece um serviço diferente, permitindo que o usuário decida quais partes ele deseja deletar através de seu serviço de streaming. Basicamente ele seria um Netflix da vida, com um catálogo de cerca de 2.500 filmes integrais e os pais e mães que criam suas próprias versões de acordo com seus valores morais e éticos. E lógico, pagam por elas.

Desnecessário dizer que os grandes estúdios nunca gostaram dessa prática. Em dezembro uma junta formada por Disney, Lucalfilm, 20th Century Fox e Warner Bros. venceram o primeiro round, forçando a VidAngel a pagar US$ 10 milhões de indenização e interromper o serviço. A empresa apelou e agora ela perdeu de novo. De acordo com a opinião do juiz “Star Wars é Star Wars, com ou sem Slave Leia”; a remoção de conteúdo questionável não exime a VidAngel de pagar direitos autorais pelos filmes que comercializa.

Em suma: não interessa se você cria uma uma versão para a família de Logan ou um curta baseado em O Retorno de Jedi apenas com a Leia de biquíni, não pode e pronto.

O argumento da VidAngel que se apoiava na Family Movie Act também não se sustentou por dois motivos: primeiro, mesmo que seja por uma causa considerada nobre (evitar que crianças consumam material impróprio) os filmes alterados ainda são passíveis de copyright; segundo, a VidAngel nunca teve direitos assegurados de oferecer o processo de edição a seus clientes, ela simplesmente comprava as obras no varejo e não repassava um tostão aos estúdios. Logo, pirataria pura e simples.

A decisão da corte visa impedir a criação de uma brecha gigante nas leis de direitos autorais, em que as pessoas poderiam inserir edições ou remover trechos e alegar que as obras deixam de ser passíveis de copyright. A verdade é que não interessa se o filme foi estendido para quatro horas ou ficou com apenas três minutos, ainda é um produto protegido e quem o distribui sem pagar os direitos aos detentores será visitado pelo Processinho, sem exceções.

Fonte: Ars Technica.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • EmuManíaco

    Todo lugar tem um espertinho querendo ganhar com o trabalho dos outros. impressionante.

    • Gaius Baltar

      Mas é justamente isso que os sites de streaming pirata com publicidade fazem. Com a vantagem de não cortarem a Slave Leia.  (͡° ͜ʖ ͡°)

  • Aí criam um serviço pra consumo de mídia pr0n sem pr0n….. com intro (talvez tirem a palavra “intro”, por ser capciosa) e créditos…. um sanduíche (acho que esse termo também seria removido).

    E reclamam de copyright pelo vídeo ser em vídeo, afinal, se for em vídeo, tem copyright!
    Ok… desistem do serviço de vídeos, será em fotos com movimentos…. que é…. vídeo….

    ….tá bom…. desisto… deixo pro Bruno do Acre produzir as elucubrações….

    • Rodrigo Primon Savazzi

      Como já disse Jeremy Clarkson, se você editar um filme pornô para passar na televisão aberta à tarde, você vai acabar com um filme de 20 minutos só closes na cara suada de um cara.

      • Julio da Gaita ✔

        podia ser pior, podia ser close na bunda do cara metendo… ./

        • Rodrigo Primon Savazzi

          Aí não dá pra passar na Sessão da Tarde… hehe

          • Julio da Gaita ✔

            lembrei agora de “Elvira a Rainha das Trevas” que passava na sessão da tarde… mano, até hoje se tiver passando assisto “feliz”…

          • Maom

            E lagoa azul então? Que trama maravilhosa. Que enredo. Que sonoplastia. Uma história muito bonita de amor entre dois irmãos numa ilha paradisíaca. Ahhh meus 11 anos.

        • Jean

          Eu nunca entendi esses closes, é a coisa mais broxante que tem num pornozão. Aquela bunda cabeluda indo e voltando, ovos pendurados, coisa feia mano. Sempre quando aparec,,,APARECIA ( não assisto mais cof cof ) eu rodava o video para frente.

    • Henry

      Quem é que assiste um filme pr0n completo hoje em dia? É só o início, pra ver a cara da atriz, pula pra 25%, assiste 5 minutos, pula pra metade, assiste mais 5 minutos, e assim por diante. A não ser na época das madrugadas da Band, aí tinha que assistir no tempo e ordem que as coisas eram apresentadas. Ah, como eu amo a tecnologia…

      • Tá mais pra saudosismo hein?

      • Meganegão

        Ah menino. Você também era inocente como eu e achava que a madrugada na Band era filme pornô?

  • Gaius Baltar

    Caramba, e a Globo pagando direitos autorais dos filmes cortados que ela exibia (exibe?). Podia aprender com a VidAngel

  • Tiago Souza Cândido

    “ela simplesmente comprava as obras no varejo e não repassava um tostão aos estúdios”

    Se você compra um filme no varejo, já está repassando um tostão aos estúdios ou não?

    • E. Bicalho

      Certamente, mas um tostão, na escala industrial, não são as moedas que você encontra no sofá ou dispensa como troco….
      Um tostão é o valor que os estúdios pediram no primeiro round.

    • Henry

      Esse tostão que você repassa, lhe dá apenas o direito de assistir ao filme com sua mulher e filhos, no conforto do sofá da sua casa. Se você empresta o filme ao seu tio, tem que pagar outro tostão. Se você chama o seu vizinho pra mostrar aquela cena incrível, tem que pagar outro tostão. Pelo menos, é assim que os estúdios consideram um mundo perfeito.

      • Tiago Souza Cândido

        Sim, só questionei a frase de não repassarem um tostão.

        • Henry

          Tem razão, a frase poderia ser melhor colocada mesmo.

    • Diego Marco Trindade
    • André Luiz

      Deixa de ser “uso justo” quando a coisa ganha escala comercial/industrial.

      Mas emprestar, chamar os amigos, etc, etc,etc… pode

  • AHSOliveira

    Mas o intuito deles deveria ser “tornar o mundo um lugar melhor”.

  • Maom

    A melhor parte da notícia é ver que o Gogoni não colocou aquele desenho do “processinho” que não tem graça nenhuma e, igual uma propaganda, representava consumo inútil de dados que poderiam ser aproveitados par outras fotos da Leia ou japinhas.

  • Jorge Dondeo

    Caraca essa dever ser a lei mais Nutella da história.

  • cesar m

    Princesa Leia de biquíni é muito bão hein!

  • SacoCheio

    Ah, tia Leia…. saudade docê… Obrigado pelos peixes!
    ❤️ ❤️ ❤️ ❤️ ❤️ ❤️ ❤️

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