Rhapsody of Fire — Legendary Years

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Em 1997 eu estava na faculdade e, como era de costume, sempre dava uma passada na loja de discos antes de ir para a aula. O objetivo era sempre garimpar novos lançamentos, aproveitar as promoções e, quem sabe, encontrar uma raridade perdida nas pilhas de CDs. Foi em uma dessas visitas que encontrei o álbum Legendary Tales da banda italiana Rhapsody. Era o primeiro disco da banda e não sabia nada sobre eles. Gostei da capa e levei para casa. A surpresa foi encontrar um Heavy Metal Melódico com clima épico e com intervenção de música clássica. Tudo bem, isso não era novidade, mas os caras levaram a inserção de instrumentos clássicos a um nível extremo.

E se foram 20 anos desde o lançamento desse disco. A banda mudou de nome (virando Rhapsody of Fire) por conta de tretas relacionadas à direitos autorais, lançou 11 discos de estúdio,  trocou de membros como quem mudava de roupa e os dois donos do grupo se separaram dando origem a duas bandas que fazem absolutamente a mesma coisa (problemas de egos gigantescos). Ao menos uma coisa sempre foi constante no grupo: a voz maravilhosa do vocalista Fabio Lione. Porém, até isso mudou. Em setembro de 2016 o vocalista anunciou que estava se desligando do grupo para se dedicar a outros projetos. Em novembro a banda anunciou Giacomo Voli como novo vocalista da banda.

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Para marcar a entrada do novo membro, a banda lançou um disco intitulado Legendary Years. Não são músicas inéditas. São músicas clássicas da banda (dos primeiros álbuns) regravadas com o novo vocalista. E qual o motivo disso? Fabio Lione é um prodígio. Sua voz é maravilhosa e casava perfeitamente com o estilo da banda. Para falar a verdade, era a marca registrada do grupo. Substituir essa cidadão é uma tarefa ingrata e de muita responsabilidade.

Legendary Years é um disco vencedor por escolher apenas as melhores músicas da banda. E a escolha ficou restrita aos primeiros discos do grupo que são, em minha opinião, os melhores e mais conhecidos. Como foi um disco feito a toque de caixa, as músicas não possuem a qualidade técnica e produção das versões originais. Não temos orquestras aqui, apenas guitarras e teclados, o que deixou as composições mais cruas. Não estragou a qualidade das composições, só ficou um pouco mais bruto (alguns vão gostar). Já Giacomo Voli não tem toda a técnica e melodia do vocalista anterior. O vocal dele é mais rasgado, lembrando bandas de hard rock ou power metal. É diferente, mas é agradável e encaixa bem na maioria das músicas do Rhapsody. Porém, ele tem uma leve dificuldade em alcançar as notas mais altas. De agora em diante a banda tem que compor pensando nas capacidades vocais do menino.

Destaques para Dawn of VictoryLand of ImmortalsEmerald SwordThe Dark Tower of AbyssRain of a Thousand Flames e a megafodástica Knightrider of Doom. Se você não conhece a banda, o disco é uma boa pedida. É obrigatório para colecionadores e apreciadores do conjunto. Até recentemente não encontrávamos o disco à venda no Brasil, mas já existem unidades sendo comercializadas por R$ 30,00 no Mercado Livre.


RHAPSODY OF FIRE – Knightrider Of Doom (2017) / Official Audio/ AFM Records

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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