Vem aí um novo jogo da Valve (mas…)

artifact

Há algum tempo eu venho reclamando da maneira como a Valve tem tratado a criação de jogos. De uma das desenvolvedoras mais respeitadas do planeta, a empresa de Gabe Newell tornou-se apenas uma revendedora, além de aproveitar o sucesso que as microtransações tem feito em títulos como Dota 2, Team Fortress 2 e Counter-Strike: Global Offensive. Ainda assim, sempre mantive a esperança de que cedo ou tarde eles anunciariam um novo jogo de grande porte, mas infelizmente não será dessa vez.

Através de uma teaser que não mostra muita coisa e de uma conta no Twitter, a Valve anunciou estar trabalhando no Artifact: The Dota Card Game, um spin-off para o seu MOBA e que como o próprio nome deixa claro, se trata de mais um jogo de cartas que tentará buscar seu espaço num mercado bastante saturado.

Com previsão de lançamento para algum dia de 2018, a ideia claramente será explorar os personagens de um jogo extremamente popular como o Dota 2, recorrendo a um estilo que conquistou muitos admiradores graças a sucessos como o Hearthstone, The Elder Scrolls: Legends e Gwent — que não coincidentemente foram baseados em outras franquias.

Apesar da falta de informações oficiais, o que sabemos é que o Artifact: The Dota Card Game terá seu desenvolvimento liderado por Brad Muir, um ex-funcionário da Double Fine que em seu currículo tem títulos como Massive Chalice, Psychonauts e Iron Brigade. Além disso, o novo jogo deverá aproveitar vários elementos do Dota 2, como por exemplo a utilização de três faixas.

Como nunca me interessei pelo Dota 2 e os jogos de cartas não me chamam a atenção, acho que eu não conseguiria explicar o quão desinteressado estou por este Artifact: The Dota Card Game. Aliás, na verdade ele só serviu para me deixar ainda mais indignado com a política atual da Valve, me fazendo lamentar a sensação de que está ficando cada vez mais fraca a possibilidade de um dia vermos a empresa funcionando como era antigamente. Lamentável!


PlayArtifact — Artifact Teaser

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Toda vez que anunciam um novo card game digital só aumenta minha vontade de que a Hasbro anuncie um Magic Digital decente e com um preço bacana… De resto, no momento eu sinceramente to fora…

    • Nilton Pedrett Neto

      Mas já tem , não? Aquilo que eu jogava era bem … Magic pro meu gosto, rs.

      • Tinha o Duels, mas ele foi descontinuado em Amonkhet e não tinha todas as cartas das coleções. E tem o MOL que é bem basicamente o mesmo valor do Magic físico e todo mundo que joga reclama muito dos Bugs… Aparentemente eles estão trabalhando em uma iniciativa chamada Magic Digital Next, que vai envolver o MMO e um jogo substituto do Duels, veremos o que vai vir ai…

    • Theo Queiroz

      O problema é que se eles lançam um MTG virtual bom, eles se “auto-canibalizam”. As cartas já não vendem tanto quanto antigamente, se existisse uma versão digital 100% fiel à física, venderia menos ainda.

      • Faz sentido… E provavelmente é por isso que eles não continuaram o Duels, mas acredito que um remake do MOL, e uma facilitação das compras nele ficaria bom pakas já… Eu gostaria muito de jogar no MOL, mas todo mundo que eu conheço que joga não recomenda pela quantidade de bugs que ele tem. Acredito que rola de conciliar um bom MOL e um jogo fisico bacana, mas pensando pelo lado que tu disse, um digital bom, com tudo que o real tem e um preço bem abaixo ia ser meio inviável mesmo…

  • Helmut

    Também sinto falta da Valve como desenvolvedora, mas entendo a mudança de foco da empresa.

    Além de “apenas uma revendedora”, ela também mantém o desenvolvimento constante de dois jogos (Dota e CSGo) que estão entre os principais títulos de um mercado que vem se mostrando extremamente promissor (eSports).

    Essa semana está rolando o The International 7, torneio de Dota 2 cuja premiação já está na casa dos 24 MILHÕES de trumps (e subindo). A Valve colocou 1,6 milhões e o resto é obtido através da contribuição de >>> 25% <<< do valor de um item vendido dentro do jogo.

    É só fazer as contas…

    • E. Bicalho

      70 Mi trumps só com a venda do item. Lol.

      • SignaPoenae

        Lol não, Dota.

      • Helmut

        Em apenas 100 dias!

  • Hearthstone é o jogo que mais jogo atualmente, devido ao fato que as partidas são rápidas (em média 5min) e que posso jogar enquanto faço alguma outra coisa (escutando podcasts, assistindo tv, etc.) e no estilo Card Game só deixaria o HS se lançassem um jogo de qualidade de Spellfire.

    • Rodolfo Oliveira

      Exato. Até o público mais velho anda preferindo experiências rápidas, e esse é um dos motivos que LoL e Dota fazem tanto sucesso.

  • Diego Marco Trindade

    Já tá cansando esses jogos de cartas. Eu gosto, mas eles tem muito de sorte e você perde muito tempo estudando todos os decks, cartas, combinações de combos etc. Por isso que fisicamente tem apenas um líder (Magic), é complexo, e por isso que é de nicho. São poucas pessoas jogando, e fica complicado administrar o tempo pra jogar todos esses, aí o público fica muito fragmentado.

    • Gesonel o Mestre dos Disfarces

      fora o aspecto econômico. pra ter um baralho competitivo, se prepara pra desembolsar MUITO dinheiro.

      • Diego Marco Trindade

        Verdade. Comecei a jogar o TES Legends, mas já tô há uns 3 dias sem jogar. É muito tempo pra entender as mecanicas, e nem é o mais complicado que já vi.

        Queria que lançassem mais jogos com o Star Wars Galaxy of Heroes, vc monta um time de 5 chars, melhora eles, mas de chars competitivos tem apenas uns 30-40 no máximo. Assim fica mais simples ver combinações. Claro, qualquer jogo competitivo se gasta dinheiro e tempo, mas aí vc não precisa estudar 200-300 cartas para jogar, e tem menos questão de sorte envolvida.

  • Alvaro Carneiro

    Dori, tudo é dinheiro.

    A Valve está indo atrás do dinheiro. Como você mesmo fala, hoje eles estão nas micro-transações – que é uma chuva de dinheiro constante.

    Quem não quer algo como o lucro do Clash of Clans? Que em 2013 já rendia mais de 2 milhoes de dólares por dia?

    Não dá para “perder” tempo com uma super produção que leva meses/anos, enquanto você pode focar no rio de dinheiro que é o mercado atual: micro transações.

    Eu particularmente não gosto de jogos assim, sou velho, prefiro o estilo velho: compre o jogo completo e ponto final. Ou então coisas como o WoW que é honesto: pague a mensalidade e tenha acesso ao jogo completo.

    • Sim, sim. Pensando pelo lado da empresa, acho que estão mais do que certo. Porém, como jogador e fã do trabalho dos caras, não consigo deixar de lamentar.

    • Ivanney Pessôa Moreira Martins

      Nao sou do meio, (producao de Jogos) mas imagino q as equipes de programacao e principalmente a de design e historia, nao sejam as mesma de administracao e manutencao de vendas, caso eles quisessem poderiam muito bem voltar a ser um estudio de criacao E manter o/a Steam.

  • SacoCheio

    Nem vou falar de Half Life 3, já superei esse trauma na minha vida! Só que é uma falta de humanidade desses caras abandonarem um jogo sem acabar, fico muito puto só de lembrar, buáááá

    • Flávio Pedroza

      Kkkkk, superou mesmo? Creio que não…

      • SacoCheio

        Deu pra perceber??? hehehe

  • Well Dias

    O título dessa notícia tem 30 caracteres. 3 + 0 = 3. Confirmado!

  • OverlordBR

    HALF LIFE lançado (e o 4 confirmado)!

  • Marcelo Eiras
  • Rodolfo Oliveira

    Não vejo porque reclamar disso… Não é como se quantidades absurdas de recursos tenham sido alocados nesse jogo ou como se HL 3 deixasse de ser produzido por causa dele. No mais, uma produtora com um fluxo de caixa saudável tem mais condições de arriscar em produções maiores, não que a Valve esteja pobrinha, mas realmente não entendo o rage contra card games digitais.

    E ainda acho mais honesto vender as cartas dentro do jogo como se vendem cartas físicas do que ficar vendendo power ups, vidas ou limitações temporais pra forçar as pessoas a gastarem.

  • Tiago Alves

    Jogo de cartas é yugioh. Viciante e simples, mas ao mesmo tempo bem complexo. Até minha tia de 60 anos joga.

    • Vinícius

      Jogo de cartas é Uno. Quem é Exodia perto do temível +4?

      • Nícolas Wildner

        Jogo de cartas é Truco. Quem é “+4” perto dos temíveis Zap(Truco Mineiro) ou Espadilha(Truco Gaudério)?

  • Se fosse o caso, sera que valeria a pena continuar seus antigos jogos hoje? Sem equipe e com uma geração mimizenta que caga dinheiro, um HL3 por exemplo, seria uma aposta muito arriscada.

    Pela lei da zona de conforto, vale mais manter a Divisão Bacon com Doritos com o Steam saudável, e as micro-transações pagando as contas do mês.

    Uma vez comentei aqui, que a compra da Valve por outra empresa de games poderia ser a salvação de suas franquias esquecidas. Não vai acontecer.

  • Davi Leichsenring

    Eles focaram em microtransaçao mas infelizmente deixaram de lado o legado, de fazer jogos de otima qualidade que sao lembrados eternamente. Desse jeito, daqui alguns anos quando falaram de Valve vai se lembrar apenas de microtransaçao. Num futuro mais distante, vai se perder como uma lagrima na chuva.

  • Nícolas Wildner

    É tanta empresa lançando Mini-Game, que pra ficar “alinhado com o mercado”, enchi meu RetroPie de ROMS de Game&Watch. Me sinto mainstream agora.

  • Meninão Bobo

    Uma lástima mas “business is business” onde gera dinheiro é onde vamos investir.

    Investimento x Lucro, mais fácil revender jogos de terceiros lucrar com ecosistema do que pagar uma equipe gigante de desenvolvimento para criar games e acabar lançando jogo FAIL.

  • Julio Verner

    Valve passou de ser A empresa de games para ser A mãe de todo tetudo. Só tem jogo de tetudo e para tetudo…

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