Disney é acusada de espionar crianças através de seus apps e games

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Eis que a Disney se envolveu em mais uma polêmica: um processo movido contra a companhia nos Estados Unidos a acusa de monitorar, rastrear e coletar dados de crianças através de seus apps e games, algo proibido pela lei federal; não obstante a casa do Mickey estaria lucrando ao vender esses dados para companhias de anúncios.

O caso diz respeito a um processo (cuidado, PDF) que aponta uma série de irregularidades em alguns aplicativos da Disney voltadas às crianças, como por exemplo o app Disney Princess Palace Pets (disponível na App Store) e outros. Segundo os reclamantes os apps da empresa seriam capazes de identificar os usuários e coletar seus costumes e outros dados, sem nenhum tipo de autorização prévia visando principalmente a “exploração comercial” de tais informações. A gigante do entretenimento trabalharia em parceria com empresas especializadas em veiculação de anúncios como Upsight, Unity e Kochava, estas sendo responsáveis por inserir softwares nos apps e games com o intuito de monitorar e coletar os dados.

Tais dados, uma vez coletados seriam revendidos a terceiros (Google? É possível) de modo a rastrear os costumes e hábitos das crianças em diversos dispositivos e plataformas, bem como repassar anúncios a eles e seus responsáveis. O grande problema é que as leis federais norte-americanas são expressamente claras quanto à proibição de coletar dados de crianças, e por isso mesmo tal prática seria toda realizada por baixo dos panos.

Vale lembrar que não é a primeira vez que a Disney é pega no pulo: em 2011 a subsidiária Playdom foi condenada por coletar e disponibilizar dados de crianças sem o consentimento dos pais ou responsáveis.

O problema é o seguinte: hoje em dia dados são o El Dorado, quem quebrar o código de como utilizá-los da melhor forma filtrando o ruído vai fazer muito dinheiro; ao mesmo tempo crianças e adolescentes acessam aplicativos e serviços e embora hajam regras duras quanto à invasão da privacidade de menores de idade, só sendo muito ingênuo para acreditar que grandes empresas não fariam uso de meios nada convencionais para por as mãos nessas valiosas informações e fazerem muita grana com elas. A Disney pode manter aquela fachada de boazinha e preocupada com a moral e bons costumes, mas antes de tudo ela é uma empresa e como tal, tem a missão de dar lucro.

Procurada pela reportagem, a Disney não comentou o assunto.

Fonte: Gizmodo.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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