Aconteceu: a Adobe vai FINALMENTE matar o Flash em 2020

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E eis que o dia chegou. A Adobe finalmente reconheceu que no mundo de hoje o Flash mais atrapalha do que ajuda e por causa disso decidiu descontinuar o plugin de vez. Ele será mantido até 2020, mas depois disso seu destino estará selado.

Através de uma publicação em seu blog oficial, a Adobe esclarece que o Flash não é mais necessário numa realidade em que padrões abertos como HTML5, WebGL e WebAssembly suprem a maior parte das funcionalidades que os plugins desempenhavam, permitindo que sites e desenvolvedores não mais precisem fazer uso de tecnologias arcaicas e que evoluíram muito pouco mais de duas décadas (essa parte é acréscimo meu).

Companhias como Apple, Google, Microsoft, Mozilla e Facebook ajudarão na transição de modo a dar suporte àqueles que ainda utilizam o Flash em suas soluções, orientando sites e profissionais a migrarem para formatos mais atuais e leves nos próximos três anos. Só então a tomada do plugin será puxada, no fim de 2020 com o fim da distribuição e suporte.

O Flash foi introduzido em 1996 pela FutureWave como uma plataforma multimídia de gráficos vetoriais, voltada para a criação de animações e suporte a reprodução de vídeos, e por muito tempo foi a mola motriz da internet. No mesmo ano a pequena companhia foi comprada pela Macromedia, que manteve a distribuição do plugin até ser adquirida em 2005 pela Adobe, e nesse meio tempo ele pouco evoluiu. Na posição confortável de suprir tecnologia para quase a totalidade dos players de vídeo e banners em sites, ninguém nunca se importou com o quão pesado ele era e com suas inúmeras brechas de segurança, e nos anos que se passaram ele foi alvo de vários ataques; alguns bem sérios.

A maré de sorte do Flash acabou em abril de 2010, quando Steve Jobs publicou a famosa carta aberta em que descia a lenha no plugin e abria caminho para os novos padrões como o HTML5, promovendo-os como seus sucessores lógicos e cravou a faca ao apontar o óbvio: o Flash era inviável numa realidade mobile por comprometer e muito a autonomia de bateria de smartphones e tablets. Esse foi o principal motivo que o levou a não adota-lo no iOS desde o início.


iphoneblog — D8 Video: Steve Jobs on Flash 2010

Ao contrário de muitas decisões da Apple que parecem estranhas a princípio mas todo mundo segue depois, a grande maioria dos profissionais fechou com Jobs no ato: o Flash era uma tecnologia obsoleta, lenta, pesada, devoradora de recursos e insegura que precisava evoluir ou morrer. Como a Adobe se recusou por anos a assumir o compromisso de tornar seu plugin mais utilizável o pessoal correu atrás, abraçando principalmente o HTML5 que passou a ser o motor principal de sites antes considerados vitrines da Adobe, como o YouTube.

Não ajudou também o fato de os poucos aliados que insistiram no Flash terem feito burrada atrás de burrada.

Hoje o Flash vem embutido em certos navegadores como o Chrome (porém desabilitado por padrão) e ainda funciona em pelo menos um bilhão de dispositivos conectados, mas a verdade é que ele se tornou um peso desnecessário para a internet, que já conta com mais e melhores ferramentas que fazem o seu trabalho. Ainda teremos que aturá-lo por mais três anos, mas como consequência teremos uma rede mais rápida e leve.

Portanto descanse em paz, Flash. Não sentiremos sua falta.

Fonte: Adobe.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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