Androids de ponta são tão (ou mais) lucrativos para apps e games quanto o iOS

Há um consenso de que se um desenvolvedor mobile quiser realmente fazer dinheiro ele deve investir prioritariamente no iOS, já que a pirataria de apps e games no Android é tão intensa que não raramente os estúdios menores ignoram completamente a plataforma. Por muito tempo isso foi regra e afetou principalmente games mobile, e muitos se resignaram ao fato de que não terão lucro com o robozinho do Google ou em alguns casos, ter até prejuízo.

Alguns, como Paul Haddad (criador do Tweetbot) odeiam o Android e deixam bem claro que nunca desenvolverão nada para o sistema do Google pelo simples fato de que não pretendem perder dinheiro, mas a realidade é cruel para quem não pode se dar a esse luxo: o iOS não é maioria do market share e quase 90% do mercado é abocanhado pelo Google. Por outro lado quase toda a grana está nas mãos da maçã, que paga muito bem a seus desenvolvedores. O Google também, mas em termos de lucro o Android fica bem atrás.

O fator principal sempre foi a pirataria desenfreada. Não importa o motivo, os usuários sempre deram uma série de desculpas para justificar baixar versões ilegais de apps e games de US$ 0,99 (o André tem uma história muito boa envolvendo apps de R$ 0,18, mas divago) mesmo pagando caro em smartphones, tablets e planos de dados, algo que por questões culturais ocorre em uma escala bem menor no iOS; basicamente donos de iPhones e iPads sempre foram mais propensos a pagar pelo software que utilizam, enquanto os de Android não.

Só que a DeltaDNA, uma plataforma de marketing e análise móvel revelou que a realidade do Android é bem mais próxima do iOS em um quesito: usuários premium pagam sim por apps e games e não sentem tanta inclinação em apelar para a Locadora do Paulo Coelho. Um estudo recente revelou que aqueles que preferem smartphones mais caros como o Google Pixel XL e o Galaxy S8 injetam mais grana em seus softwares, elevando os índices de receita média diária de usuários ativos (average revenue per daily active user, ou ARPAU).

Em alguns casos eles chegam a fazer mais grana do que o iPhone, o que é muito interessante.

Note que os três aparelhos com o ARPAU mais alto são o Galaxy S8+, o iPhone 7 Plus e o Pixel XL com respectivamente US$ 0,54, US$ 0,36 e US$ 0,32 em média gastos com apps e games por dia. A média diária dos demais Androids, excluindo o Pixel é a mais baixa, US$ 0,20 por dia ficando bem atrás dos iPhones anteriores à linha atual (US$ 0,36/dia).

Isso dá a entender que a pirataria de apps e games é uma questão cultural e não diretamente ligada ao sistema: quanto mais caro o dispositivo menos o usuário sentirá necessidade de recorrer a métodos ilegais e mais softwares ele irá comprar, como também investirá em compras no app. Dessa forma, se o usuário prefere um Android barato as chances dele apelar para apps e games piratas é bem maior.

Isso reflete não só o trabalho de 10 anos do Google de fazer do Android uma plataforma poderosa principalmente para games, de modo a bater de frente com o iOS como os usuários com maior poder aquisitivo tendem a querer uma ótima experiência de uso em primeiro lugar, ao invés de piratear apps. Afinal, quem pode pagar R$ 4.399,00 num S8+ e baixa games de lojinhas escusas é um hipócrita, para dizer o mínimo.

Fonte: VentureBeat.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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