Reino Unido vai implementar verificação de idade em sites pr0n a partir de 2018

Todo mundo consome pr0n na internet, mesmo países que juram serem conservadores e moralistas. A rede social foi criada principalmente para distribuir e disseminar conteúdo adulto, a quantidade de material onanístico que trafega por dia é muito maior do que o restante e nem estou incluindo a Deep Web.

Os políticos do Reino Unido, um dos maiores produtores de conteúdo pr0n estão entre os mais hipócritas que existem, eles mesmos pegos com as calças arriadas e ainda assim implantaram um filtro padrão que além de não funcionar barrou até o site do Parlamento. A segunda medida, para impedir que os preciosos floquinho acessassem material indevido foi impor verificação de idade, através da verificação de documentos oficiais.

A medida gerou polêmica porque britânicos sendo o que são, não se restringiram apenas aos sites hospedados na ilha e estenderam as regras a todos os domínios que podem ser acessados no país, basicamente fazendo da lei uma regulamentação global. Apesar de todos os protestos não teve conversa, a proposta foi aprovada e entra em vigor em abril de 2018.

A partir da data limite, todo e qualquer site que ofereça seus serviços de conteúdo adulto ao Reino Unido será obrigado a implementar medidas que exijam dados de cartão de crédito (mesmo sites gratuitos) que serão verificados juntos às autoridades para garantir que a pessoa do outro lado do monitor (seguramente o velho que ainda paga por pr0n ou o moleque que afanou o cartão do pai ou da mãe, mas ainda não descobriu o torrent) seja maior de 18 anos e o acesso seja autorizado. Do contrário, nada feito.

A proposta veio de uma iniciativa dos próprios sites pr0n, de modo a posarem de bonzinhos em seus esforços para evitar que crianças acessem conteúdo inadequado quando na verdade evitaram sofrer maiores represálias, e ao mesmo tempo o governo britânico vai criar um grande banco de dados relacional, que vai linkar os usuários com suas taras impublicáveis. E só sendo muito ingênuo para acreditar que tais dados não serão usados contra os cidadãos, ainda mais com a paranoia elevada por conta do terrorismo.

No mais esses dados serão vendidos para anunciantes, logo não é de se estranhar quando em breve os usuários começarem a ver propagandas de brinquedinhos picantes enquanto navegam.

Fonte: Ars Technica.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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