“Artista” transforma sem-tetos em Pokémons

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Bumfights é uma criação de um lixo humano chamado Ryen McPherson. Ele basicamente oferece (pouco) dinheiro a sem-tetos, em troca eles têm que participar de brigas de rua. Sujas, sem regras, cruas, sangrentas. Em alguns casos ele paga para que os sujeitos tatuem o nome do programa. Na testa. Ryen McPherson só tem uma característica redentora: é honesto, faz seus vídeos explorando desgraça alheia para ganhar dinheiro.

Outros não são tão honestos.

Kristian von Hornsleth é um artista dinamarquês que criou um projeto de “arte conceitual”. Ele contratou 10 sem-teto de Londres para que utilizassem rastreadores de GPS. Esses rastreadores informam a localização do sujeito 24/7, e podem ser acessados através de um app especial.

Esse app transforma os sem-teto em Pokémons reais ou “Tamagochis humanos”.

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Cada um dos sem-teto custa US$ 32.700,00 — pagos ao artista, claro. Ele então te dará acesso e você virará “dono” do sem-teto.

Von Hornsleth é conhecido por outras ações “artísticas”, como exigir que pobres em aldeias africanas mudem de nome para “Hornsleth”, em troca de auxílio em dinheiro e suprimentos. É tudo, segundo ele, um exercício de fronteiras da ética.

O sujeito alega que os sem-teto são voluntários e estão satisfeitos, a típica lógica que torna uma boa pessoa o guarda que, em vez de uma barata, joga como almoço um rato morto pros prisioneiros de Auschwitz.


Hornsleth Homeless Tracker – Introduction Buy a Homeless

No pacote quem compra um dos sem-teto ganha um retrato do sujeito emoldurado a ouro, pra você saber como se parece o seu Pokéman.

O canalha responde a acusações de exploração:

Claro que é exploração, é assim que o mundo funciona, eu exploro eles e eles me exploram igualmente. Há outra palavra pra isso, é chamado Negócios”.

Ele vai lançar vários vídeos documentando os sem-teto, em uma espécie de reality show, mas tente piratear um desses vídeos para ver como o artista “igualmente explorado” não vai querer te processar…

Fonte: Oddity Central.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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  • Ariel Souza Rossi

    “Explorar as fronteiras da ética..”

    Porque ele não tenta isso jogando bacon em islâmicos?

    • tiago

      kkkkk, é que eles sabem como jogar bomba em quem jogar o bacon

  • gfg

    32k pra ver riscos no google maps?
    Esse cara deve ser um gênio dos negócios no ramo de herdeiros milionários, porque não é possível que alguém que fica rico trabalhando seja tão burro assim.

  • Juaum

    Uma marretada nos países baixos desse sujeito, seria anti ético?

  • Cocainum

    “It’s just business”. Quase tão antiga quanto aquela “só vou por a cabecinha”.

    • Mario Neis

      Sendo que caralho nao tem ombros…. A semelhança se mantém…

      Rsrs

  • Ed. Blake

    Quem assistiu os BumFights sabe que as brigas eram a coisa menos degradante que os moradores de rua faziam por uma trocados.

    • Claudio Torres

      Rola mais o que?

      • Ed. Blake

        Tinha o BumHunt onde eles encontravam um morador de rua e o amarravam com fita silver tape sem dizer nada. Os caras ficavam aterrorizados. Depois eles soltavam e davam uns 5 doletas pro cara como ‘compensação’ pela ‘brincadeira’. Essa é uma das menos piores que eu lembro.

    • Hobo With a Shotgun….

  • Macaquinho feio do bananal

    eu já capturei um mendigo, o super poder dele era Bulinar crianças.

  • Victor Oliveira

    This is capitalism, baby. B)

    • Anayran Pinheiro

      Não, isso é ser babaca mesmo.

      • Hail Hidra

        É um babaca capitalista

  • Goodtimes

    Tá mas, se eu sou “dono” do cara eu posso mandar ele fazer o que eu quiser? Ou é só um tipo de troféu que eu posso mostrar pros outros? Tipo: olha o Pokémon raro que eu tenho…

    • É tipo zoológico, saca? Você “adota” um animal e fica assistindo ele. A ideia desse “artista” é a mesma, você tem um souvenir vivo pra mostrar pros amigos na mesa de bar, que você tem um “animal de estimação”.

  • Leonardo Banhos

    Quando tudo pode ser arte. Isso acaba acontecendo. E é aplaudido. Como o artista Guillhermo Vargas, expondo um cachorro morrendo de fome em nome da arte. E sendo aplaudido.

  • Oli

    Eu só não entendi qual o ponto negativo pros moradores de rua? Eu aceito andar com um rastreador GPS dependendo do quando me pagarem.

    • AfterBurner

      Acho que essa parte:

      “Cada um dos sem-teto custa US$ 32.700,00 — pagos ao artista, claro. Ele então te dará acesso e você virará “dono” do sem-teto.”

      Apesar de que a palavra “dono” abre várias interpretações aí, mas não me parece algo bom de qualquer forma.

    • Monstro Medieval

      “dependendo do quanto me pagarem” aí está. Ele se aproveitou de caras que não têm onde viver pra certamente pagar uma merreca enquanto leva 32.700 doletas pra vendê-los.

  • Humans of Humanas.

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