Juiz confirma que sujeito pode sim ser traído pelo coração

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No dia 19 de setembro de 2016 um incêndio começou na casa de um tal de Ross Compton, de 59 anos. Mesmo doente ele conseguiu juntar alguns pertences pessoais em algumas bolsas e uma mala, quebrou a janela com sua bengala jogou tudo para o quintal, desceu e colocou as malas no carro. Ao final a casa queimou até os bombeiros chegarem, acumulando US$ 400 mil de prejuízo. Por sorte Mr Compton tinha seguro.

Uma fatalidade, que teve um final feliz. Exceto que bombeiros são espertos, polícia não nasceu ontem e algo não cheirava bem na história de Mr Compton, a começar por seus sapatos e roupas, que apresentaram sinais de gasolina. Uma investigação foi iniciada, e um dos motivos foi a estranheza do fato de um sujeito visivelmente doente ter conseguido carregar tanta coisa em meio a um incêndio.

Mr Compton tem graves problemas cardíacos, ele mesmo voluntariou aos policiais a informação de que era portador de um marcapasso.

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Os investigadores descobriram o modelo, era dos modernos, cheio de poder de processamento, ele inclusive guardava um log dos sinais vitais do Mr Compton. Com ordem judicial fizeram download das informações e consultaram um cardiologista.

Dada a condição do paciente, os sinais vitais armazenados eram totalmente incompatíveis com a situação descrita por ele. Nenhum cardíaco de 59 anos carregaria malas quebraria janelas e correria por escadas com aqueles sinais vitais.

Mr Compton foi indiciado por incêndio criminoso e fraude de seguro, mas o pessoal de várias ONGs liberais correram para defender o caso, alegando que isso é Estado Policial, 1984, que estão usando algo íntimo e pessoal como um marcapasso para produzir provas contra a própria pessoa, etc, etc.

Legalmente nos EUA você pode se recusar a produzir provas contra si mesmo, mas há uma diferença aqui. Um sujeito preso com suspeita de estar transportando cocaína no estômago não pode se recusar a fazer um raio-x, e tecnicamente quem está entregando Mr Compton é o marcapasso, não o coração.

O juiz de apelação concordou, e indeferiu o pedido para que os dados do marcapasso não fossem usados no caso. Quanto ao pessoal que escreve seriados policiais procedurais, está triste pois se tentassem incluir o marcapasso em um episódio os fãs achariam mentiroso demais.

Fonte: Engadget.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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