Ys Origin, PS Vita e a falta de cross-save

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Quando a Sony lançou o PlayStation Vita, confesso que comprei a ideia de que o aparelho poderia ser uma versão portátil de seus consoles. Poder jogar em qualquer lugar vários títulos lançados para o PS3/PS4 parecia algo fantástico e embora isso realmente seja possível, existe um detalhe que tem me incomodado bastante nos jogos para o pequeno aparelho: a falta de suporte a cross-save.

Apesar de alguns jogos lançados para os videogames da empresa contarem com tal recurso, isso é algo que considero tão importante que acredito que deveria ser padrão, nos permitindo assim começar uma partida no console e continuá-la no portátil, ou vice-versa. Mas como me dei conta, existe uma certa relutância por parte das desenvolvedoras (ou seria por parte da fabricante?) que nos priva de algo tão útil.

Recentemente comecei a jogar o Ys Origin no Vita e um detalhe sobre ele é que ao comprá-lo o jogador ganha acesso tanto a versão para o portátil quanto para o console. O grande problema é que não temos como compartilhar o save entre as plataformas, então se você se dedicar a uma delas por várias horas e por um motivo ou outro quiser partir para a outra, terá que recomeçar toda a aventura.

O grande problema aqui é que um título como este exige bastante dedicação por parte do jogador, com o progresso acontecendo lentamente e sem muito espaço para exploração. Em outras palavras, Ys Origin é o tipo de jogo que — exceto pelas variações proporcionadas pelos dois personagens selecionáveis — não nos incentiva muito a visitá-lo novamente, fazendo com que o cross-save se tornasse um recurso quase obrigatório.

Lançado originalmente para PC lá em 2006, estas versões que chegaram recentemente nos aparelhos da Sony não receberam nenhuma melhoria na parte visual, fazendo com que no portátil o jogo pareça mais bonito do que se encarado numa TV Full HD. No entanto, como não sou o que podemos chamar de um grande jogador de portáteis, adoraria poder encarar a maior parte da aventura no conforto da sala e usar o Vita apenas quando não estivesse em casa.

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E esse problema não é exclusividade do Ys Origin. Outro jogo que peguei há pouco tempo e que também me frustrou pela falta de cross-save foi o Salt and Sanctuary. Durante muito tempo sonhei com o seu lançamento para o Vita, mas quando finalmente coloquei as mãos nele, fiquei bastante decepcionado por saber que todo o progresso que fizesse ali não poderia ser levado para o console.

Tudo isso me faz pensar em quanto a Sony está perdendo uma boa chance de alavancar as vendas do seu portátil, já que o sucesso do Switch tem mostrado que as pessoas gostaram de um híbrido entre console de mesa e portátil. Como a chance de a empresa japonesa lançar outro videogame de mão é praticamente nula, tentar fazer isso com o PlayStation Vita poderia dar um fôlego ao aparelho e penso que o cross-save seria fundamental para eles apostarem nesta estratégia.

O pior de tudo é pensar que devido a maneira como a Sony tem ignorado o Vita nos últimos anos, provavelmente ficarei na vontade de ver mais jogos adotarem o recurso, apenas pensando em mais um motivo para que esse fantástico portátil tivesse sido muito mais do que acabou sendo.

PS: uma possibilidade seria aproveitar no Vita as versões desses jogos para o PS4 através do recurso Remote Play, mas no fundo não gosto muito dele por achar que a experiência fica menos fluída e em certos casos pior devido a falta de botões no portátil.


Ys Origin – Yunica and Hugo Trailer | PS4

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • советский медведь

    A falta de botões pra remote play realmente incomoda. Por um tempo até conseguir rodar o remote play no celular com um controle DS4 e achei melhor, mas como meu aparelho não é da Sony, um dia a gambiarra parou de funcionar…

  • Eu tenho um jogo da saga Ys e digo que explorar o mundo é pedir pra morrer e perder tudo de tal forma que você é obrigado a começar um novo save, quase pior que Dark Souls, pelo menos no Dark Souls não fico trancado

  • Gaius Baltar

    Fatos:
    1) A Sony não lançará outro console portátil;
    2) A divisão Xperia só dá prejuízo;
    3) O PS4 é um sucesso;
    4) As pessoas querem jogar o mesmo jogo no portátil e no console de mesa.
    Ideia:
    Lançar um controle para celular (estilo Moga) para Xperias e aproveitar o poder de processamento dos celulares para rodar exclusivos PS1/2/3/4. Alavancavam as vendas dos celulares, dos jogos, da PSN e dos controles.

  • Mariano Santos

    Eu amo a série Ys, cara, o Origin é o game mais linear mesmo, não tem tanta exploração assim tirando algumas partes “secretas” da torre. Recomendo muito os outros jogos da série, principalmente o VI – The Ark of Napishtim, nele você explora bastante o a ilha e sente na pele a dificuldade e a beleza do jogo.

    Nunca joguei no vita, tho.

  • Pior eu aqui que resolvi começar o Dragon Quest VI e fico com receio de sair com o DS pro trabalho.

  • Bernard Voller

    A ideia parece muito boa, e talvez a sony tenha pensado nisso quando possibilitou o acesso remoto do PS4 pelo Vita. Acontece que, embora o Vita possua um grande poder de hardware para um portátil, principalmente quando comparado aos concorrentes, esse poder não seria suficiente para rodar os jogos de PS4 diretamente nele, mesmo que quem resoluções menores, necessitando que as desenvolvedoras realizassem um downgrade nos jogos, e com isso, se os jogos passassem por esse processo, esse retrabalho sairia com custo certamente passado aos usuários, ou seja, o jogo sim seria cobrado duas vezes. Um outro fator que dificultaria, é o tamanho das mídias, pois sabemos que jogos da 8ª geração costumam facilmente ultrapassar os 20GB, e com isso o console sofreria bastante para armazenar títulos.
    Finalizando, o Switch é um console que, em se tratando de poder de hardware, permaneceu no patamar em que o WiiU, onde raramente um jogo de WiiU chega aos 15GB. Muito provável que os jogos de Switch não sejam tão maiores em armazenamento que o irmão mais velho, e isso facilita no gerenciamento de espaço das mídias.

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