ZeniMax quer bloqueio das vendas do Oculus VR e derivados ou 20% em royalties por 10 anos

A briga entre a ZeniMax e o Facebook ainda não acabou. Embora a primeira tenha vencido na justiça e garantido US$ 500 milhões no processo por roubo de tecnologia envolvendo o Oculus VR, a empresa que abarcou o HMD originalmente não ficou nem um pouco contente com a decisão. De fato ela deseja extrair muito mais da empresa de Zuckerberg, e continua brigando para recuperar o investimento que alega ter injetado no acessório e perdeu.

A celeuma entre as duas companhias teve origem em um caso de suposto roubo de tecnologia. A Oculus VR, a startup de Palmer Luckey foi inicialmente apadrinhada pela ZeniMax Media, um conglomerado que é dono de diversos estúdios de games como a Bethesda, a Arkane Studios e a id Software. Este último era a casa original do CTO da Oculus John Carmack, desenvolvedor conceituado responsável pelas séries como DOOM e Wolfenstein. Este se interessou pela ideia, recebeu um protótipo e começou a trabalhar nele, escrevendo código para o Oculus VR e em teoria, segundo a ZeniMax refinando a tecnologia ao ponto de torna-la verdadeiramente viável.

Carmack assumiu sua atual posição dentro da Oculus enquanto ainda era funcionário da id, e sob entendimento da ZeniMax tudo o que ele desenvolveu nesse período, inclusive o código que escreveu é sua propriedade. Só que quando o Facebook adquiriu a startup, ela foi completamente deixada de fora da negociação e aí as brigas começaram.

O decisão do júri de North Texas em fevereiro, que impôs uma multa de US$ 500 milhões ao Facebook por quebra de contratos e a inocentou das acusações de roubo de tecnologia não satisfez a ZeniMax, que buscava cerca de US$ 4 bilhões em compensações e direitos permanentes garantidos sobre o Oculus VR e derivados, incluindo o Gear VR (a Samsung também está sendo processada pelo mesmo motivo) e por causa disso, apresentou uma nova ação no mesmo mês exigindo uma punição mais severa contra a rede social. O argumento é sustentado pela declaração da COO Sheryl Sandberg de que a multa “não afetaria as finanças do Facebook de maneira alguma”, ou trocando em miúdos isso é troco de pinga para a empresa.

Na terça-feira o juiz Ed Kinkeade do distrito sul do Texas ouviu enfim as reclamações da ZeniMax, que deseja mais US$ 500 milhões para cobrir custas com advogados e outros danos e insiste que o acordo entre o Facebook e a Oculus continua a prejudica-la, visto que o HMD em tese só se tornou o que é por causa do ccódigo escrito por Carmack que segundo ela, lhe pertence. Há três opções: reescrever tudo do zero, algo que a Oculus alegou impossível por ser demais custoso e de qualquer forma, o tribunal já decidiu que não houve roubo e ela não pretende fazê-lo, bloqueio das vendas dos acessórios nos EUA ou direitos sobre eles por dez anos, revertendo 20% em royalties para si.

Particularmente acho difícil a ZeniMax reverter a decisão, até porque Kinkeade pediu que a empresa “fosse mais específica” quanto às alegações de que a parceria Facebook/Oculus continua lhe causando danos financeiros e quais partes do código-fonte utilizados hoje pelo Oculus VR e Gear VR foram escritos por Carmack enquanto ele ainda estava na id Software.

Fonte: Ars Technica.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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