Robôs vão roubar empregos? Sim, mas só dos menos qualificados

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Muita gente acredita e defende o futuro apocalíptico de que os robôs irão roubar o emprego de todo mundo, em todas as escalas de produção. Exemplos não faltam, desde inteligências artificiais que publicam informes econômicos e calculam pagamentos de seguradoras a autômatos que identificam para onde cada pacote expresso deve ir. Mesmo Bill Gates demonstrou preocupação, ao sugerir a criação de um imposto sobre robôs.

Só que a realidade é um pouquinho diferente. Para começar robôs e IAs não são totalmente inteligentes (ainda), dependem de operadores e desenvolvedores humanos para cuidarem de suas funções e realizarem manutenção e diagnóstico. Por outro lado é inegável que um autômato representa uma grande economia para o setor industrial, uma máquina pode fazer o trabalho de vários operários e com isso a empresa economiza com salários, assistência médica, impostos e outras despesas.

Exemplos não faltam: a Amazon tem planos de mudar o abastecimento com seu mercadinho hipster (quase) sem funcionários, a Foxconn pretende substituir 30% de sua mão-de-obra por máquinas até o ano que vem, e até a rede de lanchonetes Wendy’s anunciou a introdução de quiosques automatizados em mais de mil de suas unidades.

Uma pesquisa sugere que quase 50% da mão-de-obra nos Estados Unidos será não-humana daqui a duas décadas, mas o ponto comum em todas essas mudanças é de que o progresso irá afetar principalmente os menos qualificados, de trabalhadores braçais àqueles que desempenham tarefas monótonas e/ou repetitivas. Operações facilmente desempenhadas por robôs ou IAs deixarão de ser executadas por humanos a médio prazo, e quem não se adequar à nova realidade vai ficar desempregado.

A Deloitte emitiu um relatório (cuidado, PDF) destrinchando o real impacto da evolução tecnológica no mercado de trabalho no Reino Unido. Em média 800 mil funcionários foram demitidos mas a evolução gerou 3,5 milhões de novos empregos, cada um recebendo em média dez mil libras A MAIS do que os que foram dispensados. Há uma demanda por profissionais de TI especializados mas também por profissionais mais capacitados, capazes de desempenhar tarefas que exijam pensamento criativo e abstrato, bem como solução de problemas utilizando abordagens menos mecanizadas, funções que um robô não pode desempenhar. E sendo realista, um peão de fábrica também não.

A realidade hoje é que as vagas existem, mas não há profissionais qualificados. Muitas empresas estão dispostas a contratar profissionais e pagar bem mas poucos saem das universidades plenamente capacitados, e isso é uma realidade global: EUA, Reino Unido, União Europeia e até o Brasil sofrem com isso. A solução no entanto não virá a curto prazo: é preciso investir em educação de base para que os profissionais saiam para o mercado de trabalho com aspirações maiores do que apertar parafusos num chão de fábrica, visto que ele não conseguirá tal vaga pois ela já foi preenchida por um robô. Capacitar os desempregados e deslocá-los para áreas que a automatização ainda não dá conta, como atendimento ao cliente também é uma opção, e seria onde a ideia de Gates do imposto sobre máquinas se aplicaria.

É válido ter medo dos robôs roubando emprego, mas os mais afetados serão os trabalhadores menos qualificados e é preciso responder qualificando-os e cuidando para que as próximas gerações possam ser capazes de se enveredar em empregos de maior nível, deixando os demais para as máquinas.

Fonte: VentureBeat.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Gustave Dupré

    Na verdade estou contando que os robôs roubem mais e mais empregos a ponto de não existir mais nenhum emprego e o dinheiro perca o seu valor e etc… Queria que isso acontecesse enquanto eu mantivesse a minha vida, mas infelizmente
    é bem possível que somente em algumas gerações algo do gênero aconteça.

    Me sinto um escravo moderno ao ser “obrigado” ir trabalhar um dia após o outro. Achava que era o que eu fazia, mas mesmo fazendo algo que eu gosto, isso não mudou, mesmo fazendo o meu horário, isso não mudou. A real é que eu sou preguiçoso e adoro não fazer nada.

    • DumbSloth87

      Desde que Wall-E foi lançado meu sonho é ser um daqueles gordinhos faz nada. Estou realizando esse desejo estando desempregado e morando com os pais, mas a aposentadoria deles é pouca e tem prazo de validade.

    • Rafael

      Esse é o futuro de Star Trek, aliás.

    • SomeReader

      Não há nada que eu mais odeie do que vir trabalhar. Mas… eu dependo deste salário, que não é ruim. Só que penso ser pq não gosto de meu emprego. Estou procurando outro…

      Mas de qq forma, trabalhar todo dia, 8h por dia… é uma loucura. Ninguém se dá conta disto, mas é uma loucura. Achamos que não pq estamos “acostumados” culturalmente. Que nem a escravidão era aceita..

      • Já pensou que sem a “civilização” tínhamos de trabalhar o dia inteiro pra nós mesmos, sem dar satisfação além da sobrevivência?

        Há uns anos pondero sobre a possibilidade de abandonar tudo e ir morar numa floresta no Leste Europeu….

        • SomeReader

          já! Seria terrível!

          Se bem que sem a civilização, deveríamos apenas plantar, colher.. e tal… não sei se seria exatamente o dia inteiro. Não entendo do assunto. Mas, sabe-se, que populações indígenas não trabalhavam o dia todo, todo dia. Eles tinham muito tempo livre! Tanto que tinham muitos eventos culturais.
          (não estou falando que era bom, deveria ser ruim tb… só estou divagando mesmo.)

          Já pensei em abandonar a sociedade, mas na época não achei nenhum lugar alternativo para viver não…

          • Cuidar da manutenção de tudo sozinho, plantar, caçar, se cuidar…. sem ninguém pra torrar a paciência…. pegou doença, morre…. afinal é assim que a natureza funciona né?

            Mas já seria um alívio não se preocupar com o valor monetário das coisas, mas sim com o valor de obtenção (o trabalho de construir/achar/cultivar).

          • Neto

            Com certeza a população do mundo seria muuuitto menor do que hoje pois não teríamos terra para cada um plantar seu milho e criar suas galinhas. Também, provável que a nossa expectativa de vida seria menor, não sei, devido as terras serem mais próximas uma das outras e as pragas/doenças das plantas e animais se propagarem mais facilmente, diminuindo a produção de cada um e faltando comida, falta de comida gera doença e por ai vai. Um agronomo iria saber explicar melhor se isso pode acontecer ou não.
            Mas penso todo dia em largar tudo e ir morar numa cidadezinha que seja numa ilha, e viver bem simples, só com o básico e a natureza (praia :D)

          • CtbaBr©

            Ilha… Gostei disso!
            O problema é o aumento do nível do mar…
            Complicado, os “caras” cercaram nossas possibilidades de fuga!

        • André K

          Se você levar no nível hard de isolamento, você quer dizer trabalhar umas 16 horas por dia apenas para produzir o básico para sobreviver. Nível hard mesmo, tipo largados e pelados.

        • Luiz

          legal, já pensou que bom ter que plantar o arros que tu come, prefiro o capitalismo, eu trabalho 1h e compro o arroz que como em 1 mes.

          • Bem, escrever direito não precisarei também né?

            Não é óbvio que o trabalho será diferente? O problema aqui é justamente o dinheiro e a labuta que temos para obtê-lo. Já o “arroz” que eu plantar, seria meu e pra mim, não para outrem comprar.

            Fora que outro ponto é o isolamento da civilização, com intuito de não ser “poluído” por pensamentos preguiçosos como fora apresentado agora por vossa senhoria.

        • Narciso

          Lembranças minhas aos lobos.

      • Acho que devíamos trabalhar no máximo 6 horas por dia. Por que além do tempo do trabalho ainda tem o tempo de transporte, não é incomum algumas pessoas gastarem 3 horas por dia com transporte. Ai você soma, 8 horas de trabalho, 2 com refeições, 8 horas de sono, 2 horas de transporte pra ficar na média, já se foram 20 horas, sobrou 4 horas pra fazer oque a gente quer e ainda cuidar da higiene. É muito pouco se você quiser ter uma vida saudavel e ainda praticar algum esporte praticamente não sobra tempo nenhum.

        • Gustave Dupré

          Acredito que também que seria mais revigorante trabalhar somente 3/4 dias por semana e nos dias restantes usar para trabalhar em projetos pessoais.

        • PugOfWar

          isso ainda sem contar quem estuda, cuidados da casa, filhos…

        • Quando era jovem aprendiz de manhã e fazia curso técnico a noite, eu chegava a ficar 6 horas em ônibus por dia, hoje eu fico um pouco menos, apenas 4:30 hrs.

          • Inquisidor

            na epoca que eu andava 3h de busão por dia eu tinha vontade de morrer 1x por dia pelo menos

          • Meu sonho é morar perto do trabalho, poder almoçar em casa…

        • Daniel

          a solução então é adequar os custos ao tempo que se está disposto a trabalhar, e essa é a parte difícil da coisa. Eu tenho feito isso e incentivado minha mulher a fazer o mesmo, (trabalho em torno de 6 horas por dia, 4-5 dias na semana) como trabalho por conta alguns dias não trabalho e outros trabalho mais de 12 horas, embora quem decida isso sou eu e já acho um grande privilegio. O problema é que como qualquer outra coisa isso tem um custo, nesse caso é ficar sem algumas coisas, como carro do ano, viagens, ter a roupa que quiser, celular novo, etc.

        • SiouxBR

          Faz 3 anos que eu trabalho como desenvolvedor em um banco. Por conta disso sou classificado como bancário, tendo direito a trabalhar apenas 6 horas por dia. O estresse é bem menor e minha produtividade hoje é até maior do que quando trabalhava 8 horas/dia.

          Sinceramente, acho que as empresas devia testar esse modelo de permitir que os funcionários trabalhem apenas 6 horas/dia: a produtividade aumenta e os colaboradores ficam mais felizes.

      • Não sei como você ainda não foi apedrejado por dizer que trabalha por dinheiro ao invés de trabalhar por amor.

        Parece que é um crime dizer isso.

      • André K

        Trocar de emprego tem grande probabilidade de resolver seu problema. Por uns 3 meses.

        • SomeReader

          É o que estou tentando fazer. :-/

    • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

      Elon Musk disse uma vez que com a automatização e redução de empregos as pessoas no futuro deveriam receber um salário fixo igualitário e trabalhar menos horas. Só não vá querer o conforto financeiro que o salário de um emprego full-time te proporciona.

    • Wesley Tavares

      Gustavo, acabou de definir algo que sinto mas não sabia definir. hahaha

    • Inquisidor

      vou falar a real, eu trabalho tem quase 20 anos já, é um saco, vc pode fazer o que gosta e o que não gosta, tudo no fim deixa aquele sabor de merda na sua boca, aquele chefe desgraçado com bafo de café, o gordinho tetinha de doritos que sempre mama o chefe e que tem em toda empresa fora a cachorra com barriguinha de catupiry que tmb mama tudo o que o chefe mongo fala só para subir mais rapido.
      teve uma epoca que eu queria que algum carro subisse a calçada e me acertasse só para eu não ir para o trabalho por alguns dias.
      a galera acha que vai morrer e ir pro paraiso kkkkkk, acordem, já morremos e esse é o inferno.

      • Gustave Dupré

        Confesso que as vezes eu devaneio quando estou descendo a escada em tropeçar em algo e cair rolando.
        Mas não tenho coragem, mancada com o pessoal do meu trabalho e idiotice comigo mesmo. hahahaha

      • Você só é anti social como eu. Normal.

      • Felipe Braz

        Escitalopram ajuda, experiência própria. =P

        • Inquisidor

          hoje eu to deboas, trabalho numa empresa menor, ganho menos, e ninguém fica me enchendo o saco com coisas que eu já faria automaticamente mesmo sem ninguém mandar, inclusive meu chefe novo já veio me elogiar pessoalmente varias vezes por fazer o que eu tenho que fazer sem ninguem mandar, tipo ele vem pedir para eu fazer algo e essa coisa já está pronta, hoje dá até para chegar em casa e jogar um game, antes meu psicologico ficava todo muido, nem jogar dava.
          mas se eu pudesse não trabalhar, eu não trabalharia.

          • PugOfWar

            é o sonho de todo mundo na verdade, só alguns poucos conseguem

          • Felipe Braz

            Eu já cogitei parar de trabalhar com TI e começar a vender batatas, e de um tipo só pra me estressar o mínimo possível. =P

          • Bambino VJ

            Kkkkkkkkk 🙂

        • Ele é o verdadeiro caminho, a verdade e a vida.

          • Felipe Braz

            Não é pra tanto, mas em conjunto com terapia tem me ajudado bastante.

          • Exagerei propositalmente, também tem me ajudado bastante.

      • Le HueBr

        Ateu detected….
        Enfim, se você acredita que veio do aleatório, do nada. Realmente não tem motivos para fazer nada a não ser que te seja prazeroso, igual a todo o resto do reino animal, onde prazer igual a bom e dor/sofrimento igual a mau.
        Aliás qual o propósito da vida se não tem nada depois? Visão muito simplista e com base nela não se teria motivos para viver ou termos moral ou se preocupar com o próximo.

        • Inquisidor

          não sou ateu, mas se quiser começar a guerra aqui nos coments eu topo.

          • Le HueBr

            huahauhahuaha calma jovem…
            bom me desculpe por pré-julgar você, tem tanto ateú toddynho vomitando merda que as vezes passa batido e acabamos por exceder =D

            apenas expus a minha visão com base no que acredito.

            fique a vontade para expor as suas ideias, quem sabe não saímos ambos com algo de bom?

            paz e bem!

    • Mirai Densetsu

      O problema é que o dinheiro não vai perder (muito) valor. A diferença é que os mais pobres ficarão (ainda mais) excluídos da cadeia econômica.

      E aí, das duas uma: ou é criada uma economia paralela, com tudo precarizado ou teremos miséria em níveis subsaarianos em todos os cantos do planeta.

    • Luiz

      “gustavo depre”, tá explicado.

    • Tmb tenho a mesma opinião, embora meu emprego seja até bem razoável, me sinto as vezes um inútil e inseguro, como se eu não dignificasse nada, porém você está um passo adiante, trabalhando no que quer e no seu horário ainda se sente amarrado, esse papo de “emprego dos sonhos” é algo que não funciona pra muita gente e é absolutamente relativo, o problema é o “emprego” e não no que é empregado.

    • Tiago Alves

      Eu penso justamente assim.
      Na verdade, me loguei até pra comentar isso, mas você já tinha postado kkk

  • Quando esse futuro chegar, não fará sentido se especializar em outras áreas que não seja robótica e programação.

    • Na verdade sempre vai precisar dos profissionais de outras áreas, por exemplo se você for montar um robo para cuidar de uma fazenda, que for fazer vai precisar de um especialista em agricultura, junto da equipe de robótica e programação. Coisas especializadas vão precisar de alguém pra dizer oque o programador vai precisar fazer, que tipo de ferramenta vai ser ideal para o robo, então não vão deixar de existir especializações em outra áreas, apenas o serviço braçal do agricultor por exemplo vai acabar. Infelizmente vai precisar de muito menos gente para se produzir mais coisas, oque vai gerar desemprego mesmo entre os especialistas. Oque se resolve apenas em duas hipóteses, ou a humanidade começa a diminuir ao invés de expandir, seja por causa de guerras, ou política de filho único para todos os humanos, ou vamos ter que começar a colonizar outros planetas para suportar a crescente população, de forma que não vai faltar emprego por um período muito maior.

      • jairo

        A curto prazo ou política de filho único ou caos social.

        • fenixcload

          o filho vai ser trocado por um robo

          • As esposas serão 2D.

          • Jonatas

            Tenho várias no celular inclusive. 😉

      • Concluindo: todo mundo depende de profissionais de TI, que não são valorizados pela sociedade de hoje.

      • PugOfWar

        só distribuírem esposas robôs, em algumas décadas a população vai diminuir bastante

    • Bambino VJ

      Pode chegar uma hora que as IA e robôs projetem e construam IAs e robôs melhores que os seres humanos…
      Acho que a longo prazo nem engenheiros e programadores estarão a salvo.

    • Inquisidor

      acredito que as A.Is. e os robos vão se concertar mais rápido e eficientemente que um humano metendo a mão nos conector pci por acidente

  • Chicken Little

    Robôs vão roubar empregos? Sim, mas só dos menos qualificados

    Na verdade os robôs vão obrigar os desqualificados a se qualificarem, aumentar as vagas de criação e melhorar qualidade de vida da grande maioria. Not bad.

    • O problema é que muita gente tem preguiça de se qualificar…

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Morram, é a evolução natural…

        • Isso que eu ia falar… Darwin dará conta desses preguiçosos…

        • Engraçado que eu digo isso para quem fica de mimimi por conta do AdBlock e eles ficam ofendidos.

      • E tem muita gente que não tem oportunidade de se qualificar, afinal estudo é algo caro e de difícil acesso para algumas pessoas.

        • Ou preguiça, consegui fazer 2 cursos técnicos (senac) e outro (faetec) só pesquisando e me inscrevendo para sorteio, até conseguir passar…

          • ditom

            Também. Não tem $ para curso pago noturno, consiga um público. Mas tem de se esforçar. Se não…

          • Neto

            Vale lembrar que tem o fator idade, condição física e familiar na jogada. É algo muito mais complexo do que simplesmente vontade da pessoa.

          • ditom

            Concordo. Por isso, quanto mais procrastinar, pior fica…
            Falo isso de cadeira, já passei dos quarenta…

        • ditom

          Não justifica.
          Se o sujeito não serve para jogar bola, não insista em escalá-lo para o time…

          • Neto

            Claro, se o sujeito não produz está aqui no mundo só incomodando. Esse pensamento me lembra uma pessoa do século passado.

          • ditom

            Você tem alguma coisa contra o basquete ou a sinuca, por exemplo? Pelo visto, sim…

    • PugOfWar

      vai aumentar a competição, o que vai acontecer é de pessoas com formação serem obrigadas a trabalharem em outras áreas.

  • SacoCheio

    Perguntar não ofende: quando alerta “cuidado, pdf” é:
    1. pelo tamanho do arquivo,
    2. pelas falhas de segurança do formato ou
    3. todas as opções acima?

  • Mateus Azevedo

    Não sei qual a novidade… Isso vem acontecendo desde, sei lá, 1750?

    • DanielBastos

      1750? Quantos escribas vc conhece?

    • Inquisidor

      na real é de antes, aposto que um monte de gente que carregava pedra perdeu o emprego quando inventaram a roda e um maluco decidiu criar algo parecido com a caroça, onde um cara e um cavalo fazia o trabalho de 20 pessoas

    • Eletricidade acabou com um tanto de emprego, por exemplo.

  • SomeReader

    Se rouba empregos dos menos capacitados… estes menos capacitados irão se capacitar, certo?
    Acha que haverá tanta vagas assim para os “mais capacitados”? Não…

    O que não falta hoje são pessoas qualificadas (com nível superior) que não conseguem emprego algum. E não encontram outra opção a não ser se sujeitar empregos de não qualificados. Se não sobrar nem estas vagas… como ficaremos?

    E mesmo que acreditarmos nisto, até quando as máquinas não irão substituir os mais qualificados?

    Não tenho uma boa visão sobre isto não…

    • Matheus Lopes (matheuscl)

      IMHO ensino superior atualmente nao qualifica ninguem =/

      • Gedson Junior

        OI???

        • Diogo

          Eu entendi ,vou dar como exemplo um amigo meu que se formou em engenharia da computação, pomposo o nome ne? agora na pratica , ele sabe um pouco de banco , um pouco de programação , resumindo, um pouco de tudo , e isso na pratica torna esse curso so um nome bonito, que diferente de um engenheiro civil que assina uma obra, é obrigado o te-lo para tal, um de computação nao assina pourra nenhuma e tem um conhecmento raso, na pratica vale mais uma certificaçao de rede ou oracle ou linux do que esse curso, e isso vale pra muuuuitos cursos.

          • Gedson Junior

            Sim, isso eu entendo, em alguns cursos se tem mais dificuldade em se colocar no mercado de trabalho. Se for em TI o negócio complica mais ainda. O problema é que o Matheus generalizou.

          • CtbaBr©

            Concordo com você, não da para generalizar,
            Mas falta objetividade, eles estão meio defasados em relação a nossa realidade!

          • Matheus Lopes (matheuscl)

            Sim, realmente me expressei errado, foi mal, mas basicamente o @Diogoasc:disqus falou tudo.

      • Lucas Ambrosio

        De fato são poucas as áreas que realmente a pessoa sai qualificada para atuar, acredito que alguns exemplos que qualificam são:
        Medicina, odontologia

    • Se o cara tem ensino superior e não consegue emprego algum, ele não é suficientemente qualificado ou não tem experiência, simples assim.

      • Ele também pode ter tido azar, conheço muita gente que escolheu uma profissão nova que estava bombando no mercado na hora que escolheu a faculdade. Quando ele ser formou o mercado já tinha mudado drasticamente e não tinham vagas na área dele.

        • Tipo engenharia de produção? heheh

        • Rodrigo M

          Concordo, lembro que época do segundo grau quase todos os meus professores eram Engenheiros Químicos, até o professor de inglês!

          Mercado saturou e deu nisso. Prevejo isso com Engenharia Civil e de Petróleo

        • Cássio Amaral

          Boa parte dos cursos mais recentes de Engenharias está assim. Tenho um amigo que ingressou em Engenharia de Petróleo assim que criou o curso na universidade federal aqui (2010), e não preciso nem dizer que com o escândalo do Petrolão e a crise, ele não encontra vagas na áreas. Ele entrou no curso com a esperança de construírem a refinaria da Petrobras no Ceará, e ficou arrasado quando anunciaram o cancelamento dela, quando ele estava no último ano de curso.

          Engenharia Ambiental e de Produção é a mesma história. Lá por 2010-2011 estava ótimo o mercado para essa área, hoje a realidade é bem diferente. Não está bom nem para as áreas tradicionais como Engenharia Civil, Mecânica, Elétrica etc. imagine para essas mais novas.

      • Jefferson Viana

        Ou não tem QI, QUEM INDIQUE

        • Acho isso desculpa. Eu nunca tive um “quem indique” e mesmo assim consegui entrar numa grande empresa aos 20 anos de idade e ganhando bem. Como fiz isso? Eu empreendi antes. Se não tem emprego, crie o seu próprio.

          • Jefferson Viana

            Ou vc viveu bem pouco ou seu circulo de conhecidos que pode influenciar contratações no mercado é restrito, a todo momento me pedem um favor desse de QI, eu sempre sou diplomático e digo que vou ver, mas outros que conheço formam teias de relacionamento dessa forma,

      • Diogo

        Eu penso diferente, vou dar como exemplo um amigo meu que se formou em engenharia da computação, pomposo o nome ne? agora na pratica , ele sabe um pouco de banco , um pouco de programação , resumindo, um pouco de tudo , e isso na pratica torna esse curso so um nome bonito, que diferente de um engenheiro civil que assina uma obra, é obrigado o te-lo para tal, um de computação nao assina pourra nenhuma e tem um conhecmento raso, na pratica vale mais uma certificaçao de rede ou oracle ou linux do que esse curso, e isso vale pra muuuuitos cursos.

        • Também acho que ser profissional “cadinho” (sabe um cadinho disso, um cadinho daquilo) não é o melhor caminho. O ideal é se especializar numa área, com certificações, pós graduação e cursos.

      • Rennan Lemos da Vinci

        E como consegue experiência se ninguém tiver empregando?

        • Esse é o grande problema, mas eu contornei isso empreendendo. Por exemplo, eu abri uma consultoria aos 18 anos de idade e fui ganhando experiência nela. Depois de 2 anos entrei no mercado de consultorias (isso em 2000), pois já tinha currículo com experiência.

      • SomeReader

        Pena que isto acontece com a grande maioria das pessoas formadas.

  • André Luiz

    Se qualificar pra ter um subemprego as vezes

    Nas áreas de serviços como contabilidade ou Comércio Exterior acontece isso.

    Nego tem que ter pós, MBA, falar mandarim e os caralho pra ter uma função meia boca que paga mal.

    Tipo preencher uma D.I. ou uma nota fiscal eletrônica.

    E se reclamar foda-se porque tem outro passa fome prontinho pra ocupar sua vaga.

    Tá foda, deveria ter feito qualquer engenharia

    • Vc é contador?

      Enfim, acho que depende muito, um técnico em contabilidade ganha 1.600, particularmente não acho um mau salário para 1 ano de estudos, comparado ao salário mínimo, já para quem é formado, é realmente pouco.

    • ditom

      Bicho, o pessoal por aqui paga bem por um profissional (bom) em gestão, perícia ou auditoria…

    • Cássio Amaral

      Engenharia tá pior amigo, é uma área muito sensível ao estado da economia. Como estamos em uma grave crise, a economia não cresce e as empresas não contratam, pelo contrário. Eu não consigo emprego com salário razoável, quase todos os meus amigos também não, a maioria está estudando para concursos públicos. Te garanto que Ciências Contábeis e áreas afins estão numa situação bem melhor que Engenharia ou outras áreas de Exatas. Demanda por especialistas em tributação, auditoria etc. não falta.

  • leoncral

    Daqui uns anos IA vai substituir até os médicos. Cirurgia? Robos ja fazem melhor! Vai ter IA e robô em todo canto as pessoas gostando ou não. Talvez chegue um tempo em que ninguém mas trabalhe pq robôs ja fazem tudo.

  • Samuel

    Essa nova revolução industrial vai forçar ainda mais a redução da natalidade. Não vai ter ocupação para esse tanto de gente que está no mundo hoje. A China, recentemente, inaugurou um PORTO automatizado. Redução de 30% da mão de obra de imediato. A conta não fecha: para cada nova aplicação que surge, uma série de ocupações são ameaçadas. Acho que a bolsa família universal será a solução. Como empresas usarão cada vez menos mão de obra, menos consumidores assalariados para comprar produtos de alta qualidade/preço agregado terá. Assim, caberá aos governos coletar impostos dessas empresas e repassar como uma bolsa básica mensal a população. Quem quiser ganhar mais, terá que fazer por onde se qualificando cada vez mais…

    • Penso que a redução de natalidade deverá ser algo natural, uma vez que será cada vez mais difícil e caro para as pessoas terem filhos. Nos países mais desenvolvidos (Japão por exemplo) já se projeta uma taxa de natalidade negativa. Se a evolução tecnológica chegar para todos de forma mais ou menos uniforme (duvido muito disso) o desemprego não seria um problema tão grave, já que a baixa natalidade compensaria.

      Pena que países subdesenvolvidos vão sofrer bastante nessa transição. Mas acredito que o futuro da humanidade é ter bem, bem menos indivíduos vivendo no mundo.

      Apesar de soar cruel, o planeta também vai agradecer quanto tiver menos pessoas consumindo. A alta produtividade automatizada e a baixa quantidade de pessoas necessitando de recursos parece ser a chave para transformar a terra num paraíso superdesenvolvido.

      Depois de chegar nesse nível, aí sim poderemos sonhar com uma sociedade quase utópica, onde todas as nossas preocupações girarão em torno da ética e da exploração espacial.

      Viajei na maionese agora? Sim, mas hoje é sexta, dá um desconto…

      • Samuel

        Não sei se o desenvolvimento tecnológico será o nosso Messias não. Mas essa questão da redução de natalidade ser algo “natural”, entendo como “natural” o ambiente resultante da ação do homem em gerações passadas (a exemplo como vc citou o desenvolvimento sócio econômico como o Japão). E nisso a modificação dos sistemas de produção entram nisso. A questão que eu levanto é: com menos pessoas, menores os mercados de consumo. Menos vendas. Menos lucros. Essa questão da automação parece estar em um momento transitório, que é bastante útil para as empresas. Mas daqui uns anos, nós e a próprio mercado terão que se adaptar. É muito interessante essa transformação. Talvez tão forte (ou mais) que as modificações da revolução industrial.

      • ditom

        A tese é boa.
        Só falta considerar três variáveis: a guerra, a peste e a fome…

        • Neto

          O sentimento de poder do ser humano.

      • Gui

        “Nos países mais desenvolvidos (Japão por exemplo) já se projeta uma taxa de natalidade negativa.”

        @Carlos Cardoso não curtiu isso.

    • Inquisidor

      bom, eu não quero ter filhos, acho muita irresponsabilidade por crianças inocentes nesse ambiente toxico,feio,fudido,pilantra e desumano, vão ser forçadas a fazer o que não quer, estudar por pelo menos 25% do tempo de vida total, trabalhar, obedecer, ser rejeitado e ETC, principalmente se quem for o pai/mãe não tiver estrutura economia/emocional para criar certo ,igual 99% da população do bananal, tipo eu, eu fui cagado nesse mundo,passei necessidades, tomei um monte no cu, não quero que meu filho passe por isso.
      eu só teria filhos se eu morasse em um pais de primeiro mundo.

  • Inquisidor

    realidade virtual , robotica e A.I. são as 3 coisas que eu quero ver evoluir absurdamente no meu tempo de vida, sou degenerado mesmo, quero 5 robos femeas sexuais, uma de cada raça, e ainda vou comprar mais umas 5 e vou virar cafetão delas, vou fazer modificações ilegais e fuck the police.
    zueiras a parte, é real, quero realidade virtual nivel matrix, robotica e A.I nivel westworld, depois disso eu posso morrer feliz

    • PugOfWar

      se puder ganhar um corpo novo já fico feliz

    • ditom

      O problema é o preço…

  • Felipe Braz

    A industria iria tirar o emprego dos artesãos, a tv dos radialistas, o computador tiraria emprego das pessoas. Sobrevivemos a todos esses, sobreviveremos a robótica.

  • Jorge Dondeo

    Capitão Obivius!

  • Chuchu Psicótico

    Ninguém pensa num detalhe importantíssimo sobre robôs, eles são um investimento inicial muito alto, eles n precisam de salario, mas precisam de manutenção e energia, e vc n pode demitir um robô se a demanda diminuir, se ele não produzir vc tá tendo prejuízo, além disso é um equipamento que deprecia com o tempo. Então não é assim tão certo q eles vão nos substituir.

    • ditom

      Robôs são custos fixos.
      Já foram bem estudados em gestão financeira…

  • PugOfWar

    e olha que eu acabei de ver o mesmo assunto no canal do Kurzgesagt
    https://www.youtube.com/watch?v=WSKi8HfcxEk

  • Oberaldo Gilmentoo

    Ronaldo, achei esse texto muito superficial e termina com um otimismo muito mal explicado. Só os menos qualificados perdem o emprego, mas é ilusório achar que basta “qualificá-los” para que eles se recoloquem. Em toda economia capitalista os “menos qualificados” são sempre a maioria, a base da pirâmide. Estamos falando de pessoas que na maioria são de faixas etárias mais avançadas, menos escolaridade, etc. E para esses não vai ter saída de se qualificar.

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  • Marcos Paulo Betinardi

    O trabalho é a brincadeira do adulto. O cérebro foi selecionado contando que gastaríamos energia diariamente. Homens caçavam, mulheres coletavam, cuidavam dos filhos e fofocavam. Não ocorrendo esse gasto energético, haverá a somatização, ansiedade, depressão, etc. Exercício físico ou atividades voluntárias podem ajudar quem não está trabalhando regularmente… A vida ficará melhor com humanoides e automatização, o custo das coisas e o acesso irá despencar. Os humanos em geral vão ter empregos mais divertidos. (Pura especulação da minha parte).

  • pesset

    Blogueiros que se cuidem.

  • Juaum

    Ô evangelização mal feita. Uma hora dizem que vão “roubar” apenas dos menos qualificados, outra hora dizem que vão “roubar” de todos.
    Nessa bagunça fica uma questão não respondida: Em qual área se qualificar??? Afinal no período de transição ainda teremos que trabalhar para garantir o sustento.

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