Surpresa, o Netflix Download não é ilimitado (plus: preços sobem no Brasil)

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“Você realmente acreditou que toda essa fartura e comodidade viria sem um preço?”

A Netflix deixou muita gente feliz quando finalmente baixou a bola e introduziu o recurso de visualização offline, disponível tanto em dispositivos mobile quanto nos desktops Windows 10. Só que o público já vinha percebendo há algum tempo um curioso bug: os vídeos expiravam após um período, obrigando o usuário a armazenar tudo de novo e o app parecia limitar a quantidade de downloads em algumas ocasiões.

Então… não é um bug, é uma feature.

Atualmente todo o acervo disponível para download na Netflix possui um prazo de validade, que varia bastante de um título para outro (alguns só duram 48 horas). Após um determinado período os arquivos expiram, acabando com a conveniência para aqueles que pensavam em fazer grandes backups em seus dispositivos móveis ou computadores e assistir seus filmes e séries quando desse na telha. Assim, findo o prazo o assinante é obrigado a baixar tudo de novo, se quiser continuar a assistir sem depender de conexão à internet.

Só que a Netflix não avisou os usuários de uma outra particularidade da visualização offline: há um limite de downloads e ele não é muito alto (o Android Police especula quatro ou cinco vezes) e ao iniciar o último disponível o app finalmente avisa o usuário, lembrando-o de que ele só poderá baixar a obra novamente após um certo período, de acordo com informações apuradas um ano após a data do primeiro download.

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Ao que tudo indica a Netflix limita os downloads a uma pequena quantidade de vezes por ano por imposição dos detentores dos direitos autorais, de modo a não facilitar ainda mais a pirataria de seu conteúdo e de seus parceiros. O grande problema dessa abordagem é o serviço de streaming não informar nada ao usuário, que segue baixando suas obras favoritas apenas para dar de cara com o aviso acima quando a contagem atinge o limite.

Assim o Netflix Download é o famoso recurso “ilimitado pero no mucho, que obriga o consumidor a assistir o que baixa dentro do prazo limite para evitar o download repetitivo e dessa forma, acabar sendo forçado a voltar para o streaming por um ano inteiro. Faltou transparência, embora o recurso ainda seja bom.

E claro que comodidade e qualidade não vem sem um preço. Na última quarta-feira a Netflix Brasil emitiu um comunicado a seus assinantes, alertando-os que o valor das assinaturas será reajustado a partir do dia 15 de julho.

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A única modalidade que não foi reajustada foi a assinatura básica, que permanece os mesmos R$ 19,90 por mês e oferece apenas streaming em uma tela por vez e nada de conteúdo HD, apenas em 480p; já o plano Padrão, com visualização em duas telas ao mesmo tempo e transmissão em Full HD (a Netflix diz HD, mas é 1080p) sobe de R$ 22,90 para R$ 27,90, um reajuste de R$ 5,00 ou 21,83%. O pacote Premium, com quatro telas e streaming em 4K por sua vez salta de R$ 29,90 para salgados R$ 37,90 (reajuste de R$ 8,00 ou 26,76%).

Vale lembrar que o último reajuste de preços da Netflix no Brasil foi em julho de 2015, quando os planos até então custavam R$ 16,90, R$ 19,90 e R$ 26,90 respectivamente. Na ocasião os usuários antigos puderam continuar pagando esses valores até maio de 2016, quando o aumento passou a vigorar para todos e não só para novos clientes. Desta vez o aumento vai afetar todo mundo, quem está chegando agora e os que já assinam.

A Netflix explica que o reajuste nos preços se faz necessário para que a plataforma continue investindo e oferecendo um serviço de qualidade, mencionando inclusive a visualização offline e o conteúdo original constantemente disponibilizado. Em suma, comodidade e fartura têm um preço, e a Netflix acaba de subir o dela.

É preciso levar em conta, entretanto que há a possibilidade da qualidade da Netflix e outros serviços similares serem prejudicadas por conta da ANCINE, que sugere uma série de regras para o streaming no Brasil e elas incluem cotas e taxas, bem como investimento compulsório em produções nacionais. Isso, aliado ao aumento nas mensalidades pode forçar muita gente a voltar para a Locadora do Paulo Coelho.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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