Flickr — para onde vai tudo isso?

Eu ando muito preocupado com os caminhos tomados pelo Flickr. Em 2005, quando criei minha conta na plataforma, o serviço era o máximo. Interface simples, tudo certinho em seu devido lugar, um fundo branco que não chamava mais atenção do que as fotos e, acima de tudo, caiu nas graças de fotógrafos profissionais e amadores de verdade. Ou seja, uma das poucas redes sociais voltadas para fotógrafos e que não foi invadida por pessoas que não eram da área.

Muita coisa mudou desde aquela época. O serviço foi comprado pelo Yahoo e, desde então, ficou estranho. O problema é que ninguém sabe direito como fazer dinheiro com o Flickr. E parte deste problema é que o serviço, em sua essência, não mudou. Quem usa ainda são os fotógrafos de carteirinha. Ou seja, não caiu nas graças do grande público.

No começo o Flickr era bem tradicional. Existia uma versão gratuita com limitação de uploads e de fotos que eram exibidas. Você podia exibir 200 fotos em sua galeria. Quando ultrapassava esse limite as primeiras fotos começavam a desaparecer para dar lugar às novas. Elas não eram apagadas, mas deixavam de ser exibidas. Para escapar desta limitação era necessário comprar a conta PRO que custava a bagatela de R$ 45,00 por ano. Valia a pena.

Algum tempo atrás o Flickr mudou. Deram para todo mundo 1 TB de espaço de armazenamento e sem limite de visualizações ou uploads. Ou seja, não valia mais a pena pagar pelo serviço PRO que agora só oferecia estatísticas completas sobre o acesso de suas fotos e um painel de controle livre de propagandas (a visualização das galerias para visitantes não possuem propagandas, mesmo na versão gratuita). Além, é claro, de um novo layout que eu achei muito bacana.

Nessa semana o Flickr passou por mais uma mudança. Agora temos uma aba chamada “Sobre”. Sim, uma aba de apresentação do fotógrafo onde você pode inserir um pequeno resumo sobre você, deixar listado os links de suas redes sociais e site, montar uma pequena galeria com 25 fotos de amostra e, mais bacana, essa página lista algumas informações sobre sua conta: total de visualizações, quantidade de tags, quantidade de fotos com georeferenciamento, quantas fotos você já favoritou e os grupos que você participa. Abaixo dessas informações é possível ordenar as fotos da conta por: mais favoritadas, mais visualizadas, mais comentadas.

Estranho, pois essa nova funcionalidade oferece para todos uma mini estatística sobre suas fotos, que seria a única coisa que compensaria pagar pela conta PRO. Porém, eu curti a nova funcionalidade. É um resumo de seu trabalho, suas principais fotos e o que as pessoas mais curtiram em sua galeria. Se você não tiver um site e usa o Flickr como portfólio digital é mais útil ainda. É só mandar o link para possíveis clientes.

Porém, fico muito preocupado com o destino do Flickr. Embora o site não seja famoso e nem tenha uma leva gigantesca de fãs, ele é honesto e cumpre o que se propõe. Existem fotógrafos fantásticos no Flickr e atualmente é o único site de fotos que tenho paciência de atualizar. Espero que eles encontrem o caminho para tornarem-se um negocio viável e rentável. Todo mundo sai ganhando.

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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