75 anos da Batalha de Midway

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No começo de maio de 1942 a situação estava ruim para as forças americanas no Pacífico. Os japoneses intensificavam sua campanha, invadindo mais e mais ilhas, colocando em risco direto o Hawaii e, em última análise, a Costa Oeste dos EUA. A tentativa de deter essa expansão foi a Batalha do Mar de Coral, e foi um desastre.

As duas forças estavam praticamente equiparadas, os EUA tinham um avião a mais que os japoneses, mas muito menos experiência. Ao final cada um dos lados perdeu um dos dois porta-aviões de suas frotas. Para o fundo do mar foi o USS Lexington.

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O USS Yorktown sobreviveu, mas foi muito danificado, seu convés de vôo foi destruído, bombas explodiram depósitos de combustível, várias das caldeiras estavam fora de operação. Ele rastejou de volta para Pearl Harbor, rezando para nenhum submarino japonês aparecer e terminar o serviço, seguindo a longa trilha de óleo vazando dos tanques avariados.

Na matemática a batalha foi um empate, na prática o Japão iria continuar, com ataques que incluiriam as Aleutas, com a Batalha de Dutch Harbor, a 0 milhas de Dutch Harbor.

No meio do caminho, havia Midway, um atol que é pouco mais que um conjunto de pistas de pouso, mas estrategicamente essencial tanto para atacar o Japão quanto para defender o Hawaii:

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A certeza de que Midway seria o alvo veio de um erro japonês: durante o ataque a Pearl Harbor, quando bombardearam o USS Tennessee não mataram um dos tripulantes, este cara aqui:

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Ele é o tenente-comandante Joseph Finnegan, o mais genial do grupo de desajustados da Estação Hypo, um grupo de criptografia da Marinha dos EUA, especializados nas cifras usadas pelos japoneses.

A grande dificuldade, além da criptografia em si, era que muitas das informações eram pré-criptografadas, assim se um número ou lugar era mencionado, eles usavam um código gerado por outra cifra. Na época eles só conseguiam decifrar 15% das mensagens japonesas, mas um golpe de sorte ajudou.

Com uma tabuladora de cartões perfurados da IBM Finnegan descobriu um código em especial, AF. Um piloto japonês avisou por rádio que estava passando por AF. Calculando o tempo de vôo, condições climáticas e vários outros fatores, por eliminação AF só poderia se referir a Midway.

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O tráfego de rádio japonês estava aumentando bastante, sinal de que algo estava sendo planejado. Finnegan precisava confirmar que AF era, de fato Midway. Fizeram com que uma estação da ilha transmitisse uma mensagem de rotina, sem código, dizendo que os dessalinizadores de Midway estavam quebrados.

No dia seguinte uma mensagem japonesa foi interceptada. Falava que precisavam incluir dessalinizadores no material a ser levado para AF.

Quando veio a mensagem marcando o dia do ataque, Finnegan já havia conseguido decriptar o pré-código japonês para datas. Seria entre 4 e 5 de junho de 1942.

O Almirante Chester Nimitz decidiu que o Almirante Yamamoto não faria de Midway um novo Pearl Harbor, mas as condições de batalha eram extremas. Os japoneses estavam com 4 porta-aviões, o Akagi, o Kaga, o Soryu e o Hiryu. Os americanos só tinham disponíveis o USS Hornet e o USS Enterprise.

Nesse momento entrou em ação a inventividade e capacidade industrial dos EUA. O Yorktown estava chegando ao porto, as melhores estimativas previam 3 meses de reparos para que ele voltasse a ter condições de combate. Nimitz achou isso inaceitável.

Foram mobilizados 1.500 trabalhadores, todo mundo disponível foi alocado a uma unidade de reparos. O Yorktown foi colocado em condições de combate em 24 horas, uma empreitada completamente insana, o tipo de situação heroicamente desesperada que só acontece em guerras.

Com três porta-aviões, Nimitz mobilizou a frota a nordeste de Midway, para emboscar os japoneses.

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A ilha foi fortificada, mais de 100 bombardeiros foram transferidos secretamente, tudo que pudesse atirar estava apontado para cima. A estratégia era esperar o ataque japonês, lançar os bombardeiros antes que o inimigo chegasse na ilha e encontrar os porta-aviões com os conveses repletos de aviões da segunda leva, carregados de bombas e combustível.

O problema agora era achar os japas. Em 1942 não havia satélites nem celulares pra algum idiota instagramar que está prestes a atacar os EUA. O problema aliás era mútuo. Os japoneses achavam que tinham o elemento-surpresa, mas por precaução lançaram aviões de reconhecimento. Só que lançaram apenas 7, para cobrir uma área de quase meio milhão de quilômetros quadrados.

Os americanos lançaram aviões da frota em alto mar E de Midway, só da Ilha foram mais de 20 do venerável PBY Catalina, lotados de tanques de combustível extras para aumentar a autonomia.

Acompanhar a frota japonesa agora era mais simples, e quando lançaram o ataque Midway respondeu lançando um contra-ataque, mas uma frota de pilotos novatos e terem se perdido dos caças de escolta foi uma combinação fatal. Os torpedeiros precisavam voar baixo e nivelado para atacar os porta-aviões, se tornando alvos ideias para os japoneses. Praticamente nenhum avião voltou. Nenhum navio japonês foi atingido. Houve UM único sobrevivente, o Alferes George Gay, o da direita:

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Nesse ponto a sorte japonesa começou a mudar. A segunda leva estava preparada para lançar mais bombas em Midway, mas os aviões indicavam que havia porta-aviões inimigos. Foi decidido gastar meia-hora trocando as bombas por torpedos.

Um avião japonês avistou a esquadra americana, mas seu rádio deu defeito, não conseguiram alertar o Comando. Os aviões começaram a decolar, desfechando ataques decisivos contra a frota imperial. Quer dizer, quando tinham bombas. Uma falha nos disparadores elétricos fez com que boa parte dos caças do Yorktown jogassem as bombas no mar, em vez de só armá-las.

Nesse ponto o Almirante Nagumo, mesmo tendo uma visão bem mais detalhada do que Yamamoto, 400 km atrás, no Yamato mudou de idéia de novo e decidiu prosseguir com a missão. Agora os aviões levariam bombas e voltariam a atacar Midway.

Quando o avião de reconhecimento perdido finalmente chegou ao alcance do rádio convencional e avisou da frota, Nagumo mudou de idéia de novo e mandou os aviões atacarem os navios americanos, com o que quer que estivessem levando, torpedos ou bombas.

O ataque americano não foi muito bom, principalmente por falta de experiência, o Yorktown estava nos trinques mas o Enterprise e o Hornet ficaram abaixo das expectativas. Eles levaram uma hora para colocar no ar 117 aviões. A frota japonesa lançou 108 caças em menos de 7 minutos.

Para piorar o torpedeiro dos EUA, o TBD Devastator se mostrou um lixo. TODOS os 15 do primeiro ataque foram destruídos. Depois perderam 10 de 14 lançados, e mais 10 de de um grupo de 12. Nenhum torpedo causou dano, os poucos que atingiram o alvo não explodiram. Foi o fim da carreira do Devastador na Marinha dos EUA.

O ataque continuou, dessa vez com bombas. O tenente-comandante Best conseguiu sua Estrela da Morte, ao lançar sua única bomba contra o porta-aviões Akagi. Ele atingiu a borda do elevador principal, a bomba penetrou no hangar e explodiu, levando junto dezenas de aviões armados e abastecidos. Os japoneses ficaram perdidos, por não praticarem… controle de danos.

A filosofia da marinha imperial tratava engenheiros como figuras inferiores: não havia honra em consertar danos de combate, isso era trabalho de funcionários de estaleiro, todas as tropas eram concentradas em combate. O objetivo era vencer, e rápido. A hierarquia altamente estratificada impedia inciativas individuais, o que é essencial nessas situações. Foi isso que salvou o Yorktown da primeira vez.

A frota americana agora batia em retirada, três porta-aviões japoneses em chamas, afundando. Somente o Hiryū permanecia inteiro, e lançou um contra-ataque. Seus aviões localizaram o Yorktown, miraculosamente funcionando com seus reparos feitos em 24 h. Três bombas acertaram o convés, destruíram caldeiras e causaram danos extensos, a ponto do Almirante Fletcher mudar sua nau capitânea para o cruzador USS Astoria.

As turmas de reparos, provavelmente comandadas por um sujeito chamado Scotty começaram a trabalhar, em uma hora o Yorktown estava navegando a 19 nós, parte das caldeiras reparadas e o deck pronto para lançar novos aviões.

A segunda leva de aviões japoneses apareceu, e atacaram com tudo que tinham o pobre Yorktown. Dois torpedos o atingiram, acabando com sua propulsão, ele se tornou um alvo estático, fazendo água com uma inclinação de 23 graus. Metade dos aviões japoneses foi derrubada nesse ataque, mas era hora de abandonar o navio.

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Mesmo em sua morte o Yorktown deu um último golpe nos japas: as turmas de reparo foram tão eficientes que quando a segunda leva atacou, acharam que era outro porta-aviões, então reportaram que haviam afundado dois, portanto os americanos só teriam um navio restante.

O pior de tudo é que eles estavam tecnicamente certos. O Hornet se confundiu com as comunicações, acabou lançando os aviões tarde demais. Era hora de mais uma vez garantir que o mundo nunca se esqueça do nome ENTERPRISE!

Complementado pelos aviões órfãos do Yorktown, o Enterprise lançou 24 bombardeiros contra o Hiryu, que enfrentaram 12 caças Zero protegendo o porta-aviões inimigo, as baterias anti-aéreas e todos os navios menores em volta, e conseguiram acertar nada menos que cinco bombas.

Ferido de morte o Hiryu resistiu em chamas por toda a noite, mas no dia seguinte foi declarado perda total. Soaram os avisos de abandonar o navio. O contra-almirante Yamaguchi e o capitão do Hiryu, Tomeo Kaku tomaram a mais honrada e mais difícil das decisões, e afundaram junto com o Hiryu.

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Midway foi uma batalha onde a tática, a estratégia, a inteligência e a iniciativa individual venceram a força bruta. O plano do Almirante Yamamoto dependia de surpresa estratégica, e não tinha uma contingência caso o inimigo soubesse de tudo. Os americanos por sua vez tiveram a iniciativa, o que é sempre bom, mas erraram muito tanto na falta de treinamento quanto nos problemas técnicos.

No final o Japão perdeu quatro de seus dois principais porta-aviões, e para piorar também foram enxotados de Dutch Harbor, onde nem com dois porta-aviões conseguiram invadir o porto.

Grandes Batalhas Navais com certeza ocorrerão no futuro, mas em tempos de mísseis, drones e railguns, serão por demais impessoais. Longe de mim desmerecer gamers mas não é preciso muita coragem para pilotar um drone em batalha, estando a 5.000 km da linha de frente.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Mas que rebuceteio

    • E eu resumi de forma quase criminosa, se fosse contar todos os arranca-rabos…

      • Jhonathan Vieira

        Põe num livro que a gente paga

        • Junior Capitanio

          Eu pagaria o dobro do que paguei nos outros 2 livros do Cardoso

      • Diego

        Da próxima vez lança a versão extendida!

      • Zalla

        coloca no contraditorium mais coisa sobre isso….muito bom mesmo

        • Hugo Marinho

          Excelente idéia.

      • Mad Butcher

        Saudades jogar Empire Earth

  • zero

    Acho fodásticas essas histórias de guerra, mas espero que fiquem só no passado mesmo.

    “No final o Japão perdeu quatro de seus dois principais porta-aviões”
    Quis dizer perdeu dois dos quatro principais né?

    • Daniel

      Eu também espero, mas acho que ficarei só na esperança mesmo. Na melhor (extremamente otimista) das hipóteses não será no meu tempo de vida.

  • Alexandre

    A batalha de Midway foi um marco. O Japão não conseguiu se recuperar e os EUA iriam colocar o poderio industrial a pleno vapor, chegando a lançar um navio ao mar por dia.
    O triste e ver essa historia contada com tantos erros. O trecho que fala: “No final o Japão perdeu quatro de seus dois principais porta-aviões…” É de matar!

    • Posta o seu artigo sobre o tema aí que a gente linka, champs.

      • Alexandre

        Não é esse o caso. Ha erros no texto, não na historia em si. Basta uma revisão.

    • Claudionor Buzzo Raymundo

      “No final o Japão perdeu quatro de seus dois principais porta-aviões…”
      Isso é dislexia da culpa!!!!

    • Pedron

      Ah pára… É só um errinho de nada… Qualquer um vê que foi só um pequeno descuido…
      Baita texto Cardoso!

      • Alexandre

        Ha mais erros que confundem a leitura. Esse só é o mais grosseiro. Quer um exemplo:
        “Os torpedeiros precisavam voar baixo e nivelado para atacar os porta-aviões, se tornando alvos ideias para os japoneses”
        A história é excelente. O Cardoso escreve bem, mas nesse texto ele cometeu muitos erros, cheguei a pensar que estava lendo uma tradução mal feita do Giz.

  • LV

    Quando sai o filme com Tom Cruise como capitão do Yorktown ?

    • Não dá, porque está no mar e Tom Cruise não tem como ficar correndo

      • Junior Capitanio

        Ele pode correr no convestado eu por exemplo não aguentaria uma corrida de ponta a ponta do yorktown

  • Hemeterio

    Semprei achei que os seis anos de WWII foram na verdade sessenta, tamanha a quantidade de historias, causos, batalhas, atrocidades, heroismo e avanços tecnologicos no periodo. De fato, o comecinho da guerra, ainda com carga de cavalaria se parece com qq guerra napoleonica, mas o final, bem… com armas atomicas e foguetes, so faltou antecipar os lasers.

    • Islan Oliveira

      Ainda teve cavalaria na Segunda Guerra? Eu só sabia que havia tido na Primeira Guerra mesmo.

      • cloverfield

        Eu li que durante a invisão alemã na união soviética os cossacos usavam cavalos e espadas contra os alemães.
        O motivo disso é que no frio extremo as armas de fogo não funcionavam bem coisa que não acontecia com um sabre de cavalaria.

      • Paulo Ricardo Schwind

        Teve. Só para citar um caso : quando a Alemanha invadiu a Polônia , os poloneses tinham uma cavalaria mais numerosa que os alemães. Em contrapartida, os alemães tinham muito mais tanques que os poloneses..

        • cloverfield

          “Vamos no que isso vai dar.” Disseram os Poloneses quando viram as tropas alemas na fronteira.

      • A força alemã era essencialmente movida a cavalos, isso é algo que quase ninguém menciona pq não soa bem. mas mecanização nunca foi o forte da wermarcht.

        • Alexandre Arruda

          Wehrmacht

          • ora ora ora temos aqui um nazi grammar nazi

          • cquintela

            o certo é Grammatik hahaha

          • hahahaha
            contextualiza melhor mesmo

        • Monstro Medieval

          Esses cavalos deram uma sobrevida às tropas alemãs em Stalingrado…

          Mas a história da carga da cavalaria polonesa contra tanques alemães que eu saiba é lenda.

        • Anderson Fraga

          Não a toa o desespero alemão em minas de ferro ao redor da Europa…

      • Rafael Rodrigues

        Meu pai foi da FEB. Sim, ele contava que existia MUITO cavalo no front.

      • Henrik Chaves

        Teve, e bastante. Como o Cardoso colocou, o exército alemão era basicamente hipomóvel (mas, salvo engano, o uso de cavalos era restrito à logística).
        Por outro lado uma das (muitas) prováveis cenas mais tristes de combate da guerra foi cavalaria polonesa realizando ataque de carga contra Panzers alemães. 🙁

        • Tom

          Nunca tinha ouvido falar dessa história, fui procurar, porque achei interessante e nesse site diz que eles foram dizimados sem luta (não sei da confiabilidade), mas os italianos disseram que foi um ataque de carga, provavelmente pra levantar o moral
          http://avidanofront.blogspot.com.br/2014/04/cavalaria-polaca-um-mito-militar.html

          • Henrik Chaves

            Interessante a pesquisa do link que postou! Muito bem feita! Vou guardar para futuras referências. 🙂

    • André K

      Para quem estava lá, deve ter parecido 60 anos mesmo. Além desses aspectos práticos das armas, teve também todo o desenvolvimento da inteligência, contra-inteligência, criptografia… Nesse caso aqueles seres humanos realmente provaram que do que eram capazes nas piores condições.

  • Rolando

    Eu ia dizer que essa batalha merece um filme mas vi que já fizeram vários, o último pelo que descobri de 1976 com Henry Fonda e um mundo de grandes atores.

    • Zalla

      mas essa visão estratégica nunca tive…normalmente só vemos o lado da história contada pelos americanos..
      fora que nos filmes é tudo muito romantizado..prefiro os docs

      • Então você está vendo os filmes errados. Midway de 76 tem uma parte enorme mostrando o lado japonês, assim como o clássico tora tora tora.

        • Alexandre Salau

          Midway é um filmaço … talvez o melhor filme de guerra que lembro de ter visto.

        • Zalla

          tora tora eu vi..tá certo…o Midway vou rever, vi isso quando era criança….agora ver se consigo achar…filmes antigos assim normalmente são dificeis de achar..

        • Junior Capitanio

          Tora tora tora foi um dos melhores que já vi romance zero

    • Reinaldo Matos

      O único que eu assisti e não me recordo o nome, é um de ficção bem louco onde um porta aviões classe Nimitz (que coincidência), entra em uma fenda temporal em algum lugar no oceano, e acaba saindo no passado, alguns dias antes da batalha de Midway.
      De alguma forma eles conseguem provar que vem do futuro, e o capitão do porta-aviões fica no dilema entre alterar o curso da história e dar uma vitória definitiva nesta batalha para os EUA, utilizando um porta-aviões e caças F-16 infinitamente superior, sistemas de radares que nem existiam na época, e tudo mais que tinham, ou se ficavam na deles só assistindo.

      Um bom filme de sessão da tarde quando tiver de bobeira sem ter o que assistir.

      • PugOfWar

        lembro de ter visto do meio pro final desde filme, depois nunca mais vi.

      • Se não estou enganado, não era UM porta-aviões da clase Nimitz, mas sim o próprio USS Nimitz, que estava para ser descomissionado e ia fazer a última viagem, quando dá a quizumba toda.

        Para os que quiserem ir atrás: Nimitz de volta ao inferno, ou no original (wait for it) The Final Countdown (tchururu ru!)

        • Nimitz Volta ao Inferno
          http://www.adorocinema.com/filmes/filme-36164/

        • Reinaldo Matos

          Putz…. É esse mesmo…

      • Nimitz Volta ao Inferno, de 1980.
        http://www.adorocinema.com/filmes/filme-36164/

  • Eu tou justamente ouvindo um podcast sobre a guerra no Pacífico e adorei esse texto detalhando a parte de Midway. Incrível que eu tenha me interessado por Segunda Guerra só depois de velha, é uma história mais interessante do que a outra.

  • André K

    Fazer os reparos de 3 meses em 24 horas é o pináculo da engenhosidade e determinação.

    Em alguns casos não adianta por mais gente, como diz o dito: empregar duas mulheres não acelera um parto para 4,5 meses… No caso do Yorktown o pessoal ironizou esse dito e usou a máxima: não sabendo que era impossível, foi lá e fez.

    Pena que ele não sobreviveu à batalha, teria sido um feito e tanto.

    • Zalla

      Mas fizeram bem a sua parte..YorkTown fez o papel de 3 Carriers

    • Dandalo Gabrielli

      Só esse reparo se foi feito na escala q se fala já valeria um documentário. Eu não consigo entender como foi possível. Ou estrago não foi tanto estrutural ou Aliens estavam lá para ajudar os americanos

      • Dandalo Gabrielli

        É que por mais que a toca estivesse toda equipada e toda de prontidão. Algumas coisas são de tamanhos absurdos e pesos que não se leva para qualquer canto como sofá da sala.

  • cloverfield

    Sobre decifradores de códigos militares tenho um livro que conta uma história interessante sobre a primeira guerra.
    Os ingleses queria conseguir um livro de código da marinha alemã e perceberam que quando limpavam uma área de minas e avisavam no rádio um submarino alemão vinha e colocava mais no lugar.
    O comando inglês então mandou uma mensagem falsa dizendo que uma área estava limpa e quando um u-boat chegou bateu numa mina alemã e afundou.
    Isso foi feito em um lugar raso o suficiente para mandar mergulhadores retirarem os destroços e acharam o livro de código inimigo.

  • Reinaldo Matos

    Por isso que eu pago internet… Pena que conteúdo assim é tão escasso…
    Tá certo que a história está beeeemm resumida, pq tem muitos outros rebuceteios que aconteceram neste fato, o que é compreensivo, pois se fosse ser contado detalhadamente, não seria um artigo, e sim um livro…

  • Ler mais um causo da Segunda Guerra, e ir assistindo o filme renderizado em tempo real em nossa mente conforme a leitura.
    Obrigado Cardoso.

  • André Calil

    Tive o prazer de visitar o USS Midway, batizado a partir desta batalha e posto em operação ao final da WWII.
    Conhecer a história que o inspirou foi mágico. Parabéns pelo trabalho.

  • Midway! Um dos jogos mais incríveis para o Tk85 do Sinclair com seus 16kbytes de RAM.

    Bateu a nostalgia agora

    • Bob

      Microdigital…

      • Paulo Ricardo Schwind

        Microdigital…Meiobit, a casa do idoso tecnológico….

  • Pingback: 75 anos da Batalha de Midway | Notícias Legais()

  • Kirk

    Boa…
    “As turmas de reparos, provavelmente comandadas por um sujeito chamado Scotty”

    • Zalla

      Scotty foi o cara que deu o prazo de 3 meses

  • Jaison Antoniazzi

    Valeu Cardoso, sempre me confundi ao jogar 1943 – A Batalha de Midway e vejo que não estava “tão” errado assim 😀

  • Zalla

    Leria um livro sobre o assunto…parabéns CC…

  • Goodtimes

    Não sei se foi intencional do Cardoso mas a foto do avião que está no texto é do TBF Avanger e não do TBD Devastator.

    O Devastator é este aqui:
    https://uploads.disquscdn.com/images/67d56d1bcad27c97750688f8ba58b5fcfe6bf2318bff266527c9418d6e697556.jpg

    Só para constar, o Avanger era muito superior ao Devastator.

    Aliás, fica uma dica ao Cardoso. Seria muito legal uma matéria sobre as bombas voadoras alemãs, mas não as V-1. Me refiro às Fritz X e às Hs 293 que são os primórdios das armas rádio-controladas.

  • cquintela

    “O contra-almirante Yamaguchi e o capitão do Hiryu, Tomeo Kaku tomaram a mais honrada e mais difícil das decisões, e afundaram junto com o Hiryu.”

    Só lembro disso: “Schettino.Vada a bordo, cazzo”

    Outros tempos hahah.

  • Mestrechronos Daiô

    Uma batalha que conhecia o nome mas não a história, post muito legal mesmo Cardoso. Além disso, soube de onde provavelmente veio o ‘sobrenome’ do personagem Strider.

  • kleber peters

    A foto do atol me fez ter vontade de ir conhecer o lugar… a foto é das ilhas Sand e Easter. Quem quiser conferir no heart estão em 28º13’25.70″N 177º21’47.64″O.

  • Paulo Andador

    Tirando a parte triste que uma guerra causa, a história da Segunda Guerra Mundial é simplesmente fascinante. E pensar que por muito pouco não viramos escravos de nazis e japas. God bless Truman!

  • Ô Cardoso, foram quantas Heineken ontem durante o vídeo? Tava se segurando pra não dormir cara… xD

    • Diogo

      Banhammer em 3… 2… 1….

    • Que vídeo? O Cardoso tá fazendo live no Facebook agora?

      • Ivanney Pessôa Moreira Martins

        No avioes e musica, site (canal youtube) muito bom, sempre recomendado por ele, e ficou “no ar” (fica a dica) de outra live talvez no space today.

  • Cícero Régis

    Cardoso, como sempre teus textos sobre história são muito bons, mas eu sinto falta de indicações de referências para uma leitura mais detalhada. No final dos textos, poderias indicar quais livros tu consideras os melhores sobre cada assunto.

  • André K

    “No meio do caminho, havia Midway, um atol que é pouco mais que
    um conjunto de pistas de pouso, mas estrategicamente essencial tanto
    para atacar o Japão quanto para defender o Hawaii”
    Pela foto, a impressão que passa é que cada ilhota é pouco maior que um porta-aviões. Praticamente, dois porta-aviões fixos.

  • Thiago

    Melhor mapa de BF1942.

  • “Os japoneses estavam com 4 porta-aviões, o Akagi, o Kaga, o Soryu e o Hiryu”

    Eu não consegui pensar em outra coisa. Animes destruíram a minha vida https://uploads.disquscdn.com/images/b15ae60576d3d9a768b4dd17e444e17e1c4f52e3351dcdc388b7035f7c44cf85.jpg

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