Resenha (sem spoilers): Mulher-Maravilha — a Grande Guerreira descobre que guerra não faz ninguém grande

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Alguns dias atrás um portal publicou uma resenha muito criticada por dizer que Mulher-Maravilha é tão bom que parece filme da Marvel. Lamento informar mas estavam certos. Em muitos momentos parecia estar assistindo Capitão América, não um filme de Zack Snyder, mas ao mesmo tempo as qualidades boas dele estavam lá, devidamente domado pelas hábeis mãos da diretora Patty Jenkins.

Vamos então a uma resenha sem spoilers (trailers não contam):

A Mulher-Maravilha foi criada em 1942 por um tarado chamado William Moulton Marston, e deveria ser o anti-Super-Homem, usando sua feminilidade como contraponto à violência. Rapidamente ela virou uma heroína normal e conseguiu seu espaço, sendo uma mulher de seu tempo mas sem nunca deixar de questionar injustiças.

De lá pra cá a Mulher-Maravilha foi crescendo nos quadrinhos, e com a série estrelada por Lynda Carter entrou para o imaginário popular, mas quem não lê gibis não tem noção da importância da personagem, que se tornou parte da Santíssima Trindade da DC Comics:

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Dos três ela era a única a não ter uma aventura solo no cinema, mas sendo realista não era fácil para ninguém. Entre o Batman do Adam West e o do Tim Burton foram 23 anos de diferença. Antes do Adam West Batman era um seriado de cinema, em 1949. A Mulher Maravilha teve um seriado de sucesso e várias tentativas de novas séries e filmes, mas esbarravam no problema básico: ninguém assistia filme de super-herói.

Isso de hoje a gente sair na rua e esbarrar em um cruzado embuçado é novidade. Vivemos a Era de Ouro dos super-heróis no cinema e na TV. O Super-Homem, o maior de todos e mais icônico dos heróis abandonou as telas em 1984 com o horrendo Superman IV, e só voltou com o Superman Returns, de 2002 2006. Foram 22 anos de ausência, Pro. Super. Homem.

Esse filme da Mulher Maravilha não chegou tarde, chegou na hora certa e é o filme que a gente merece e o filme que a gente precisava. E por a gente eu digo a DC/Warner, que não acertava a mão assim tem muito tempo.

É um filme de origem?

Sim, é um filme de origem, a Diana começa como uma pequena menina, fascinada pelos grandes feitos das guerreiras amazonas vivendo em sua ilha pacífica isolada do mundo. Ela quer aprender a combater, para cumprir o papel das amazonas de enfrentar Ares, o Deus da Guerra no dia em que ele voltar, mas sua mãe a Rainha Hipólita não deixa.

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Diana acaba treinando escondida por um tempo, até que salva um espião americano, Steve Trevor. Ele está sendo perseguido por nazis… — digo, Alemães (guerra errada), mas o público não vai diferenciar — e as Amazonas descobrem que as armas modernas são bem mais terríveis do que flechas e lanças.

Para tristeza do Tumblr as Amazonas não são a Utopia Misândrica de antigamente, não tem isso de matar o pobre Steve apenas por botar o pé na ilha. Elas desconfiam não de homens, mas do Homem.

Aqui mais uma vez o filme acertou. As cenas de choque cultural são ótimas, Diana e Steve são literalmente de mundos diferentes, os dois são peixes fora d’água um com o outro, mas nem Diana paga de superior (conscientemente) nem ele é marrento. Também evitaram o clichê alienígena bobinha perguntando o que é sexo.

Diana é inocente, não é ingênua. Palmas por não caírem no clichê.

Sua inocência, como toda inocência é a primeira vítima da Guerra. Ao ver soldados mutilados voltando do Front ela começa a perceber que todas as lendas e histórias de gloriosas batalhas têm seu preço. Como todo verdadeiro herói, a Mulher Maravilha aprende que deve lutar porque é preciso, não porque gosta.

Ela acaba negociando com Steve, ela o leva até Londres, onde ele poderá avisar sobre as terríveis armas químicas alemãs que descobriu, e ele a levará até o front, onde Ares com certeza estará, fomentando a guerra.

Então ela é iniciante?

Não. Em filmes de super-heróis no primeiro em geral o herói começa incompetente e vai aprendendo, mas ela é Diana de Temiscera, filha de Zeus e da Rainha Hipólita, Princesa das Amazonas então ela sai da Ilha Paraíso com seu treinamento no 10. A questão é que durante o filme ela aprende que é mais forte do que acha que é, salta mais longe do que acha que salta e no final seus poderes, bem…

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Foi uma mudança muito bem-vinda no modelo de filme de origem e tornaria quase todos muito mais palatáveis.

Primeira Guerra, DC, então é deprê.

Incrivelmente não. Esse deveria ser o filme mais cinza da DC, a Primeira Guerra Mundial É totalmente cinza, triste, nenhuma foi mais violenta e desumana, prato cheio pros darker knights, mas não. O filme é leve sem ser debochado, tem bom humor, legítimo, não o humor negro do Alfred nos filmes do Batman. O terceiro ato é mais sério, mas os dois primeiros são para lavar a alma daquele clima de chuva soturna do Batman vs Superman.

A Mitologia Mudou Muito?

Sim, super-heróis são arquétipos que se adaptam, o Homem de Ferro original tinha sido feito prisioneiro pelos Vietcongs, Super-Homem vem caindo na Terra cada vez mais tarde, a cada encarnação. Desta vez resolveram andar pra trás e em vez de ambientada na 2ª Guerra Mundial a Mulher Maravilha apareceu anos antes. O Panteão de Deuses parece ter se acabado também, aparentemente Ares é o último deles. Até para ganhar tempo a subtrama da competição entre amazonas para achar a emissária foi removida.

Também não usaram a explicação de que a emissária de Temíscera usava as cores do país visitado, como forma de homenagem. Esse foi um retcon famoso para explicar o traje patriótico da Maravilhosa, mas na versão de Gal Gadot ela não está mais enrolada em uma bandeira.

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Ela é uma heroína feminista?

A Emma Watson diria que sim e eu concordo com tudo que a Mione disser. Só que isso significa que ela não faz o discurso Morte Aos Homens, Diana tem mais com que se preocupar. Mesmo quando os políticos na Câmara dos Lordes têm um ataque de pelanca ao ver uma mulheeeerrrr no recinto Diana está incomodada, não ofendida. Ela sabe que pode exterminar cada um ali com um peteleco, não tem porque pagar de ofendida indignada. São insetos. Uma formiga te incomoda, não te ofende.

Ao mesmo tempo ela aprende a reconhecer a lealdade e a camaradagem entre os Howling Commandos homens que Steve Trevor recrutou para sua missão suicida. Em um filme tão colorido a Mulher Maravilha percebe que o mundo é cinza, e que você pode ser uma pessoa boa, independente do que seu povo faça. O diálogo com o Chefe Apache (não aquele) é especialmente forte, apesar de rápido.

Diana é uma personagem focada em sua missão, matar Ares, mas tem tempo de ser mulher, de ser ela mesma. Para delírio dos fãs de quadrinhos até a cena do sorvete aparece. Ela foge de todos os principais clichês, é uma rara personagem feminina forte, entre homens que não é “um dos rapazes”.

Ela é tudo que muitas feministas sempre quiseram e reclamaram da raridade, uma personagem genuinamente feminina que não está atrelada ou é definida por homens, e mais ainda: ela não é uma Mary Sue, não é descomplicada e perfeitinha. Diana não conhece nosso mundo não conhece seus poderes e combate lado a lado com o grupo de Trevor. Ela, assim como Thor em Stargate, é uma deusa que não quer que seus seguidores se ajoelhem, mas fiquem a seu lado, como iguais.

Então os fãs tradicionais vão odiar?

NÃO! A genialidade da Patty Jenkins foi enfiar a cara no material original, e perceber que se você tirar a panfletagem, o discurso misândrico, o radicalismo e outras bobagens que a geração textão resolveu achar que é feminismo, a Mulher Maravilha é TUDO que uma mulher moderna e descolada quer em uma heroína.

Ela não mudou NADA da personagem, o leitor mais tradicional vai encontrar nessa versão a SUA Mulher Maravilha, ela não foi domada adaptada distorcida e politizada. É a NOSSA Diana, o grande feito da Jenkins e do roteiro de Zack Snyder e Allan Heinberg é mostrar essa Diana ao mundo. De uma certa forma é um tapa na cara, já que quem manteve essa personagem viva foram os nerds espinhentos e desprezados pelas meninas que agora descobriram a personagem. Azar delas poderiam estar lendo há muito tempo.

Mimimi Amazonas Negras mimimi Heimdall bláblá

Sim, há amazonas negras em Temiscera. Ah mas amazonas são gregas. Bem, explique isso pra Núbia, que apareceu em 1973 e reivindicou o título de Mulher Maravilha. De resto, consulte um mapa. Grécia não fica exatamente na Dinamarca.

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Vamos ao que interessa, ela chuta bundas?

A danada tem uma espada chamada Godkiller, o que você acha? Ela bate, e bate gostoso, ainda mais depois de ver do que os alemães são capazes. Mais ainda: pela primeira vez o laço é bastante usado como arma ofensiva, o que resolveu o problema de enfrentar armas de projéteis com uma espada e um escudo.

Mesmo assim ela está se contendo, da mesma forma que Clark na luta final com Darkseid, ela vive em um mundo de papelão, sempre cuidado para não quebrar nada ou machucar alguém. Machucar MUITO, claro.


Warner Bros. Pictures — WONDER WOMAN – Rise of the Warrior [Official Final Trailer]

Uma das lições do filme é que é danado de conveniente culpar um único homem por tudo de ruim que acontece no mundo, quando na verdade todo mundo é responsável e todo mundo tem potencial para o bem ou para o mal. Diana percebe isso, e mostra a Ares de onde vem a verdadeira força.

Homenagens e Referências

Tem bastante, inclusive uma cena inteira que é quase remake da mesma cena no Superman do Christopher Reeve. Vilões como a Dra Veneno vieram direto dos quadrinhos. Curiosamente no original ela só revelou ser mulher depois de um bom tempo, os leitores eram conservadores demais para aceitar uma supervilã tão eficiente. Etta Candy, a melhor amiga da Mulher Maravilha também aparece. Sameer é um dos Blackhawks e Fausta Grables, da série de TV da Mulher Maravilha aparece em uma cena, além dos óculos da Diana Prince também da TV. Onde já se viu proteger identidade secreta com óculos, pfff.

Conclusão

Mulher Maravilha conseguiu finalmente explicar pra que que servia o poder do Coração daquele índio inútil do Capitão Planeta. O filme tem dois momentos de reversão de expectativa. O primeiro você vê a quilômetros de distância, o segundo só quando está bem mais próximo. A história é bem linear e não vai ganhar nenhum Oscar de roteiro, mas estão bem-feito e amarrado.

Diana não veio para tomar lugar de ninguém, veio para acrescentar e é muito, muito bem-vinda. Eu diria que ela tem o mérito de CRIAR o Universo de Filmes realmente bons da DC, o que era se se esperar, criar universos está bem dentro da descrição do trabalho de uma deusa.

Cotação

5/5 Lyndas Carters

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UPDATE:

Não tem cena pós-créditos.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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  • Anayran Pinheiro

    Tem cenas pós-creditos?

    • Não.

      • Anayran Pinheiro

        Obrigado pela informação! 😀

      • Zalla

        queria ter essa informação no sábado, fiquei esperando até acender as luzes, achei que teria algo da liga da justiça

    • Reinaldo Matos

      Cenas pós-creditos até o momento, só os filmes da marvel estão fazendo.

  • Well Dias

    “é o filme que a gente merece e o filme que a gente precisava”, da última vez que li isso de uma resenha do Cardoso achei o filme piegas, mais do mesmo que seguiu a receita de bolo de outros filmes de super heróis. Vou esperar chegar na minha locadora para ver.

  • Giuliano

    Ainda não vi, mas acho que vai ser um baita filme. Espero…

  • Washington Luís

    Não concordo quando dizem que é inspirado na formula da marvel, primeiro porque a Patty foi bem clara ao dizer que a inspiração do filme foi o superman de 1978, segundo porque os filmes da marvel colocam humor de forma inconsequente tirando o clima do filme, o que não é o caso do clássico superman que foi um filme cheio de dilemas morais e pessoais.

  • Vinicius Zucareli

    Graças a Zeus foi o Cardoso quem resenhou!

    Filme marca todas as caixinhas do feminismo. E mesmo assim tem uma mensagem muito conservadora de honra e dever, além da noção da individualidade do ser humano.

    • Pq as caixinhas do feminismo racional são baseadas no bom-senso, as louca do Tumblr é que estão jogando contra, como o boicote ao filme pq a Gal é judia, ou as feministas negras boicotando pq ela não é negra.

      • Vinicius Zucareli

        Sim, perfeito. Feminismo clássico, racional, é bom. Aquele que busca igualdade e não vitrinismo e lacre é muito bem vindo.

        Por isso mesmo minha comemoração, pois no MeioBit temos alguns blogueiros que não encaixam nesta descrição da feminista racional

        • Ei, não olhe assim pra mim não cara… ¯_(ツ)_/¯

        • Mario Neis

          “Por isso mesmo minha comemoração, pois no MeioBit temos alguns
          blogueiros que não encaixam nesta descrição da feminista racional”

          a triste verdade brother…. a triste verdade..

        • Luiz

          “classico”, acho que sempre foi assim não.

      • Ivan

        Esqueceu pq ela é magra, pq ela depila, entre outras….

      • Inquisidor

        eu acho engraçado as feminazis, sempre falando que são oprimidas, reduzidas, julgadas por aparência,sexo,cor etc e tal, mas são as primeiras a julgar por aparência,sexo,cor, opção sexual.
        ainnnn vc num podi falar dizzo pourque vozê é homi,brancu i heteru…

      • Lucas Timm

        Até agora, a lista de problematizações que eu já vi:

        — gente chorando porque a Gal Gadot é israelense, judia e sionista;
        — gente chorando porque ela obedece aos “padrões de beleza da mídia e da sociedade” (ou seja, ela não é gorda, bigoduda e com cabelo azul);
        — gente chorando porque ela não tem o suvaco cabeludo;
        — gente chorando porque ela, amazona, não é morena como a população do… Amazonas;

        Ou seja, tanto o filme quanto a atuação dela são muito, muito bons.

        • É, percebi que a Gal Gadot não tem a monocelha da Frida Kahlo. 🙂 😀

  • Só li o texto depois de ver o filme… Essa Deusa é mesmo uma Maravilha! 😍

    • Lucas Timm

      Li o texto, assisti o filme e agora li o texto de novo
      P*ta mulherão do car4lho, maluco!!

      • Vi o filme uma segunda vez, agora dublado: ficou boa até na dublagem, aquela linda! 😀

  • Allan Brazute Alves

    Indio inútil… Kkkk

  • Vagner Da Silva

    Como assim não tem cena pós créditos? É um absurdo que em pleno 2017 um filme de super-heróis cometa esse erro, eu suspeito até que o próximo guardiões da galáxia vai ter créditos na abertura para o filme todo ser uma cena pós crédito.

    • Cocainum

      Agora só falta dizer que também não tem Stan Lee.

      • Vagner Da Silva

        Eu preferi não falar nada, mas já que tocou no assunto…

    • tuneman

      minha mulher pediu se tinha e eu respondi “aqui não tem esse tipo de bobageira” hahaha

  • Bolacha

    Tá aí um dos momentos em que eu prefiro a dublagem brasileira. O Guilherme Briggs dá show nessa parte em que o Superman se solta na luta contra o Darkseid.

    • Alexandre C. Fernandes

      Concordo plenamente.

    • tuneman

      Sério? Vou ter que conferir!

    • Zalla

      taí…vou dar uma conferida…não costumo ver filmes dublados..mas vou tentar ver essa cena

  • Lucas Linki

    Belo review, especialmente por lembrar de Stargate!

    • Dá, pior que dá, tem um momento na batalha final em que rola a rodadinha!

      • Jorge Dondeo

        Massa.

  • Samuel

    O que me chamou a atenção tb é: conseguiram criar uma heroína realmente feminina. Só agora percebi que a interpretação de heróis, seja qualquer for o sexo do personagem, até hoje tem um modelo de atuação padrão. Não adianta a indústria do cinema querer valorizar as mulheres criando protagonistas masculinizadas. Mulher Maravilha é no filme todo forte, mas também delicada. Legítima representante da mulherada em um personagem de filmes de super heróis

    • tuneman

      e acabou com aquela polemica dela ser “muito magrinha para o papel”.
      e ainda bem que a polêmica do sovaco não durou muito!

      • Samuel

        Não durou mesmo. Pq nem chegou a mim está história de sovaco

        • tuneman

          sorte sua! vou resumir: ‘feministas’ reclamando que a Diana tinha o sovaco liso demais.
          ainda bem que o filme foi um sucesso e calou a boca de muita gente.

          • Inquisidor

            feminazis feminaziando

          • Zalla

            pqp

          • Samuel

            Isso pq as feministas não viram a ppka dela. Posso dizer amigo, uma lisura só.

    • Roger D. C. Delboni

      A cena da trincheira onde ela suavemente arruma a “tiara” antes de ir pra porrada resume bem isso e é linda!

  • Marombert Einstein
  • Alex

    Depois que vi esse filme eu lembrei do pessoal que reclamou dela no final de BvS, porque não fazia sentido ela aparecer do nada, caiu de paraquedas etc. Bom… esse filme mostra porque fazia sentido

    • Samuel

      Sim. Ela está ae no mundo atenta. Mas ficou claro no filme que ele se passa numa época depois de BvsS

    • Zalla

      no proprio filme já faz sentido a Diana estava na trama

  • Raul Joaquim de Santana

    Será que foi só eu que achei Batman vs Superman um baita filme?

    • O problema não é ser ruim, não é, o problema é que ele é pesaaaaaaado, não tem alegria nenhuma no filme, o Snyder parece que faz documentário de guerra no Sudão. É tudo sério demais.

      • Samuel

        Achei tranquilo. Cotidiano de pagar contas e imposto absurdo para não ter bem penhorado que é terrível.

      • Luiz

        é pesaaaaaaado, muito bom, igual minha vida, quem precisa de alegria, alegria é coisa de gente boba

      • Reinaldo Matos

        Eu pessoalmente gostei bastante do filme…
        A única coisa que me incomodou um pouco, foi o Bruce Fucking Wayne andando de Jeep Renegade…

        Na verdade, incomodar não é bem a palavra, até achei engraçado… Foi mais aquela sensação de “isso não devia estar aí”.

    • Eu gostei. 😉

    • Vinícius

      Não, eu gostei também. Uma obra-prima falha dos filmes heroísticos.

    • Sim, provavelmente você nunca leu e colecionou os quadrinhos da DC.

      • Lucas Timm

        Eu nunca colecionei, obro e ando pros HQs, e achei o filme ruim por ser um filme ruim. Não por ser cinza, triste, emocionalmente pesado, complexo, etc. O roteiro pra mim é o principal problema.

    • Zalla

      Eu gostei do filme, força em alguns momentos, reclamam que ele é serio e sombrio…eu espero isso de filmes do batman

    • Vinícius Santos

      eu gostei.

    • Se ignorar o momento “Martha Best Friends” né…

    • Alessandro Galvão

      É um filme bom, mas de um filme com os dois maiores super-heróis de todos os tempos era esperado que fosse espetacular. Alguns diriam que o monstro da expectativa foi o pior inimigo do filme.

  • iamyourfather – your mom likes

    Só de olhar no trailer da pra ver que é bem parecido com Capitão América

  • Ok, fui assistir e posso dizer…

    Se você assistiu Batman e Superman e não gostou, então pode ir sem medo!

    Finalmente como uma fã da DC posso dizer que a Mulher Maravilha não ficou devendo nada para os quadrinhos!

    E só veja o texto abaixo depois de assistir…

    E o Capitão Kirk destrói a enterprise pra variar

    • Luiz

      Isto nem é spoiler, todo episodio destroem uma, sou do tempo quem que enterprises não eram descartaveis igual um smartphone, parece que eles aumentaram a produção delas drasticamente, é o progresso, I guess…

      • Eduardo

        Antes eram como carros esportivos clássicos feitos a mão, agora é linha de produção, dá pra explodir 2 ou 3 por filme fácil

    • E o Capitão Kirk destrói a enterprise pra variar
      Hahaha! Isto é recorrente com esta versão do capitão – quase como uma maldição.

    • Zalla

      aliás tem vários momentos do filme que ele é kirk total

  • Luiz

    “sai com seu treinamento no 10” senti uma leve critica a Star Wars.

  • leoncral

    Claro que não é um filme da Marvel, se fosse parecido não seria um filme de ação e sim de humor cheio de piadinhas idiotas.

  • Pedron

    Esqueceu de dizer que ela está linda demais.

    • Zalla

      abusam um pouco do rosto dela…eu vi em Imax…e toda hora tinha o rosto dela com 12m de altura.eheheh

  • B4R4O, M.

    “Uma formiga te incomoda, não te ofende.”
    Que frase, srs. Que frase.

  • Gesonel o Mestre dos Disfarces

    TODO mundo falando bem do filme. Eu não acreditava num filme da Mulher maravilha até ver ela no BvsS, que me criou uma expectativa que, pelo visto, foi atendida. Agora é torcer pro filme da Liga da Justiça ser bom.

  • Bruno Aveiro

    Saí do cinema apaixonado pela Gal Gadot.
    A cena que ela entra de verdade na guerra após sair da trincheira é sensacional!
    Que mulher!

  • Vinícius Santos

    mesmo sabendo que gosto é gosto e cada um tem o seu, eu não confio em alguém que diga que não gostou desse filme. Gal Gadot é simplesmente incrível, o filme é impecável, um épico de super-heróis!

  • Felipe Lino

    Fiquei feliz e Puto. É um baita filme. Mas deixou claro que a “critica” odeia o Zack Snyder. Varias coisas criticadas em MoS e BvS se repetiram em WW e n vi ninguém chorando, como :
    – Ela mata para calaleo.
    – Cenas de ação com CG bruto e câmera lenta.
    – Personagem se sacrificando atoa pra dar uma carga dramática no filme.

    • Gabriel Nunes

      – Sim, ela mata para caraleo, porque ela é uma Guerreira Amazona. Essa paradinha de pacifismo não letal é coisa do escoteiro azul e batman. Se você ler “O Reino do Amanhã” por exemplo, a solução da MM pros meta humanos descontrolados é “Passar geral!!!”.

      – O CG ficou meio falso em algumas cenas, mas acho que o problema da câmera lenta é que o Snyder usa até quando o cara está correndo pra pegar o ônibus. Se usa o tempo todo, perde a função.

      – Em relação ao terceiro, não vi sacrifício à toa não, mas blz.

      • Felipe Lino

        Nem preciso falar que Reino do Amanhã não é canon né ? Se vc procurar retcons do Super e do Batman vai achar eles matando tb.

  • Cocainum

    Gostei do filme. Mas só tenho uma pergunta: Bombas com timers? Sério?

  • Vamos começar pelo básico: Gal Gadot é uma maravilha.
    A atriz, que tem biotipo de modelo, andou malhando muito para apresentar um corpo atlético e exuberante, bem do tipo que não se via em cena desde a maravilhosa Valéria de Conan, o Bárbaro. Achei que isso foi indispensável para caracterizar uma guerreira amazona e eu, que adoro mulheres atléticas, já me entusiasmei ao ver uma ilha inteira recheada com essas guerreiras ilustres. Inclusive, já estou pensando exatamente como o marroquino do filme e iniciei uma pesquisa sobre preços de veleiros e estou tentando descobrir, através de cartas geográficas, ondefica a tal ilha de Temiscira.
    Estabelecido que Gal Gadot funcionou magnificamente bem no papel, vamos a história. E aí temos mais um lote de acertos. Acompanhamos Diana desde sua infância, caminhando junto com ela enquanto ela descobre mais sobre si mesma (a extensão de seus poderes) e sobre a humanidade. Ambas as viagens de descobertas são fascinantes.
    Sobre a humanidade, ela vê o machismo, com o papel de segundo plano ao qual as mulheres são relegadas. Através de pequenos diálogos certeiros, ela também vê o racismo (“Eu queria ser um ator, mas nasci com a cor errada.”), ela vê que não existem exatamente mocinhos dentre os humanos (“Eu luto aqui porque assim posso ao menos ser livre, já que tiraram as terras e a liberdade do meu povo”, diz o índio. “Quem fez isso?” – “O povo dele…” – responde o índio, apontando para o “mocinho” da trama).
    Enfim, Diana vai descobrindo que o Grande Vilão que ela supostamente veio combater não é o único responsável – talvez nem seja o principal responsável! – pela incrível quantidade de besteiras que a humanidade é capaz de cometer contra si mesma. E, ao mesmo tempo, ela vai descobrindo mais e mais sobre seus poderes, sobre sua origem. E toda essa carga pesada entremeada com vários e oportunos alívios cômicos, aproveitando sobretudo o choque cultural de alguém que viveu numa ilha só de mulheres até se tornar uma jovem adulta e, então, de repente, está andando com um homem por uma Londres cheia de costumes. O resultado foi que eu ri bastante durante boa parte do filme, coisa que acho indispensável para um filme de ação e aventura. O ápice do filme, para mim, foi a cena da Terra de Ninguém na Bélgica. Ali foi que eu vi uma super heroína de verdade como jamais vi antes em todas essa era de adaptações! A filmagem foi magnífica, porque aqui também foi se fazendo o crescente do horror da guerra. Diana vê gente mutilada
    voltando do front (ela ainda nem sabe o que é um “front”), vê gente desesperada fugindo, gente sendo escravizada, mulheres e crianças em sofrimento por causa dos horrores da guerra. E então está tudo lá, parado, numa carnificina sem sentido, sem solução. Ali, ela é a super heroína! Sem hesitar, desviando de sua “sagrada missão”, ela resolve dar
    um basta naquilo (ou morrer tentando). O fecho dessa cena foi muito, muito perfeito. Ali o filme ganhou meu coração em definitivo.
    Enfim! Mulher-Maravilha foi o excelente filme que há tempos eu esperava que a Warner conseguisse realizar!
    Agora, vamos aos defeitos, pois eles existem.
    Até dá para relevar a equipe do YMCA que se junta a nossa amazona favorita para realizar a missão final porque cada um ali tem uma história que vai além do estereótipo. Cada um deles conta para Diana, em algum momento do filme, algo que ela precisa saber para ir formando a sua opinião sobre a humanidade. Contudo, a parte dos vilões eu achei fraquíssima.
    Tanto o “General Alemão do Mal” quanto a “Doutora Veneno” são vilõezinhos genéricos de quinta categoria, com direito até a musiquinha “sombria” quando aparecem em cena. Pô, general! Matar o mensageiro que lhe traz más notícias? Ainda mais quando ele vem te dizer algo bem sensato? Se eu já achava essa política de matar soldados por nada ruim
    quando era o Darth Vader matando o mensageiro, como é que vou aceitar um comportamento tão tolo vindo de você, um insignificante?
    Vi logo que Ares deveria ser outra pessoa. Aí, quando a identidade dele é revelada… Madona mia! Lembrei do começo da música do Raimundos: “O quê, menino? Isso não é Ares, não! Para com isso… Eu quero é Ares!”
    Guardadas as devidas proporções, lembrei do mandarim daquele malfadado filme do Homem de Ferro.
    Que decepção! Não fez o menor sentido a identidade e o tipo físico do “deus da guerra”! Alias, o comportamento dele sequer é o de um deus irascível e violento. Não é Ares ali, nem em físico, nem em arquétipo! Faria sentido se fosse Hades ou algum deus trapaceiro, mas não o Deus da Guerra. Infelizmente, o mais “Marvel” dos filmes da Warner padeceu do mesmo mal que aflige os filmes da concorrente: o vilão não convence, mas não convence mesmo!
    E aí eu senti a mão do Snyder no roteiro.
    Sinceramente, eu espero que tenha sido uma mentira da Rainha Hipólita para a Princesa Diana que Ares matou todos os outros deuses gregos. Por que, vejam bem, a DC tem TODO O PANTEÃO DE DEUSES MAIS FORMIDÁVEL DA
    HISTÓRIA DA HUMANIDADE. Aí, vem um Zé Snyder da vida e “mata” todo esse panteão logo na primeira aventura da amazona, literalmente a troco de nada porque essa parte do roteiro não fez o menor sentido!
    Tomara que não tenha sido o maior tiro no pé da história. No mais, corram para ver o filme porque ele merece! Nota 9/10.

  • Glauber Silva

    O único defeito desse filme pra mim foi o trailer rsrs .. Sério, fui pro cinema esperando muita porrada, rasteira e voadora em slowmotion. O filme é bom, mas numa pegada bem mais cadenciada que o trailer sugeria. A parte do filme em Themyscira é ph*da mas é curtinha demais pra um filme de origem.

  • José Frajtag

    O filme é muito ingênuo no contato assexuado entre o Trevor e ela. Trevor chega ao cúmulo de dizer num trecho do filme que não sabe o que faz um homem com uma mulher!

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