Conheça o Biki, o peixe-drone para exploração submarina

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Drones estão na moda, mas é fato que quando se trata do formato quase todo mundo só explora os modelos voadores. Versões subaquáticas até existem, mas além de poucas (e caras, dadas as necessidades especiais) os usuários mais exigentes reclamam de um fator específico: o ruído. As hélices causam agitação na água e isso atrapalha a vida daqueles que desejam usa-los para explorar a vida submarina de um modo menos invasivo.

É aí que entra a Robosea, uma startup chinesa com uma curiosa solução: o Biki, um drone que utiliza um design aprovado por bilhões de anos de evolução para bavegar tranquilamente debaixo d’água.

A princípio o Biki parece mais um projeto de estudantes de design e um tremendo vapor, mas a Robosea não é totalmente leiga no assunto. O dr. Xiong Minglei, CEO da empresa é professor da Universidade de Pequim e já participou de inúmeras competições de drones submarinos ao longo dos anos. Em março a Robosea garantiu um investimento de US$ 1,7 milhão para tocar suas pesquisas voltadas para monitoramento de poluição e tubulações submarinas, aquacultura e claro, para fins educacionais.

O Biki se enquadra nessa última categoria. O drone em forma de peixe é um produto para o consumidor final para fins de entretenimento, mas também pode ser empregado em ações educacionais tranquilamente. O bichinho é propelido por uma barbatana e seu design o permite navegar de forma silenciosa, sendo assim uma ferramenta bem útil para quem quer observar animais marinhos sem incomoda-los. Ao menos na teoria.

A câmera 4K do Biki, que possui uma lente grande angular de 150º possui um sistema de estabilização de imagem de modo que não importa a oscilação do drone, a imagem vai permanecer sempre nítida e sem tremeliques. O aparato pode ser controlado via app de smartphone (mais conveniente para uso numa piscina ou num lago) ou através de um controle remoto a prova d’água, ideal para quem quer realizar uma aventura em mar aberto.

Você pode armazenar vídeos e fotos utilizando os 32 GB de espaço interno, o Biki se move a uma velocidade de 1,8 km/h e pode atingir uma profundidade de até 60 metros. A autonomia média é de 90 minutos, o suficiente para algumas brincadeiras ou um mergulhinho.


Robosea BIKI: World’s First Bionic Wireless Robot Fish

Como o Biki é um produto basicamente experimental e especializado o preço não é camarada: a Robosea o fixou em US$ 1.024,00 mas por enquanto o oferece via Kickstarter por mais camaradas US$ 549. A produção será bastante limitada, tanto que a meta de US$ 20 mil foi rapidamente atingida; o foco da Startup no momento é atrair os olhares principalmente de investidores dispostos a bancar sua empreitada em outras áreas.

A previsão é que o Biki seja entregue aos investidores a partir de setembro, que é quando saberemos definitivamente de o peixe-drone ele nadará por águas tranquilas ou irá a pique.

Fonte: Kickstarter.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • …até o primeiro se comido…

    Mas interessante…

  • A parte complicada de usar o brinquedo no mar é ele ser confundido com comida! E lá se vão 1000 Trumps goela abaixo. Literalmente.

    • Acho que iria se comportar como lixo dentro do “maior”… e é claro que iria matar seu digestor…

    • chiappa

      Talvez não : os maiores predadores como os tubarões são ** extremamente ** especializados, dotados de grande capacidade de identificar suas presas, principalmente por cor (é por isso que muitos peixes tropicais venenosos tem cor intensa, é um aviso “não me coma que vc vai se dar mal”) , por gotas de sangue na água, calor ou emanações bio-elétricas, ou mesmo pelo jeito que a presa está nadando…
      Como o falso peixe vai ser da tamanho razoavelmente grande, de cor intensa e não vai emitir exatamente os mesmos sinais de presas vivas, pode ser que os predadores não o vejam como comida….

      • Então, só que o problema é que tem muito peixe grande o suficiente “não especializado” que come qualquer coisa que se mexa, né? Tipo o peixe-gato na água doce. E até mesmo entre “grandes predadores” o buraco pode ser mais embaixo. Se não para comer, pelo menos por curiosidade, como é o caso do tubarão branco, que “apalpa” com os dentes. Aí também fica a dúvida, por exemplo, com o tintureira, o galha-branca e o tigre, onde a lógica é “mexeu = morreu”.

        • Wallacy

          Poderia então colocar um paralisante bem forte. Daí você recupera o material, e talvez ainda tenha um predador de estimação. (Na pratica você vai recuperar pedaços, mas ainda é algo a ser recuperado).

          Ou usa na piscina mesmo 😉

        • chiappa

          Pois é, o risco existe mas Imagino que não seja grande : existem casos de peixes grandes comendo objetos claramente artifiais que estejam não no fundo da água (até estranhos, como pneus, garrafas, e outras coisas) mas não são tantos assim…. E outra coisa, o primeiro instinto de um animal ao ver algo que se movimenta sozinho é fugir, a não ser que ele esteja realmente morto de fome….
          E mais que isso, no controle do peixe artificial vai estar um humano que ** pode ** acionar qualquer medida de “assustar” que o aparelho venha a ter : insisto, se um animal ver um objeto se mexendo erraticamente, ou mudando de cor, ou soltando um líquido escuro/repelente, ou fazendo algum som diferente (ou vibrando diferente, já que estamos debaixo dágua) o primeiro instinto via de regra ** não é ** morder pra testar, mas sim fugir pra evitar riscos, o instinto de preservação via de regra é Superior a fome, EM ESPECIAL se o peixe falso avançar direto pro verdadeiro – não é ‘mexeu = morreu’ a não ser talvez que o bicho esteja mesmo morto de fome)….

  • Felipe Braz

    vem com a japinha da china junto?

  • Zalla

    Prevejo marotos usando na piscina

  • Parece um porta-papel higiênico futurista

  • Renato Provazi

    é por na água e a correnteza levar, hue

  • Leandro Medeiros

    “A câmera 4K do Biki, que possui uma lente grande angular de 150º”
    Fala sério, não vem com lente olho de peixe?

  • Leon Rocha

    ” O dr. Xiong Minglei”
    Acabo de descobrir de onde vem a expressão, “Vou comprar um xing ling mesmo que é mais barato”.

  • William

    E a imagem tremida balançando de lado a lado? A cauda gera isso, fica dificil ver uma filmagem longa assim

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