Editora lamenta vendas do RPG Tyranny

Existem certos jogos que ainda em fase de produção dão claros sinais de que serão enormes sucessos. Por se tratar de um RPG criado pela Obsidian Entertainment e que ao contrário do que estamos acostumados a ver, nos colocaria no papel dos vilões, eu sempre achei que o Tyranny era um desses casos. Pelo jeito eu estava enganado.

Publicado em novembro passado pela Paradox Interactive, o CEO da editora não mostrou muita empolgação ao falar sobre o desempenho do jogo desde então.

O Tyranny se saiu bem […], ainda existe muito interesse por ele,” declarou Fred Wester. “Muitas pessoas ainda estão esperando para comprá-lo. Acho que ainda veremos ele repercutir, com as pessoas vindo e jogando mais tarde. Mas ele realmente não alcançou a expectativa que tínhamos inicialmente, não.

Tal opinião foi compartilhada por Shams Jorjani, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Paradox, que afirmou que embora no geral o desempenho tenha sido “ok”, todos esperavam que o Tyranny se saísse melhor. Para o executivo, uma explicação pode ser que na época do lançamento do game o mercado não estivesse pronto para um título no estilo dos RPGs da década de 90.

Já da parte da Obsidian, um comunicado emitido por eles admite que o as vendas no período de fim de ano poderiam ter sido melhores, mas que por se tratar de um RPG incrivelmente profundo, eles acreditam se tratar de um jogo com potencial para aumentar suas vendas com o passar do tempo.

Particularmente acho uma pena o jogo não ter sido tão bem recebido quanto poderia, mas confesso que não fiz a minha parte. Mesmo com o Tyranny sempre tendo me parecido muito bacana, preferi deixar para comprá-lo noutra oportunidade e o principal motivo para isso em parte é culpa da própria Obsidian. Acontece que até hoje não joguei o outro RPG deles neste estilo, o Pillars of Eternity e como ainda pretendo fazer isso, não tenho a menor pressa para pegar a última criação deles.

É bem verdade que a falta de suporte a controles e uma versão para consoles poderiam acelerar este processo, mas como isso não deverá acontecer, sigo por aqui retardando o dia em que encararei esses títulos.

Fonte: PCGamesN.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Germano

    Tá… talvez eu não esteja tão por dentro do mundo gamer assim… mas nunca nem tinha ouvido falar dele até ler esta matéria. O que dizer da maior parte do público então? Não sei se foi mesmo esse o caso mas acho que sem divulgação fica difícil vender.

    • Fomos dois….

    • Eu vi ele no IGN e Kotaku. Os reviews foram bons. Não sei porque vendeu tão pouco.
      Acho que o preço dele (R$210 versão completa) afasta compradores, pois no fim parece um jogo relativamente simples que não justifica a facada.

      • “um jogo relativamente simples”
        Não joguei, mas acho que está bem longe disso.

        • Mas gente…. @Gradash
          …faltou uma palavra importante no meu comentário….

          Quem olha as imagens jogo – e não sabe o QUÃO MEGAFODA Pillars of Eternity foi – talvez se desmotive a comprar pelo fato dos gráficos “antiquados” com cara de jogo indie.

          O VISUAL relativamente simples somado ao preço de jogo AAA, e um marketing discreto, possivelmente afastaram potenciais compradores.

          E porra… adoro o estilo do jogo.

          PS: Fallout 2 > Fallout 3

      • Gradash

        Simples? Nem pensar. Na realidade é exatamente o contrário, o jogo é absurdamente complexo e profundo, tem um sistema totalmente baseado nos clássicos dos anos 90 (Baldur’s Gate, Neverwinter Nights), absurdamente profundo e complexo, o Dori reclamou que sente falta do suporte a gamepad, mas o jogo nem tem como jogar com gamepad, seria um saco jogar assim pois teria que pausar de 1 em 1 segundo devido a complexidade. Fora o enredo fantástico e as escolhas que mudam tudo.

    • Gradash

      O marketing dele foi fraco mesmo.

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  • Guilherme

    Rapaz, o backlog do Dori é imenso.

  • SignaPoenae

    Está na minha lista de desejo, junto com pilars of eternity e Icewind. Porém só vou comprar depois que conseguir party para zerar os dois primeiros bauldurs gate.

    O preço também não ajuda, minha política é nunca pagar mais de R$50 em um game na steam, então está longe desse jogo entrar para minha biblioteca.

  • To sem PC em casa a 1 ano, então meu foco de jogos está sendo nos consoles, mas confesso que desconhecia completamente esse Tyranny.

    Apesar da boa premissa, o estilo do RPG somado ao fato de não ter em consoles realmente limita muito o alcance dele. Mas como o Dori, não joguei nem o Pillars ainda… rs

  • Giovane

    Eu comprei este jogo, mas não joguei muito mais além do prologo. Ele compartilha muito da jogabilidade do Pillars of Eternity, mas é muito mais parado, em 2h jogando, passei pelo menos 1:30 lendo os textos ou ouvindo os diálogos.

  • Thiago Alcalde

    Depois que saiu o Divinity Original Sin com suporte a controle é obrigação os rpgs terem suporte a controle, é incrível como dá para jogar bem quando usam a cabeça.

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