Keynote Google I/O 2017 — Resumão das principais novidades

Ontem o Google trouxe um caminhão de novidades para o keynote da conferência I/O 2017, esperada principalmente por quem deseja saber das novidades a respeito do Android e outras soluções da companhia. Vamos dar uma olhada naquelas mais relevantes:

Google Lens, Google.ai e foco em aprendizado de máquina

Não é novidade que o Google está investindo pesado em inteligência artificial e aprendizado de máquina, até para alimentar suas próprias soluções. Só que trabalhar sozinho não é uma estratégia tão inteligente assim e a empresa quer democratizar o acesso e desenvolvimento da tecnologia, e para isso anunciou o lançamento de uma nova plataforma chamada Google.ai.

Segundo o CEO do Google Sundar Pichai, o novo domínio fornecerá seus dados de pesquisa na área ao público, cientistas e desenvolvedores em um só lugar de modo a diminuir os obstáculos e permitir que todo mundo possa trabalhar e até mesmo se divertir com as novidades. Entre alguns dos projetos demonstrados durante o I/O há o AutoDraw, uma ferramenta que analisa o desenho do usuário, mesmo o mais feio possível e o transforma em uma arte de qualidade.

É uma trapaça, não fará de ninguém um novo Alex Ross mas é uma demonstração de como os algoritmos de aprendizado do Google estão evoluindo. Outros softwares incluem o Duet, que permite a criação de músicas em conjunto com um pianista virtual e o Quick, Draw!, um game em que a IA tenta adivinhar o que o usuário desenhou.

Uma das tecnologias aplicadas mais interessantes em relação a visão computacional e aprendizado de máquina é o Google Lens, que permite observar e interpretar imagens em tempo real. Agora ele será inserido no dia a dia dos usuários ao ser integrado ao Fotos e o Allo, adicionando funções contextuais de acordo com as informações coletadas e os costumes do indivíduo. Por exemplo: com o Allo você pode exibir a fachada de um restaurante e ele oferece opções de reserva, ou pegar uma foto de um prato na internet e ele sugerir qual o lugar mais próximo onde você pode pedir um Delivery. Através de novas funções integradas ao Assistant (mais a seguir) você pode fechar um pedido e realizar o pagamento, tudo de forma automática.

Ele pode identificar edifícios, placas de trânsito, utilizar OCR para traduzir textos e até mesmo ler etiquetas de redes Wi-Fi; basta apontar a câmera que o Lens entende o contexto, conecta-se à rede e digita a senha impressa, sem nenhum tipo de intervenção. Apenas funciona.

O Google Lens será liberado para uso nas soluções Google em breve.

Google Assistant em português, finalmente

A assistente virtual do Google, como já mencionado vai ficar mais esperta. De modo a permitir uma maior interação com o usuário, que pode não ter um Google Home em casa ela passará também a aceitar solicitações em texto, como Siri e Cortana sempre fizeram. Isso é bom para quem tem vergonha de ditar comandos em voz alta em público e prefere uma interação mais… tradicional.

Outra novidade é que Assistant passará a entender mais línguas: já no próximo semestre serão incluídos suportes a francês, alemão, japonês e português brasileiro, o que permitirá a nós enfim utilizar a ferramenta sem gambiarras e limitações. No momento o único aparelho vendido no Brasil com suporte nativo à Google Assistant é o LG G6, só que a funcionalidade precisa ser ativada à força e só há interação em inglês no momento.

Sobre a integração com o Google Wallet, usuários dos Estados Unidos poderão utilizar a assistente para entrar em contato com empresas (vai depender da integração das mesmas com a API), solicitar produtos e fechar pedidos com comodidade, sem nenhum tipo de atravessador. Como o Wallet é uma carteira virtual, não há a necessidade de comprovar crédito com cartões nem nada disso. Clicou, comprou, recebeu, fim.

Num primeiro momento apenas a rede de padarias Panera Bread será compatível com a novidade; mais empresas irão aderir em breve mas por enquanto não há previsão do lançamento da ferramenta em outros países.

Por fim a Google Assistant foi liberada para o iOS (conforme adiantamos) mas por enquanto, apenas nos Estados Unidos.

Google Home: mais recursos e expansão para mais países

O alto falante inteligente do Google já recebeu mais de 50 funções desde seu lançamento e continuará a evoluir, ganhando mais algumas para o conforto e comodidade de seus donos (embora muito em breve possa vir a veicular anúncios; não existe almoço gratís). Uma delas, e a mais legal é a possibilidade de realizar ligações totalmente sem o uso das mãos para qualquer pessoa, sejam números celulares ou fixos. Os usuários dos EUA e Canadá novamente terão vantagens, visto que nesses países o serviço será totalmente livre de encargos.

Tal funcionalidade foi introduzida para bater de frente com a Alexa, já que a Amazon anunciou que os dispositivos Echo receberão o recurso de chamadas em breve.  A diferença é que a assistente de Jeff Bezos é restrita apenas a ligações entre Echos ou de um alto falante para um dispositivo móvel com o app instalado. O Google por sua vez fechou acordos com as operadoras de telefonia diretamente, bastando apenas que a pessoa para a qual você deseja ligar esteja em sua lista de contatos (o mais provável é que fora dos EUA os custos de ligação sejam descontados da linha móvel vinculada à conta do Google, o que faz todo o sentido). Ponto para Mountain View.

No mais o Google vai explorar mais a parte sonora do Home, dada a sua qualidade e inserir mais aplicativos de música: o Spotify receberá a companhia dos concorrentes diretos Google Play Music, YouTube Music (óbvio), Deezer, Soundcloud e Pandora, entre outros em breve. Ele também passará a ser diretamente compatível com TVs e monitores, e solicitações visuais poderão ser exibidas nesses dispositivos ao invés de em seu smartphone. Coisas como lista de contatos, compromissos na agenda, essas coisas.

Google Fotos, agora mais amigável e esperto

Como já mencionado, o Google Lens trará um ganho de performance exponencial para o Fotos de agora em diante. O sistema de visão computacional vai utilizar reconhecimento facial, de situações e os costumes do usuário, entre outras informações para fazer mais e melhores sugestões para situações diversas. Por exemplo, uma foto de um quadro vai fornecer informações sobre o artista, um outdoor traria links para a compra dos produtos (de roupas e comida a ingressos de shows), etc.

O compartilhamento de imagens vai ficar mais esperto também, identificando amigos e situações para compor coleções automáticas. Vai funcionar assim: fotos carregadas para o app serão analisadas, pessoas e lugares serão reconhecidos e álbuns serão criadas, com as melhores e mais relevantes capturas e ao mesmo tempo o app vai sugerir com quem você deveria dividir a “criação” do software.

Nas próximas semanas todas as versões do Fotos, seja Android, iOS ou web contarão com o recurso. Você poderá enviar as coleções para seus amigos e familiares através de links enviados por e-mail, SMS ou pelo próprio aplicativo, desde que os destinatários também o utilizem.

Já as bibliotecas compartilhadas visam unir principalmente os membros de uma mesma família em torno de seus melhores momentos. Você poderá configurar o app para que ele envie fotos de determinadas pessoas (seus filhos, por exemplo) para seu marido ou esposa automaticamente, sem a necessidade de compartilhar toda a sua biblioteca (dá para fazer também). O recurso também chegará nas próximas semanas.

Por fim, o Google Fotos vai ganhar uma função de análise computacional para selecionar suas melhores fotos e a partir daí, oferecer a impressão de um álbum físico. Por enquanto a novidade é restrita aos EUA e custa US$ 10 por cada 20 fotos impressas.

Novos recursos para o YouTube

O YouTube pode estar passando por problemas, mas continua gigante. São mais de dois bilhões de espectadores mensais e mais de um bilhão de horas de conteúdo, é muita coisa. No entanto alguns recursos só estão disponíveis para alguns dispositivos e não incluem Smart TVs. Os vídeos em 360 graus são um deles, o que vai mudar em breve.

Em breve os televisores que possuem o YouTube instalado (nada foi dito sobre consoles de videogame e set-top boxes) passarão a permitir que o usuário rotacione vídeos gravados em todas as direções facilmente pelo controle remoto, algo que só podia ser feito pelos navegadores e dispositivos móveis (sem mencionar os óbvios headsets de RV). Em outras notas, o Google revelou que o Super Chat introduzido no início do ano já serviu para financiar várias produções de qualidade dos YouTubers, graças às doações dos espectadores em comentários.

Android O

A estrela do I/O é como sempre a nova versão do Android. No caso, o Android O (nome ainda a ser revelado e não creio que será Oreo; Orange alguma coisa ou Oatmeal Cookie, talvez) terá uma aproximação de maior foco em eficiência, principalmente em autonomia de bateria e manutenção de sistema, bem como uma segurança ainda mais reforçada (sorry FBI).

Primeiro, o modo multitarefa vai impor limites a aplicativos rodando em segundo plano, de modo a poupar a alocação desnecessária de recursos (principalmente memória, o que vai evitar a lentidão) e consequentemente, o consumo excessivo de energia. Pense em como o iOS opera, forçando aplicativos não utilizados a basicamente “hibernar” quando não estão em primeiro plano. Isso é essencial para os iPhones já que a bateria deles nunca foi lá grande coisa, e nos iPads isso se reflete em uma autonomia monstruosa, de mais de uma semana em modo de espera. O Android O vai prover um gerenciamento de energia similar.

O sistema também foi otimizado e deve ficar bem mais rápido, o que é bom para aparelhos mais antigos mas ainda utilizáveis (desde que a atualização seja fornecida). Os apps nativos do Google também foram retrabalhados e mesmo não rodando no Android O, consumirão menos memória e carregarão muito mais rápido do que suas encarnações atuais.

O processo de atualização foi modularizado, principalmente para combater a demora da liberação do novo sistema para modelos antigos. Vejam o Galaxy S7 por exemplo, que recebeu o Android 7.0 Nougat só agora. Isso acontece porque atualmente os fabricantes de chips, como Qualcomm e MediaTek precisam primeiro atualizar seus controladores, passar o software para as OEMs e elas então mexem na interface e outras coisas.

Com o Project Treble o processo passará a ser simultâneo, com fabricantes de processadores e de smartphones trabalhando em conjunto para agilizar a liberação das versões customizadas do Android das últimas. Isso porque cada parte do processo vai trabalhar apenas com o que lhe diz respeito, lá na frente o sistema será integrado e por fim repassado para os dispositivos no mercado. Isso pode agilizar e muito a entrega das novas versões do Android, desde que as OEMs não sabotem mais uma vez os planos do Google.

A Central de Notificações será ainda mais personalizável, passando a oferecer “canais” de modo a permitir que um tipo de informação seja destacada e outra não. No exemplo dado um app de notícias pode oferecer a opção de permitir notificações de tecnologia, mas o usuário pode bloquear as de política. Alguns apps já permitem tal controle fino mas o Android dará suporte direto a isso, de agora em diante.

O Glogle Play Protect, o sistema de verificação de apps será mais visível. Agora ele aparecerá na aba superior do Google Play e informará se tudo está bem, quantos apps verificou e em caso de problemas, quais aplicativos foram comprometidos.

Outras novidades incluem o suporte a ícones adaptativos (chega da confusão de formatos), a API Autofill que permitirá o uso de um app de autocompletar para um preenchimento de formulários mais rápido (bom para gerenciadores de senhas), PiP para mútltiplas telas, a implementação do codec LDAP para som de alta qualidade (ele pertencia à Sony, mas foi doado para o Google) e uma nova API para aplicativos de áudio profissional, refinamentos nas operações de apps de fotos, WebView com multiprocessos padrão, Wi-Fi Aware para conexão e descoberta entre dispositivos sem nenhum outro tipo de rede, notificações nos ícones no caso de atualizações (como já ocorre no iOS e em versões customizadas do Android), entre outras coisas.

O beta do Android O já está disponível aqui e é compatível com os Nexus 5X, 6P e Player além do Pixel, Pixel XL e Pixel C; a versão final deve ser liberada no terceiro trimestre, junto com novos smartphones da linha Pixel.

Android Go: um SO mais leve para dispositivos de entrada

O Google também anunciou um novo sistema móvel: o Android Go, uma versão resumida do robozinho é destinada a dispositivos de entrada vendidos em países em desenvolvimento, que contam com infra precária e velocidades de redes móveis ridículas (claro que o exemplo dado foi o Brasil, além da Índia. O que é injusto, um país sério que tem um programa espacial de verdade ser comparado com a gente). Os alvos são aparelhos com até 1 GB de RAM e o sistema virá equipado com aplicativos mais leves, que gastam menos dados móveis e a Google Play Store dará destaque a apps mais de acordo com essa filosofia de uso, como o Facebook Lite e outros.

Os apps voltados para o Android Go terão funções específicas para a realidade desses países e usuários. O YouTube Go, por exemplo permitie o download local de vídeos via Wi-Fi para visualização offline, entre outras soluções para a realidade de quem não tem dinheiro para ficar na internet móvel o tempo todo e nem para comprar aparelhos potentes. Diz o Google que o Android Go roda até em dispositivos com 512 MB de RAM, algo que eu gostaria de ver; ele é baseado no Android 7.0 Nougat.

Novidades para o Daydream e Tango

O Google Daydream VR vai evoluir e deixar de depender de smartphones. Novas parcerias com a Lenovo e a HTC vão levar ao lançamento de dispositivos independentes, com displays embutidos. A Qualcomm também é parceira a fim de oferecer uma melhor tecnologia na reprodução de Realidade Virtual e os primeiros dispositivos chegarão ao mercado ainda em 2016.

Já sobre Realidade Aumentada, o Google Tango vai ganhar uma nova geração de dispositivos em breve, através de parceiros como a ASUS. Além disso o Google está trabalhando em um novo recurso chamado “Visual Positioning Service”, ou VPS para reconhecer e identificar elementos num espaço tridimensional, de modo a direcionar as pessoas ao lugar certo.

Pode parecer algo bobo, mas pense em usuários cegos ou com visão reduzida; com o VPS eles poderão por exemplo ser guiados até a prateleira certa de um supermercado e fazer suas compras sem o auxílio de terceiros, apenas com o sistema de navegação do Tango que já reconheceu o ambiente e sabe onde está cada coisa.

Google for Jobs

A ferramenta apresentada no fim do evento, já aventada pouco tempo atrás vai utilizar o Google Search e as buscas do usuário para identificar quanto este estiver procurando emprego, vai destacar os anúncios das principais companhias dentro de suas capacidades e fazer o meio de campo, já que o Google manterá contratos com diversas agências e companhias para recrutamento. LinkedIn, Facebook, CareerBuilder e outras estão entre os parceiros e a novidade deve chegar aos EUA nas próximas semanas, com demais países a seguir.

Developers developers developers

Não podemos esquecer que o Google I/O é um evento para desenvolvedores, e a gigante também anunciou novidades para eles. Uma delas é a implementação do suporte à linguagem de programação Kotlin no Android O, que rodará dentro de uma JVM e traduzirá o código para Javascript diretamente. É uma opção para os programadores que desenvolvem em C++ e principalmente em Java, visto que o Kotlin será a partir de agora posicionado como a linguagem principal para se desenvolver no Android.

O motivo é a briga ferrenha entre o Google e a Oracle, dona do Java. Ela está movendo um processo gigantesco e exigindo bilhões pelo que considera uso inapropriado da linguagem na criação do Android (culpa do Google, que não acordou nada oficialmente com a Sun Microsystems e dançou bonito quando esta foi comprada) e quanto menos os desenvolvedores dependerem do Java, melhor para ela. Foi considerado inclusive que o Google migrasse tudo para o Swift, mas no fim acabaram escolhendo o Kotlin por ser uma linguagem orientada a objetos, tal qual a hoje pertencente à Oracle.

Outra novidade interessante, revelada no segmento endereçado aos desenvovledores foi do anúncio do Android Pay para o mercado brasileiro. O sistema, semelhante ao Apple Pay permite o cadastramento de seus cartões de crédito e assim seu smartphones passa a ser sua carteira, conversando diretamente com as máquinas das operadoras. No Brasil as três grandes, a saber Cielo, GetNet e Rede já suportam pagamentos via NFC.

Segundo o Google, como o Android Pay depende de acordos com os bancos a primeira oferta de cartões compatíveis será limitada; ainda assim a empresa revelou que Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Porto Seguro através das bandeiras Visa, MasterCard e Elo estarão na primeira leva, o que já é bastante coisa. O Android Pay deve chegar aqui e também no Canadá, Rússia, Espanha e Taiwan até o fim do ano.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Germano

    “…combater a demora da liberação do novo sistema para modelos antigos…Isso acontece porque atualmente os fabricantes de chips, como Qualcomm e MediaTek precisam primeiro atualizar seus controladores, passar o software para as OEMs e elas então mexem na interface e outras coisas” Ok, e qual a mágica feita então pelos mantenedores de custom ROMs?
    Gostei do Android Go, tomara que surjam customs baseadas nele tb 😉

    • Ed. Blake

      “Ok, e qual a mágica feita então pelos mantenedores de custom ROMs?” – Drivers genéricos e legados. Por isso as partes problemáticas costumam bugar muito até que se possa chegar a uma build estável de uma ROM: RIL, Camera (que jamais tem o mesmo desempenho das ROMs Stock), Bluetooth, Wi-Fi e sensores costumam integrar este time dos drivers problemáticos na maioria das ROMs na maioria dos dispositivos.

      As ROMs para o Zenfone 2 por exemplo, usam um kernel com um misto de drivers das ROMs Marshmallow e Lollipop liberados pela Asus até então para o modelo.

      • Danilo

        Eu gostaria de saber se “dividir” a build assim ajudará quem faz custom rom…

        Será que os caras podem usar o “Vendor implementation” original, mas mudar o Android Framework pra uma versão mais recente/diferente? Algo como, usa a base do SO da Samsung, mas coloca por cima um Android limpinho / a lá google, ou um MIUI, ou qqr outra coisa, e de preferência, sem bloquear Netflix e Android Pay!

        PS: Sei que isso já acontece de certa forma, no XDA é a diferença entre o “Android dev’ e o “Android Original Dev” (aqui se enquadrando AOSP e LineageOS).

        • Ed. Blake

          É mais ou menos isso que acontece, mas se usa a source (os arquivos da ROM que você escolher como AOSP, Lineage, Dirty Unicorns, etc) e um kernel. Nos casos dos Huawei, por exemplo, com SoCs Kirin, a build é adaptada pra rodar no kernel padrão pois a fabricante não libera os sources (cause: fuck GPL).

      • Germano

        Sempre achei que o Android, sendo baseado em Linux (kernel), usava os drivers do Linux que são open source na esmagadora maioria. Mas admito que nunca fui checar se era assim mesmo ou se ele faz certas coisas a sua maneira, o que também não me surpreenderia.

  • “Android Go: um SO mais leve para dispositivos de entrada” prometem isso desde sempre, toda atualização de Android dizem que vai gastar menos memória RAM mas parece que dessa vez vai, pois ainda que baseado no mesmo sistema, é um OUTRO sistema.
    Veremos.

    • William Alves da Silva

      Mas dessa vez é como se fosse uma versão lite do SO principal, o Android O continua sendo para dispositivos de ponta..

    • Instalei o Beta no meu Pixel e a melhoria na performance foi visivel! Pela primeira vez acreditei nessa proposta. Não sei o que mexeram, mas dessa vez funcionou.

  • Gink Labrev

    “linguagem de programação Kotlin no Android O, que rodará dentro de uma JVM e traduzirá o código para Javascript diretamente.”

    Traduzirá para Java e não Javascript, não ?

    • William Alves da Silva

      É javascript mesmo parece muito um transpiler como babel..

      • Gink Labrev

        Tem certeza ? Teria alguma documentação oficial sobre isso ?
        Pq sendo assim, seria possível programar nativo JS para Android, o que não é o caso hoje em dia.

        • Gink Labrev

          É verdade. “Kotlin is a statically-typed programming language that runs on the Java Virtual Machine and also can be compiled to JavaScript source code.” na Wikipedia.

          Isso está começando a ficar interessante.

          Mas se este é o caso, pq não programar em JS logo ? Será que o Google reescreveu cada componente da SDK do Android em JS ??
          Acho difícil. Pelo que entendi, PODE ser compilado, mas não é obrigatório.

          • Germano

            Pelo que tambem entendi dessa Kotlin (que so vim a conhecer agora tb) ela gera como resultado da “compilacao” java bytecodes ou java script. Mas dai a se o Android usa essa capacidade de geracao de java script, ou como, e outra historia.
            Linguagem…. pitoresca……….

    • Aniel

      Ela pode ser portada tanto para JVM quanto para JavaScript.

    • Falaram merda, pessoal quer falar sobre linguagem de programação sem saber nada dá nisso, o Kotlin só foi oficialmente aceito, vários programadores já utilizavam o mesmo utilizando um plugin extra no Android Studio, agora no Android Studio novo esse plugin e nativo, isso é uma mudança no Android Studio e não no Android, no final vai gerar um APK com bytecodes do mesmo jeito tanto faz se usa Java ou Kotlin…

      • Germano

        Faz sentido. O que não fez sentido para mim e por que estão usando tanto esse tal de Kotlin, a linguagem Java tem suas firulas mas não é algo impossível de lidar.
        E não, não sou desenvolvedor Android ou sequer mobile. Sou desenvolvedor mas não nessa linha. E de qualquer jeito, isto não é um blog especializado.

        • O kotlin tem compatibilidade com o javascript e o Java tem o problema da Oracle ser uma FDP e travar a modernização da linguagem e querer processar todo mundo…

          Você consegue usar o kotlin em varios ambientes alem do Android como no Noje.JS

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  • Saulo Benigno

    O Android ficou tão pesado que vão lançar uma versão mais leve haahaha hilário.

    Que nem o facebook 🙂

  • Sobre o Kotlin o mesmo já podia ser utilizado, já tinha como criar um projeto no Android Studio em Kotlin instalando plugins extras, o que aconteceu que o Google resolveu oficializar, vários programadores Android já estavam migrando para o Kotlin mesmo, por isso o mesmo foi escolhido…

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  • Cacio Frigerio

    Comparar o Brasil com a Índia realmente não cabe. A desigualdade social na Índia eh muiito maior que no Brasil. Sem falar na falta de infraestrutura, mesmo a básica. É comum cidades grandes com ruas de terra. Condições de higiene (cultura?) deficitarias. Já viu o trânsito como é caótico por lá? Ah.. Mas eles tem um programa espacial! Eles falam inglês! Sério síndrome de vira-lata tá forte aqui! Saber reconhecer nossos problemas eh diferente de achar que aqui TUDO está errado.

    • Tom

      Aí que tá, mesmo com um caos do inferno que é a India, eles tem um programa espacial, o que demonstra que o nosso não funciona por pura falta de vontade NOSSA

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