Depois da Oculus, ZeniMax processa a Samsung por causa do Gear VR

A ZeniMax Media ainda não desistiu de garantir direitos e compensações acerca do que ela considera sua propriedade, no caso a tecnologia referente aos óculos de realidade virtual produzidos pela Oculus (hoje pertencente ao Facebook), devido uma disputa ferrenha que envolve roubo de assets e código alheio.

Depois da ZenMax vencer parcialmente a Oculus e garantir uma indenização de US$ 500 milhões (algo que não a satisfez, diga-se de passagem) a companhia agora está processando a Samsung por causa do Gear VR, que é produzido em parceria com a divisão do Facebook e por causa disso também usaria tecnologia surrupiada.

As acusações da ZeniMax contra a Samsung são basicamente as mesmas usadas no processo movido contra a Oculus e por extensão, ao Facebook e o pivô dessa celeuma toda mantém o mesmo nome e sobrenome: John Carmack, o CTO da Oculus. Em 2012 o conceituado programador e desenvolvedor de games (e entusiasta de foguetes) fazia parte do time de desenvolvimento da id Software, desenvolvedora de games que pertence à ZeniMax (bem como a Bethesda Softworks, a MachineGames, a Arkane Studios e outras) que na época se tornou benfeitora da Oculus VR de Palmer Luckey (que não mais está ligado ao Facebook e passa seu tempo fazendo cosplay; NSFW, NSFL), que na época era meramente uma curiosidade e era promovida na Universidade do Sul da Califónia. A Zenimax proveu dinheiro, pessoal e recursos para que a Oculus conseguisse fazer com que o Rift deslanchasse de modo a ganhar uma grana no processo, o que era justo.

CTO da Oculus e ex-id Software John Carmack, o centro de toda essa confusão

Carmack se interessou pela tecnologia do Oculus Rift, foi agraciado com um protótipo e a partir daí investiu seu tempo dentro da ZeniMax para aprimora-lo, e é entendimento geral que sem ele o óculos de RV não teria chegado onde está. Carmack inclusive se tornou o CTO da startup sem se desligar de sua empresa matriz, a sob todos os aspectos tudo o que ele desenvolveu para o acessório enquanto funcionário da id Software pertence à ZeniMax. Inclusive o código que escreveu.

Quando a Oculus foi comprada pelo Facebook a ZeniMax entendeu que a startup, a rede social e Carmack (que admitiu no processo ter baixado milhares de e-mails para um pendrive no seu último dia na id, o que caracteriza apropriação indébita) quebraram contratos e estariam simplesmente se apossando de uma tecnologia que pertence à ela em primeiro lugar, já que ela investiu dinheiro no processo e o CTO da Oculus ainda era seu funcionário quando as primeiras demonstrações do Oculus Rift foram feitas.

A Samsung entra na jogada por ter se tornado parceira da Oculus e do Facebook ao introduzir a linha Gear VR, seus próprios óculos de realidade virtual que embora dependam de seus próprios smartphones para funcionarem, ainda utilizaram parte do código e tecnologia original da Oculus que Carmack desenvolveu enquanto estava na id Software em seu SDK inicial. Logo, tudo o que se aplica ao Oculus Rift nos autos se estende também ao Gear VR.

Para completar, quando a ZeniMax abriu o processo contra a Oculus e o Facebook ela emitiu uma ordem de Cease and Desist endereçada à Samsung, que ainda não havia lançado o primeiro Gear VR como forma de impedir a companhia de fazê-lo. Como se sabe, os coreanos deram de ombros e colocaram o acessório no mercado mesmo assim. Entre as provas estão gravações do sistema de segurança que mostrariam Carmack dando passe livre na id Software a Matt Hopper, ex-funcionário da Oculus para que este examinasse documentos confidenciais; nesta noite eles teriam enviado à startup um “plano de ataque”para sua estratégia móvel futura, que segundo consta não incluiria a ZeniMax.

A ZeniMax busca reparações por danos e direitos sobre a linha Gear VR, de modo a garantir uma parte dos lucros dobre cada óculos de RV vendido. Sim, são as mesmas condições impostas ao processo original contra a Oculus e vale lembrar que a companhia ainda pretende brigar pelas ações que perdeu no tribunal contra a hoje rival e o Facebook, referente a roubo de tecnologia (ela ganhou apenas o processo de quebra de contratos); é intenção da ZeniMax não deixar barato e garantir o que ela considera como sendo sua tecnologia, algo que obviamente a Samsung e o Facebook não querem de jeito nenhum.

Até o momento a Samsung não teceu comentários sobre o caso.

Fonte: CNET.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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