Motorola introduz os novos Moto C e C Plus (e pode trazer o Moto X de volta)

A Motorola está voltando com tudo em 2017, e ao que tudo indica abandonou a estratégia de manter uma linha de dispositivos móveis enxuta. Ontem (15) a Lenovo introduziu, através da agora sua única divisão móvel (ao menos fora da China) os novos Moto C e C Plus, smartphones de entrada, extremamente simples e voltados para o consumidor que deseja um mínimo de qualidade, mas não quer gastar muito.

E ao mesmo tempo há indícios de que não só as linhas C, E, G e Z seguirão firmes como o Moto X pode voltar ainda este ano.

Olhando de perto os novos Moto C e Moto C Plus são o que costumavam ser os aparelhos mais baratos da Lenovo, abaixo até mesmo do Moto E. Ambos possuem displays TFT de 5 polegadas e 1 GB de memória RAM, mas diferenças consideráveis entre si. O Moto C conta com um SoC MediaTek MT6737M, quad-core com clock de 1,1 GHz, resolução de 480 x 854 pixels (196 ppi), 16 GB de espaço interno expansível até 32 GB via Micro-SD, câmera principal de 5 megapixels com Flash LED, pixels de 1,4 µm e que filma em HD a 30 fps, câmera selfie de 2 MP e Flash LED, versões em 3G e 4G/LTE, Single ou Dual-SIM, Bluetooth 4.2, A-GPS, bateria removível de 2.350 mAh, porta Micro-USB 2.0 e Android 7.0 Nougat.

Já o Moto C Plus é um pouquinho mais potente: SoC MediaTek MT6737, quad-core de 1,3 GHz, resolução HD (294 ppi), 32 GB de espaço interno (expansível via Micro-SD até 32 GB), câmera principal de 8 MP com abertura f/2,2, pixels de1.12 µm, autofoco, Flash LED, HDR e também filma em HD a 30 fps, câmera selfie de 2 MP com abertura f/2,8 e Flash LED, 4 G/LTE, Bluetooth 4,2, A-GPS, Single ou Dual-SIM, Android 7.0 Nougat e uma poderosa bateria removível de 4.000 mAh, que segundo a Motorola resiste a até 30 horas de uso.

Vamos aos preços: o Moto C custará € 89 na versão 3G e € 99 na com 4G, enquanto o Moto C Plus tem preço sugerido de € 119 (há uma versão com 2 GB de RAM, sem preço definido e que será vendida em mercados restritos). Ambos começarão a ser vendidos na Europa, Ásia e Américas do Norte e Latina entre maio e junho, no entanto a empresa não revelou planos especificamente para o Brasil.

Com isso a Lenovo/Motorola estabelece quatro linhas para o mercado mobile: a Moto Z para o usuário premium, a Moto G que atende o consumidor intermediário, a Moto E que foi reposicionada como aparelhos mid-low e a Moto C, totalmente de entrada. A quarta linha é a Moto X, que ao que tudo indica está voltando.

Não dando as caras no mercado desde 2015, a outrora linha topo de linha da Motorola estaria sendo repensada como uma proposta mid-high logo abaixo do Moto X, com capacidade semelhante mas sem a possibilidade de uso dos Moto Snaps, exclusivos dos hoje produtos premium da fabricante. De acordo com vazamentos ele viria com um display de 5,2″ Full HD, uma traseira de vidro 3D e um curioso recurso “SmartCam”, ainda a ser revelado. Segundo um vídeo vazado ele viria com um SoC Snapdragon 660, 4 GB de RAM, 64 GB de espaço interno e bateria de 3.800 mAh.

Os vazamentos apontam outras coisas interessantes: o Moto X4 seria um modelo único, não contando com as diversas versões de 2015 (X Style, X Play, X Force; esse último aliás foi promovido à linha Z), porém a Motorola pretende lançar mais dois Moto G no mercado ainda em 2017. Os G5S e G5S Plus viriam com corpo de metal, displays Full HD de 5,2″ e 5,5″ e no caso do último, uma câmera dupla pela primeira vez.

 

Já o Moto E4 receberia repaginada mínima, com mais potência mas mantendo o mesmo form factor. O destque no entanto ficaria para o Moto E4 Plus e sua absurda bateria de 5.000 mAh, o que para um aparelho de capacidade inferior chega a ser um disparate em termos de autonomia a ser proporcionada. Isso sem falar no Moto Z2, que pode contar com uma bateria menor de 3.000 maH em relação ao modelo anterior e o Moto Z2 Force, que viria com o Snapdragon 835 mas pode permanecer como um modelo exclusivo da Verizon.

Em suma, a Motorola tem planos para colocar no mercado nada menos que onze dispositivos só neste ano, divididos em quatro categorias distintas. Se pensarmos que a Lenovo não mais pretende investir em linhas próprias fora da China esse número até não é tão alto, mas a ideia de uma lineup enxuta como nos velhos tempos morreu de vez.

Fontes: The VergeSlashGear Pocket-Lint.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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